Cuiabá iniciou 2026 com um reforço em sua frota de transporte coletivo urbano. A capital mato-grossense recebeu 50 novos chassis Mercedes-Benz OF 1721, adquiridos por duas operadoras locais: 26 unidades pela Rápido Cuiabá Transporte Urbano e 24 pela VPAR Transportes. Os veículos já estão em operação.
Todos os ônibus receberam carroceria Marcopolo Torino e contam com ar-condicionado, Wi-Fi, entradas USB, acessibilidade para cadeirantes e câmeras de segurança.
Leia também
- Pesados elétricos e gás avançam para 1,8% nas vendas de caminhões e ônibus
- Frota Sustentável: mais de 240 artigos sobre descarbonização do transporte
Com a nova aquisição, a Rápido Cuiabá passa a operar 98 ônibus, sendo 64 da marca Mercedes-Benz. O diretor executivo da empresa, Luiz Cláudio Soares Ferreira, destaca que a ampliação da frota climatizada atende à demanda crescente por conforto no transporte urbano da capital.

Na VPAR Transportes, os 24 novos chassis representam a entrada da tecnologia BlueTec 6 na frota da empresa. Segundo o sócio e administrador Emerson Lopes da Silva, a compra integra o plano de modernização dos 108 veículos operados pela companhia.
O modelo OF 1721 adquirido pelas empresas é compatível com carrocerias de até 13,2 metros e vem equipado com motor eletrônico OM-924 LA, de 4 cilindros, potência de 208 cv e torque de 780 Nm entre 1.200 e 1.600 rpm. As unidades podem ser configuradas com suspensão metálica ou pneumática, dependendo da aplicação.
“Juntamente com a Rodobens e o Banco Mercedes-Benz entregamos uma solução completa, com um produto reconhecido pela qualidade, confiabilidade e rentabilidade e com serviços financeiros e de pós-venda que atendem às necessidadesdos clientes”, informou Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus daMercedes-Benz do Brasil.
Saiba mais:
- Frota Sustentável: mais de 230 artigos sobre descarbonização do transporte
- MB Rodoviário O 500

Modelo de 2026 do O 500 RSDD 2745 8×2 A Mercedes‑Benz lançou a linha rodoviária O 500 2026 no Brasil com uma ampla revisão mecânica, eletrônica e operacional para elevar eficiência, reduzir custos e competir no segmento premium. As novidades incluem nova relação de eixo traseiro que diminui rotações e garante até 6% de economia de combustível, melhorias estruturais e de manutenção, câmbios revisados (manual GO 230 e automatizado ZF Traxon com calibração mais suave), além de um pacote de segurança ampliado — com ACC, ABA5, LDWS, assistente de ponto cego e retarder — agora de série nos modelos mais pesados. A conectividade também avança com preparação para o sistema FleetBus e reforço no pós‑venda, enquanto a gama de transmissões e componentes foi ajustada para atender diferentes perfis de operação com mais conforto, desempenho e disponibilidade de frota.
- Vendas de ônibus por segmento
O mercado brasileiro de ônibus cresceu 7% em 2025, chegando a 23,8 mil unidades, mas com mudanças claras na dinâmica entre os segmentos: o urbano avançou de forma modesta, impulsionado por renovações de frota; os micro‑ônibus ganharam força graças a programas públicos; o fretamento foi o grande destaque, com alta de 21% puxada pelo turismo e pela demanda corporativa; enquanto o rodoviário recuou mais de 12% devido ao crédito caro e à incerteza regulatória. A Mercedes‑Benz, líder do setor, vê um cenário de cautela, mas também de oportunidades, reforçado pela relevância do Brasil como um dos maiores mercados globais e pela influência direta das condições econômicas e políticas sobre o desempenho anual. - Rodoviário vs. Aéreo
Barbosa explica que fatores macroeconômicos têm impacto direto sobre o comportamento do passageiro. “Quanto maior o dólar, o passageiro migra do aéreo para o rodoviário, e vice-versa. Agora, com o aumento do petróleo, a situação é imprevista e prejudicial aos dois modais”, analisa. A volatilidade cambial e o custo do combustível tornam o planejamento das empresas mais complexo, afetando decisões de renovação de frota. - Eleições
Para Walter Barbosa, o ano no eleitoral aumenta a incerteza no setor de transporte de passageiros, já que decisões públicas sobre subsídios, tarifas e renovação de frota costumam ser adiadas, afetando investimentos. Para 2026, a Mercedes‑Benz adota cautela: não arrisca projeções, mas também não prevê um cenário negativo, apontando que o mercado brasileiro é resiliente apesar da volatilidade econômica e política. O balanço de 2025 revela um setor em mudança — com avanço de micro-ônibus e fretamento, estabilidade no transporte urbano e queda no rodoviário — e a montadora vê como desafio equilibrar essas transformações com novas demandas ambientais enquanto busca manter sua liderança no país.
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast



