sexta-feira, abril 3, 2026

Do retorno ao descarte seguro: como funciona a logística reversa da Andreani no setor de saúde

A Andreani encerrou 2025 movimentando mais de 329 toneladas em logística reversa de medicamentos e equipamentos médicos, garantindo o retorno adequado de itens recusados, próximos ao vencimento ou afetados durante o transporte.

O avanço desse serviço reforça seu papel estratégico em uma cadeia que lida com produtos sensíveis e de alto valor, apoiando a gestão de estoques, a reorganização de lotes e o cumprimento de normas regulatórias. O processo inclui triagem rigorosa, controle de qualidade e, quando necessário, encaminhamento para incineração, assegurando precisão, rastreabilidade e integridade das cargas em todas as etapas.

Segundo Djalma Campos, diretor de operações da operadora logística, o trabalho com insumos de saúde exige rigor e precisão para evitar perdas.

Saiba mais:
  • A logística reversa de filtros automotivos avança no Brasil com o programa Descarte Consciente Abrafiltros, que já reciclou mais de 53,6 milhões de filtros de óleo lubrificante entre 2012 e janeiro de 2026 nos estados de SP, PR, ES e MS. O modelo combina reciclagem de metais, rerrefino de óleo e coprocessamento, reduzindo riscos ambientais e contribuindo para a economia circular, alinhado a outras cadeias como pneus e resíduos industriais. Por se tratar de um resíduo perigoso Classe I, o processo exige infraestrutura técnica especializada e integração entre indústria, comércio, operadores logísticos e poder público, evidenciando um sistema robusto para gestão de produtos pós-consumo em larga escala.
  • A pesquisa global da Avery Dennison mostra que um aumento de apenas 1% na taxa de reciclagem pode evitar o descarte de até 2 mil toneladas de plástico por ano em cadeias que produzem 10 bilhões de frascos, reforçando o papel das etiquetas autoadesivas de alta tecnologia na melhoria da triagem, redução da contaminação e aumento da qualidade do material reciclado. Além de diminuir emissões — plásticos reciclados podem emitir até 70% menos que os virgens —, esses rótulos facilitam a logística reversa, ajudam empresas a cumprir metas ESG e fortalecem modelos de economia circular, especialmente em setores de logística e supply chain. O estudo, realizado em 11 países, destaca que a rotulagem inteligente torna as cadeias mais eficientes e transparentes, enquanto a presença industrial da Avery Dennison no Brasil, com novas linhas de produção, reforça sua atuação estratégica na América Latina.

Iveco Group anuncia plano bilionário para modernizar fábrica e desenvolver novos veículos

Com apoio da agência de investimentos do governo mineiro, a Invest Minas, o Iveco Group anunciou um novo ciclo de investimentos em Minas Gerais que prevê aportes de aproximadamente R$ 1 bilhão até 2028.

Além de novos veículos, os investimentos serão direcionados também para modernização do complexo industrial da empresa em Sete Lagoas e na ampliação das operações logísticas no estado. Em novembro de 2024, durante a Fenatran, o presidente da Iveco, Márcio Querichelli já havia anunciado um investimento de R$ 510 milhões para o lançamento de novos produtos, principalmente, com foco em modelos movidos a energia mais limpa. Ainda não está claro se esse R$ 1 bilhão será somado aos R$ 510 milhões, totalizando R$ 1,51 bilhão; ou se os R$ 510 milhões estão dentro do valor anunciado ontem. Assim que a Iveco responder a reportagem, atualizamos este artigo.

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O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo governador Romeu Zema que, esclareceu, que o protocolo de intenções inclui a instalação de um novo centro logístico da empresa em Pouso Alegre, no Sul de Minas, ampliando a estrutura de distribuição e suporte às operações da montadora no país. Em outubro de 2025, a Iveco havia antecipado um investimento de R$ 93 milhões para esse Centro de Distribuição em Pouso Alegre.

Nova geração de veículos e motores

Os recursos anunciados serão direcionados ao desenvolvimento de uma nova geração de caminhões, ônibus e motores, além de iniciativas para aumentar a competitividade das operações brasileiras do grupo.

De acordo com Marcio Querichelli, os investimentos também reforçam a estratégia da empresa de avançar em soluções sustentáveis de mobilidade.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa, o aporte reforça a capacidade do estado de atrair investimentos industriais de grande porte. “É mais um investimento muito importante para o nosso estado. Esta gestão já atingiu mais de R$ 530 bilhões em investimentos atraídos e celebramos agora esse novo aporte da Iveco, que inclui novos produtos e iniciativas de sustentabilidade”, destacou.

O diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Ronaldo Alexandre Barquette, acrescentou que o projeto terá impacto direto na cadeia automotiva regional.
“Estamos falando de R$ 1 bilhão aplicados em inovação, modernização e fortalecimento da cadeia automotiva, com impacto direto na geração de empregos”, afirmou.

Maior complexo industrial da Iveco no mundo

Localizado em Sete Lagoas, o complexo industrial da Iveco é o maior do grupo no mundo e reúne a produção de caminhões, ônibus e motores.

A montadora atua no Brasil desde 1997 e instalou sua principal planta no país na cidade mineira em 2000. A unidade é responsável pela produção da linha completa de caminhões da marca destinada ao mercado brasileiro, atendendo desde os segmentos leves até os pesados.

O complexo conta com estrutura integrada que inclui: fabricação de cabines; pintura industrial; linhas de montagem; centro de desenvolvimento de produtos; pista de testes; áreas de telemetria, gestão industrial e tratamento de resíduos.

Dentro da mesma área também opera uma unidade da FPT Industrial, responsável pela produção de motores destinados aos setores de caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, equipamentos de construção e geração de energia.

História antes de 1997

A Iveco teve uma presença anterior no Brasil antes de 1997, embora limitada e indireta. A história tem origem na FNM (Fábrica Nacional de Motores), que mais tarde se tornou Fiat Iveco. Na década de 1980, a FNM trouxe os primeiros caminhões Fiat Diesel ao mercado brasileiro, sob influência do grupo Fiat, que fundou a Iveco em 1975 na Europa. Isso marcou uma entrada inicial, mas sem produção local ou estrutura própria da Iveco.

O ciclo moderno e efeito da Iveco no Brasil começou em 1997 com a pedra fundamental da fábrica em Sete Lagoas (MG), inaugurada em 2000, consolidando operações diretas de produção de caminhões, ônibus e motores. Essa é a base da presença atual, com exportações para a América Latina.

Saiba mais:
  • A Iveco passou a produzir o caminhão pesado S‑Way também em sua fábrica de Córdoba, na Argentina, ampliando a fabricação que antes era exclusiva de Sete Lagoas (MG). A decisão, formalizada em um evento com autoridades e representantes do setor, reforça o papel estratégico da Argentina no plano industrial da marca, já que o país passa a produzir um modelo de maior complexidade tecnológica com padrão Euro 6 — o primeiro pesado desse tipo fabricado localmente. A produção em Córdoba fortalece a rede de concessionárias, integra fornecedores regionais e utiliza motores FPT feitos na própria cidade. Lançado no mercado argentino em 2025, o S‑Way agora tem montagem final no país para atender exigências regulatórias e otimizar a logística, mantendo integração com componentes vindos do Brasil.
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Bridgestone lança três pneus com tecnologia ENLITEN para transporte rodoviário, carros e picapes

O campo de provas da América do Sul da Bridgestone, em São Pedro (SP), foi o cenário escolhido pela fabricante para apresentar ao mercado brasileiro sua nova geração de pneus voltada a transporte rodoviário, picapes e automóveis. A Frota News acompanhou o lançamento de três produtos da marca: o R289, destinado a caminhões e ônibus rodoviários; o Dueler A/T Ascent I, desenvolvido para picapes e utilitários esportivos; e o Turanza 6, voltado ao segmento premium de automóveis.

As inovações presentes nos novos modelos foram reunidas sob a plataforma tecnológica ENLITEN, considerada pela empresa seu conjunto mais avançado em segurança, desempenho, durabilidade e eficiência energética. Os pneus também já foram projetados para atender veículos eletrificados, que, devido ao maior torque e ao funcionamento mais silencioso, exigem maior resistência estrutural e menor emissão de ruídos.

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De acordo com Lafaiete Oliveira, presidente da Bridgestone Brasil, os lançamentos de 2026 acompanham a evolução do mercado brasileiro, ampliando a presença em segmentos que vêm ganhando ainda mais relevância, como SUVs e picapes, além do transporte rodoviário de cargas, essencial para a atividade do país

Segundo Marcos Aoki, diretor Comercial da Bridgestone Brasil, o novo pneu substitui o R269 no segmento rodoviário de carga e passageiros, que representa 70% das vendas de pneus para caminhões e ônibus. O restante é comercializado para os segmentos Misto (15%), caminhões leves ( Dessa forma o R289 passa a ser a ser mais um modelo com a tecnologia ENLITEN, se juntando aos modelos R249S e R167E.

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Novo pneu R289

O R289 é indicado para eixos direcionais, livres e de tração moderada em caminhões e ônibus rodoviários. Ele foi projetado para transportadores que buscam maior durabilidade e redução do custo por quilômetro (CPK) — indicador-chave na gestão de frotas. Entre os principais diferenciais, segundo Aoki, estão o novo desenho da banda de rodagem e compostos atualizados, que proporcionam até 5% mais quilometragem em relação ao modelo antecessor.

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O novo pneu também incorpora a tecnologia Cooling Fin no talão, solução que reduz a temperatura de operação do pneu e contribui para aumentar a vida útil da carcaça, ampliando o potencial de recapagem. Ainda, segundo a empresa, a garantia é de até a terceira recapagem da Bandag, reforçando o foco da fabricante em soluções que ampliem o ciclo de vida do produto e melhorem a eficiência operacional de transportadoras e gestores de frota.

Inicialmente, o R289 será oferecido na medida 295/80R22.5, com previsão de expansão do portfólio nos próximos anos. Aoki adiantou que a empresa fará mais quatro lançamentos das outras marcas no segundo semestre deste ano: pneu Firestone T832 Classic e as bandas de rodagem Bandag BTLA, B765 e BRMS4.

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tecnologia ENLITEN aplicada no pneu para picapes

Novo Dueler A/T Ascent I mira crescimento das picapes e SUVs

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Novo pneu Dueler A/T Ascent I

Outro destaque da Bridgestone para 2026 é o Dueler A/T Ascent I, um pneu premium All-Terrain desenvolvido para atender a expansão da frota de SUVs e picapes no Brasil. Segundo Gabriel Chucri, responsável pelo desenvolvimento, o mercado de picape contava com 11% de participação em 2022, subiu para 13% este ano e deve chegar a 15% em 2031, conforme estudo do departamento interno de inteligência de mercado. Os números veículos utilitários esportivos apresentam são ainda maiores: 13% em 2022, 20% em 2026 e previsão de 30% em 2031.

Ainda conforme Chucri, o projetado para oferecer equilíbrio entre uso off-road e desempenho no asfalto, o modelo apresenta 40% mais durabilidade em comparação com a geração anterior, além de melhorias em frenagem no piso molhado. Assim como o pneu para transporte rodoviário, o Dueler A/T Ascent I também conta com o pacote de tecnologia ENLITEN e será comercializado em 16 medidas, entre os aros 16 e 19, permitindo cobertura de cerca de 97% do segmento de picapes e SUVs premium.

Turanza 6 amplia presença no segmento premium

Voltado ao segmento de veículos premium com aros de 17 polegadas ou superiores, o Turanza 6 foi desenvolvido para oferecer maior controle, segurança e dirigibilidade refinada.

O modelo apresenta avanços importantes em relação à geração anterior, incluindo: 18% de melhora na aderência em piso molhado, 14% mais quilometragem e 9% de ganho em eficiência energética.

O pneu também obteve classificação “A” no Inmetro em aderência no molhado, um dos principais indicadores de segurança na condução. Produzido no Brasil também com tecnologia ENLITEN, o Turanza 6 será disponibilizado em 14 medidas, cobrindo aproximadamente 70% do segmento premium de aros 17+. O modelo atende veículos convencionais e automóveis eletrificados.

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No pneu premium Turanza 6

No Brasil, a Bridgestone mantém operações industriais em Santo André (SP) e Camaçari (BA), além de unidades de produção de bandas de rodagem em Campinas (SP) e Mafra (SC), e participa do programa de logística reversa da Reciclanip, responsável pela destinação ambientalmente correta de pneus inservíveis no país.

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Mira Transportes amplia malha logística para mais de 3.700 cidades e reforça presença nacional

Com 48 anos de atuação no transporte rodoviário de cargas, a Mira Transportes anunciou a ampliação de sua malha logística de 1.200 para mais de 3.700 cidades atendidas em 2026. O movimento representa um dos ciclos de expansão mais relevantes da história recente da companhia e ocorre em um cenário de aumento da demanda por cobertura logística nacional.

A ampliação da rede reforça a presença da empresa no mercado brasileiro de transporte rodoviário, modal que segue como o principal responsável pela movimentação de mercadorias. Segundo o Atlas CNT do Transporte 2025, publicado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o sistema rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil. No entanto, quando amplia a logística para a conexão com os milhares de munícipios, o modal rodoviário é o único com consegue ter capilaridade.

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Nesse contexto, empresas transportadoras assumem papel estratégico para garantir eficiência, segurança e previsibilidade nas operações que conectam centros produtivos e mercados consumidores em todo o território.

De acordo com Jansen de Jesus, diretor comercial da empresa, o crescimento da operação é resultado de um planejamento estruturado voltado à expansão com controle operacional. “Não se trata apenas de ampliar o número de cidades atendidas, mas de crescer com qualidade, mantendo padrão operacional, governança e capacidade de execução em todas as regiões. Nosso foco é garantir que cada nova praça incorporada à malha esteja alinhada aos mesmos critérios de controle, rastreabilidade e nível de serviço que já praticamos”, afirma.

Expansão com foco nas regiões Sul e Sudeste

A estratégia de crescimento tem como destaque o fortalecimento da presença nas regiões Sul e Sudeste, consideradas áreas-chave para a movimentação de cargas no país. Segundo o executivo, a empresa tem atuado de forma integrada com seus clientes desde a fase de prospecção até a estruturação das rotas logísticas.

“Desde a prospecção, trabalhamos de forma integrada para mapear as necessidades de cada cliente para garantir a entrega com qualidade e excelência. Esse alinhamento reduz rupturas, aumenta a previsibilidade e fortalece a experiência do cliente”, explica.

A expansão da companhia está apoiada em três pilares estratégicos: a ampliação da malha logística com novas unidades distribuídas em pontos estratégicos, a consolidação de hubs operacionais para otimização de rotas e prazos de entrega e o fortalecimento da presença em todo o território nacional.

Tecnologia e gestão de dados como base da operação

O avanço da cobertura logística também é sustentado pelo uso intensivo de tecnologia. Sistemas de rastreamento e monitoramento em tempo real permitem acompanhar prazos, desempenho operacional e indicadores de eficiência em toda a cadeia de transporte.

Esse modelo proporciona maior visibilidade das operações de ponta a ponta, permitindo ajustes rápidos em rotas, otimização de fluxos logísticos e tomada de decisões estratégicas baseadas em dados.

Para Jansen, a expansão da malha em 2026 representa um passo importante na consolidação da presença nacional da empresa no setor de transporte rodoviário de cargas.

“O mercado exige cada vez mais operadores com cobertura ampla e capacidade de integração entre regiões. Ao ampliar nossa malha, aumentamos nossa capacidade de conectar polos produtivos e atender clientes que precisam de operações seguras em escala nacional. Esse movimento fortalece nosso posicionamento e amplia nossa relevância no território brasileiro”, conclui.

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Gabriel West é o novo Country Manager da inDrive no Brasil

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A inDrive anunciou uma reestruturação de liderança no Brasil e na América Latina. Stefano Mazzaferro passa a atuar como General Manager da região Sul da América Latina, assumindo a integração e expansão das operações no Chile, Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Com isso, Gabriel West — que desde 2024 liderava a estratégia de Ride Hailing no Brasil — é promovido a Country Manager, ficando responsável pelo negócio no país e pelas áreas cross-funcionais, incluindo o time de Driver Operations. Gabriel reforça que seu foco será manter o ritmo de crescimento, fortalecer a operação e consolidar o Brasil como um mercado-chave para a companhia.

Já Mazzaferro amplia sua atuação regional após ter sido o primeiro Country Manager da inDrive no mundo e no Brasil, consolidando o país como um dos mercados mais estratégicos da empresa. Ele destaca que a mudança reflete o amadurecimento da equipe e o potencial de expansão da operação. As alterações acontecem em um momento de forte relevância da inDrive na América Latina: só no Brasil, a plataforma já ultrapassa 53 milhões de downloads e 1,7 milhão de motoristas cadastrados, figurando entre os 10 aplicativos de viagens mais baixados do país em 2025, segundo a Sensor Tower.

Saiba mais:
Loggi
Viviane Sales, nova CEO da Loggi

A Loggi inicia 2026 com uma transição de liderança planejada: Viviane Sales assume como CEO no lugar de Thibaud Lecuyer, após dois anos atuando diretamente na operação e no fortalecimento do portfólio de clientes, especialmente entre pequenas e médias empresas — segmento visto como motor de crescimento. Com experiência em tecnologia e serviços financeiros, Viviane manterá o foco em inovação, produtividade da malha logística e consolidação de parcerias com grandes marketplaces, enquanto a empresa segue posicionada como plataforma logística nacional para entregas leves no e‑commerce. O novo ciclo começa com desafios já conhecidos do setor, como custos elevados, exigências regulatórias, prazos mais curtos e demanda crescente por rastreabilidade.

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RIO anuncia Bruno Inácio da Maia como novo gerente de Marketing para impulsionar estratégia global

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Bruno Inácio da Maia assumiu o cargo de Gerente de Marketing da RIO – Riosulense, reportando-se diretamente ao CEO Ornelio Kleber. Com mais de duas décadas de experiência em marketing, estratégia e desenvolvimento de negócios, ele passa a liderar áreas como Comunicação, Inteligência de Mercado, Pricing, Marketing de Produtos, Trade Marketing e Assistência Técnica. Sua trajetória inclui atuação em ambientes industriais complexos, conduzindo projetos de inteligência de mercado, gestão de portfólio, estruturação de canais e transformação comercial. Maia destaca que o marketing deve funcionar como um centro de inteligência estratégica, conectando dados, posicionamento competitivo e execução comercial — visão que ele traz para a empresa em seu ano de 80º aniversário.

O executivo enxerga a RIO como uma companhia com ativos sólidos, incluindo marca reconhecida, portfólio competitivo, capilaridade nacional, presença internacional crescente e forte relação com distribuidores. Ele ressalta que a combinação entre tradição e visão de futuro é um dos principais diferenciais da empresa, reforçada por uma cultura de responsabilidade, qualidade e abertura à inovação. Com formação em Engenharia Mecânica, pós-graduações em Marketing e Inovação e mestrado em Engenharia de Produção, Maia construiu carreira conectando indústria, canais de distribuição e mercado final, com passagens por empresas como Ciser e Fey.

Saiba mais:

DAF Caminhões Brasil apresenta Leandro Mello como diretor de Pós-Venda

  • Cantu
    Ricardo Porto

    A Cantu Inc. anunciou uma reestruturação em sua governança com a chegada de Ricardo Porto como novo CFO e Diretor de Relações com Investidores, substituindo Vitor Leme, que passa a liderar a recém-criada unidade de varejo físico após a fusão com a GP Pneus. Com mais de duas décadas de experiência em finanças, Porto assume a missão de fortalecer a disciplina financeira, apoiar o crescimento da empresa na América Latina e conduzir a integração da GP Pneus. A companhia destaca que sua atuação será essencial para ampliar eficiência, consolidar a liderança no setor de pneus e expandir o market share por meio de uma estratégia omnichannel. Segundo o CEO Beto Cantu, a chegada do executivo marca uma nova fase de evolução e reforça o time em um momento estratégico para o grupo.

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São Paulo amplia frota elétrica com mais 110 ônibus e frota eletrificada do transporte urbano a 1.259 unidades

A Prefeitura de São Paulo apresentou, em 11 de março de 2026, mais 110 ônibus elétricos para o sistema municipal de transporte coletivo. Com a incorporação das novas unidades, a cidade passa a contar com 1.259 veículos de tração elétrica, incluindo modelos a bateria e trólebus, consolidando a maior frota do tipo no país — responsável por mais de 80% do total nacional, e a terceira maior da América Latina, atrás de Santiago (2.550) e Bogotá (1.486), conforme dados do E-Radar Bus.

O novo lote reúne tecnologias nacionais e internacionais e inclui veículos de diferentes configurações, desde modelos básicos até articulados e superarticulados para corredores de alta demanda.

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A fabricante brasileira Eletra Industrial foi responsável pela entrega de 53 dos 110 veículos, incluindo superarticulados de 21,5 metros, capazes de transportar até 146 passageiros. Os veículos utilizam chassi da Mercedes-Benz e motores e baterias fornecidos pela WEG, formando um conjunto com forte conteúdo nacional.

Entre os destaques tecnológicos também estão unidades equipadas com sistema KERS, tecnologia de recuperação de energia de frenagem inspirada na Fórmula 1 e utilizada para melhorar a eficiência energética em ciclos urbanos.

Outro fornecedor relevante é a chinesa BYD, cuja plataforma tem presença dominante nas entregas recentes do sistema paulistano. Os ônibus elétricos da marca utilizam baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade entre 324 e 344 kWh, autonomia aproximada de 250 quilômetros e carregamento rápido em corrente contínua.

Independentemente da tecnologia, os novos veículos contam com piso baixo, ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas USB e suspensão pneumática com sistema de ajoelhamento, ampliando acessibilidade e conforto aos passageiros.

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Operação nas zonas Leste e Sul

Os 110 ônibus foram distribuídos entre oito concessionárias do sistema municipal, ampliando a operação de veículos elétricos principalmente nas zonas Leste e Sul da capital.

Entre as operadoras, a Viação Metrópole Paulista recebeu cerca de 40 unidades, incluindo 27 superarticulados Eletra, destinados a linhas de grande demanda na região do Itaim Paulista.

Já a Transunião Transportes recebeu aproximadamente 30 veículos do modelo e-Básico, distribuídos entre diferentes áreas operacionais. A Allibus Transportes também integrou o lote com unidades do mesmo modelo.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, enquanto um ônibus a diesel consome cerca de R$ 25 mil por mês em combustível na cidade de São Paulo, o custo energético de um elétrico gira em torno de R$ 5 mil. São cerca de R$ 20 mil de economia mensal, afirmou. Com essa economia, a prefeitura acredita que pode compensar o maior custo do ônibus elétrico, três vezes maior do que um convencional a diesel, e variando entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões. No entanto, o maior benefício está na redução de ruídos e emissões de poluentes.

O prefeito também destacou que somente a Eletra possui aproximadamente 600 ônibus elétricos programados para entrega ao sistema paulistano ao longo de 2026, o que deve ampliar significativamente a presença de tecnologia nacional na frota. Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, a experiência da empresa no transporte coletivo é um diferencial no desenvolvimento dos veículos.

“Nosso diferencial é que nascemos de um grupo operador e conhecemos a realidade da operação nas ruas. Não vendemos ônibus prontos, mas desenvolvemos veículos de acordo com as necessidades de cada sistema”, afirmou.

Programa de financiamento

A renovação da frota integra o Programa Ônibus Elétrico, estabelecido pela Lei Municipal nº 17.254/2019, que prevê a transição gradual da frota de transporte público para tecnologias de baixa ou zero emissão.

O pacote de financiamento pode alcançar R$ 6,5 bilhões, com recursos provenientes de instituições públicas como o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Somente em 2026, a prefeitura empenhou R$ 663,8 milhões para amortização, juros e encargos relacionados aos contratos de financiamento dos veículos.

A meta inicial do programa previa 2,6 mil ônibus elétricos até 2024, mas o cronograma foi impactado por desafios de infraestrutura energética, especialmente na expansão da rede de recarga pela concessionária Enel.

Mesmo com atrasos, a cidade mantém a liderança nacional na eletrificação do transporte urbano e avança para atingir cerca de 1.300 ônibus elétricos em operação em 2026.

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Cummins Brasil avança com testes do eixo 6×4 com desengate e suspensão para rodar como 4×2

A Cummins iniciou os testes em campo do primeiro eixo tandem MT17XHE produzido no Brasil na fábrica de Osasco (SP). O componente segue agora para validação em operação real com uma montadora parceira, com o objetivo da industrialização local dessa nova geração de eixos 6×4 sem redução no cubo. O modelo, anunciado globalmente em 2025, representa a segunda geração do projeto.

Segundo Rafael Souza, diretor de Produto e PMO da Divisão de Eixos da Cummins, a produção da primeira unidade nacional e o início dos testes comprovam a maturidade do projeto e a capacidade da engenharia brasileira em absorver tecnologias globais. A nacionalização será gradual: por enquanto, carcaças e montagem são feitas no Brasil, enquanto os diferenciais seguem importados. A meta é ampliar o conteúdo local até 2030.

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O MT17XHE promete evoluções com um novo conjunto coroa e pinhão com menor atrito, reposicionamento do pinhão para reduzir perdas de energia, rolamentos de maior eficiência e uma dinâmica de lubrificação aprimorada. O eixo também poderá operar com um sistema que transforma veículos 6×4 em 4×2 para reduzir consumo.

Está solução não é inédita. A Volvo apresentou o eixo 6×4 com sistema de suspensão de um eixo (eixo suspensor) em 10 de novembro de 2015.

Saiba mais:
  • A ZF apresentou uma nova geração de sistemas para eletromobilidade voltados a veículos comerciais leves, caminhões e reboques de até 44 toneladas, destacando os novos acionamentos AxTrax 2, AxTrax 2 Dual e o já conhecido CeTrax 2 Dual. O conjunto forma um kit modular de eletrificação que combina eixos elétricos escaláveis, acionamentos centrais e diversos eComponents desenvolvidos internamente, permitindo aplicações que vão de entregas urbanas a operações pesadas. O AxTrax 2, totalmente integrado e compacto, otimiza espaço e pode sincronizar-se com sistemas de frenagem, ADAS e direção automatizada, enquanto o AxTrax 2 Dual oferece potência contínua de 380 kW para usos mais exigentes. A produção começa em 2024, reforçando o avanço da ZF rumo a um transporte comercial mais limpo, eficiente e conectado.

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Exportações de implementos disparam 43% e Anfir leva 48 empresas ao Chile

A Anfir realizará, entre 17 e 19 de março, em Santiago, a primeira rodada de negócios do programa Move Brazil, em parceria com a ApexBrasil. O evento reunirá 48 fabricantes brasileiros de implementos rodoviários, com foco em ampliar a presença no Chile — atualmente o maior comprador desses equipamentos no exterior. Em 2025, as exportações do setor cresceram 43,49%, alcançando 4.959 reboques e semirreboques enviados a outros países.

Embora os dados detalhados de 2025 ainda não tenham sido divulgados, em 2024 o Chile liderou as importações, com 1.124 unidades adquiridas, seguido por Paraguai e Uruguai. Segundo o presidente da Anfir, José Carlos Sprícigo, a preferência chilena se deve à adequação das soluções brasileiras às demandas locais. Entre as empresas participantes estão nomes como Randon, Librelato, Facchini, Guerra, Hyva do Brasil, Truckvan e outras que compõem a lista completa de 48 indústrias.

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Implementos rodoviários crescem 12,5% em fevereiro e setor vê sinais de reação do mercado

O mercado brasileiro de implementos rodoviários iniciou 2026 com sinais moderados de recuperação. Em fevereiro, os fabricantes emplacaram 9.870 unidades, volume 12,5% superior ao registrado em janeiro, quando foram comercializados 8.760 equipamentos. O avanço ocorre em meio à safra agrícola em andamento e aos primeiros efeitos do programa Move Brasil.

De acordo com a ANFIR, o crescimento mensal pode indicar uma reação gradual do setor após um início de ano marcado por retração. Segundo o presidente da entidade, José Carlos Spricigo, dois fatores ajudam a explicar o movimento positivo.

O agronegócio, com a safra em andamento, tem impacto direto na demanda por implementos. Além disso, o Move Brasil, mesmo não sendo direcionado ao nosso setor, trouxe reflexos positivos”, afirma.

Segmentos avançam no comparativo mensal

O desempenho positivo de fevereiro foi puxado principalmente pelo segmento pesado, formado por reboques e semirreboques. Esse grupo registrou crescimento de 15,5% em relação a janeiro, com 5.007 unidades emplacadas no segundo mês do ano, contra 4.335 equipamentos no primeiro.

Já o segmento leve — carrocerias sobre chassi — também apresentou avanço, embora em ritmo menor. Em fevereiro foram comercializadas 4.863 unidades, ante 4.425 em janeiro, uma variação positiva de 9,9%.

Para a indústria, o movimento acompanha a leve melhora no mercado de caminhões. Dados da Fenabrave indicam que os emplacamentos de caminhões em fevereiro ficaram 3,7% acima do volume de janeiro.

Na avaliação de Spricigo, o impacto inicial do programa de renovação de frota ajuda a explicar esse comportamento.

A influência do Move Brasil já é perceptível no desempenho dos fabricantes de caminhões. Agora resta saber se o mercado de implementos rodoviários seguirá sendo impactado nos próximos meses”, observa o executivo.

Bimestre ainda registra forte queda

A indústria de implementos rodoviários iniciou 2026 em queda, apesar de uma leve recuperação em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre, foram entregues 18.630 unidades, retração de 21,6% frente ao mesmo período de 2025. O segmento mais afetado foi o de reboques e semirreboques, que despencou 24,66%, com 9.342 emplacamentos. Apenas as linhas de tanque inox e produtos especiais cresceram. Já as carrocerias sobre chassi caíram 18,25%, somando 9.288 unidades vendidas, e todas as sete linhas desse grupo registraram desempenho negativo. Os dados são da Anfir, Associação Nacional da Indústria de Implementos Rodoviários.

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DHL Global Forwarding amplia foco no Brasil com avanço de data centers, saúde, automotivo e energias renováveis

O Brasil passou a ocupar uma posição central na estratégia da DHL Global Forwarding na América Latina e no mundo. Para Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina, a combinação entre escala industrial, conexão com os principais mercados globais e avanço de setores como data centers, saúde, automotivo e energias renováveis consolidou o país como um dos mais estratégicos para a expansão da companhia nos próximos anos.

Responsável pela divisão especializada em agenciamento de carga, transporte internacional por via aérea, marítima e terrestre, além de desembaraço aduaneiro, Meade afirma que o Brasil deixou de ser visto apenas como um mercado de oportunidade e passou a ser tratado como um ativo estrutural de longo prazo nas cadeias globais de suprimentos. “O Brasil não é um país de oportunidades de curto prazo. Ele é um pilar importante do comércio global”, afirma o executivo.

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Segundo ele, a relevância brasileira está na força da base industrial, na diversidade de setores produtivos e na integração com mercados como Estados Unidos, Europa e China. Essa combinação, diz, sustenta a demanda por soluções logísticas mais sofisticadas e reforça o papel do país no comércio internacional.

Data centers e energia renovável elevam complexidade da operação

Entre os segmentos que mais ganham peso na estratégia da companhia no Brasil, o mercado de data centers aparece como uma das principais apostas. O avanço do setor, impulsionado pela digitalização da economia e pela demanda por infraestrutura crítica, vem elevando o nível de exigência das operações logísticas.

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Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina

De acordo com Meade, a movimentação de equipamentos para data centers exige transporte de cargas sensíveis, protocolos rigorosos e planejamento detalhado. Para atender esse mercado, a DHL estruturou centros de competência na América Latina, incluindo uma operação no Brasil e outra no México, voltados a demandas especializadas. “Estamos falando de cargas que exigem equipes especializadas, procedimentos rigorosos, alto nível de conformidade e planejamento detalhado”, destaca.

Outro eixo de crescimento é o avanço das energias renováveis, especialmente em projetos de energia solar e eólica. Nesses casos, a operação envolve movimentação de equipamentos de grande porte, exigências regulatórias e coordenação entre diferentes modais, o que amplia a demanda por logística de projeto e soluções sob medida.

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Automotivo e saúde puxam demanda por soluções especializadas

No setor automotivo, a DHL acompanha a transformação da indústria com o avanço dos veículos elétricos e de seus componentes. Segundo Meade, esse movimento cria novas exigências para a logística internacional, ao mesmo tempo em que mantém alta a necessidade de agilidade em operações críticas para evitar impactos nas linhas de produção.

Já o segmento de saúde e life sciences segue entre os mais estratégicos para a companhia. As operações envolvem embarques com temperatura controlada, rastreabilidade, certificações específicas e rigoroso cumprimento de exigências regulatórias e aduaneiras. “Estamos falando de envios com temperatura controlada, alto nível de exigência regulatória e necessidade total de conformidade, inclusive nos processos aduaneiros”, afirma.

Ponte estaiada de 48 toneladas do Brasil para Angola via aérea

A DHL Global Forwarding protagonizou uma operação logística de alta complexidade ao transportar por via aérea, em parceria com a Protende ABS, componentes de grandes dimensões destinados à construção de uma ponte estaiada em Luanda, capital de Angola.

No primeiro lote, foram embarcadas cerca de 48 toneladas de materiais em prazo reduzido para atender à urgência do cronograma da obra. A operação envolveu peças pesadas, volumosas e com características geométricas fora do padrão da aviação de carga convencional, incluindo tubos de proteção antivandalismo e elementos estruturais com mais de seis metros de comprimento.

Para viabilizar o transporte, a DHL recorreu a uma operação com voo charter, solução considerada essencial para acomodar o volume e as dimensões da carga. O projeto exigiu desde o desenvolvimento de embalagens customizadas até a criação de estruturas exclusivas de fixação, em conformidade com as normas de segurança para uma das primeiras exportações brasileiras de sistemas de estaiamento por via aérea.

DHL reforça aposta no Brasil e posiciona País como hub regional

“Aplicamos toda nossa expertise na movimentação de cargas especiais neste projeto, da definição do tipo específico de aeronave capaz de suportar o peso e as dimensões da carga, ao entendimento da melhor rota considerando elementos como a necessidade de reabastecimento”, afirma André Maluf, diretor de Frete Aéreo da DHL Global Forwarding no Brasil.

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