sexta-feira, abril 3, 2026

DAF Caminhões Brasil apresenta Leandro Mello como diretor de Pós-Venda

A DAF Caminhões nomeou Leandro Mello como novo diretor de Pós-Venda no Brasil. O executivo passa a responder diretamente a Luis Gambim, diretor comercial da marca no País, e terá sob sua responsabilidade as áreas de Atendimento ao Cliente, Garantia, Serviços e Projetos.

O executivo assume a responsabilidade de garantir a fidelização de clientes de uma frota acumulada quase 50 mil caminhões que, preferencialmente, prefiiram ser atendidos pela rede autorizada da marca, com 75 endereços no Brasil.

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A DAF está presente no Brasil desde 2011, com inauguração da fábrica em Ponta Grossa (PR) em 2013, completando cerca de 15 anos de operação em março de 2026. Apesar do resultado negativo de 2025 em -22,2%, similar a quase toda indústria de caminhões com foco em pesados, a DAF Caminhões Brasil tem uma escalada de crescimento em vendas inédita na história País, acostumado com altos e baixos. Veja os números de emplacamentos ano a ano.

Ano Caminhões
2012 3
2013 29
2014 257
2015 443
2016 673
2017 1.048
2018 2.344
2019 3.247
2020 3.831
2021 5.600
2022 6.793
2023 8.344
2024 9.624
2025 7.484
Total 49.720

Fonte: Anfavea/Senatran

Frota News
Edição 54

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Currículo com experiência na matriz do Volvo Group

Com 25 anos de experiência no segmento de caminhões e máquinas, Leandro Mello construiu carreira em áreas como desenvolvimento de concessionárias, CRM (Customer Relationship Management), experiência do cliente e gestão de projetos. O executivo é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Estado de Santa Catarina e possui pós-graduação em Marketing, além de MBAs em Planejamento Estratégico; Administração, Negócios e Marketing; e Inovação e Transformação de Negócios.

Parte de sua trajetória profissional inclui mais de seis anos em posições de gestão internacional em Gotemburgo (cidade matriz da Volvo), na Suécia, importante polo global da indústria de veículos comerciais.

Saiba mais: Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descabonização do transporte

Rede em expansão

Atualmente, a rede de concessionárias da DAF conta com 75 pontos de atendimento no Brasil, número que deve crescer gradualmente até atingir 100 unidades nos próximos anos. A ampliação da estrutura acompanha o crescimento da base de veículos da marca e a necessidade de ampliar a cobertura de serviços e manutenção em todo o território nacional, que conta com 5.570 municípios.

No entanto, nem todos os 5.570 municípios justificam presença direta, pois 80% da frota de caminhões concentra-se em menos de 500 cidades grandes ou médias (ex.: São Paulo, Campinas, polos agro como Sorriso-MT). Prioriza-se municípios com >5 mil caminhões registrados, rodovias federais (BRs), portos e regiões com alta demanda de manutenção preventiva. Cada marca planeja sua rede de atendimento conforme a demanda vai crescendo em cada região do País.

Apenas para efeito de comparação, as outras marcas possuem os seguintes números de pontos de atendimento:
  • Mercedes-Benz: Mantém cerca de 180 pontos de atendimento dedicados a caminhões e ônibus, com foco em grandes centros e revendas como Rodobens (25 unidades em 11 estados); sem expansão significativa reportada recentemente.
  • Scania: Crescimento para 125 pontos de atendimento (a maior rede Scania global), cobrindo principais rotas de carga e passageiros.
  • VWCO: Aumentou para 148 pontos (incluindo plenas e PATs) com 3 novas inaugurações em dezembro 2025 (MG e MA), reforçando proximidade com clientes.
  • Volvo: Estável em torno de 100 concessionárias, com planos de ampliação via investimento de R$ 2,5 bi até 2028, incluindo modernização da rede.
  • Iveco: Cerca de 77 (estimado; 6 só com Rodonaves cobrindo 70% de SP), com expansão recente como a maior unidade em Ribeirão Preto (SP).

De acordo com Luis Gambim, a chegada do novo diretor reforça a estratégia da montadora de consolidar a área de pós-venda como um dos pilares de sua operação no país.

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DHL reforça aposta no Brasil e posiciona País como hub regional

Enquanto a FedEx anunciou o encerramento gradual de suas operações de transporte doméstico no Brasil, o Grupo DHL fez o movimento inverso. A companhia reuniu hoje (04/03), seus principais executivos regionais em São Paulo para reafirmar investimentos e o compromisso com o mercado brasileiro e com América Latina.

A Frota News participou do encontro, que contou com a presença de Andrew Williams, CEO das Américas da DHL Express; Agustín Croche, CEO da América Latina da DHL Supply Chain; Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina, Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding Brasil; Mirele Mautschke, CEO da DHL Express Brasil, e Plinio Battesini Pereira, presidente da DHL Supply Chain Brasil.

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O principal anúncio foi de que o Brasil entrou em uma nova fase de relevância dentro da estratégia global do grupo, com foco em nearshoring, regionalização e fortalecimento da cadeia logística sul-americana.

Brasil como hub regional no movimento de nearshoring

A estratégia de nearshoring — que prioriza a realocação de produção e serviços para países próximos ao mercado consumidor final — ganhou força diante de tensões geopolíticas, custos logísticos elevados e necessidade de resiliência nas cadeias globais.

No entendimento dos executivos da DHL, o Brasil pode deixar de ser apenas destino final de mercadorias e assumir papel de hub regional, conectando fluxos da Ásia e Europa com outros países da América do Sul. A movimentação ocorre justamente no momento em que players globais, como a FedEx, reduzem sua exposição no transporte doméstico brasileiro.

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A decisão da FedEx levanta questionamentos relevantes sobre a complexidade operacional, custos estruturais e desafios regulatórios do mercado nacional. A Frota News embarcadores que esperam, após o encerramento das operações domésticas da FedEx, possam redirecionar contratos e reorganização de malhas logísticas — cenário que abre espaço para concorrentes.

DHL Express: expansão física e apoio às MPEs exportadoras

Responsável pelo mercado doméstico e internacional expresso, a DHL Express já conta com mais de 500 lojas entre próprias e franqueadas no Brasil. O plano prevê a abertura de 75 novas unidades próprias até 2030, com investimento estimado em R$ 118 milhões, além de reforço em gateways aéreos e conectividade doméstica.

Um dos pilares da estratégia é a parceria com o Sebrae, lançada em junho de 2025. A iniciativa oferece capacitação gratuita, consultoria, acesso à plataforma MyDHL+ e descontos de até 65% em fretes internacionais para micro e pequenas empresas.

Embora representem cerca de 96% das empresas brasileiras, as MPEs respondem por apenas 1% das exportações. Segundo Andrew Williams, o Brasil possui forte base industrial e pode ampliar significativamente sua participação internacional — especialmente diante do acordo Mercosul–União Europeia.

Com presença em 220 países, a rede da DHL Express poderá conectar cerca de 22 milhões de micro, pequenas e médias empresas brasileiras ao comércio exterior.

DHL Supply Chain: R$ 950 milhões para ampliar competitividade

A DHL Supply Chain anunciou, em 2023, um plano de investimento de € 500 milhões na América Latina até 2028. Considerando o câmbio médio de R$ 5,70 por euro, o montante totaliza aproximadamente R$ 2,85 bilhões, sendo cerca de um terço destinado ao Brasil — aproximadamente R$ 950 milhões.

Os recursos estão direcionados à expansão da competitividade nos setores de saúde, e-commerce, tecnologia, automotivo e bens de consumo.

Entre os destaques:

  • R$ 100 milhões na modernização da frota refrigerada, com foco em produtos farmacêuticos e cargas sensíveis;
  • Ampliação da operação em Extrema (MG), com mais 20 mil m² adicionados recentemente;
  • Expansão da DHL Fulfillment Network, com novas unidades multiclientes em Cajamar (SP) e Brasília (DF), voltadas ao e-commerce;
  • Aquisição de 75 caminhões Mercedes-Benz (25 Actros, 40 Atego e 10 Accelo) para reforço da frota.

“O nosso compromisso é de longo prazo, para uma próxima década de crescimento no País”, afirmou Agustín Croche durante o encontro.

DHL Global Forwarding: 600 voos por mês e meta de +30% até 2026

Especializada em gerenciamento de fretes internacionais aéreos, marítimos e multimodais, a DHL Global Forwarding administra cerca de 600 voos internacionais por mês nos aeroportos de Aeroporto Internacional de Viracopos e Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Viracopos concentra volumes elevados, enquanto Guarulhos opera com maior frequência de voos. A meta é ampliar em 30% os volumes consolidados até o fim de 2026, com foco em tecnologia, automotivo e óleo e gás.

Segundo Eric Brenner, o objetivo é fortalecer o Brasil como centro de redistribuição regional, conectando cargas da Ásia e Europa aos demais mercados sul-americanos. Processos digitais vêm sendo implementados para reduzir manipulação de cargas, aumentar eficiência e contribuir com a meta global de neutralidade de emissões até 2050.

O contraste estratégico

O momento marca um contraste relevante no setor. Enquanto a FedEx reduz sua presença doméstica no Brasil, a DHL reforça capilaridade física, amplia investimentos em infraestrutura, frota e tecnologia e aposta na regionalização da cadeia logística.

Para o mercado, o movimento sinaliza duas leituras:

  1. O ambiente operacional brasileiro continua desafiador;
  2. Há espaço para crescimento estruturado para quem aposta em integração regional e diversificação de serviços.

A Frota News publicará, ainda nesta semana, reportagens detalhadas sobre cada uma das três divisões, aprofundando estratégias, números e impactos para o transporte e a logística no Brasil.

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Receita da Scania soma R$ 115 bilhões em 2025 e pedidos avançaram no 4º trimestre

Mesmo em um cenário global marcado por volatilidade cambial, tensões geopolíticas e desaceleração em mercados estratégicos, a Scania encerrou 2025 com desempenho considerado resiliente. A fabricante sueca registrou receita líquida de SEK 198,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 115,2 bilhões, considerando a cotação média de SEK 1 ≈ R$ 0,58.

O resultado representa queda de 8% em relação a 2024, refletindo principalmente a redução no volume de entregas, mas foi parcialmente compensado pela a área de serviços — movimento que reforça a diversificação de receitas em um mercado mais desafiador.

Indicador 2024 2025 Tendência
Receita líquida (SEK bi) 216,1 198,5 -8% aprox.transporttalk+1
Receita líquida (R$ bi) ≈ 125,3 ≈ 115,2 -8% aprox.
Caracterização do ano Recorde histórico de vendas >100 mil veículos entregues Ano de ajuste, com queda de receita mas resiliência operacional

Entregas recuam, mas pedidos avançam

No acumulado do ano, a Scania entregou 94.073 veículos, retração de 8%. Entre eles, 602 unidades foram veículos de emissão zero (ZEV), mais que o dobro do volume registrado no ano anterior. No Brasil, a fabricante registrou uma queda muito mais acentuada, de 30%, saindo de 20.029 para 13.998 veículos. Como resultado, a participação brasileira no volume global recuou de 19,6% em 2024 para 14,9% em 2025, uma perda de 4,7 pontos percentuais.

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Na contramão da queda nas entregas, a entrada de pedidos cresceu 14%, totalizando 92.351 unidades, sinalizando retomada da confiança dos clientes, especialmente na Europa.

No quarto trimestre, a receita foi de SEK 52,8 bilhões (cerca de R$ 30,6 bilhões), também com recuo de 8%. Ainda assim, os pedidos avançaram 9% no período, somando 26.704 veículos.

A margem operacional ajustada fechou o ano em 10,7%, abaixo dos 14,8% de 2024. No quarto trimestre, ficou em 11,0%. Segundo a empresa, se mantidas as taxas de câmbio do mesmo período do ano anterior, a margem teria alcançado 13,5%.

Impacto cambial e pressão de volumes

A valorização da coroa sueca ao longo de 2025 exerceu pressão adicional sobre os resultados. Além disso, a companhia enfrentou custos relacionados à expansão industrial na China e menor volume de vendas em alguns mercados.

Apesar disso, a geração de caixa no quarto trimestre foi considerada forte, sustentada por medidas estruturais de eficiência operacional e controle de custos.

Tenho orgulho de como administramos um ano desafiador. O aumento na entrada de pedidos no quarto trimestre é um sinal encorajador da crescente confiança dos clientes e da força da nossa oferta”, afirmou Christian Levin, presidente e CEO da companhia.

Eletrificação, China e integração global

Em 2025, a Scania avançou na simplificação de sua estrutura organizacional e intensificou investimentos em eletrificação, infraestrutura de recarga e ampliação de capacidades industriais.

Os volumes de vendas de caminhões e ônibus elétricos foram muito baixos: 602 unidades, no entanto, mais do que o dobro ante 2024: 226 unidades.

A fabricante também reforçou sua presença na China, considerada estratégica para crescimento e inovação no longo prazo.

Outro marco foi o fortalecimento da área global de P&D dentro do TRATON Group, movimento que busca acelerar a inovação tecnológica mantendo proximidade com as demandas dos clientes. Isso significa que começará o desenvolvimento de peças ou conjuntos comuns para as quatro marcas do grupo: Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus, MAN Truck & Bus e International.

De São Bernardo à China: como o Brasil lidera a estratégia global da Scania

Brasil e China estão no centro da estratégia global da Scania ao combinar dois papéis complementares: o Brasil como maior mercado mundial e polo industrial consolidado, e a China como núcleo de inovação tecnológica e novo centro produtivo. Em 2024, o Brasil respondeu por cerca de 20% das vendas globais da marca, mantendo uma liderança que não é inédita — já havia ocorrido em ciclos anteriores, como em 2013 e 2018. Mesmo com juros elevados e um ambiente macroeconômico desafiador, a empresa mantém confiança estrutural no mercado brasileiro e vê espaço para ampliar competitividade com avanços em acordos comerciais e políticas de descarbonização.

A fábrica de São Bernardo do Campo sustenta esse protagonismo ao operar como o segundo maior complexo industrial da Scania no mundo, atrás apenas da Suécia. É a única unidade fora da Europa capaz de produzir o conjunto completo — caminhões, ônibus, motores, eixos e transmissões — e funciona como hub exportador para 52 países. Em 2024, atingiu 500 mil caminhões produzidos desde 1957, com capacidade anual de 40 mil motores e exportações que, em picos, já representaram 60% da produção. Essa estrutura reforça o Brasil como base industrial madura e estratégica dentro da rede global.

Enquanto isso, a China emerge como pilar tecnológico da nova geografia industrial da Scania. O hub inaugurado em Rugao, com investimento de 2 bilhões de euros e capacidade para até 50 mil veículos por ano, concentra pesquisa e desenvolvimento em eletrificação, conectividade e soluções digitais. Para o CEO Christian Levin, o ambiente chinês funciona como “escola” de inovação, permitindo que tecnologias desenvolvidas ali sejam adaptadas e escaladas para mercados estratégicos — inclusive o brasileiro, que tende a se beneficiar desse fluxo tecnológico.

A combinação desses dois polos — Brasil e China — desloca o centro de gravidade da Scania para fora da Europa e cria uma estratégia baseada em diversificação geográfica, complementaridade industrial e aceleração tecnológica. Para investidores, isso significa maior resiliência; para clientes, acesso a tecnologias mais avançadas; e para governos, a necessidade de políticas que preservem competitividade e atratividade industrial. Quer que eu reduza ainda mais o texto ou adapte para um estilo mais opinativo?

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D.O.M.: Potência Máxima da Gastronomia Brasileira

No universo automotivo, potência, precisão e performance definem os grandes nomes. Na gastronomia brasileira, esses mesmos pilares encontram tradução à mesa do D.O.M. Localizado nos Jardins, em São Paulo, o restaurante comandado por Alex Atala é mais do que um endereço sofisticado: é um símbolo de identidade nacional elevada ao mais alto padrão internacional.

O D.O.M. não nasceu para seguir tendências. Nasceu para criá-las. Ao longo de sua trajetória, transformou ingredientes antes restritos às comunidades ribeirinhas e à biodiversidade amazônica em protagonistas da alta gastronomia global. Tucupi, jambu, priprioca e formigas amazônicas deixaram de ser curiosidade regional para se tornarem elementos de uma narrativa culinária ousada, técnica e profundamente brasileira.

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Entrar no salão é como assumir o volante de um superesportivo raro: tudo foi pensado para gerar impacto, mas com controle absoluto. A ambientação é elegante, sem exageros. O atendimento é preciso, quase coreografado. Cada movimento da equipe acompanha o ritmo da experiência, respeitando o tempo do cliente e a intensidade de cada etapa do menu degustação.

E é justamente no menu degustação que o D.O.M. revela sua verdadeira engenharia. Texturas contrastam com temperaturas. Aromas conduzem memórias. Sabores provocam. Cada prato não é apenas servido — é apresentado como um capítulo de uma história que mistura ciência, cultura e território. Há técnica de ponta, pesquisa profunda e, acima de tudo, propósito.

Para o leitor da Frota News — executivo, empresário, transportador, apaixonado por performance — o D.O.M. representa mais do que alta gastronomia. Representa visão estratégica. Assim como no setor automotivo e logístico, a excelência não acontece por acaso. Ela é construída com planejamento, inovação e coragem para assumir riscos calculados.

São Paulo é o maior polo econômico do Brasil e um dos mais relevantes da América Latina. Mas também é um centro criativo onde negócios, mobilidade e sofisticação se encontram. Inserir o D.O.M. no seu roteiro não é apenas escolher um restaurante premiado. É optar por uma experiência que sintetiza o Brasil contemporâneo: competitivo, ousado e consciente de sua riqueza cultural.

No mundo das máquinas, falamos em torque, aceleração e estabilidade. À mesa do D.O.M., falamos em identidade, intensidade e precisão. Em ambos os casos, o que move é a busca pelo extraordinário.

Porque alta performance não está apenas no motor. Está na capacidade de transformar origem em potência.

E, nisso, o D.O.M. opera em rotação máxima.

PIB cresce 2,3% em 2025 e transporte avança 2,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, alcançando R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro do setor de Serviços — que avançou 1,8% no ano — o segmento de transporte, armazenagem e correio registrou alta de 2,1%, mantendo trajetória positiva, ainda que em ritmo moderado frente à expansão de 2024.

Para o transporte de cargas, o desempenho reflete um ano marcado por contrastes: forte impulso da agropecuária, estabilidade relativa do consumo e desaceleração dos investimentos no fechamento do exercício.

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Agro forte sustenta a logística

O principal vetor indireto para o transporte veio da Agropecuária, que cresceu expressivos 11,7%, puxada por recordes de produção de milho (23,6%) e soja (14,6%). O aumento da safra ampliou a demanda por fretes rodoviários e ferroviários, pressionando corredores logísticos estratégicos, especialmente no escoamento para portos.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, quatro atividades — Agropecuária, Indústrias Extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços — responderam por 72% do volume total do Valor Adicionado em 2025, sendo menos impactadas pela política monetária contracionista.

Para o transporte, isso significou volumes elevados no primeiro semestre, sobretudo no agronegócio e na extração de petróleo e gás, cuja atividade avançou 8,6% nas Indústrias Extrativas.

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Serviços avançam, mas transporte desacelera no 4º tri

Embora o resultado anual do transporte tenha sido positivo (2,1%), o quarto trimestre sinalizou perda de ritmo. Frente ao terceiro trimestre, o setor de transporte, armazenagem e correio recuou 1,4%, na série com ajuste sazonal.

No mesmo período, o PIB geral variou apenas 0,1%, praticamente estável. A indústria caiu 0,7%, enquanto serviços e agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente.

A desaceleração no transporte no fim do ano está diretamente ligada a três fatores:

  • Estagnação do consumo das famílias no trimestre (0,0%)
  • Queda de 3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo
  • Recuo do comércio (-0,3%)

Ou seja, menos investimentos e menor dinamismo do varejo impactaram a circulação de mercadorias, principalmente no segmento de bens duráveis e materiais de construção.

Consumo cresce menos e frete sente o efeito

No acumulado de 2025, o consumo das famílias cresceu 1,3%, bem abaixo dos 5,1% registrados em 2024. Apesar da melhora no mercado de trabalho e da expansão do crédito, os efeitos da política monetária contracionista limitaram o avanço.

Para o transporte, o reflexo foi um crescimento sustentado, porém menos acelerado no mercado interno.

O consumo do governo avançou 2,1%, contribuindo para sustentar parte da atividade econômica, enquanto os investimentos cresceram 2,9% no ano, impulsionados pela importação de bens de capital, desenvolvimento de software e construção.

A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB (ante 16,9% em 2024), enquanto a taxa de poupança subiu levemente para 14,4%.

PIB per capita sobe 1,9%

O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com crescimento real de 1,9% frente a 2024. O número reforça um cenário de crescimento moderado da renda média, o que tende a impactar gradualmente o consumo e, por consequência, a demanda por transporte.

O que esperar para 2026?

O desempenho de 2025 mostra que o transporte continua diretamente atrelado ao agronegócio e aos ciclos de investimento. Com a indústria de transformação ainda retraída (-0,2% no ano) e os investimentos mostrando fragilidade no fim do exercício, o setor logístico entra em 2026 atento a três variáveis principais:

  1. Ritmo da safra 2026
  2. Trajetória da política monetária
  3. Recuperação do consumo e do varejo

A próxima divulgação do PIB, referente ao 1º trimestre de 2026, será apresentada pelo IBGE em 29 de maio e deve indicar se o transporte retomará o fôlego já no início do ano ou seguirá operando em ambiente de crescimento moderado.

Para o setor de transporte de cargas, a mensagem é clara: 2025 foi positivo, mas o crescimento está cada vez mais seletivo — e dependente da eficiência operacional e da diversificação de mercados.

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Raízen mobiliza 21 transportadoras na 15ª edição do Rodeio de Caminhões

A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, realizou entre os dias 26 e 28 de fevereiro a primeira etapa da 15ª edição do Rodeio de Caminhões. A abertura desta edição ocorreu em parceria com a Vila Real Transportes, na concessionária Sambaíba, em Campinas. O encontro reuniu mais de 100 motoristas da região Sudeste responsáveis pelo transporte de produtos da companhia, dentro de uma operação que envolve 3.100 caminhões e supera 250 milhões de quilômetros rodados por ano-safra.

Ao longo da programação, profissionais de 21 transportadoras passaram por avaliações teóricas e práticas que mediram conhecimento técnico, direção defensiva, cumprimento de protocolos operacionais e capacidade de tomada de decisão em situações de risco.

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Segundo Leandro Silva, diretor de Operações da companhia, a iniciativa bem o objetivo de elevar padrões técnicos, estimular a disciplina operacional e fortalecer uma cultura que coloca a vida em primeiro lugar. Para Belarmino da Ascenção Marta, proprietário da Vila Real Transportes, participar do Rodeio é motivo de orgulho para os motoristas.

Vencedores da etapa Sudeste

Os vencedores da primeira etapa da 15ª edição do Rodeio de Caminhões foram: Adriano Reis (Vila Real), Juarez dos Santos (JD Cocenzo), Ravele Nunes do Carmo (TPF), Douglas Zacarias (Cita Transportes), Marco Aurélio de Oliveira (JD Cocenzo) e Douglas Daniel de Oliveira (Contatto).

Rodeio de Caminhões
Vencedores da primeira etapa da 15ª Edição do Rodeio de Caminhões

As próximas etapas ocorrerão em Cascavel, reunindo transportadores da região Sul, e em Leme, para transportadoras do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

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Logística de cargas frágeis: o que o setor de transporte precisa saber sobre ovos

O Brasil consolidou-se como uma potência global na produção de ovos e, por trás dos números bilionários, existe uma engrenagem logística altamente especializada que poucos fora do setor conhecem em profundidade. Com a ascensão da Global Eggs — controladora da Granja Faria — ao posto de maior multinacional de ovos de mesa do mundo, o transporte passou a ocupar posição estratégica na competitividade do segmento.

Fundada em 2018 pelo empresário Ricardo Faria, conhecido como “Rei do Ovo”, a companhia projeta produzir mais de 15 bilhões de ovos em 2026, após encerrar 2025 com cerca de 13 bilhões de unidades e faturamento superior a R$ 12,93 bilhões. A operação envolve aproximadamente 45 milhões de aves distribuídas em 50 granjas no Brasil, Estados Unidos e Europa. Trata-se de uma escala que impõe desafios logísticos equivalentes aos de grandes operações de proteína animal — com a diferença de que aqui a fragilidade é extrema.

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Para o profissional de transporte, o ovo representa uma das cargas mais sensíveis do agronegócio. Diferentemente de carnes, frutas ou laticínios, cuja principal variável é o controle térmico, os ovos exigem prioridade absoluta na mitigação de vibrações, impactos e compressão.

Quebras geram prejuízos diretos, perda de lotes e riscos sanitários. Em trajetos longos, especialmente em rodovias com pavimentação irregular, a vibração contínua pode provocar microtrincas invisíveis que comprometem a qualidade e a validade do produto.

Por isso, não basta utilizar um caminhão baú convencional. A configuração ideal inclui:

  • Baú fechado, com paredes e piso impermeáveis, lisos e laváveis
  • Ausência total de frestas ou contaminação cruzada
  • Sistema de ventilação com renovação de ar
  • Suspensão pneumática para absorção de impactos
  • Carregamento paletizado e estabilizado
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A suspensão pneumática tornou-se praticamente padrão nas frotas dedicadas ao setor avícola. Ao utilizar bolsas de ar compressível, o sistema reduz drasticamente as vibrações transmitidas ao chassi e ao compartimento de carga, mantendo estabilidade mesmo em pisos irregulares e durante frenagens.

Diferenças críticas: ovos férteis x ovos de consumo

O transporte muda significativamente conforme o destino do produto.

Ovos para consumo exigem foco estrutural e sanitário: superfícies laváveis, ventilação adequada e controle de contaminação.

Ovos férteis, destinados a incubatórios, seguem exigências ainda mais rigorosas, incluindo:

  • Veículos fechados dedicados
  • Ventilação controlada
  • GTA (Guia de Trânsito Animal) emitida por veterinário oficial
  • Granjas certificadas livres de patógenos específicos

A fiscalização é conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com base em normas como a RDC nº 216/2004 e portarias específicas para beneficiamento e trânsito de ovos. O descumprimento pode resultar em interdição da carga e penalidades administrativas.

Integração vertical e frotas próprias

Com o crescimento acelerado via aquisições — incluindo operações nos EUA e Europa — a Global Eggs passou a operar uma cadeia logística internacional. Parte relevante do transporte é realizada por frotas próprias, estratégia comum também em empresas como: Cobb-Vantress e Avivar Alimentos.

Essas companhias investem em veículos com telemetria embarcada, sensores de condução e integração com sistemas de roteirização.

A telemetria tem papel decisivo: monitoramento de freadas bruscas, curvas acentuadas e excesso de velocidade permite reduzir perdas operacionais de forma significativa. Há casos no setor de redução superior a 30% nas avarias após implantação de monitoramento em tempo real.

Embalagem e tecnologia: a nova fronteira

A evolução não ocorre apenas no veículo. O setor avança em três frentes principais:

  1. Embalagens de alta resistência com polpa moldada reforçada, que aumentam rigidez e resistência ao empilhamento.
  2. Revestimentos nanotecnológicos, desenvolvidos com apoio da Embrapa, que elevam a resistência da casca à compressão.
  3. Sensores de impacto, como o chamado “ovo eletrônico”, que simula um ovo real e registra vibração e pressão ao longo da rota, permitindo ajustes operacionais.

O objetivo é reduzir perdas que, historicamente, sempre foram tratadas como “inevitáveis” na avicultura.

Transporte especializado: mercado em consolidação

Embora muitas grandes produtoras operem frota própria, existe espaço para transportadoras dedicadas que atuam com frota adequada, motoristas treinados, procedimentos sanitários rigorosos, seguro específico para carga frágil e planejamento de rotas com foco em pavimentação e risco.

Com o mercado global de ovos crescendo de forma constante e a demanda por produtos cage-free e exportações em alta, o Brasil consolida não apenas sua liderança produtiva, mas também sua maturidade logística.

E, em um mercado bilionário, cada trinca conta.

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Carga fracionada cresce 40% e impulsiona estratégia da Tragetta no e-commerce

O crescimento do e-commerce no Brasil vem redesenhando a dinâmica da logística de cargas fracionadas, exigindo operações mais ágeis, rastreáveis e adaptáveis a diferentes níveis de complexidade. Nesse cenário, a Tragetta, divisão de transporte de cargas fracionadas do Grupo FEMSA no Brasil, encerrou o segundo semestre de 2025 com faturamento de R$ 800 milhões e cerca de 2 milhões de entregas realizadas, consolidando presença em todos os estados do país.

Com 48 Centros de Distribuição e operações de cross docking, a companhia opera uma malha logística nacional voltada a setores como varejo, bens de consumo, automotivo, eletrônico e farmacêutico — segmentos diretamente impactados pelo avanço das vendas digitais e pela necessidade de entregas mais frequentes e pulverizadas.

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Tragetta
Alice Ana Paiva, diretora Comercial da Tragetta. Foto: Reprodução de redes sociais

Segundo Alice Ana Paiva, diretora comercial da Tragetta, o desempenho é resultado de uma operação desenhada para lidar com diferentes níveis de complexidade regulatória e operacional. “No segmento farmacêutico, um de nossos principais mercados, as exigências variam conforme o perfil do produto e o estudo de viabilidade conduzido por cada laboratório”, afirma.

Carga fracionada como estratégia para o e-commerce

O mercado brasileiro de carga fracionada registrou crescimento de 40% em 2024, impulsionado sobretudo pelo varejo e pelo comércio eletrônico. No modelo fracionado, diferentes embarcadores compartilham o mesmo veículo.

Com mais de 70 anos de experiência, 63 filiais e atendimento a mais de 5.500 municípios, a Tragetta opera com 3.300 veículos próprios e parceiros, incluindo modelos climatizados e elétricos. A estrutura é sustentada por tecnologia embarcada, monitoramento em tempo real e planejamento detalhado de rotas.

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Edição 54

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Observação do editor: os 70 anos de experiência inclui as transportadoras adquiridas pelo Grupo Femsa. A Tragetta surgiu da consolidação dessas aquisições,  mais especificamente das transportadoras Atlas e Expresso Jundiaí, que formam a base da operação atual. Antes disso, a divisão brasileira de logística do Femsa operava sob o nome Solística.

O desafio farmacêutico e o controle térmico

Entre os setores mais exigentes está o farmacêutico. No Brasil, o transporte de medicamentos e vacinas enfrenta desafios estruturais relacionados à manutenção da cadeia fria e ao cumprimento de normas regulatórias.

Dados da International Air Transport Association (IATA) apontam que 20% dos medicamentos sensíveis à temperatura sofrem danos durante o transporte devido a flutuações térmicas, gerando perdas anuais estimadas entre US$ 2,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões no mundo.

Para mitigar riscos, a companhia utiliza equipamentos para controle de temperatura, umidade e movimentação, além de monitoramento em tempo real e gerenciamento de riscos. As soluções variam entre carga seca, monitorada ou controlada, conforme a necessidade de cada produto.

Expansão regional e interiorização da malha

Para 2026, a estratégia da empresa mira a expansão fora do eixo Rio–São Paulo, acompanhando o avanço do e-commerce e da interiorização do consumo.

A meta é crescer 50% na Região Norte, com destaque para Manaus; avançar 20% no Nordeste, especialmente em Fortaleza; e duplicar a operação no Espírito Santo. O plano prevê ampliar operações já consolidadas, mantendo o padrão de serviço e respeitando as particularidades logísticas de cada região — como infraestrutura rodoviária, sazonalidade de demanda e complexidade tributária.

  • Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descarbonização do transporte
  • O Grupo Femsa atua no Brasil por meio de quatro frentes principais: a Coca-Cola FEMSA Brasil, maior engarrafadora de refrigerantes do país, operando 11 fábricas e 47 centros de distribuição em diversos estados; a Oxxo, rede de lojas de conveniência que passou a ser totalmente controlada pela empresa em 2026 e já soma cerca de 611 unidades em São Paulo, com previsão de abrir mais 100 lojas no mesmo ano; a Tragetta, marca lançada em 2025 para substituir a Solística e consolidar operações de transporte de cargas fracionadas, integrando aquisições como Atlas e Expresso Jundiaí e atendendo setores como têxtil, farmacêutico e varejo; e a Imbera, que mantém desde 2010 uma fábrica em Itu (SP) dedicada à produção de equipamentos comerciais, como geladeiras para o varejo.

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Braspress Air Cargo amplia frota e passa a operar com três Boeing 737-400

A Braspress Air Cargo (BAC), companhia aérea cargueira do Grupo Braspress, incorporou o terceiro Boeing 737-400 à frota, fortalecendo a operação iniciada em maio de 2025 com o voo inaugural entre Campinas (SP) e Manaus (AM). A chegada da terceira aeronave, registrada como PS-BPC, ocorreu no último domingo (22). Em apenas nove meses, a BAC já realizou 374 voos e transportou 4,5 milhões de quilos de carga, desempenho que impulsionou o investimento na ampliação da frota.

O novo cargueiro chega ao Brasil já configurado para operações logísticas. As duas primeiras aeronaves seguem dedicadas à rota Campinas–Manaus–Campinas, reduzindo os prazos de entrega para a região Norte — que antes podiam chegar a 15 dias no modal rodo-fluvial e agora são cumpridos em até 48 horas. Segundo o diretor-presidente Urubatan Helou, o reforço da frota representa “mais um passo importante na consolidação da BAC como um player estratégico na aviação de cargas”.

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Com a terceira aeronave, a companhia prepara a expansão de sua malha também para o Nordeste, região que depende fortemente do transporte aéreo para atender demandas de longa distância. A operação da BAC é integrada à estrutura terrestre da Braspress Transporte Urgentes, que conta com 110 filiais e mais de 3 mil veículos em todo o território nacional. Essa sinergia entre modais amplia a capilaridade e a eficiência logística da organização, permitindo atender com mais rapidez e autonomia o crescente volume de cargas que parte do hub de Guarulhos (SP) para todo o Brasil.

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Nova editoria da Frota News mira oficinas próprias 

Em sintonia com essa expansão e com as demandas do setor, a Frota News estreia a editoria Oficinas Próprias, dedicada aos gestores de transportadoras que operam estruturas internas de manutenção para frotas leves e pesadas. A nova editoria nasce da necessidade de oferecer conteúdo técnico e estratégico sobre peças, serviços, eficiência operacional e tendências do mercado de reposição. 

Dados da pesquisa Perfil Empresarial 2024, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), reforçam a relevância do tema: 74,1% das transportadoras de cargas de grande porte possuem oficinas próprias; entre as empresas médias, o índice é de 47,6%, enquanto nas pequenas chega a 37% e, nas microempresas, 24,4%. Ainda assim, muitas dessas estruturas operam em modelo híbrido, combinando oficinas internas com serviços terceirizados. 

No transporte de passageiros, a concentração de manutenção própria é ainda maior: 62,2% das empresas realizam 100% dos serviços internamente. Já 35,6% adotam modelo misto, e apenas 2,2% dependem exclusivamente de fornecedores externos. A nova editoria visa apoiar esse público com informações técnicas, análises de mercado e soluções práticas para a gestão da manutenção de frotas. 

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Tags de pedágio para frotas: novas regras, tecnologias e as empresas credenciadas pela ANTT

As empresas atualmente credenciadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para fornecer tags de pagamento eletrônico de pedágio – utilizadas tanto no Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) quanto na arrecadação automática em rodovias – formam hoje um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pela digitalização do transporte rodoviário e pela consolidação do modelo de interoperabilidade nacional.

Interoperabilidade significa que uma mesma TAG de pagamento eletrônico de pedágio pode ser usada em qualquer rodovia pedagiada do país, independentemente de qual empresa emitiu a tag ou qual concessionária opera a praça, segundo informações da ANTT.

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De acordo com a lista oficial da agência reguladora, 14 instituições estão habilitadas a operar com TAG física e/ou leitura de placa (OCR), conforme as regras estabelecidas na Resolução nº 6.024/2023. A regulamentação determina que os dispositivos sejam aceitos em todas as praças de pedágio federais, estaduais e municipais, além de assegurar interoperabilidade no modelo Free Flow.

Mercado de tags credenciadas: quem são os players

Entre as principais empresas habilitadas estão:

  • Sem Parar Instituição de Pagamento Ltda
  • Repom Instituição de Pagamento Husa S.A.
  • Roadcard Instituição de Pagamento Integrado da Logística S.A.
  • Target Instituição de Pagamento S.A.
  • Move Mais Meios de Pagamento Ltda
  • Pagbem Serviços Financeiros e de Logística S.A.
  • Veloe – Alelo Instituição de Pagamento S.A. (inclui a Veloe Go)
  • ConectCar Instituição de Pagamento e Soluções de Mobilidade Eletrônica S.A.
  • LogCard Meios de Pagamento Ltda
  • Strada Pay Instituição de Pagamento Ltda
  • NDD Tech Ltda
  • Extratta Administração de Meios de Pagamento Ltda
  • Ailog Tecnologia e Instituição de Pagamento Ltda
  • Ailog Bank Meios de Pagamento Ltda

TAG ou OCR: dois caminhos para o mesmo pedágio

O mercado hoje se divide basicamente em dois modelos tecnológicos:

  • TAG física (RFID): dispositivo instalado no para-brisa.
  • OCR (leitura automática de placa): identificação por câmeras, dispensando o adesivo.

Empresas como Roadcard, Target, ConectCar e Extratta oferecem modelo híbrido (TAG/OCR). Já companhias como Sem Parar, Veloe, LogCard e NDD Tech concentram sua operação principalmente em TAG física integrada a sistemas de gestão.

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O modelo OCR ganhou força principalmente entre caminhoneiros autônomos, por reduzir barreiras de adesão e eliminar a necessidade de instalação física do dispositivo.

Foco em carga: quem atende melhor a frota pesada?

Embora todas estejam habilitadas pela ANTT, o foco de mercado varia significativamente.

Empresas como Veloe Go, Roadcard, Target, Ailog, NDD Tech e LogCard têm atuação fortemente voltada ao transporte de cargas, integrando: Emissão de CIOT, gestão de frete, conta digital, controle de múltiplas tags, integração com RNTRC.

O que diz a regra da ANTT sobre custos

A regulamentação da ANTT estabelece que:

  • A tag deve ser fornecida sem mensalidade ou taxa de manutenção obrigatória.
  • Pode haver taxa de adesão ou modelos de franquia de uso.
  • Planos podem incluir modalidade pré-paga, pós-paga ou “não usa, não paga”.

Na prática, cada operadora define sua política comercial.

Quanto custa uma tag hoje?

Entre as operadoras com tabela pública:

Sem Parar (pessoa física)

Planos a partir de R$ 18,90 a R$ 25,90 por mês de uso.

Veloe (pessoa física)

Mensalidade média de R$ 18,90 por tag ativa. Para pessoa física, a divisão Veloe Go faz a negociação individualmente conforme o perfil da frota.

ConectCar (pessoa física)

Modelos que vão de plano mensal (~R$ 17,90) até pré-pago, com cobrança proporcional à recarga.

Já empresas como Veloe Go, Roadcard, LogCard, NDD Tech, Ailog, Strada Pay, Move Mais e Pagbem operam majoritariamente no modelo corporativo, com negociação direta por frota.

Interoperabilidade e Free Flow: o novo cenário

Com a expansão do pedágio eletrônico sem cancelas (Free Flow), a interoperabilidade entre operadoras se tornou estratégica. Todas as instituições credenciadas precisam garantir aceitação nacional.

Esse novo ambiente amplia a concorrência e pressiona por redução de custos, melhoria na leitura, integração com sistemas de gestão e transparência nas tarifas

O desafio para transportadoras

Para transportadoras e embarcadores, a escolha deixou de ser apenas “qual tag é mais barata”. Hoje, entram na conta: integração com CIOT, gestão de fluxo de caixa, relatórios consolidados, suporte a caminhoneiros autônomos, e compatibilidade com Free Flow.

A digitalização do Vale-Pedágio Obrigatório, somada ao avanço do Free Flow e à exigência de interoperabilidade nacional, consolida um novo momento do pedágio brasileiro: mais tecnológico, mais integrado — e cada vez mais competitivo.

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