Nova solução conecta motoristas parceiros à operação logística da empresa e prevê cerca de 40 mil entregas mensais
A Tragetta, divisão de transporte de cargas fracionadas do Grupo FEMSA no Brasil, lançou a plataforma Tragetta Express para ampliar sua capacidade de entregas em todo o país. A solução passa a conectar motoristas parceiros à operação logística da empresa por meio de um aplicativo, permitindo a realização de entregas utilizando veículos utilitários, vans, caminhões ou frotas.
O lançamento tem abrangência nacional e integra a expansão e digitalização da companhia. A expectativa é que a plataforma viabilize aproximadamente 40 mil entregas por mês.
A Tragetta estima investir cerca de R$ 200 mil por ano no sistema que dará suporte à operação da nova plataforma. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional da companhia por meio da integração entre sua estrutura logística e uma rede de motoristas parceiros.
Expansão da operação
De acordo com Albert Barros, Head de Transportes da Tragetta, a plataforma foi desenvolvida para ampliar a flexibilidade operacional. Ainda segundo Barros, o modelo permite integrar motoristas parceiros a uma operação logística já estruturada, focada no transporte de cargas fracionadas.
A Tragetta projeta faturamento de R$ 1,6 bilhão em 2026. Segundo a empresa, o lançamento da Tragetta Express faz parte de sua estratégia de expansão, com foco na ampliação da capacidade de atendimento e no crescimento das operações logísticas em âmbito nacional.
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Ter uma usina de energia solar na empresa já é realidade para muitas transportadoras
Para ter uma usina de energia solar na própria transportadora não é preciso ser uma Ambev, mesmo esta sendo hoje um dos melhores exemplos de integração entre geração própria, eletrificação da frota e redução de custos logísticos.
Os benefícios são diversos: redução de custo de energia, maior previsibilidade de conta, fortalecimento de indicadores ESG e menor dependência da rede elétrica, ajudando a sociedade a enfrentar períodos de custo energético mais alto – ainda que não “elimine” diretamente bandeiras tarifárias, que dependem do mercado de energia como um todo.
Algumas transportadoras e embarcadores já obtêm economias expressivas com usinas fotovoltaicas em CD’s, garagens e alojamentos. Entre os embarcadores, a Ambev segue sendo um dos exemplos mais consolidados, mas não é o único.
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Conforme suas próprias divulgações, a Ambev opera hoje com 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis em suas operações no Brasil, resultado de usinas solares próprias e contratos de energia eólica e solar com parceiros. A companhia já instalou dezenas de usinas fotovoltaicas em seus centros de distribuição e cervejarias, com parques que somam dezenas de MW e milhões de kWh anuais de geração.
A frota de caminhões elétricos da Ambev, que vem sendo abastecida em parte por essas usinas, é formada pelos modelos VW e‑Delivery e, em menor escala, por outros veículos elétricos. A meta de substituir cerca de 35% da frota de caminhões diesel por elétricos ainda está em andamento, com a perspectiva de alcançar mais de mil unidades ao longo da década.

Exemplos de usinas em transportadoras
Empresas do setor de transporte têm adotado cada vez mais a energia solar como estratégia para reduzir custos operacionais e fortalecer compromissos ambientais. Entre elas, destacam‑se a Transmartins (MG) e a Expresso Nepomuceno (MG), que já incorporam sistemas fotovoltaicos em suas operações como parte de suas metas de ESG. Essa movimentação reflete uma tendência crescente no segmento, em que sustentabilidade e eficiência energética caminham juntas.
A Transmartins iniciou a implantação de usinas fotovoltaicas em diversas unidades a partir de 2021. Desde então, os resultados financeiros têm sido expressivos: a empresa já acumula economia na casa de centenas de milhares de reais em energia elétrica. Com novos projetos em expansão, a expectativa é de que esse valor continue crescendo de forma consistente, reforçando o impacto positivo da geração própria de energia.

Já a Expresso Nepomuceno opera sistemas fotovoltaicos que, somados, produzem dezenas de milhares de kWh por mês. Em termos anuais, esse volume alcança centenas de MWh, corrigindo a informação anterior que mencionava apenas 35 MWh. Essa capacidade de geração contribui significativamente para a redução da dependência da rede elétrica convencional e fortalece a estratégia da empresa em direção a uma operação mais sustentável e economicamente eficiente.
Correção técnica: unidade de energia

A diferença entre potência e energia é fundamental para compreender o consumo elétrico: kWh e MWh medem a quantidade de energia utilizada ou gerada ao longo do tempo, sendo que 1 MWh equivale a 1.000 kWh. Assim, 35 MWh correspondem a 35.000 kWh, volume suficiente para abastecer uma residência média por cerca de 2,4 anos ou recarregar aproximadamente 700 vezes um veículo elétrico com bateria de 50 kWh.
Embora esses exemplos sejam úteis para ilustrar o conceito, eles representam uma escala relativamente pequena quando comparados às necessidades de empresas e indústrias.
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