sábado, abril 18, 2026

Cibersegurança deixa de ser pauta de TI e vira obrigação e custo operacional no transporte e na logística

O avanço da inteligência artificial e da digitalização das operações tem ampliado a eficiência das empresas de transporte e logística, mas também elevado a exposição a riscos cibernéticos. Por isso, a segurança da informação passou a ocupar espaço estratégico nas transportadoras, operadores logísticos e embarcadores, deixando de ser uma discussão restrita à área de tecnologia.

O cenário global reforça essa pressão. Segundo o Gartner, os gastos mundiais dos usuários finais com segurança da informação devem somar US$ 213 bilhões em 2025, ante US$ 193 bilhões em 2024, o que mostra a dimensão do investimento que empresas de todos os setores estão sendo obrigadas a fazer para proteger dados e operações.

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Além disso, o impacto financeiro de uma violação de dados continua alto. De acordo com o relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, o custo médio global de uma violação ficou em US$ 4,44 milhões. No Brasil, esse valor chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, segundo a mesma base de dados divulgada pela IBM.

Para o transporte e a logística, o risco é ainda mais sensível. Operações com roteirização inteligente, plataformas de atendimento, sistemas de rastreamento e cadeias integradas de suprimentos dependem de informações em tempo real e de múltiplos parceiros conectados, o que amplia a superfície de ataque.

A Pesquisa Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, mostra que a IA generativa já aumentou a superfície de ataque das empresas e, ao mesmo tempo, passou a ser usada também para defesa cibernética. Entre os principais usos estão detecção e resposta a ameaças, inteligência de ameaças e detecção de malware e phishing.

Na prática, isso significa que transportadoras e operadores logísticos precisam ir além da compra de ferramentas de segurança. Treinamento contínuo, regras claras de acesso, proteção de senhas, cuidado com phishing e resposta rápida a incidentes são medidas básicas para reduzir riscos no dia a dia.

O tema deste artigo foi uma sugestão de pauta da Jamef Transportes, por meio sua assessoria de imprensa. A reportagem da Frota News, em um investimento próprio e sem patrocínio da transportadora, checou as informações com outras fontes e fez as correções conforme dados apurados com o relatório Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, os dados de mercado da Gartner sobre gastos globais com segurança da informação em 2025, o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, e materiais de referência sobre cibersegurança aplicada ao transporte e à logística publicados por entidades do setor, incluindo análises sobre a digitalização das operações e os riscos associados à integração de sistemas.

Na sugestão de pauta, Adriana Lago, diretora de TI da Jamef, diz que investir em cibersegurança significa preservar a reputação de uma empresa e evitar interrupções na operação. “O que antes era diferencial tecnológico se consolidou como requisito básico para sustentar crescimento, visibilidade e previsibilidade em operações críticas. É impossível falar de avanço tecnológico sem abordar a segurança de dados, e todos os colaboradores devem estar preparados para lidar com riscos, ameaças e soluções. Uma simples parada nas atividades por conta de vazamento de dados ou roubo pode impactar a imagem da empresa e as atividades de forma significativa, gerando prejuízos financeiros, comprometendo a confiança de clientes e parceiros e afetando diretamente a continuidade do negócio”, explica o executivo por meio de sua assessoria de imprensa.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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