Picape híbrida plug-in produzida na China inicia trajetória internacional pelo mercado mexicano; modelo passa por homologação para venda no Brasil
A Nissan escolheu o México para iniciar a trajetória internacional da Frontier Pro PHEV, sua primeira picape híbrida plug-in. Produzido na China, o modelo integra o programa global de exportações da marca e tem o Brasil entre os mercados previstos para recebê-lo. A picape já passa por testes de homologação no país e deverá chegar às concessionárias brasileiras no próximo ano.
A América Latina faz parte da estratégia de exportação da Frontier Pro PHEV, também chamada de Navara Pro em alguns mercados. A região era abastecida pela geração anterior da Frontier produzida na Argentina, cuja fabricação foi encerrada pela Nissan. Além da versão híbrida plug-in, a Nissan também pretende retomar sua presença no segmento brasileiro de picapes médias com versões a combustão produzidas no México.
Apesar de levar o nome Frontier, a nova Frontier Pro PHEV não possui relação direta com a geração atualmente comercializada no mercado mexicano. O modelo deriva da Dongfeng Z9, desenvolvida pela Zhengzhou Nissan, joint venture formada entre a fabricante japonesa e a chinesa Dongfeng.
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Motorização varia de acordo com o mercado
A versão destinada ao mercado mexicano combina um motor 1.5 turbo a gasolina com um motor elétrico alimentado por bateria de 20 kWh. O conjunto entrega potência combinada de 355 cv e torque de 67,3 kgfm.
De acordo com os dados divulgados pela fabricante, a autonomia total é de 966 quilômetros, sendo até 75 quilômetros em modo exclusivamente elétrico.
A oferta de motorizações, no entanto, será adaptada conforme cada mercado. Além das versões híbridas plug-in, configuração prevista para o Brasil, o projeto também contempla variantes equipadas apenas com motores a combustão.
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A difícil estrada da eletrificação de cargas — e o novo passo da Volkswagen

A eletrificação do transporte de cargas enfrenta obstáculos muito maiores do que os observados no transporte de passageiros, reflexo da falta de infraestrutura de recarga, altos custos e da necessidade de operações logísticas altamente previsíveis. Apesar desse cenário, evidenciado inclusive pela baixa participação dos caminhões elétricos nas vendas europeias, a Volkswagen Caminhões e Ônibus segue apostando no segmento e ampliará sua atuação no programa Laneshift Rio, iniciativa internacional que busca desenvolver uma rede pública de recarga para veículos comerciais.
A montadora utiliza o e-Delivery, primeiro caminhão elétrico produzido no Brasil, em testes de um modelo de hub público de recarga, contribuindo com experiência técnica para acelerar a descarbonização do transporte urbano. Embora a iniciativa represente um avanço importante e reforce a agenda de sustentabilidade da VWCO, especialistas apontam que a expansão dos caminhões elétricos dependerá principalmente de infraestrutura própria nas garagens das transportadoras, garantindo disponibilidade e confiabilidade compatíveis com as exigências da logística de cargas.
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