segunda-feira, abril 6, 2026

Caminhões a gás: o que há no mundo e o que pode chegar ao Brasil

Os caminhões a gás já são realidade no Brasil, ganham força como alternativa sustentável ao diesel e ajudam a reduzir os lixões das cidades. Nesta reportagem, analisamos os portfólios globais de montadoras como Scania, Iveco, Volvo e Volkswagen para prever quais modelos a gás podem chegar ao mercado nacional nos próximos anos 

Os caminhões movidos a gás já são realidade em muitas frotas brasileiras. Por enquanto, a principal fornecedora no país é a Scania, que iniciou o desenvolvimento dessa tecnologia em 2017 e realizou o lançamento oficial durante a Fenatran de 2019. A Iveco seguiu o mesmo caminho e apresentou dois modelos na Fenatran de 2024. 

Com exceção da Volkswagen Caminhões e Ônibus — que, embora tenha origem brasileira, faz parte de um grupo europeu — e da Agrale, única fabricante 100% nacional, as demais montadoras atuam como subsidiárias de grandes conglomerados internacionais. Isso significa que dificilmente veremos um caminhão a gás desenvolvido do zero no Brasil. A tendência é a tropicalização de modelos já disponíveis nos portfólios globais dessas marcas. 

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Diante desse cenário, para entender o que o mercado brasileiro poderá receber nos próximos anos, é necessário olhar para fora: quais modelos a gás já rodam em outros países? E quais têm maior potencial de adaptação para o Brasil? 

Nos próximos parágrafos, exploramos o portfólio global das principais montadoras que atuam no Brasil — como Scania, Iveco, Volvo, Mercedes-Benz, DAF e outras — para traçar um panorama do que pode chegar às estradas brasileiras. Afinal, o futuro da mobilidade de cargas no país está sendo desenhado agora — e uma parcela significativa dessa frota poderá ser movida a gás. 

Entendendo os conceitos: ciclo Otto, GNV e biometano

Quase todos os motores a gás modernos utilizam o ciclo Otto, o mesmo presente nos motores a gasolina. Isso proporciona um funcionamento mais silencioso em comparação com os motores a diesel, que operam em ciclo diferente. 

Assim como os motores flex (gasolina e etanol), os caminhões a gás podem rodar com GNV (gás natural veicular, de origem fóssil) e/ou biometano, combustível renovável produzido a partir da digestão de resíduos orgânicos — como dejetos animais, lixo urbano ou efluentes agroindustriais. 

Além disso, os motores a gás oferecem desempenho semelhante ao diesel, tanto em potência quanto em torque. E mais: atendem de forma ainda mais eficiente às normas ambientais mais rígidas, como a Euro 6 e o Proconve P8, em vigor no Brasil. 

Atenção: se alguma marca divulgar essas características como um “grande diferencial exclusivo”, trata-se apenas de uma estratégia de marketing. Esses atributos são comuns a toda a tecnologia atual de motores a gás. 

Scania: pioneirismo e liderança

A Scania é pioneira no segmento e, até agora, a única com portfólio global consolidado em caminhões a gás. Tanto na Europa quanto no Brasil, a montadora sueca oferece dois motores com múltiplas faixas de potência. 

Esses motores foram desenvolvidos exclusivamente para combustíveis gasosos, e não são adaptações de propulsores a diesel. Utilizam o ciclo Otto com ignição por vela, o que garante operação silenciosa, baixas emissões e confiabilidade para diversas aplicações. 

Opções de potência e torque: 

  • 9 litros — 280 cv | 1.350 Nm 
  • 9 litros — 340 cv | 1.600 Nm 
  • 13 litros — 410 cv | 2.000 Nm 
  • 13 litros — 460 cv | 2.300 Nm (lançado na última Fenatran) 

Tanques e autonomia: 

GNV (comprimido): até 300 m³ de gás armazenado em cilindros laterais. A autonomia pode chegar a 500 km com GNV e ser ainda maior com biometano de alta pureza. 

Há ainda o “mochilão”, cilindros adicionais colocados atrás da cabine. Na Argentina, são até quatro cilindros, com alcance de até 900 km. No Brasil, foi lançada a versão com dois cilindros extras, que garante autonomia de até 650 km. 

GNL (liquefeito): ideal para operações de longa distância. A Scania promete até 1.200 km de autonomia no Brasil, podendo chegar a 1.800 km na Europa, segundo informações no site da marca. 

Iveco: liderança europeia e expansão no Brasil

A Iveco é a fabricante mais avançada da Europa no segmento de caminhões a gás. Seu portfólio vai da linha leve Daily até os pesados S-Way e X-Way, este último voltado ao uso misto (rodoviário e fora de estrada). 

Os motores são desenvolvidos pela FPT Industrial, empresa do mesmo grupo industrial. 

Gama europeia: 

  • Daily CNG: motor 3.0 litros, 136 cv, 350 Nm 
  • Eurocargo CNG: motor 6.7 litros com três opções: 
  • 220 cv | 800 Nm 
  • 250 cv | 850 Nm 
  • 280 cv | 1.000 Nm (versão escolhida para o Brasil) 

Para o mercado brasileiro, a Iveco optou pelo modelo elétrico eDaily, apostando que a logística urbana adotará veículos elétricos em vez dos a gás. 

Linha pesada: 

  • S-Way: 
  • Europa — motor FPT Cursor XC13 de 500 cv | 2.200 Nm 
  • Brasil — mesma base, com 460 cv | 2.000 Nm 
  • X-Way (Europa): motor de 500 cv, voltado ao uso misto 

 Volvo: duas estratégias com motores diferentes

A Volvo adota duas tecnologias distintas: o motor de 13 litros com ciclo diesel, utilizado nos modelos FH Aero, FH e FM (com adição de HVO — diesel verde); e o motor ciclo Otto, utilizado no FE. 

Pesados (FH Aero, FH, FM): 

  • Motor 13 litros, com GNV ou biometano + HVO 
  • Potências: 420 cv, 460 cv e 500 cv 
  • Torque de até 2.500 Nm 
  • Tanques: apenas GNL 

Modelo regional (FE): 

  • Motor ciclo Otto de 320 cv e 1.356 Nm 
  • Tanques: gás comprimido (GNV) 

A Volvo do Brasil diz que acompanha e estuda todos os movimentos do segmento de caminhões a gás, mas não há planos para o lançamento no Brasil e vai aguardar o desenvolvimento da infraestrutura de abastecimento desse tipo de veículo.  

DAF Trucks 

Embora a DAF não tenha lançado nenhum caminhão movido a gás na Europa, o grupo PACCAR, proprietário da marca, desenvolve uma parceria estratégica com a Cummins para introduzir o motor Cummins X15N de 400 cv e 500 cv que pode ser utilizado em caminhões pesado no mercado dos Estados Unidos, com as marcas Kenworth e Peterbilt. 

Mercedes-Benz 

A montadora alemã já teve caminhões a gás, mas já faz alguns anos que ela descarta a possibilidade de retornar a desenvolver novos modelos. A estratégia da Mercedes-Benz é zerar as emissões do tanque a roda, sem considerar as emissões do poço a roda ou do berço ao túmulo. Assim, ela considera o gás como uma energia transitória que ainda emite CO2. Por isso, todos os seus esforços dela têm sido no desenvolvimento de caminhões elétricos — mesmo que energia elétrica seja com combustível fóssil — para o presente e a hidrogênio para o futuro.  

No caso das outras fabricantes, o raciocínio é discordante da Mercedes-Benz. Elas consideram que o gás biometano tem um papel muito importante para o meio ambiente por fazer parte da economia circular. O que significa isso? A produção de biogás, matéria prima para o biometano, utiliza um passivo ambiental — lixões, resíduos da indústria e do agronegócio — em ativos, contribuindo para melhoria ambiental em todo o seu ciclo.  

Engenharia 100% brasileira: VWCO e Agrale

As montadoras Volkswagen Caminhões e Ônibus e Agrale têm engenharia integralmente nacional. No caso da Volkswagen, apesar de fazer parte do grupo Traton (mesmo da Scania e MAN), a marca nasceu no Brasil e mantém foco em mercados emergentes. 

A VWCO apresentou na Fenatran 2024 o Constellation 26.280 6×2 a gás, com motor Cummins ciclo Otto, 280 cv e 1.100 Nm de torque. A autonomia estimada é de até 300 km. 

Já a Agrale possui ônibus movidos a gás, mas ainda não há notícias sobre caminhões com essa tecnologia em seu portfólio. 

Vendas: gás cresce, elétricos não decolam

Diferentemente do mercado de automóveis, as vendas de veículos comerciais elétricos seguem tímidas. Segundo dados da Fenabrave, de janeiro a abril de 2025 foram emplacados apenas 119 veículos comerciais elétricos no Brasil — considerando furgões, chassis-cabine e caminhões com PBT acima de 3.500 kg. A lista inclui marcas como BYD, Volvo, JAC, Tesla (com 5 unidades da Cybertruck), Ford, Mercedes-Benz, Scania, Foton e VW Caminhões. 

Por outro lado, a Scania observa um crescimento consistente e acelerado dos caminhões a gás: mais de 200 unidades foram emplacadas apenas em 2025, superando o total de todos os comerciais elétricos juntos. Desde o fim de 2019, a Scania acumula mais de 1.700 caminhões a gás vendidos no Brasil. 

Esse dado evidencia que os frotistas estão priorizando o gás como alternativa viável e eficiente para a descarbonização do transporte de cargas. 

Caminhão off-road a gás da Scania mira agro e ganha impulso com o Fundo Clima

A Scania já comercializa o novo caminhão off-road G 460 6×4 XT a gás, que ganha vários reforços para atuar no fora de estrada, com preço estimado em R$ 1.300.000. O modelo G 460 6×4 XT a diesel tem preço médio de R$ 1.174.000, e o modelo rodoviário G 460 6×2, valor médio de R$ 1.202.000, segundo a Fipe. 

A novidade marca a estreia do primeiro modelo off-road a gás natural ou biometano voltado a aplicações severas como o transporte de cana-de-açúcar e madeira. 

Com motor de 460 cv e torque de 2.300 Nm, o modelo compartilha a mecânica dos rodoviários a gás da marca, mas diferencia-se pela cabine G da linha XT, projetada especialmente para ambientes off-road. A estrutura reforçada inclui grade dianteira preta, para-choque de aço avançado com maior ângulo de ataque, suspensão elevada e eixos preparados para encarar terrenos acidentados. 

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A capacidade é de PBT de 35 toneladas, com eixo traseiro RBP835 de tração máxima de 150 toneladas, e quinta roda reforçada para suportar operações severas. A autonomia pode chegar a 650 km com o “mochilão” — conjunto adicional de cilindros de gás instalados atrás da cabine. Segundo a Scania, uma versão com esse sistema feita em série está em desenvolvimento, com foco no setor florestal, que, geralmente, precisa de maior autonomia.  

Gás e biometano ganham força com apoio do BNDES 

O lançamento do G 460 XT a gás chega em um momento estratégico: o governo federal ampliou o acesso a financiamentos para veículos movidos a combustíveis limpos. O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), via BNDES, passou a oferecer crédito para compra de caminhões a gás e para conversões de motores a diesel.  

Na realidade, não é realizada uma conversão e, sim, a substituição completa do motor e sistema de abastecimento diesel pelo a gás, também conhecida como retrofit. No Brasil, por enquanto, a MWM é a única fabricante de motores a oferecer esta solução e limitada a 330 cv. Algumas empresas, como Cocal e SADA já contam com caminhões que passaram por retrofit.  

Além de facilitar a aquisição de novos modelos, o BNDES liberou R$ 130 milhões para projetos de produção de biometano, como o Projeto Gás Verde, o que deve acelerar a transição energética no setor de transportes. Segundo Renata Isfer, presidente da Associação Brasileira do Biogás e Biometano (ABiogás), 53% das emissões de transporte vêm de veículos pesados, que representam apenas 6% da frota. “O impacto ambiental de migrar esse segmento é imenso”, destaca. 

A Scania, pioneira nos caminhões a gás no Brasil, já ultrapassou 1.600 unidades vendidas desde 2019, e pretende comercializar mais 1.000 unidades até o fim de 2025. “Mais de 5% da nossa produção atual já é composta por modelos a gás”, afirma André Gentil, gerente de vendas da marca. 

Financiamento e incentivos impulsionam mercado

Com novas opções de crédito, como o CDC Verde do Scania Banco, a tecnologia se torna mais viável também do ponto de vista financeiro. A linha oferece taxas de juros menores e prazos estendidos. “A economia em operações de grande porte pode chegar a R$ 200 mil”, diz Gentil. 

Além disso, estados como São Paulo e Goiás, oferecem isenção de IPVA até 2029 para veículos a gás, o que representa um alívio adicional entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por caminhão nesse período. 

A infraestrutura de abastecimento também avança. Corredores azuis permitem que caminhões como o G 460 XT saiam abastecidos com GNV e completem o trajeto com biometano. Postos preparados já operam em Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e cidades do interior paulista. 

Produção nacional e novos concorrentes

caminhão off-road
Iveco S-Way a gás

Iveco S-Way a gásO cenário positivo tem motivado outras fabricantes. A Iveco aposta no S-Way CNG 460 e no Tector CNG, este último voltado a operações urbanas. A montadora iniciou a produção de um lote de 100 caminhões a gás, com 30 unidades entregues ainda este ano. A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) também apresentou, na Fenatran 2024, o Constellation 26.280 a biometano, voltado à coleta de resíduos sólidos. 

Biometano avança como protagonista da transição energética

Produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, o biometano é uma alternativa renovável ao gás natural. No Rio Grande do Sul, a CRVR vai inaugurar em julho uma planta com capacidade de até 60 mil m³/dia em Minas do Leão. Uma segunda usina, em São Leopoldo, deve iniciar operações em 2026. Os investimentos somam R$ 250 milhões. 

Minas Gerais também aposta na tecnologia. A Gasmig abriu chamada pública para aquisição de biometano voltado ao Triângulo Mineiro, com foco em fomentar redes locais de distribuição. “A meta é impulsionar o desenvolvimento econômico e a transição energética da região”, afirma o presidente da companhia, Carlos Camargo de Colón. 

Combustível do Futuro e RenovaBio preparam o caminho

A regulamentação do programa Combustível do Futuro, prevista para o fim de 2025, e as metas obrigatórias do RenovaBio, a partir de 2026, devem consolidar o papel do biometano como principal alternativa sustentável para o transporte de cargas no Brasil. 

O estudo “Perspectivas para o Biogás e o Biometano”, da Agência Internacional de Energia (AIE), aponta Brasil, China e Índia como os países com maior potencial de crescimento sustentável nesse setor. Com uma política pública articulada e crescente adesão de fabricantes e transportadores, o Brasil dá sinais claros de que pode se tornar líder global na descarbonização do transporte pesado. 

China opera maior frota do mundo com caminhões autônomos elétricos de mineração

A China entrou para a história da mineração global ao colocar em operação a maior frota de caminhões autônomos elétricos do planeta. Ao todo, 100 veículos passaram a atuar de forma contínua em uma mina de carvão a céu aberto localizada na região autônoma da Mongólia Interior. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua nesta quinta-feira (30).

Movidos por uma rede 5G-Advanced (5G-A), os caminhões começaram a operar na mina de Yimin, administrada pela China Huaneng Group Co., Ltd., uma das gigantes estatais de energia do país. Os veículos foram desenvolvidos em parceria com a Huawei, a Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG) e diversos institutos de pesquisa. Trata-se de um marco na transformação da mineração chinesa em uma atividade mais segura, inteligente e ambientalmente responsável.

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Autonomia mesmo sob clima extremo

Cada caminhão da frota é capaz de atingir até 50 km/h e transportar 90 toneladas por viagem, operando ininterruptamente, mesmo nas condições adversas do inverno mongol, quando os termômetros podem registrar temperaturas abaixo de -40ºC.

Segundo Liu Qiang, vice-diretor do escritório de construção de minas inteligentes da unidade, os veículos são equipados com sensores de última geração — incluindo radar de ondas milimétricas, câmeras, sistemas de lidar e algoritmos de inteligência artificial — que permitem navegação precisa mesmo sob neblina espessa, tempestades de neve ou durante a noite.

“Esses caminhões totalmente elétricos tornam a mineração mais segura, ecológica e eficiente, especialmente no inverno”, afirmou Liu.

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As baterias de fosfato de ferro-lítio, com capacidade de 564 kWh, podem ser substituídas em menos de seis minutos, o que evita longas interrupções na operação.

Redução de emissões e ambição de expansão

A substituição da frota tradicional a diesel por caminhões autônomos elétricos tem um impacto direto na redução de emissões. Segundo Shu Yingqiu, gerente da mina de Yimin, a mudança representa uma economia anual de cerca de 15 mil toneladas de combustível fóssil e evita a emissão de aproximadamente 48 mil toneladas de dióxido de carbono. Esse volume equivale ao plantio de 2,6 milhões de árvores.

Diante dos resultados positivos, a China Huaneng pretende ampliar a frota para até 500 unidades nos próximos anos, além de replicar o modelo em outras regiões mineradoras do país, como Xinjiang, no noroeste da China.

Com área total de 42,36 km², a mina de Yimin possui reservas comprovadas de 1,86 bilhão de toneladas de carvão e capacidade de extração anual de até 35 milhões de toneladas.

Rumo à mineração inteligente e sustentável

O projeto representa um contraponto às narrativas recorrentes na imprensa ocidental, que frequentemente descrevem a mineração na China como atrasada e altamente poluente. Ao investir em tecnologia de ponta e em veículos zero emissão, o país asiático demonstra estar alinhado com as diretrizes globais de sustentabilidade e eficiência energética.

Mais do que uma inovação logística, a iniciativa da China Huaneng evidencia uma tendência clara: a transição para uma mineração inteligente, automatizada e com menor impacto ambiental — um movimento que pode redefinir os rumos da indústria extrativa no século 21.

Logística capixaba: Demanda recorde com mais de R$ 120 bilhões em investimentos

O Espírito Santo desponta como um dos estados mais promissores do Brasil em termos de desenvolvimento logístico nos próximos anos. Dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) revelam uma carteira de investimentos públicos e privados que ultrapassa os R$ 120 bilhões até 2029, envolvendo mais de 1.100 projetos com valores superiores a
R$ 1 milhão. Essa injeção de recursos está reconfigurando o território capixaba e demandará uma nova arquitetura logística para dar conta do crescimento.

Além da robustez econômica, o que chama atenção é a interiorização dos investimentos: se até 2010 cerca de 70% dos aportes estavam concentrados na Região Metropolitana da Grande Vitória, hoje essa proporção se inverteu. Aproximadamente 70% dos projetos agora estão voltados para o interior do estado, o que impõe desafios e oportunidades para a malha logística estadual.

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Indústria, energia e saneamento puxam investimentos

Mais de R$ 100 bilhões da carteira de projetos estão concentrados em setores estruturantes como indústria, construção civil, eletricidade, gás e saneamento. Entre os projetos emblemáticos está o da Petrobras, que elevou seu investimento de R$ 25 bilhões para R$ 35 bilhões, consolidando o Espírito Santo como peça-chave na produção e escoamento de óleo e gás. Já a ES Gás, distribuidora regional, planeja aplicar R$ 1 bilhão em sua malha de distribuição.

Além disso, os setores logístico, imobiliário e turístico também registram crescimento, criando uma cadeia de demanda integrada por transporte de cargas, passageiros, insumos e serviços.

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Avanços na infraestrutura impulsionam a conectividade logística

O setor de infraestrutura se tornou o grande alicerce para dar suporte ao avanço econômico. Entre os projetos em destaque estão a construção e modernização de aeroportos regionais nas cidades de Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e nas Montanhas Capixabas. Entre 2019 e 2024, mais de R$ 17 bilhões foram destinados à aviação regional, garantindo melhor acesso e viabilidade para o transporte aéreo de cargas e pessoas.

Esse investimento é acompanhado por obras rodoviárias de grande porte. A duplicação da BR-262, por exemplo, deve ter início em 2026. O edital será publicado em novembro deste ano, e as obras, orçadas em R$ 8 bilhões no total, preveem a construção de túneis e pistas duplas ligando a divisa com Minas Gerais até a Grande Vitória.

Só os três primeiros trechos, que abrangem áreas entre a Região Metropolitana e a Região Serrana, devem absorver R$ 5,5 bilhões. A obra promete dar fim a gargalos logísticos, melhorar a segurança viária e acelerar o escoamento da produção agrícola, industrial e turística.

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Porto de Tubarão pode se tornar nova porta de saída do milho brasileiro para a China

Na esfera portuária, a VLI, operadora logística multimodal, aguarda autorização do Ministério da Agricultura para iniciar a exportação de milho para a China a partir do Terminal de Produtos Diversos (TPD), no Porto de Tubarão, em Vitória. Essa operação já ocorre com destino à Europa, mas a entrada no mercado chinês pode multiplicar o volume de cargas no terminal capixaba.

O TPD integra o Corredor Centro-Leste, elo logístico entre a ferrovia Vitória-Minas e a malha do Centro-Atlântico, e é peça-chave no escoamento de grãos e fertilizantes provenientes do Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial de milho, com safra estimada em 115 milhões de toneladas em 2025. A autorização para exportar o cereal à China abre uma nova janela estratégica para o Espírito Santo, fortalecendo o papel do estado como hub logístico nacional.

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Frota comercial acompanha expansão com perfil diversificado

De acordo com dados do Ministério dos Transportes consolidados em dezembro de 2024, o Espírito Santo conta com uma frota total de 2.494.996 veículos, sendo grande parte voltada para atividades comerciais.

  • Caminhões e caminhões-tratores: 85.205 caminhões e 24.317 cavalos mecânicos, números que não consideram veículos com placas de outros estados que operam na região.
  • Reboques e semirreboques: 47.372 reboques e 33.150 semirreboques, veículos essenciais para grandes volumes de carga, especialmente no agronegócio, na indústria e na mineração.
  • Veículos utilitários: 44.580 unidades, amplamente usados na logística urbana e no transporte leve.
  • Ônibus e micro-ônibus: 17.571 ônibus e 9.878 micro-ônibus registrados, com atuação significativa no transporte coletivo urbano, fretamento e turismo rural.

Essa infraestrutura veicular será crucial para atender à nova onda de expansão e interiorização da produção, exigindo também investimentos em manutenção de vias, pátios logísticos, terminais rodoviários e centros de distribuição.

Logística de precisão com drones no campo

O agronegócio também passa por uma revolução tecnológica no estado. O Espírito Santo ocupa a 7ª posição nacional em número de operadores de drones agrícolas registrados no Sipeagro. São 75 empresas especializadas, duas cooperativas e dois agricultores que operam 163 drones para fins como monitoramento de solo, pulverização, controle de pragas e mapeamento georreferenciado.

Essa inovação aumenta a produtividade e, por consequência, o volume de mercadorias a serem transportadas — seja para beneficiamento, seja para exportação. A integração entre tecnologia no campo e infraestrutura de escoamento será um dos principais vetores do crescimento logístico rural.

Agroturismo capixaba entra na rota nacional e fortalece a mobilidade turística

R$ 120 bilhões
O termo “Venda Nova” surgiu porque havia um pequeno comércio na região, uma “venda”, que era um ponto de encontro e abastecimento para os moradores. Já “do Imigrante” foi adicionado para destacar a forte influência dos imigrantes italianos na formação do município

Além da movimentação de cargas, o Espírito Santo também se destaca na mobilidade de pessoas. Desde julho de 2024, Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana, foi oficialmente reconhecida como a capital nacional do agroturismo. A cidade já se destacava por sua gastronomia artesanal, vinícolas familiares e tradições herdadas dos imigrantes italianos.

Com o novo título, o turismo rural da região tende a crescer, exigindo melhorias na mobilidade regional, no transporte de visitantes e na distribuição de produtos locais — muitos dos quais chegam hoje a outros estados e até ao exterior.

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Conclusão: o futuro logístico

Com bilhões de reais em investimentos, interiorização da produção, crescimento do agronegócio, expansão portuária e modernização da malha rodoviária e aérea, o Espírito Santo consolida-se como um território estratégico para o setor de transporte e logística no Brasil.

As projeções apontam para um cenário de alta demanda por soluções inteligentes, sustentáveis e integradas. Empresas de transporte, operadores logísticos, desenvolvedores de infraestrutura e autoridades públicas precisarão atuar de forma coordenada para garantir que esse potencial se converta em resultados concretos — com fluidez operacional, competitividade regional e ganhos sociais para toda a população capixaba.

 

Viação Boa Esperança renova frota com 27 ônibus Scania

Na capital paraense, onde as chuvas são intensas, as estradas estreitas e a sazonalidade dita o ritmo da mobilidade, a Viação Boa Esperança completou 54 anos de atuação no transporte rodoviário de passageiros. A data foi celebrada com um reforço em sua frota: 27 novos ônibus Scania, sendo seis Double Deckers K 370 6×2 e 21 unidades do modelo K 320 4×2, todo com carroceria Marcopolo.

O K 370 é o modelo de entrada na categoria 6×2 com motor de 13 litros, 370 cv e 1.900 Nm de torque, e o K 320 é o modelo de entrada da Scania na categoria 4×2, com motor de 13 litros,  320 cv e 1.600 Nm de torque.

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A aquisição marca mais um capítulo da sólida parceria com a fabricante sueca, que já dura décadas e resultou na padronização da frota com 100% de veículos Scania há cerca de 10 anos. Para José Veras, diretor de Tráfego Operacional da Boa Esperança, a escolha tem um motivo central: confiança.

Aliás, no momento, a Scania tem dedicado seu foco mais em chassis para ônibus rodoviários enquanto faz a transição dos ônibus urbanos para energias limpas, com chassis para ônibus elétricos da Eletra, próprio (K230) e a gás (K280). Com isso, no primeiro quadrimestre de 2025, as vendas são 9,3% inferiores ao mesmo período de 2024, com 166 ônibus emplacados até o momento neste ano, incluindo as 27 unidades da Viação Boa Esperança.

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Oficinas próprias

A Boa Esperança conta com um ponto de atendimento dos Serviços Dedicados Scania (CWS) dentro de sua oficina própria — estrutura que funciona como uma mini concessionária, com estoque de peças, ferramentas e profissional exclusivo para atender às demandas da frota.

“Não precisamos deslocar o veículo para a concessionária e nem pegar fila. Além disso, ter uma frota padronizada com a Scania nos dá facilidade na reposição de peças, controle de custos e uma operação mais eficiente”, explica Jaílson Marinho, gerente de Manutenção.

Longas distâncias e obstáculos constantes

Com 240 ônibus na frota, a empresa opera rotas que superam 1.000 quilômetros dentro do Pará, além de atender municípios no Maranhão e Piauí. As dificuldades, no entanto, vão além da concorrência irregular: envolvem também infraestrutura precária e escassez de mão de obra qualificada.

“O tráfego de caminhões pesados aumentou com o crescimento do agronegócio, mas as rodovias continuam sem acostamento. E encontrar bons profissionais, tanto para dirigir quanto para fazer manutenção, é um desafio diário”, afirma o diretor.

Outro avanço é a adoção do sistema ADAS (Assistência Avançada ao Motorista), item opcional dos modelos K 320 e K 370. Após dois anos de testes com um veículo protótipo, a tecnologia provou sua eficácia, especialmente em rotas mais exigentes da região Norte.

O Pacote ADAS do chassi de ônibus Scania integra tecnologias avançadas para proporcionar maior segurança e conforto na condução. O LDW (Lane Departure Warning) atua como um assistente para manter-se na faixa, alertando o motorista caso o veículo saia involuntariamente da pista, reduzindo o risco de acidentes. Já o AEB (Automatic Emergency Braking) é um sistema de freio de emergência automático que detecta obstáculos à frente e aplica frenagem quando necessário, evitando colisões ou minimizando impactos. Complementando esses recursos, o ACC (Adaptive Cruise Control) ajusta automaticamente a velocidade do ônibus conforme o fluxo do tráfego, garantindo uma condução mais suave e eficiente.

Compromisso com o meio ambiente e o futuro

A Boa Esperança também avança em sustentabilidade. A empresa investe em captação de água da chuva para lavagem da frota, descarte adequado de resíduos, instalação de quase 400 placas solares e rígido controle ambiental em suas instalações.

Sobre o futuro, Veras revela que novas aquisições podem ocorrer ainda em 2025. “Nosso ano começa mesmo em junho, quando chega o verão amazônico. De janeiro a maio é o ‘inverno’ por aqui, com baixa demanda. Mas seguimos investindo e acreditando no nosso passageiro.”

Mais que transporte

Para Silvio Leardini, gerente de Negócios de Vendas de Ônibus da Scania, a Boa Esperança é exemplo de parceria que gera aprendizado real para a indústria. “É uma empresa com operação robusta, com rotas desafiadoras, e que nos ensina muito. É um cliente antigo, referência na região e que nos ajuda a aprimorar constantemente o produto. Isso é fantástico.

Ao seguir conectando cidades, comunidades e histórias pelo Norte do Brasil, a Viação Boa Esperança mostra que transportar pessoas é, antes de tudo, um compromisso com o futuro — feito com confiança, tecnologia, sustentabilidade e uma missão clara: encurtar distâncias com qualidade e respeito.

Miniaturas Scania

Para os fãs e colecionadores de miniaturas de ônibus, a série 3 traz um verdadeiro clássico: o CMA Cometa Flecha Azul VII, modelo Catarinense, na escala 1:72. Produzida em metal com partes plásticas de alta qualidade, a miniatura impressiona pelo alto grau de detalhamento, incluindo pneus emborrachados e pintura na cor branca, fiel ao padrão original. Uma peça indispensável para quem valoriza história, design e autenticidade no universo do transporte rodoviário.

Com informações da Jornada Scania.

Grupo Águia Branca leva inovação em logística e transporte para a Modal Expo

O Grupo Águia Branca, um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil, participará da primeira edição da Modal Expo 2025, feira de negócios voltada aos setores de logística, transporte e comércio exterior. O evento será realizado entre os dias 3 e 5 de junho no Pavilhão de Carapina, na Serra (ES), reunindo os principais players do país em soluções para logística, mobilidade e transporte. 

Paula Barcellos Tommasi Corrêa, CEO da Viação Águia Branca, e Alessandra Xavier, Líder em Gestão de Frotas e Máquinas da Vix Logística, serão painelistas no painel “Gestão Inteligente de Frotas: Como Aumentar Eficiência e Reduzir Custos?”, que será mediado pelo jornalista Marcos Villela, editor da plataforma de notícias Frota News. Este painel ocorrerá no dia 4 das 16h30 às 17h20 horas. Mais informações sobre a feira no final deste artigo.  

Integração de logística de carga, passageiros e comércio 

A participação da holding capixaba será marcada por um estande integrado das divisões de Comércio, Logística e Passageiros.  

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Um dos destaques da participação será a apresentação da VIX Logística, empresa do grupo que levará à feira uma empilhadeira elétrica equipada com o Sistema Têmis. 

Com capacidade para 2,5 toneladas, o equipamento integra inteligência artificial para promover mais segurança nas operações, reduzindo riscos e aumentando a produtividade. O Sistema Têmis oferece visão 360°, detecção em tempo real de pessoas e máquinas, além de alertas personalizados que podem ser adaptados conforme diferentes necessidades operacionais. 

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Na área de mobilidade de passageiros, a feira será palco da apresentação oficial da WeSafety, nova empresa da Divisão Passageiros, especializada em segurança viária e gestão de riscos.  

Representando a Divisão Comércio, as concessionárias Kurumá e Vitória Diesel (Mercedes-Benz) levarão ao evento dos veículos das respectivas marcas representadas: Toyota e Mercedes-Benz Caminhões. 

Modal Expo 2025

3 a 5 de junho 

Pavilhão de Carapina – Serra (ES) 

Mais informações: modalexpo.com.br

Raquel Virginia lança novo álbum com show emocionante no Teatro Itália

A cantora e compositora Raquel Virginia, indicada duas vezes ao Grammy Latino, prepara uma noite especial para o lançamento de seu mais novo trabalho musical. O show acontece no próximo sábado, 1º de junho, às 19h30, no tradicional Teatro Itália, em São Paulo.

No palco, Raquel apresenta o álbum “Não incendiei a casa por milagre”, um projeto que promete emocionar o público com sua força poética e sonora. Com direção musical assinada por Moreno Veloso, o repertório do show carrega influências que passeiam entre o universo cinematográfico de Pedro Almodóvar e a musicalidade única de Gal Costa.

Mais do que um espetáculo musical, o show é uma imersão nas memórias, medos e afetos da artista, traduzidos em uma sonoridade que mistura o lirismo da bossa nova com a intensidade do rock. O resultado é um trabalho potente, íntimo e profundamente sensível.

Os ingressos já estão disponíveis, e a produção recomenda confirmação antecipada para garantir lugar nesta noite especial.

Serviço
Show de lançamento do álbum “Não incendiei a casa por milagre”
Artista: Raquel Virginia
Data: 1º de junho (sábado)
Horário: 19h30
Local: Teatro Itália – São Paulo (SP)
Redes sociais: @oficialraquel | @vnassessoria

Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo da plataforma Frota News é uma iniciativa inovadora no segmento de mobilidade que busca integrar o mundo automotivo, transporte e logística com as delícias da gastronomia e as diversas formas de entretenimento. Aliás, esta seção é um refresco para quem trabalhou muito durante a semana garantindo o abastecimento das cidades, do campo e das indústrias. Ela oferece uma variedade de conteúdos que vão desde dicas culinárias até eventos corporativos do setor automobilístico.

Dicas Gastronômicas

Aqui, os entusiastas podem encontrar recomendações de restaurantes, bem como, hotéis, eventos e roteiros que não só oferecem uma experiência culinária de alta qualidade, mas também possuem um ambiente que ressoa com a cultura automotiva. Artigos detalhados destacam experiências gastronômicas únicas, onde a paixão por carros e a apreciação por bons pratos se encontram. Saiba mais:

Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

 

BorgWarner comemora vitória histórica nas 500 Milhas de Indianápolis e reforça sua presença na Indy

Tecnologia da marca equipa todos os carros das 500 Milhas e troféu icônico celebra os campeões desde 1936

A BorgWarner, fornecedora oficial de turbocompressores da NTT INDYCAR SERIES®, tem motivos de sobra para comemorar a 109ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, realizada no último domingo (25). O espanhol Alex Palou fez história ao se tornar o primeiro piloto de seu país a vencer a tradicional prova. E, como manda a tradição desde 1936, levou para casa o cobiçado Troféu Borg-Warner®.

Símbolo máximo de prestígio na categoria, o troféu é feito de prata esterlina, tem 1,62 metro de altura, pesa cerca de 50 kg e traz os rostos de todos os campeões da Indy 500 esculpidos em sua superfície – um trabalho artístico que vem sendo realizado por William Behrends desde 1990.

Além do troféu principal, o vencedor também recebe o “Baby Borg”, uma versão menor com detalhes personalizados, como nome, equipe, velocidade média e ano da vitória. O proprietário da equipe vencedora também é homenageado com um troféu exclusivo.

Brasil segue como destaque na Indy

Com quatro pilotos campeões e um total de oito vitórias, o Brasil é o segundo país com mais conquistas na Indy 500, atrás apenas dos Estados Unidos. Os vencedores brasileiros são: Emerson Fittipaldi (1989 e 1993), Gil de Ferran (2003), Tony Kanaan (2013) e Hélio Castroneves (2001, 2002, 2009 e 2021). Castroneves faz parte do seleto grupo de pilotos que venceram a prova quatro vezes.

Desempenho e inovação da BorgWarner nas pistas

Desde 2012, todos os carros da Fórmula Indy utilizam os turbocompressores EFR™ (Engineered for Racing) da BorgWarner. Projetados para entregar o máximo em desempenho, esses sistemas ajudam os monopostos a ultrapassarem os 360 km/h no oval de Indianápolis.

“Nossos turbocompressores oferecem potência, velocidade e resistência incomparáveis, fundamentais para o sucesso nesta corrida tão exigente”, afirma Melissa Mattedi, diretora geral da BorgWarner Turbos and Thermal Technologies no Brasil.

Mais de 130 anos de inovação

Com uma história de mais de um século, a BorgWarner é referência global no desenvolvimento de soluções para mobilidade, com foco em performance, eficiência e sustentabilidade. Seja nas pistas ou nas ruas, a marca segue impulsionando a evolução do setor automotivo.

Consórcio Cantareira amplia para 689 vagas, muitas delas para motoristas

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O Consórcio Cantareira, liderado pelas empresas Odebrecht Engenharia & Construção e Renea Infraestrutura, havia aberto 450 vagas de trabalho abertas e agora ampliou para 689 vagas para a execução das obras do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo. Entre as diversas funções disponíveis, há grande demanda por motoristas de diferentes categorias, o que representa uma oportunidade valiosa para profissionais do volante em busca de colocação no setor da construção pesada.

As vagas contemplam os seguintes cargos para motoristas:
  • Motorista de Caminhão Basculante
  • Motorista de Caminhão Betoneira
  • Motorista de Caminhão Munck
  • Motorista de Caminhão PPA
  • Motorista de Carreta

Além desses, entre as 689 vagas, há oportunidades para operadores de máquinas pesadas, ajudantes, armadores, carpinteiros, pedreiros, soldadores, entre outros profissionais essenciais para as etapas da obra. Pessoas de todos os gêneros, inclusive pessoas com deficiência, são bem-vindas ao processo seletivo.

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Como se candidatar

Os interessados devem enviar o currículo atualizado, informando a vaga de interesse, para o e-mail: 📧 vagasconsorciocantareira@consorciocantareira.com.br

É desejável que os candidatos residam nas cidades de Arujá, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano ou na região norte da capital paulista, facilitando o deslocamento até os canteiros de obras.

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Benefícios oferecidos aos contratados

O Consórcio Cantareira oferece um pacote completo de benefícios, que inclui:
✔️ Assistência médica
✔️ Refeição no local
✔️ Vale-transporte e transporte fretado
✔️ Vale-alimentação
✔️ Seguro de vida

A jornada de trabalho ocorre de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h, e nas sextas-feiras, das 7h às 16h.

Confira todas as vagas disponíveis
  • Ajudante de Produção
  • Armador(a)
  • Carpinteiro(a)
  • Ferramenteiro(a)
  • Frentista Túnel I
  • Greidista
  • Mangoteiro(a)
  • Marteleiro(a)
  • Montador(a) de Andaime
  • Motorista de Caminhão Basculante
  • Motorista de Caminhão Betoneira
  • Motorista de Caminhão Munck
  • Motorista de Caminhão PPA
  • Motorista de Carreta
  • Operador(a) de Plataforma Articulada
  • Operador(a) de Bomba de Concreto Projetado
  • Operador(a) de Robótica Projetado
  • Operador(a) de Bob Cat
  • Operador(a) de Espargidor
  • Operador(a) de Rolo Compactador
  • Operador(a) de Escavadeira
  • Operador(a) Manipulador
  • Operador(a) de Motoserra
  • Operador(a) de Retroescavadeira
  • Operador(a) de Trator Esteira
  • Pedreiro(a)
  • Sinaleiro(a)
  • Soldador(a)
Treinamento em transporte
Gestão em Segurança no Transporte
Inscrições abertas
Sobre a Odebrecht Engenharia & Construção

A Odebrecht Engenharia & Construção, líder do consórcio, é a maior construtora de infraestrutura do Brasil, segundo o Ranking da Engenharia Brasileira da revista O Empreiteiro. Com mais de 80 anos de atuação, a empresa já realizou mais de 3 mil obras em 38 países, incluindo grandes projetos como usinas, metrôs, ferrovias, pontes e aeroportos.

A construtora soma 22 prêmios internacionais Global Best Projects, concedidos pela revista americana ENR – Engineering News-Record, e já conquistou mais de R$ 20 bilhões em novos contratos nos últimos cinco anos. É reconhecida por seu compromisso com práticas éticas e de integridade, sendo certificada pela ISO 37001 (antissuborno), além de possuir os selos Infra+ Integridade (Ministério da Infraestrutura) e Pró-Ética (CGU/Instituto Ethos).

Atualmente, a Odebrecht emprega mais de 18 mil colaboradores em 30 obras nas Américas e África.

Sobre a Renea Infraestrutura

A Renea Infraestrutura é uma empresa voltada para desenvolvimento de negócios e execução de serviços em infraestrutura, buscando permanentemente a excelência de seus processos por meio de seu Sistema de Gestão Integrado, investindo em infraestrutura específica para atuar ao lado de concessionárias na recuperação, manutenção, duplicação e expansão de rodovias. A Renea ousa na utilização de práticas inovadoras. Bons exemplos são o “Cimbramento Móvel”, tecnologia europeia com um sistema de protensão para a execução de tabuleiros de duplo vão e o “Cantitraveller” que foi usado pela primeira vez no Brasil para reduzir o impacto ambiental na extensão do Rodoanel Leste.

Chevrolet S10 2026 é lançada e mira a vice-liderança ocupada pela Ford Ranger 

A Chevrolet lançou a linha S10 2026 com a clara missão de ganhar força no competitivo mercado de picapes médias no Brasil. Terceira colocada no ranking de vendas do primeiro quadrimestre de 2025, a S10 — com 8.398 unidades emplacadas e 10,17% de participação — agora aposta em um pacote de inovações tecnológicas, maior segurança e sofisticação para disputar a vice-liderança com a Ford Ranger (10.343 unidades e 12,52%) e, futuramente, encostar na líder Toyota Hilux (14.150 unidades e 17,13%). 

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Fabricada em São José dos Campos (SP), a nova geração chega com importantes evoluções. Entre os principais destaques está a adoção do Sistema Auxiliar de Permanência em Faixa, que passa a ser item de série em todas as versões com câmbio automático — desde a configuração WT, voltada ao trabalho. A tecnologia utiliza uma câmera frontal para monitorar as faixas da pista e realiza pequenas correções no volante quando detecta que o veículo está saindo involuntariamente da faixa, contribuindo para uma condução mais segura, especialmente em rodovias. 

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Outro avanço é a ampliação do Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro, que deixa de ser exclusivo da versão High Country e passa a equipar todas as configurações de cabine dupla. Ideal para manobras em vagas com baixa visibilidade, o recurso utiliza sensores de radar para identificar veículos em movimento na transversal, emitindo alertas visuais na central multimídia MyLink e sinais sonoros, reduzindo o risco de colisões traseiras. 

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Além disso, todas as versões automáticas passam a contar com Alerta de Colisão Frontal e Frenagem Automática de Emergência com detecção de pedestres, tecnologias que combinam sensores e câmera frontal para identificar riscos de impacto. Quando necessário, o sistema alerta o condutor e pode até acionar os freios automaticamente para evitar ou mitigar acidentes. 

S10 2026
O painel digital de 8 polegadas está disponível em todas as versões da Chevrolet S10 2026. Ele complementa a central multimídia MyLink de 11 polegadas

A linha também evoluiu no conforto. A versão Z71, com apelo aventureiro, agora traz ar-condicionado digital e carregador de celular por indução no console central. Já o Alerta de Ponto Cego, antes disponível apenas nas versões mais caras, foi estendido para as versões WT (cabine simples e dupla), Z71 e LTZ. O sistema identifica veículos fora do campo de visão dos retrovisores e sinaliza a presença com alertas luminosos nos espelhos laterais. 

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Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

Essas inovações se somam a equipamentos já presentes na S10, como os seis airbags, o sistema OnStar, o controle eletrônico de estabilidade e tração 4×4 e o motor Duramax 2.8 turbodiesel. O conjunto mecânico, aliás, também foi aprimorado: a nova transmissão automática de 8 marchas recebeu calibração com inteligência artificial para melhorar o desempenho e reduzir o consumo. O sistema de exaustão agora opera com Arla 32, obrigatório por lei para redução de 84% nas emissões de poluentes. 

No visual, a novidade é a nova cor Branco Dunas, disponível para versões cabine dupla. A tonalidade surgiu na série especial S10 100 Anos, que celebra o centenário da Chevrolet no Brasil com um acabamento exclusivo, detalhes escurecidos, pneus Pirelli all-terrain e suspensão desenvolvida em parceria com a grife australiana Ironman, voltada ao uso off-road. 

O SUV derivado da picape, o Chevrolet Trailblazer 2026, também foi atualizado e agora conta com o Sistema Auxiliar de Permanência em Faixa nas versões LT, focada em frotistas, e High Country, mais sofisticada. Assim como a picape, o SUV se beneficia da nova transmissão e das melhorias no motor Duramax. 

Com mais de 1 milhão de unidades vendidas no país, a S10 se mantém como a picape mais longeva da Chevrolet no mercado nacional. “Os 30 anos da S10 são um atestado da preferência e da confiança do consumidor brasileiro. É um volume acumulado recorde na categoria”, afirma Paula Saiani, diretora de Marketing da GM América do Sul.