RFID na logística: como funciona e por que melhora a rastreabilidade

A identificação por radiofrequência (RFID) está ganhando espaço nas cadeias de suprimentos como ferramenta para conectar o mundo físico ao digital. A tecnologia permite criar uma identidade única para cada item, oferecendo rastreamento contínuo desde a origem até o consumidor final. Essa integração gera maior visibilidade, precisão no controle de estoques e contribui para operações mais sustentáveis.

Segundo Thiago Cergol, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Avery Dennison, o RFID é um recurso essencial para empresas que atuam no e-commerce, no varejo omnichannel e em operações logísticas internacionais. “Ao associar etiquetas RFID a produtos, é possível conectar o físico ao digital e apoiar decisões baseadas em dados confiáveis”, explica.

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Contribuição para a sustentabilidade

Um dos principais ganhos é a automação de processos antes executados manualmente. A leitura simultânea de itens reduz falhas humanas e acelera atividades como inventário e expedição. O resultado é maior precisão no preparo de pedidos e menor necessidade de retrabalho.

A tecnologia também auxilia no planejamento da demanda. Com informações em tempo real sobre o nível de estoque, empresas podem evitar rupturas e direcionar melhor o abastecimento. Em operações de transporte, o RFID ajuda a identificar desvios de rota e inconsistências, aumentando a confiabilidade das entregas.

Além da eficiência operacional, o RFID pode reduzir desperdícios em setores que lidam com produtos perecíveis, como alimentos, bebidas e medicamentos. O monitoramento contínuo do ciclo de vida de cada item evita perdas desnecessárias e descarte prematuro.

Cergol lembra que o Brasil descarta anualmente cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos e afirma que a tecnologia pode apoiar práticas mais responsáveis ao longo da cadeia. A rastreabilidade também ajuda empresas a cumprir normas regulatórias e ambientais, reduzindo impactos financeiros e ambientais.

Apoio às estratégias omnichannel

O RFID tem papel relevante em modelos de integração entre lojas físicas e canais digitais. Ele viabiliza práticas como envio a partir da loja mais próxima, retirada em pontos físicos e compras em sistemas de autoatendimento.

Essas soluções ampliam a rastreabilidade dos produtos e dão mais previsibilidade ao consumidor. Segundo Cergol, a tecnologia contribui para que o item certo esteja disponível no momento e no local adequados, garantindo maior transparência em toda a jornada.

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Filipi Cândido
Filipi Cândidohttps://www.frotanews.com.br
Jornalista e diretor de inteligência de mercado na Frota News, com mais de 10 anos de atuação na construção e posicionamento de marcas em diferentes setores da economia. Ao longo da trajetória, esteve à frente de operações e estratégias nos segmentos de hotelaria e mercado de luxo, com passagens por grupos como LVMH — atuando em marcas como Dior e Guerlain — além do grupo Percassi e de uma experiência internacional como consultor de tendências para grandes marcas de wellness da China. Essa vivência consolidou uma visão integrada sobre comportamento, experiência e geração de valor. Atualmente, atua no setor automotivo e de veículos pesados, com foco em frotas, mobilidade e logística, liderando a produção de conteúdo e estratégias que conectam inteligência de mercado a oportunidades reais de crescimento. Nos últimos anos, aprofundou sua atuação em sustentabilidade e ESG, acompanhando de perto as transformações da indústria e traduzindo esses movimentos em análises que impactam diretamente o posicionamento e a competitividade das marcas.
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