sexta-feira, abril 3, 2026

Alta do diesel: transportadoras já cobram Taxa Emergencial de Combustível; veja a legalidade da TEC

Transportadoras como Alfa Transportes, Carvalima Transportes e Domínio Transportes, entre outras, passaram a comunicar ao mercado que, a partir de 16 de março, adotarão a cobrança de uma Taxa Emergencial de Combustível (TEC). Os avisos foram publicados nas redes sociais e direcionados a clientes e parceiros.

No caso da Alfa Transportes, a cobrança anunciada é de R$ 9,86 por frete, aplicada a todos os embarques. As empresas justificam a medida pela alta do diesel e pelo impacto da instabilidade geopolítica internacional, fatores que elevaram de forma abrupta o custo operacional do transporte rodoviário de cargas.

Nos comunicados, as transportadoras destacam que a TEC terá caráter temporário e que a cobrança será reavaliada assim que houver estabilização nos preços dos combustíveis.

Base legal: liberdade contratual e piso mínimo de frete

Do ponto de vista jurídico, a TEC pode ser enquadrada como um acessório tarifário, amparado pelo princípio da liberdade contratual previsto no Código Civil, desde que a cobrança seja previamente informada e claramente pactuada entre as partes.

A Lei 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, não prevê expressamente uma taxa emergencial de combustível. No entanto, a legislação reconhece o diesel como um dos principais componentes da formação do frete e determina reajustes obrigatórios sempre que houver variação relevante no preço do combustível.

Na regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os pisos mínimos de frete já consideram o custo do óleo diesel consumido na operação. As tabelas, inclusive, vêm sendo atualizadas justamente em função da pressão exercida por esse insumo.

Nesse contexto, especialistas entendem que há espaço para que transportadoras adotem mecanismos adicionais, como taxas emergenciais, para recompor custos variáveis de forma mais imediata, desde que o valor total pago pelo embarcador não fique abaixo do piso mínimo regulamentado e que a cobrança esteja alinhada aos contratos firmados.

Alta do diesel pressiona o transporte

Entidades ligadas ao setor de combustíveis relatam que distribuidoras já vêm repassando aumentos expressivos às transportadoras, alterando de forma imediata a estrutura de custos da logística rodoviária.

Na quinta-feira (13), a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel para as distribuidoras. Na prática, o impacto final tende a ser maior nas bombas, considerando a incidência de custos logísticos, tributos e margens ao longo da cadeia.

Em momentos anteriores de forte volatilidade, o mercado já recorreu a instrumentos como taxas emergenciais, sobretaxas temporárias e reajustes extraordinários de tabela. O movimento atual indica que esse padrão pode voltar a se repetir sempre que o diesel registrar altas abruptas.

Tendência: cobrança pode se espalhar pelo mercado

Com o diesel em alta e as margens operacionais cada vez mais pressionadas, a avaliação no setor é de que outras transportadoras podem seguir o mesmo caminho, seja por meio de uma TEC com valor fixo por frete, seja por percentuais adicionais aplicados sobre a tabela vigente.

Para os embarcadores, o efeito é imediato: aumento no custo do transporte. Já para as transportadoras, a medida é vista como uma forma de preservar a viabilidade econômica da operação. Sem recomposição rápida, o risco é comprometer a rentabilidade e até a continuidade do serviço.

Na prática, o que deve diferenciar as empresas não é apenas a adoção ou não de uma taxa emergencial, mas a forma como ela será implementada: com transparência, comunicação clara, critérios objetivos para início e término da cobrança e aderência às tabelas da ANTT e aos contratos de frete.

Saiba mais:
  • O governo federal anunciou a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel como parte de um pacote para conter a alta recente do combustível. Segundo a equipe econômica, essa medida pode reduzir cerca de R$ 0,32 por litro, valor que pode dobrar com o subsídio adicional ao setor, chegando a uma queda potencial de até R$ 0,64 por litro. Para compensar a perda de arrecadação causada pela eliminação dos tributos, o governo decidiu aumentar o imposto sobre a exportação de petróleo, direcionando parte da receita do setor para aliviar o custo do diesel no mercado interno.
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  • A administradora de consórcios Ademicon, uma das maiores independentes do Brasil e referência em operações white label — modelo em que marcas sem licença própria do Banco Central, como Iveco, New Holland, Librelato, Mitsubishi e Suzuki, comercializam consórcios com identidade visual própria —, registrou um aumento na participação acionária da A23S Capital, joint venture entre Votorantim e Temasek, que elevou sua fatia de 9% para 14%. A transação reforça a estrutura financeira da empresa, que já ultrapassou R$ 50 bilhões em créditos comercializados e foca em veículos pesados para frotistas. O controle acionário permanece com a família Schuchovsky, fundadora da companhia.
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  • A ANTT implementou a digitalização de suas notificações por meio do portal Gov.br, substituindo o envio de cartas físicas por comunicações eletrônicas em tempo real para transportadores e empresas. Essa iniciativa visa modernizar processos, reduzir custos operacionais e diminuir a burocracia, oferecendo como principal incentivo um desconto de 40% no valor das multas de transporte para aqueles que aderirem voluntariamente ao sistema e abrirem mão de recursos administrativos. Além da economia financeira, o novo serviço centraliza a gestão de débitos e processos em um ambiente digital único, proporcionando maior transparência e agilidade no acompanhamento das regularizações. Além disso, evita que o transportador caia em golpes.
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  • A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou, a 10 de março de 2026, o período de homologação para a integração automatizada de dados com as seguradoras, visando a verificação obrigatória dos seguros de carga (RCTR-C, RC-DC e RC-V) conforme estabelecido pela Lei nº 14.599/2023. Esta fase de testes estender-se até 30 de junho, período durante o qual a fiscalização terá um caráter predominantemente educativo, servindo para preparar o setor para a entrada em vigor do sistema de produção a 1 de julho de 2026. A partir dessa data, a comprovação automática da contratação dos seguros passará a ser um requisito indispensável tanto para a nova inscrição como para a manutenção do registo dos transportadores no RNTRC, garantindo assim uma maior conformidade e segurança no transporte rodoviário de mercadorias.
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  • A recente disparada do preço do petróleo devido à guerra no Irã fez com que o diesel importado ficasse mais caro que o biodiesel no Brasil, uma inversão rara que fortalece os argumentos do setor agrícola para elevar a mistura obrigatória do biocombustível no diesel. Segundo levantamento da consultoria Raion, o biodiesel foi cotado a R$5,4881/litro, abaixo dos R$5,6740 do diesel importado — movimento oposto ao registrado dias antes. Esse cenário deve alimentar pressões antes da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, prevista para quinta-feira, embora o Ministério de Minas e Energia não tenha confirmado se o tema estará na pauta.
  • A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta que a guerra no Oriente Médio já pressiona os custos do agronegócio, especialmente pelo aumento do diesel, que em algumas regiões subiu mais de R$ 1 por litro e até apresenta risco de desabastecimento, afetando colheitas e plantios em pleno pico de operações. O cenário é agravado pela queda nos preços das commodities, que reduz a margem dos produtores. Para aliviar o impacto, a CNA propôs antecipar o aumento da mistura obrigatória de biodiesel de 15% para 17%, medida semelhante à adotada no início da guerra Rússia–Ucrânia. A entidade também observa alta nos fertilizantes nitrogenados e teme efeitos sobre exportações, fretes e seguros caso o conflito se prolongue.
  • Durante a Semana do Consumidor, o Instituto Combustível Legal reforça a necessidade de intensificar a fiscalização das misturas obrigatórias de biocombustíveis no diesel e na gasolina, especialmente diante da instabilidade internacional causada pela guerra no Oriente Médio, que aumenta o risco de irregularidades na cadeia de combustíveis. O cumprimento dos teores de biodiesel e etanol é essencial para garantir qualidade, desempenho dos veículos e proteção ao consumidor, e defende medidas como a monofasia do etanol para reduzir fraudes e fortalecer a concorrência, ressaltando que fiscalização rigorosa e políticas tributárias eficientes são fundamentais para manter a integridade do mercado e assegurar combustíveis confiáveis ao motorista brasileiro.
  • Axor
    Novo Axor chega, inicialmednte, em duas configurações de chassi: 4×2 e 6×2

    A Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus Argentina relançou a linha pesada Axor — agora com os modelos 2038 4×2 e 2545 6×2 — como parte das celebrações pelos 130 anos do primeiro caminhão do mundo. A marca destaca que o retorno do Axor reforça um portfólio renovado, que inclui novos Accelo, Atego, Actros e Arocs, impulsionando o crescimento da empresa no país. Segundo executivos da Mercedes-Benz, o Axor chega mais moderno, robusto e eficiente, oferecendo maior rentabilidade e baixos custos operacionais, contribuindo para manter a liderança de mercado alcançada em 2025, quando a empresa fechou o ano com 33,4% de participação.

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  • A NTC&Logística emitiu um comunicado sobre o impacto do aumento do diesel no transporte rodoviário de cargas. Em março de 2026, o preço do diesel S10 subiu cerca de 10% (R$ 0,60 por litro) nas distribuidoras, impulsionado por conflitos no Oriente Médio e pelo aumento do ICMS em vigor desde janeiro. Como o combustível representa 35% dos custos do frete, a entidade alerta para o desequilíbrio econômico no setor e recomenda a aplicação imediata de mecanismos de recomposição, como o gatilho do diesel, para garantir a continuidade dos serviços logísticos no Brasil.
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  • A Rodobens firmou parceria com a Lubrax para padronizar o uso de lubrificantes em suas 25 concessionárias Mercedes-Benz no Brasil. A rede passa a utilizar o mesmo padrão da linha de montagem da fábrica, com expectativa de movimentar 1,1 milhão de litros anuais. O objetivo é aumentar a eficiência logística e garantir a mesma qualidade de manutenção em todo o território nacional.
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  • A Jamef, empresa de transporte de carga fracionada, lançou um projeto piloto de benefício educacional em parceria com a plataforma Unico Skill para enfrentar a dificuldade de retenção de profissionais qualificados no setor. A iniciativa contemplou 320 colaboradores por sorteio, oferecendo bolsas que permitem cursar simultaneamente até quatro formações, incluindo graduação, MBA, idiomas e mentorias. O programa terá duração de 12 meses para avaliação de impacto e engajamento, visando preparar as equipes para as novas demandas tecnológicas e operacionais da logística no Brasil.
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  • O Monitor de Tráfego nas Rodovias da Veloe/Fipe, destacando que o tráfego nas rodovias de São Paulo cresceu 5,7% no primeiro bimestre de 2026, impulsionado por veículos leves e pesados, enquanto o Rio de Janeiro registrou uma retração de 3,2% no mesmo período. O texto também detalha o perfil da frota paulista, que possui idade média de 17,6 anos e é composta majoritariamente por automóveis flex ou a gasolina.
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Conflito no Oriente Médio pressiona custos e cadeias globais da indústria automotiva

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A intensificação do conflito no Oriente Médio adiciona um novo fator de risco à economia global e às cadeias industriais complexas, como a automotiva. Embora o impacto direto na produção mundial de veículos ainda seja limitado no curto prazo, a crise pode pressionar custos, logística internacional e demanda caso se prolongue.

Por Cassio Pagliarini, CMO da Bright Consulting,

Até o momento, não há interrupções relevantes na produção global ligadas diretamente ao conflito. Países envolvidos, como o Irã, possuem uma indústria automotiva relativamente isolada das cadeias globais e voltada principalmente ao mercado doméstico. Ainda assim, a instabilidade tende a interromper temporariamente vendas e produção nesses mercados e pode reduzir a demanda por veículos em países vizinhos.

O principal canal de impacto ocorre por meio da energia e da logística internacional. A região concentra rotas marítimas estratégicas para o comércio global, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. O aumento das tensões eleva os riscos para embarcações comerciais, pressionando custos de frete, seguros marítimos e prazos de transporte.

Para uma indústria altamente dependente de cadeias globais de suprimentos e sistemas just-in-time, essas disrupções podem gerar atrasos no fornecimento de componentes — especialmente eletrônicos produzidos na Ásia e destinados a fábricas na Europa e em outras regiões.

A volatilidade no mercado de petróleo e gás também tende a elevar custos de produção e transporte. Diversos materiais utilizados na fabricação de veículos — como plásticos e resinas — derivam de insumos petroquímicos, o que amplia o impacto ao longo da cadeia automotiva.

Na América Latina, os efeitos devem ocorrer principalmente de forma indireta. O aumento do preço do petróleo pode elevar custos de combustíveis – principalmente diesel – e logística, pressionando a distribuição de veículos e o transporte de peças. No Brasil, onde o transporte rodoviário domina a movimentação de cargas, esse impacto pode ser mais significativo.

Além disso, montadoras instaladas na região podem enfrentar custos mais altos de insumos e possíveis atrasos na importação de componentes. A combinação de combustíveis mais caros, inflação e juros elevados também pode reduzir o ritmo de vendas de veículos em mercados emergentes.

Caso o conflito se prolongue, os efeitos podem se intensificar com custos logísticos mais altos, pressão sobre margens e maior volatilidade da demanda. Nesse cenário, montadoras podem priorizar modelos de maior rentabilidade e revisar estratégias de produção.

Ao mesmo tempo, a crise pode acelerar mudanças estruturais no setor, reforçando o interesse por veículos híbridos e elétricos e incentivando a diversificação de fornecedores e cadeias de suprimentos.

Em síntese, embora o impacto imediato ainda seja limitado, o conflito evidencia a vulnerabilidade da indústria automotiva a choques energéticos e geopolíticos, com potenciais efeitos sobre custos, logística e demanda nos próximos meses.

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Marruá brasileiro estreia no Exército da Malásia e abre porta do Sudeste Asiático para a Agrale

A fabricante brasileira Agrale avança para se reposicionar sua presença no mercado internacional de defesa. A companhia firmou acordo para o fornecimento de 208 unidades do utilitário militar Agrale Marruá AM250 para uma empresa implementadora com sede em Kuala Lumpur, capital da Malásia, com destino final ao Exército do país asiático.

As primeiras unidades já foram embarcadas a partir de Caxias do Sul (RS), enquanto o restante do lote segue em produção na Unidade 2 da montadora, na serra gaúcha, com entregas programadas até o fim deste ano, conforme cronograma acertado com o cliente malaio.

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O contrato com a Malásia marca a estreia da Agrale no disputado mercado do Sudeste Asiático, região onde a indústria de defesa convive com forte presença de fabricantes europeus, norte-americanos e asiáticos. Com isso, o Marruá dá um passo além de sua trajetória tradicional, construída principalmente no Brasil e em países da América do Sul, e passa a disputar espaço em um novo continente.

Segundo comunicado oficial da empresa, o fornecimento das 208 viaturas faz parte da internacionalização que busca consolidar o Marruá como solução para aplicações profissionais em mercados externos, não apenas nas Forças Armadas, mas também em forças de segurança e em clientes civis que atuam em operações severas. O contrato malaio é apontado por analistas do setor como o acordo geograficamente mais distante já firmado pela fabricante gaúcha, ampliando o alcance global de um veículo projetado e produzido em Caxias do Sul.

Adaptação para direção à direita e requisitos locais

Para atender às especificações do cliente e à legislação de trânsito da Malásia, as viaturas Marruá AM250 receberam configuração RHD (right-hand-drive), com volante do lado direito, padrão adotado em países que circulam pela esquerda. A adaptação envolve não apenas a posição da direção, mas também a reorganização de componentes internos, ergonomia de cabine e adequação de sistemas de iluminação e sinalização às normas locais.

As viaturas foram encomendadas por uma empresa implementadora malaia responsável por integrar e adaptar os veículos às necessidades operacionais do Exército da Malásia, o que pode incluir instalação de sistemas de comunicação, armamento, módulos de comando e outros equipamentos específicos para missões militares. Esse modelo de negócio, com um integrador local, é comum em contratos de defesa e costuma facilitar a transferência de tecnologia e a manutenção da frota ao longo do ciclo de vida.

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Plataforma 4×4 para operações severas

Desenvolvido para aplicações de alta exigência, o Agrale Marruá AM250 é um utilitário diesel 4×4 projetado para enfrentar terrenos irregulares, lama, areia e inclinações acentuadas, típico de operações militares e de uso intensivo em áreas remotas. Na configuração mais recente, o modelo utiliza motor Cummins F3.8 Turbo Diesel de 170 cv (cerca de 125 kW) e entrega torque de 600 Nm entre 1.200 e 1.900 rpm, associado a transmissão manual ou automática e caixa de transferência com tração integral.

Com Peso Bruto Total (PBT) de 5.700 kg, o Marruá AM250 combina elevada resistência estrutural com ampla capacidade de carga, podendo levar equipe, armamento, sistemas eletrônicos e suprimentos em uma mesma plataforma. O chassi é do tipo longarinas reforçadas, com suspensão e eixos dimensionados para uso fora de estrada contínuo, freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD e velocidade máxima teórica superior a 130 km/h, dependendo da configuração.

A linha AM250 oferece versões de cabine simples e cabine dupla, o que amplia a versatilidade operacional conforme o perfil da missão. Na prática, isso permite desde configurações focadas em carga – com plataforma ou implementos específicos – até variantes voltadas ao transporte de tropas e equipes técnicas, mantendo o mesmo conjunto mecânico e o mesmo foco em robustez.

Força e estilo: Quando o off-road Agrale Marruá encontra a moda urbana

Marruá ganha tração na cena internacional

Embora o contrato com a Malásia seja o primeiro do modelo no Sudeste Asiático, o Marruá já vinha acumulando presença em forças armadas de outros países latino-americanos, como Uruguai e Paraguai, por meio de licitações internacionais. No caso uruguaio, por exemplo, foram adquiridas viaturas Marruá em diferentes versões, incluindo ambulância, com entregas iniciadas em 2025 e estendidas para 2026.

Especialistas do setor de defesa ressaltam que a entrada em um exército asiático – com requisitos específicos de clima, doutrina e interoperabilidade – representa um selo de validação técnica para o projeto brasileiro e pode abrir caminho para novos contratos na região. Para a cadeia automotiva de Caxias do Sul, o negócio também simboliza a exportação de engenharia e conteúdo tecnológico locais em um segmento tradicionalmente dominado por grandes grupos internacionais.

Saiba mais:
  • Marruá
    Único modelo 4×4 no Programa Caminho da Escola

    A Agrale entregou 50 unidades do Marruá AM200 MO Escolar ao governo de Pernambuco, como parte do programa federal Caminho da Escola, que busca garantir transporte seguro para estudantes da rede pública, sobretudo em áreas rurais. Essa remessa foi em abril de 2025 e foi a primeira de um contrato que prevê 150 veículos até novembro de 2025. Derivado de um projeto militar, o Marruá foi adaptado para uso escolar com tração 4×4, chassi reforçado, ar‑condicionado, poltrona elevatória e capacidade para 15 pessoas, oferecendo desempenho superior em estradas difíceis do interior nordestino. A iniciativa reforça o papel da Agrale no programa e contribui para reduzir a evasão escolar ao facilitar o acesso às escolas em regiões de difícil mobilidade.

AGESBEC reúne especialistas para debater mudanças no comércio exterior e impactos da DUIMP

Na manhã da última quarta-feira (11), a AGESBEC sediou a 23ª reunião da Comissão de Facilitação do Comércio Exterior (COLFAQ), que reuniu 140 participantes entre representantes de empresas, especialistas e autoridades para debater os desafios e avanços do comércio exterior brasileiro, com foco na implantação da Declaração Única de Importação (DUIMP) e no novo modelo de conformidade aduaneira.

Realizado em formato híbrido, com transmissão ao vivo pelo YouTube e mais de mil visualizações, o encontro ampliou o alcance das discussões para profissionais de várias regiões do País e também integrou a programação dos 55 anos da AGESBEC. Segundo a entidade, a realização do evento no terminal foi uma solicitação à Receita Federal para aproximar o debate técnico da rotina operacional de um recinto alfandegado.

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Na abertura do encontro, o presidente da AGESBEC, Ricardo Drago, ressaltou a importância de sediar o evento dentro de um terminal alfandegado e destacou o papel estratégico da aduana paulista para o comércio exterior brasileiro. “A importância de a AGESBEC sediar esse evento é demonstrar o vigor da Alfândega de São Paulo perante o comércio exterior. Hoje o Estado de São Paulo representa mais de 53% da economia do Brasil. Fazer esse evento dentro de um terminal alfandegado é justamente o propósito de mostrar como a aduana funciona por dentro e como o comércio exterior realmente acontece”, afirmou.

Drago também enfatizou que os recintos alfandegados operam em um ambiente de adaptação contínua, pressionados por mudanças regulatórias e pela necessidade de investimentos constantes em controle, segurança e tecnologia. “A conformidade é uma luta diária. O controle aduaneiro é a essência de um terminal alfandegado e esse processo é mutante, se renova todos os dias e exige vigilância constante e investimentos contínuos”, explicou.

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DUIMP marca nova fase para o comércio exterior brasileiro

A programação contou com palestras de Leonardo Branco, professor de Direito Tributário da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e de Rodrigo Salles, chefe da DUIMP, que participou remotamente. As apresentações trouxeram uma visão ampla sobre as transformações em curso no comércio exterior brasileiro, com destaque para a digitalização dos processos e o avanço dos sistemas integrados de controle e gestão de cargas.

Para Leonardo Branco, o Brasil vive um momento de convergência com práticas internacionais mais modernas e colaborativas na área aduaneira. “Eventos como este mostram que o Brasil está hoje entre as referências do direito aduaneiro mundial. Existe um esforço global de coordenação entre as aduanas e o país tem buscado se alinhar a esses modelos, promovendo maior cooperação entre Fisco e contribuintes”, afirmou.

A DUIMP (Declaração Única de Importação) unifica informações aduaneiras, administrativas, comerciais, financeiras, tributárias e fiscais, substituindo documentos como a Declaração de Importação (DI), Nota Fiscal de Importação e outros. Ela faz parte do Portal Único de Comércio Exterior, agilizando o despacho aduaneiro e reduzindo burocracia. Na prática, a DUIMP é vista por operadores e autoridades como uma das principais mudanças estruturais do comércio exterior brasileiro nos últimos anos. A expectativa é de que o novo sistema simplifique rotinas, amplie a previsibilidade operacional e reduza etapas burocráticas, mas a transição também exige ajustes nos fluxos internos de importadores, despachantes, terminais, órgãos anuentes e transportadores.

Para a cadeia logística, o avanço da DUIMP representa uma transformação que vai além da burocracia: trata-se de uma mudança que impacta diretamente tempo de desembaraço, armazenagem, programação de cargas, gestão documental e eficiência no fluxo porta a porta.

Painel reúne Anvisa, MDIC, Mapa e Sefaz-SP

Outro destaque do encontro foi o painel de debates com a participação de Elisa da Silva Braga Boccia, da Anvisa; Mônica Cristina Antunes Figueirêdo Duarte, gerente do Portal Único de Comércio Exterior do MDIC; Fábio de Carvalho Sousa, chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura em São Paulo; e Laura Albuquerque de Oliveira, da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.

O objetivo foi analisar o cronograma oficial de implantação da DUIMP, esclarecer dúvidas operacionais e discutir os principais pontos de atenção que afetam o dia a dia das empresas envolvidas nas operações de importação.

Segundo Elisa Boccia, encontros como a COLFAQ cumprem um papel decisivo na harmonização entre setor público e iniciativa privada, especialmente em um momento de ajustes finais. “Este evento é uma oportunidade para ouvir o setor e também para que as autoridades apresentem as evoluções que estão sendo implementadas nos processos de importação. Estamos na reta final de adequação ao novo sistema e é importante que todos entendam como essas mudanças serão processadas”, afirmou.

Na mesma linha, Laura Albuquerque destacou que a transição exige comunicação clara e orientação constante aos operadores. “Toda oportunidade que temos para explicar o novo processo e orientar importadores e operadores é importante, principalmente porque estamos passando por uma fase de mudança nos sistemas e procedimentos”, disse.

Aproximação entre Receita e operadores ganha força

Representando a Receita Federal do Brasil, José Paulo Balaguer reforçou a importância da integração entre o poder público e os diversos intervenientes do comércio exterior. “A Receita busca uma aproximação cada vez maior com todos os intervenientes do setor. Nosso objetivo é exercer o controle sem prejudicar o fluxo do comércio exterior, e eventos como este mostram a importância da cooperação entre o setor público e o privado”, afirmou.

A mesma percepção foi compartilhada pelo presidente do **Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (SINDASP)**, **Elson Ferreira Isayama**, que destacou o valor do encontro para o aperfeiçoamento das operações. “Esse tipo de encontro é muito importante para toda a comunidade do comércio exterior. Aqui podemos discutir mudanças, compartilhar dúvidas e buscar soluções para os desafios do dia a dia, construindo um processo cada vez mais eficiente”, disse.

A presença do secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo, Rafael Demarchi, também reforçou o peso regional do evento. Para ele, a realização da COLFAQ no Porto Seco da AGESBEC evidencia a vocação logística e industrial do município. “Realizar um encontro como este no Porto Seco da AGESBEC, considerado o primeiro do Brasil, é motivo de orgulho para São Bernardo. A cidade tem forte vocação industrial e iniciativas como essa fortalecem o ambiente de negócios e a conexão entre empresas e operadores logísticos”, afirmou.

Evento reforça papel estratégico da AGESBEC no Sudeste

Ao final, os organizadores destacaram que a realização da 23ª COLFAQ na AGESBEC reforça o papel do terminal como importante ponto de apoio às operações de comércio exterior no Sudeste, contribuindo para o debate técnico e para o aprimoramento dos processos aduaneiros no País. Em um momento em que o comércio exterior brasileiro avança para um modelo mais digital, integrado e orientado à conformidade, encontros como esse ganham relevância adicional por aproximarem **órgãos anuentes, Receita, operadores logísticos, despachantes e empresas importadoras** em torno de uma agenda comum: **ganhar eficiência sem comprometer o controle.

O evento contou com o apoio das entidades ABCLIA, ABEPRA, APRA-BR, EDUCOMEX e SETCESP.

Sobre a AGESBEC

Fundada em 1971, em São Bernardo do Campo (SP) a AGESBEC (Armazéns Gerais e Entrepostos São Bernardo do Campo S/A.) foi o primeiro entreposto aduaneiro do Brasil, pioneira na prestação de serviços de Entreposto Aduaneiro e Depósito Alfandegado Certificado. A empresa surgiu para atender à expansão do polo industrial do ABC Paulista, especialmente do setor automotivo, contribuindo para a modernização dos processos de importação e exportação no País. Desde 1999, integra o Grupo Drago, que atua nas áreas industrial e logística desde 1964.

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Bajaj amplia pós‑venda no Brasil com novo CD e 1,5 milhão de peças em estoque

A Bajaj reforçou sua operação de pós‑venda no Brasil com a implantação de um novo centro de distribuição de peças em Barueri (SP), que recebeu investimento de R$ 15 milhões. A estrutura, com 750 m², abriga cerca de 1,5 milhão de peças distribuídas em 3.408 itens e foi projetada para garantir maior eficiência logística e rapidez no atendimento às concessionárias. O CD conta com 1.082 posições de estoque e opera atualmente com 10 colaboradores, número que deve crescer 40% nos próximos meses.

O abastecimento do armazém ocorre por importações regulares da Índia, combinando transporte marítimo — com dois contêineres mensais e tempo médio de 40 dias — e modal aéreo, que garante chegada de peças em cerca de três dias para situações emergenciais, como garantia e motos imobilizadas. A distribuição para a rede é feita principalmente por transporte rodoviário, enquanto internamente o CD trabalha com SLA de até 72 horas para separação, conferência e expedição dos pedidos.

“Nosso objetivo é garantir alta disponibilidade de componentes e agilidade no atendimento à rede de concessionárias, oferecendo ao cliente a segurança de um pós-venda eficiente e estruturado”, destaca Waldyr Ferreira, Managing Director da Bajaj do Brasil

As concessionárias utilizam uma plataforma digital para consultar disponibilidade, fazer pedidos e acompanhar solicitações, o que otimiza a comunicação com a operação logística. Com essa estrutura, a Bajaj busca consolidar no País um pós‑venda robusto, garantindo alta disponibilidade de componentes e suporte ágil à rede autorizada e aos clientes, alinhado ao crescimento da marca no mercado brasileiro.

Saiba mais:
  • Yamaha Factor 2026 chega às concessionárias com nova cor
  • A denúncia da Abraciclo levou o Ministério da Justiça a abrir um processo administrativo contra a Shineray por suspeitas de que alguns modelos da marca estariam sendo vendidos sem componentes obrigatórios de controle de emissões e segurança, como catalisador e cânister. A investigação, ainda inicial, pode gerar sanções caso a empresa não comprove conformidade, o que acende um alerta para gestores de logística urbana, já que muitas operações utilizam motos da marca. O caso envolve riscos regulatórios, reputacionais e ambientais para empresas que dependem dessas frotas, reforçando a necessidade de auditoria técnica e atenção ao compliance. A Shineray, que cresce rapidamente no mercado e já ocupa a terceira posição em vendas no País, nega irregularidades e afirma cumprir todas as normas vigentes.

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Castrol será fornecedora exclusiva de lubrificantes na rede Rodoil no Sul

A Castrol firmou uma parceria com a Rodoil, quinta maior distribuidora de combustíveis do Brasil em número de postos, tornando-se fornecedora exclusiva de lubrificantes na rede atendida pela distribuidora nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Além da oferta de produtos, a parceria inclui a qualificação técnica do serviço de troca de óleo. A Castrol implementará treinamentos presenciais para profissionais dos postos e disponibilizará a plataforma digital Castrol Fast Scan, que auxilia na recomendação do lubrificante para cada veículo.

Deborah Sciammarella, diretora de marketing da Castrol, afirma que a parceria fortalece o crescimento da empresa e amplia sua presença no cotidiano dos consumidores. Roberto Tonietto, presidente da Rodoil, afirma que a decisão é guiada por tecnologia e visão de futuro. Segundo ele, integrar a Castrol ao ecossistema da empresa eleva o nível técnico do portfólio, gera mais valor para postos e consumidores.

Saiba mais:
  • A PETRONAS Lubrificantes Brasil ampliou sua presença no automobilismo nacional para 2026 ao renovar o patrocínio à Scuderia Bandeiras na Stock Car Pro Series, com o piloto Átila Abreu, e ao ingressar na Copa Truck apoiando a equipe IVECO Usual Racing, de Danilo Dirani. Segundo a companhia, as parcerias fortalecem resultados comerciais, ampliam o relacionamento com clientes e consolidam sua atuação em diferentes segmentos do mercado automotivo no Brasil, afirma Rogério Lüdorf, CEO Américas da PETRONAS Lubricants International.
  • A Valvoline abriu a temporada 2026 do Ultimate Drift com domínio total ao vencer as duas provas da etapa inaugural no Mega Space, em Minas Gerais: João “Sheriff” Barion triunfou no sábado em sua estreia pela equipe, enquanto Matheus Sartor levou a vitória no domingo, reforçando a força competitiva da marca. Além de apresentar Barion — atual campeão brasileiro da PRO e piloto com ampla experiência internacional — a equipe renovou com Sartor, vice-campeão de 2025, mantendo a consistência técnica que marcou a última temporada.

Fiat Ducato, Fiat Toro e Rampage diesel entram em mais um recall e amplia lista de problemas

Convocação por possível vazamento de diesel se soma a recalls anteriores por gases na cabine e falha no AEB, enquanto proprietários relatam turbo, injeção e perda de potência

A lista de problemas envolvendo os modelos com a nova motorização diesel da Stellantis, como Fiat, Ducato, Fiat Toro e Ram Rampage, ganharam um novo capítulo. A Stellantis convocou proprietários da picape para recall após identificar a necessidade de verificação e, se necessário, substituição do tubo de retorno de combustível, diante do risco de falha e possível vazamento de diesel, segundo comunicado da fabricante.

Embora o novo recall relacionado ao tubo de retorno de combustível tenha intensificado a repercussão entre donos do modelo, a Stellantis já havia promovido, oficialmente, ao menos dois chamados públicos envolvendo a Rampage em 2025. Em março, a fabricante convocou unidades ano-modelo 2025 para verificação e eventual alinhamento entre a turbina e o conversor catalítico, após identificar a possibilidade de vazamento de gases não tratados para o interior do habitáculo, com potencial comprometimento da qualidade do ar na cabine e risco à saúde dos ocupantes.

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Mais tarde, em julho de 2025, a montadora voltou a convocar proprietários da Rampage 2025, desta vez por uma falha no freio automático de emergência (AEB). De acordo com o comunicado oficial, havia a possibilidade de o sistema permanecer desativado mesmo após tentativa de reativação pelo condutor durante o trajeto, o que elevava o risco de acidentes. O reparo consistia em atualização de software da central HALF (câmera frontal).
## Turbo aparece no centro das reclamações

Entre os problemas mais citados por proprietários da Rampage diesel no Reclame Aqui e nas redes sociais, o conjunto do turbocompressor desponta como o foco principal de insatisfação. Em grupos de discussão, fóruns automotivos e plataformas de defesa do consumidor, usuários relatam falhas recorrentes no turbo, incluindo vazamento de óleo no tubo de retorno, quebras sucessivas com baixa quilometragem, perda de potência, luz de injeção acesa, além de ruídos anormais no motor.

Também aparecem, com frequência, queixas relacionadas ao sistema de injeção, incluindo possíveis falhas na bomba de alta pressão, e episódios em que o veículo não dá partida após poucos meses de uso, ampliando a percepção de fragilidade em um produto posicionado como premium.

É importante destacar que boa parte dessas ocorrências, quando citadas fora dos comunicados oficiais, se apoia em relatos de consumidores e em menções a boletins técnicos de serviço (TSB) — documentos também conhecido como “recall branco” voltados à rede autorizada e que não equivalem, por si só, a recall obrigatório pelo Código de Defesa do Consumidor.

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GH Solucionador Logístico cresce 37% e projeta expansão de 40% em 2026

A GH Solucionador Logístico, com 12 unidades no Brasil e sede em Itajaí (SC), registrou em 2025 um crescimento de 37% em novas operações, superando o avanço de 35% do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por setores como agronegócio, químico, petroquímico, têxtil, alimentício e farmacêutico. No ano, a empresa realizou mais de 18 mil coletas e embarques — um aumento de 28,57% em relação a 2024 — com forte concentração de operações nas regiões Sul, Sudeste e Mato Grosso.

Santa Catarina
José Roberto Neves Filho

Para 2026, a companhia projeta expansão de cerca de 40%, apoiada em investimentos de R$ 20 milhões destinados a novas instalações, tecnologia, frota e valorização da equipe. O CEO, José Roberto Neves Filho, destaca que o crescimento acelerado dos últimos anos se deve à qualificação de pessoas, serviços personalizados e expansão para o Mercosul, iniciada ainda em 2025. A demanda por importações na região, intensificada por mudanças tributárias nos EUA, já rendeu à empresa um cliente multinacional do setor petroquímico e deve impulsionar novos contratos.

A GH também ampliou sua capacidade com o Complexo de Soluções Logísticas (CSL), que recebeu R$ 15 milhões em investimentos e reúne 70 mil m² de serviços exclusivos, incluindo armazenagem, etiquetagem, revisão técnica e gestão de mercadorias. Em 10 anos, a empresa movimentou 1,5 milhão de toneladas e realizou mais de 60 mil embarques, mantendo crescimento médio anual de 10% — que subiu para 20% entre 2020 e 2023. Com forte atuação em ESG desde 2016, já reduziu emissões com frota GNV, investiu em energia solar e destinou mais de R$ 5 milhões a iniciativas ambientais e sociais.

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  • Santa Catarina
    Armazém do TECADI na Fazenda Rio Grande (PR)

    O TECADI (foto) fechou 2025 com mais de R$ 30 milhões em investimentos e 40 mil m² adicionais em sua estrutura, impulsionando um plano estratégico de expansão física e tecnológica. Para 2026, projeta crescer 30% no faturamento, apoiado pela inauguração de um novo armazém de 60 mil m² — que será o maior em capacidade instalada de Santa Catarina — e pela ampliação das operações de transporte. Em 2025, a empresa abriu três novas unidades no PR e SC, reforçando sua presença em regiões logísticas estratégicas. Do total investido, R$ 20 milhões foram destinados à expansão e tecnologia, e R$ 10 milhões ao reforço da frota com 12 caminhões modernos. Para o próximo ano, 85% dos recursos irão para expansão e inovação, consolidando a preparação para um novo ciclo de crescimento.

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Guanabara renova frota com 80 novos ônibus da Marcopolo

A Guanabara anunciou a aquisição de 80 novos ônibus com investimento superior a R$ 160 milhões. Os veículos foram adquiridos com recursos próprios e passam a integrar a operação da empresa em diferentes rotas do país.

A renovação da frota contempla 60 ônibus double decker do modelo Marcopolo G8 Double Decker e 20 unidades do Marcopolo Paradiso 1200. De acordo com a empresa, os novos veículos serão distribuídos de forma gradual e atenderão rotas que conectam as cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, reforçando a capacidade operacional e a cobertura da malha rodoviária da empresa.

Segundo Rodrigo Mont’Alverne, gerente de marketing da Guanabara, a aquisição integra o programa anual de modernização da frota.

Saiba mais:
  • rodoviário
    Um dos 40 ônibus Volvo B460R 6×2 da Real Maia

    A Viação Real Maia, operadora de transporte rodoviário de passageiros do Centro-Norte do Brasil, anunciou a ampliação de sua frota com a aquisição de 40 unidades do chassi rodoviário Volvo B460R 6×2. Segundo Paulo Miguel, gerente comercial e de marketing da companhia, com sede em Palmas, no Tocantins, a empresa tem o objetivo de fazer a expansão e modernização da operação para ampliar as conexões entre as regiões Norte e Nordeste com o Sul e o Sudeste do País. O negócio foi fechado pela concessionária Suécia Veículos, representante da marca no Tocantins, com financiamento do Banco Volvo. De acordo com Ricardo Seixas, diretor comercial de ônibus da Volvo no Brasil, trata-se de uma das aquisições mais relevantes recentes da fabricante no segmento rodoviário.

  • A Volare realizou a primeira entrega do modelo Fly 10 GV movido a biometano e GNV, destinado ao fretamento corporativo. O veículo foi adquirido pela Viação Giratur e já está sendo utilizado no transporte diário de colaboradores da Marcopolo, em Caxias do Sul (RS). A iniciativa reforça o papel do fretamento empresarial na agenda ESG das companhias da Serra Gaúcha, destacando-se como um avanço concreto rumo a operações mais sustentáveis. Desenvolvido ao longo de quatro anos, o Fly 10 GV foi projetado para operar com GNV e biometano em qualquer proporção, mantendo desempenho e eficiência. Segundo a fabricante, o modelo pode reduzir em até 96% o material particulado e até 84% os gases de efeito estufa em comparação a veículos a diesel. Além da eficiência ambiental, o ônibus incorpora sistemas de segurança como controle eletrônico de tração e estabilidade, além de bloqueio automático com porta aberta, elevando o padrão de conforto e proteção no transporte corporativo.
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  • A Mercedes-Benz do Brasil vendeu 50 chassis de ônibus OF 1519 R para aplicações de fretamento rural, reforçando a presença do modelo em operações realizadas em vias não pavimentadas. As unidades foram destinadas a clientes de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pernambuco e Alagoas, atendendo empresas de transporte de funcionários dos setores de mineração, siderurgia, agronegócio e também iniciativas públicas e sociais. Entre os destaques estão as entregas para empresas como Automade Transporte, Univale Transportes e Concórdia Logística, além de fornecimentos para a Usina Alta Mogiana, Prefeitura de Água Branca (AL) e para ações da instituição Amigos do Bem, no sertão pernambucano.
ônibus
Volare Attack 8 4×4 com Kit Mineração
  • A Volare ampliou sua presença no setor de mineração ao entregar 16 unidades do micro-ônibus Attack 8 4×4 para a Viação Serro, responsável pelo transporte de colaboradores de mineradoras na região de Belo Horizonte. Os veículos contam com tração 4×4, pneus de uso misto, snorkel, estrutura reforçada com conceito R66 e o kit “mineração”, que adiciona proteções e vedações especiais para aumentar a durabilidade.
  • O SEST SENAT fez aquisição de 10 chassis de micro-ônibus para atividades de treinamento e capacitação profissional da Escola de Mecânicos Profissionais e demais cursos de Qualificação Profissional da instituição. Os modelos são chassi Mercedes-Benz LO 916/48 Euro 6.
ônibus
Volare Fly 10 Executive

A Volare, líder brasileira em micro-ônibus, entregou três unidades do Fly 10 Executivo à Bel-Tour Turismo e Transportes, no Rio de Janeiro. Os veículos já operam em fretamento contínuo, passeios turísticos, congressos e eventos, ampliando conforto, segurança e capacidade de bagagem nas rotas fluminenses.

  • São Paulo iniciou a operação dos primeiros ônibus articulados 100% elétricos produzidos pela Eletra, entregues à Viação Metrópole Paulista. As três unidades integram um lote de 27 veículos e contam com dois motores elétricos que somam 355 kW (483 cv), desenvolvidos em parceria com a WEG — o segundo powertrain mais potente já aplicado em ônibus no mundo. Com 21,5 metros de comprimento e capacidade para 146 passageiros, o modelo foi projetado para enfrentar rampas de até 20% e reforça o avanço da eletrificação no transporte urbano da capital.
  • A Rimatur, uma das principais empresas de fretamento do Sul do Brasil, incorporou 10 novos ônibus Marcopolo Ideale 800 para operações contínuas em Curitiba (PR). Os veículos utilizam chassis Euro 6, alinhados às normas de emissões mais recentes, e ampliam a capacidade de atendimento da empresa no segmento corporativo.

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Obra da Even no Largo da Batata será um dos maiores desafios logísticos da construção em SP

A seção Mais Transporte divulga investimentos que vão gerar oportunidades para operadores de logística e transporte:

O empreendimento que a Even planeja ao lado do Largo da Batata deve movimentar fortemente o setor de equipamentos para transporte na construção civil: serão quatro torres residenciais somando 60 mil m², com apartamentos de 80 a 300 m² e preços que vão de mais de R$ 2 milhões a acima de R$ 10 milhões. O projeto inclui ainda um bloco comercial de cinco andares, com 20 mil m² de escritórios e 8 mil m² no térreo para lojas, cafés e restaurantes. No total, o valor geral de vendas estimado chega a R$ 3 bilhões.

Com lançamento previsto para 2027/2028 e entrega em 2031, o megaempreendimento da Even deve se tornar um dos principais cases de logística de construção em áreas densas de São Paulo. A operação exigirá coordenação fina entre incorporadora, fornecedores, transportadoras e poder público — um verdadeiro quebra-cabeça urbano.

Segundo a Anfir, nos dois primeiros meses de 2026, a indústria de implementos vendeu 1.161 basculantes e 203 betoneiras, resultados, respectivamente, -10,5% e -17,1% ante 2025, quando foram entregues 1.297 basculantes e 245 betoneiras. Por isso, anúncios de investimento em construção com este criam perspectiva para as fabricantes no médio prazo.

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    Ilustração da nova fábrica da Hypofarma | Imagem: Divulgação Hypofarma

    A farmacêutica Hypofarma anunciou investimento de R$ 750 milhões em uma nova fábrica em Montes Claros (MG), com foco em medicamentos oncológicos orais e injetáveis, anestésicos e antibióticos para o mercado B2B, reforçando o polo farmacêutico local que já abriga gigantes como Eurofarma e Cristália. O projeto, assinado em protocolo com o Governo de Minas Gerais, prevê R$ 440 milhões em máquinas e equipamentos em terreno de 90 mil m², com obras a partir do segundo semestre de 2026 e operação plena em 2028, gerando 320 vagas na construção e 250 na operação, além de faturamento projetado de R$ 1 bilhão até 2030. Além do impacto em empregos e P&D para nacionalizar patentes, a iniciativa impulsiona a logística regional, demandando transportadoras especializadas em cargas sensíveis para insumos e distribuição nacional, a exemplo de expansões anteriores no polo que ativaram dezenas de contratos de frete CIF e cross-docking.

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  • A nova pista da Rodovia dos Imigrantes, orçada em R$ 8 bilhões, prevê a construção de um trecho de 21,5 km — sendo 17 km em túneis, incluindo o maior túnel rodoviário do Brasil, com mais de 6 km — para resolver o principal gargalo do sistema: a travessia da Serra do Mar. A obra busca aliviar os congestionamentos que afetam feriados, temporada de verão, transporte de cargas e o acesso ao Porto de Santos. Com a terceira pista, espera-se aumentar em até 145% a capacidade de caminhões e ônibus na serra, elevar em cerca de 25% a capacidade total do sistema e manter velocidades mais estáveis. O projeto envolve soluções técnicas avançadas, como concreto projetado, drenagem especial e contenções em áreas instáveis, além de gerar empregos ao longo da execução.
  • Commodities representam quase a totalidade do transporte ferroviário 
  • O setor ferroviário brasileiro deve receber cerca de R$ 20 bilhões em investimentos em 2026, mantendo o ritmo do ano anterior e impulsionando obras e concessões de empresas como Rumo, MRS e Vale, que lidera a construção da Fico. Além da expansão da infraestrutura, o transporte ferroviário deve alcançar um recorde histórico, com projeção de 408 bilhões de TKU movimentados, puxado principalmente pelo minério de ferro, que responde por 68% das cargas. Grãos, combustíveis e produtos como contêineres, celulose e açúcar também ganham espaço, fortalecendo a integração entre ferrovias e rodovias e ampliando a eficiência logística nacional.

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