segunda-feira, abril 6, 2026

BNDES aprova R$ 1,3 bilhão em crédito para renovação da frota de caminhões em apenas um mês

0

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em janeiro, R$ 1,3 bilhão em financiamentos pelo Programa BNDES Renovação da Frota, linha integrante do Move Brasil. O programa foi criado para apoiar a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, credenciados no BNDES, além de seminovos que atendam aos requisitos ambientais do Proconve 7, fabricados a partir de 2012.

Até o momento, o programa já beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperados e transportadoras de carga de 532 municípios, abrangendo todas as regiões do país. Somente em janeiro foram registradas 1.152 operações, com ticket médio de R$ 1,1 milhão por contrato.

Leia também:

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o desempenho inicial do programa comprova sua relevância tanto para a economia quanto para o meio ambiente.

Na avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado alcançado demonstra o acerto das políticas públicas de estímulo à renovação da frota.

R$ 10 bilhões disponíveis

Lançado em dezembro de 2025, o Renovação da Frota dispõe de R$ 10 bilhões em recursos, sendo R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões captados pelo Banco a taxas de mercado. Essa estrutura possibilita um custo financeiro mais competitivo, resultando em taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência de seis meses. Cada beneficiário pode financiar até R$ 50 milhões.

Do total, R$ 1 bilhão foi reservado exclusivamente para transportadores autônomos e cooperados, reforçando o caráter social e inclusivo da medida. A política visa ampliar o crédito para o setor e incentivar a retomada da indústria nacional de caminhões, um dos segmentos estratégicos da cadeia logística brasileira.

A autorização para o uso de recursos do Tesouro foi estabelecida pela Medida Provisória 1.328, de 17 de dezembro de 2025, que formalizou o apoio financeiro à aquisição de caminhões novos e seminovos dentro do processo de renovação da frota.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Volkswagen Caminhões e Ônibus: 45 anos de engenharia brasileira com presença global

Em 1981, há exatos 45 anos, começava a história da atual Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO). A origem da empresa se deu com a aquisição das operações da Chrysler/Dodge no Brasil, em um momento em que o mercado nacional de caminhões era dominado por seis grandes fabricantes instalados localmente: a própria Chrysler/Dodge, Mercedes-Benz, Ford, General Motors (Chevrolet/GMC), Volvo, Scania e FNM/Alfa Romeo. 

Quase meio século depois, a VWCO está presente em cerca de 30 países e já investiu mais de R$ 7,5 bilhões ao longo desse período. A fabricante construiu sua reputação com a filosofia “menos você não quer, mais você não precisa” — caminhões projetados com tudo o que é necessário para o trabalho, sem encarecer o custo final ao cliente. 

No início da década de 1980, a Mercedes-Benz ainda dominava o mercado com mais de 50% de participação — 28.183 unidades emplacadas de um total de 55.938 caminhões vendidos no país — segundo o Anuário da Indústria Automobilística Brasileira, da Anfavea. 

Ao longo de sua trajetória, a Volkswagen Caminhões conquistou a liderança do mercado em 2004, após a primeira vitória em 2001, mantendo-se no topo até 2025 — uma marca de 22 anos consecutivos. 

Confira os emplacamentos ano a ano da Volkswagen Caminhões e Ônibus:
Volkswagen
Fonte: Anfavea

Saiba mais sobre os resultados da VWCO em 02025:

Globalização 

Com mais de 350 concessionárias distribuídas em três continentes — 150 delas no Brasil —, a VWCO oferece um portfólio de cerca de 50 modelos de caminhões e ônibus, reforçando sua vocação para disponibilidade operacional e eficiência de custos. 

Sua estrutura industrial tem capacidade para produzir até 100 mil unidades por ano, fabricando famílias consagradas como Delivery, Constellation e Meteor no segmento de carga, além da linha Volksbus voltada ao transporte de passageiros. A empresa também avança na eletrificação, com os modelos e-Delivery e e-Volksbus. 

Desde o início das operações, mais de 1,25 milhão de veículos VWCO já foram produzidos, dos quais cerca de 196 mil circulam fora do Brasil. A linha Worker, que dominou o mercado por mais de duas décadas, soma 433 mil unidades; o Constellation, 373 mil; o Delivery, 220 mil; e o Meteor, modelo mais recente da marca, já ultrapassou 20 mil unidades. A família Volksbus completou 194 mil veículos, enquanto os modelos MAN chegam a 10 mil. 

Programa Futuro

Atualmente, a montadora conta com cerca de 5,5 mil colaboradores distribuídos entre as fábricas e operações no Brasil, México e Argentina, além de linhas de montagem na África do Sul e nas Filipinas. Essa presença global é norteada pelo Programa Futuro, plano estratégico baseado em três pilares de ESG: respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa. 

Entre as metas globais do programa estão o avanço da eletrificação, a digitalização das operações industriais e a redução da pegada de carbono. “Nosso compromisso é continuar transformando o transporte de forma responsável e inovadora, honrando a confiança de nossos clientes e parceiros em todo o mundo”, afirmou o presidente e CEO da VWCO, Roberto Cortes. 

Ao celebrar 45 anos, a Volkswagen Caminhões e Ônibus reafirma sua relevância no setor automotivo e seu papel como embaixadora da engenharia e da tecnologia brasileiras no cenário global. 

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

GNV, etanol ou biometano? Seara testa Iveco Daily Multifuel no transporte urbano

A Seara, empresa da JBS, e a Iveco anunciaram o início de uma parceria voltada à avaliação do desempenho do Daily Multifuel, caminhão-conceito urbano desenvolvido pela montadora, no transporte de cargas no Brasil. O projeto busca mensurar a viabilidade econômica e operacional da tecnologia, que promete reduções de até 95% nas emissões de CO₂ no ciclo “poço à roda”, de acordo com o combustível utilizado.

Apresentado em outubro de 2025, o Daily Multifuel está em fase de desenvolvimento para futura produção na unidade da Iveco em Sete Lagoas (MG). O modelo foi projetado para operar com etanol, gás natural e biometano, refletindo a estratégia multienergética do Iveco Group.

Leia também:

O veículo utiliza o motor FPT Industrial F1C 3.0 ciclo Otto, adaptado para os três tipos de combustíveis. O propulsor mantém desempenho comparável ao diesel, com potência estimada entre 160 e 207 cv e torque de 380 a 470 Nm, auxiliado por turbo de geometria variável eletrônica (VGT) e dois sistemas independentes de injeção, que permitem flexibilidade operacional.

O desenvolvimento do motor envolveu três anos de pesquisas em parceria com Mahle, Unifei, Unesp e UFPA, totalizando mais de 600 horas de simulações e 300 horas de ensaios em dinamômetro. Os testes, realizados no Centro Tecnológico da Mahle (Jundiaí-SP), confirmaram a conformidade com o Proconve P8, além de comprovar eficiência energética e confiabilidade.

Segundo dados da FPT Industrial, as emissões de CO₂ podem ser três vezes menores com etanol e até dez vezes inferiores com biometano em comparação ao diesel, considerando o ciclo “poço à roda”.

Aplicação na frota da Seara e ganhos ambientais

A parceria com a Iveco marca mais um passo na estratégia de descarbonização logística da Seara, que atualmente opera mais de 200 caminhões elétricos refrigerados em centros urbanos brasileiros. A produtora de proteínas poderá comparar os ganhos entre as duas tecnologias com o conhecimento que já possui com os elétricos a bateria.

De acordo com Fabio Artifon, diretor de Logística da Seara, “a tecnologia multifuel oferece a flexibilidade necessária para operações urbanas complexas, permitindo avançar na descarbonização sem comprometer a eficiência”.

A empresa estima que a operação de um único caminhão multifuel a biometano tenha impacto climático equivalente à retirada de dez caminhões a diesel das ruas de São Paulo. A frota elétrica atual da Seara, composta por modelos leves da JAC e No Carbon, evita aproximadamente 2.700 toneladas de CO₂ por ano.

Biometano e economia circular

A parceria também contempla o conceito de economia circular dentro da cadeia produtiva da JBS. A companhia avalia o uso de biometano gerado a partir de resíduos orgânicos de suas unidades industriais para abastecer os veículos multifuel, criando um modelo de ciclo fechado de energia renovável. Atualmente, o biogás já é utilizado pela empresa para geração de vapor e eletricidade em fábricas no Brasil.

Para o diretor Comercial da Iveco, Marco Pacheco, a cooperação reforça o potencial do transporte urbano sustentável. “O Daily Multifuel traduz uma visão pragmática de sustentabilidade, combinando a força da matriz energética brasileira com a robustez e confiabilidade da linha Daily”, destaca.

Sem previsão de lançamento comercial, o Daily Multifuel segue em fase de avaliação. O projeto com a Seara será determinante para definir sua aplicabilidade em operações reais e o modelo de adoção de combustíveis renováveis no transporte urbano de carga no país.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Caminhões de lixo a biometano: Vamos investe R$150 milhões em retrofit

A Vamos, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, está iniciando a transformação de caminhões a diesel para operação com gás natural fóssil ou gás renovável (biometano), em um projeto de retrofit conduzido pela BMB, companhia do grupo especializada em customização de veículos pesados. A solução utiliza motorização e sistemas desenvolvidos pela MWM, subsidiária da Tupy, tecnologia já aplicada em frotas de grupos como Sada, Cocal, PepsiCo e Tegma, entre outros usuários de caminhões a gás.

O investimento da Vamos no projeto soma R$ 150 milhões, com a previsão de transformação de 100 caminhões pela BMB, que deverão ser entregues até o fim do primeiro trimestre deste ano para operação na limpeza urbana do Rio de Janeiro. Considerando veículo mais retrofit e implemento, o valor médio por unidade é de R$ 1,5 milhão. A título de curiosidade, um Scania G 340 4×2 a gás, hoje na casa de R$ 1.196.090; e um G-410 6×2, R$ 1.299.357, segundo a Fipe.

Leia também:

Quanto custa transformar o caminhão

No nível do caminhão individual, o custo do retrofit para substituição da motorização a diesel por solução MWM a gás varia entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por unidade, de acordo com a potência do motor (máxima de 330 cv) e a quantidade de cilindros instalada para armazenamento do gás. Esses valores se referem apenas ao processo de conversão (motor, sistemas de gás e integração), sem incluir o preço do caminhão base, que compõe o pacote final.

A combinação entre custo de capital e economia operacional mira o TCO (custo total de propriedade) de frotas de alta quilometragem, em que o payback da conversão tende a ocorrer entre 1 e 3 anos quando há uso intensivo e boa oferta de gás, principalmente em soluções dual fuel ou 100% gás com contratos estruturados com concessionárias. Estudos e pilotos com pesados a gás indicam redução de 10% a 15% no custo por quilômetro rodado, podendo chegar a até 50% em cenários dual fuel com alta substituição de diesel por GNV, segundo a Abiogás.

Como é feita a transformação na BMB

A transformação dos veículos ocorre na unidade da BMB em Porto Real (RJ), em um fluxo industrial que espelha a lógica de linha de montagem, porém com foco em retrofit e customização para aplicação urbana. O processo envolve a retirada do motor original a diesel e instalação de um motor MWM dedicado a gás natural/biometano, adequações estruturais no entre‑eixos para receber os cilindros, desenvolvimento de peças de interface e integração do sistema eletrônico de controle, seguido de testes de desempenho e rodagem em rodovias.

A MWM responde pela arquitetura técnica do produto, que inclui o motor a gás, o sistema de armazenamento (cilindros, suportes, válvulas e linhas) e a integração com o veículo, assegurando conformidade com requisitos de segurança, durabilidade e as normas mais restritivas de emissões. Um diferencial do pacote é a calibração customizada dos motores, ajustada para diferentes rotas e ciclos operacionais, o que permite otimizar consumo, reduzir emissões e adequar desempenho às exigências da coleta urbana no Rio de Janeiro.

Benefícios ambientais e operacionais

Os caminhões retrofitados mantêm desempenho equivalente aos modelos a diesel, segundo as empresas envolvidas no projeto, mas com redução expressiva de gases de efeito estufa e ganhos relevantes de eficiência. Em cenários de operação com biometano, a redução de CO₂ pode chegar a cerca de 90% na comparação com o diesel, com queda de até 99% no material particulado e diminuição de aproximadamente 20% no nível de ruído, atributo importante para serviços urbanos em áreas residenciais.

Esses resultados se somam à lógica de economia circular, ao aproveitar o biometano gerado a partir de resíduos para abastecer os próprios veículos que fazem a coleta, conceito que já aparece em projetos de frotas urbanas de lixo no Brasil. O uso do GNV, por ser de origem fóssil, deve ser utilizado apenas na falta do biometano.

Atores envolvidos e contexto de mercado

A iniciativa da Vamos tem participação direta da Comlurb, companhia de limpeza urbana do Rio de Janeiro, responsável pelos serviços de coleta de resíduos, e da Força Ambiental, empresa terceirizada que fornece os veículos e opera a frota na cidade. As duas organizações já receberam as primeiras unidades a gás e atuam como vitrine de aplicação real do retrofit em escala, com foco em renovação de frota e cumprimento de metas ambientais nos contratos públicos.

Hoje, o mercado de retrofit de caminhões pesados a diesel para gás no Brasil ainda é concentrado e majoritariamente B2B, com poucos atores diretamente posicionados na conversão. Além da MWM, que lidera projetos de substituição completa de motor para operação 100% a gás, empresas como Tecnogás GNV e Convergas Fuel Systems atuam em soluções de GNV pesado e integração de sistemas de gás, inclusive em projetos dual fuel em parceria com frotistas, concessionárias e distribuidoras regionais de gás.

Principais players em retrofit de caminhões a gás

Tipo de solução Empresa Foco principal
Retrofit completo (troca de motor) MWM (Tupy) Motores 100% gás/biometano, sistemas de armazenamento, homologação e integração.
Kits e sistemas GNV para pesados Tecnogás GNV Instalação de kits GNV e soluções para frotas leves, médias e pesadas.
Integração de sistemas de gás Convergas Fuel Systems Engenharia e integração de gás natural e biometano em projetos com frotistas.
Projetos com montadoras/frotistas PepsiCo + MWM Caminhão semileve diesel convertido para 100% gás/biometano.
Projetos dual fuel (diesel + GNV) Frotas como Tegma Operações híbridas com alta taxa de substituição de diesel por gás.
Além da Scania, que já conta com o maior portfólio de fábrica, as montadoras Iveco, Volkswagen e Mercedes-Benz preparam para futuros lançamentos de modelos a gás.
➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Eletroposto Oeste: Infraestrutura elétrica robusta é essencial para operar frotas de ônibus elétricos pesados

Para colocar em operação uma frota de ônibus elétricos pesados, não basta adquirir os veículos e estações de baixo custo utilizadas para automóveis: é indispensável planejar e construir uma infraestrutura elétrica robusta, capaz de atender à alta demanda energética das baterias de grande capacidade. Em muitos casos, isso inclui a instalação de uma subestação de energia dedicada e reforços consideráveis na rede de distribuição local.

Segundo especialistas, as garagens destinadas a veículos pesados precisam de carregadores rápidos DC acima de 150 kW, preparados para atender baterias que ultrapassam 600 kWh. O modelo mais comum é a recarga noturna escalonada, coordenada por software de gestão inteligente (smart charging), que evita picos de demanda e reduz custos operacionais.

Leia também:

Para dar uma ideia da complexidade, uma frota de cerca de 200 ônibus elétricos, como a de Goiânia (GO), pode exigir potência total próxima de 16.000 kW. Isso requer a construção de subestações retificadoras de grande porte — entre 1.500 e 4.000 kW por garagem —, transformadores dedicados e obras civis específicas. Todo esse processo depende de um estudo de viabilidade junto à concessionária local, que determina eventuais reforços na rede e os custos associados.

Para sustentar a operação da frota elétrica de Goiânia — de 46 ônibus por carga —, o Governode Goiás inaugurou o Eletroposto Oeste, considerado o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do Brasil em potência instalada. O projeto foi executado pela Nansen, que forneceu toda a infraestrutura elétrica e de gestão operacional.

“O eletroposto conta com 23 carregadores de 240 kW, capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e potência total de 6 MVA,” explica Ciro Lima, CMO da Nansen. “Para facilitar a compreensão: essa potência equivale a 6 mil chuveiros elétricos ou 1 milhão de lâmpadas acesas ao mesmo tempo. Trata-se de uma estrutura projetada para dar previsibilidade e robustez à operação diária do transporte público.”

Armazenamento e inovação energética

Um dos diferenciais do terminal é o primeiro Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) móvel usado comercialmente no transporte público brasileiro. O equipamento, com 50 kWh de capacidade e 60 kW de potência, garante estabilidade durante picos de demanda e serve como redundância energética em situações emergenciais. Além disso, permite a realização de testes de recarga inteligente e integração com energia solar fotovoltaica, ampliando a eficiência do sistema.

“O que estamos entregando não é apenas uma obra, mas um modelo de cidade e de transporte público para o Brasil”, destacou o governador Ronaldo Caiado durante a inauguração.

Embora o Governo de Goiás não tenha divulgado o investimento total no Eletroposto Oeste, comparações com projetos semelhantes indicam valores na casa dos R$ 17 milhões. Em São José dos Campos (SP), uma estrutura com 12 posições de recarga de 200 kW demandou investimentos de cerca de R$ 4,6 milhões.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Primeira frota de biarticulados elétricos do mundo começa a rodar em Goiânia

Goiânia entra para a história da eletromobilidade urbana mundial. A capital goiana recebeu nesta quinta-feira (30) a primeira frota de articulados e biarticulados 100% elétricos do mundo em operação regular. No total, são 21 ônibus Volvo BZRT entregues à concessionária Metrobus, sendo 16 articulados e 5 biarticulados, todos equipados com carrocerias Marcopolo Attivi Express. 

O evento de entrega, realizado na sede da Metrobus, contou com a presença do governador Ronaldo Caiado, do prefeito Sandro Mabel, de executivos da Volvo e da Marcopolo. Durante o evento, também foi inaugurado a maior estação de carregamento de baterias para veículos pesados, com capacidade para recarregar as baterias de 46 ônibus simultaneamente. 

Leia também:

“Temos orgulho de participar desta nova fase do transporte público de Goiânia. É o início de uma era de zero emissões e alto conforto para os passageiros”, destacou André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. 

Integração dentro da indústria brasileira

Os veículos foram produzidos no Brasil, com chassis fabricados na planta da Volvo em Curitiba (PR) e carrocerias desenvolvidas pela Marcopolo, em Caxias do Sul (RS).  

Os novos biarticulados medem 28 metros de comprimento e têm capacidade para 250 passageiros. Os articulados, com 21 metros, transportam até 180 pessoas. Ambos os modelos contam com motores elétricos duplos de 200 kW cada (total de 400 kW, equivalentes a 540 cv), podendo receber até oito baterias com capacidade total de 720 kWh.  

Além do desempenho, o conforto interno recebeu atenção especial. Os ônibus Attivi Express contam com piso amadeirado, iluminação full LED, poltronas estofadas com entradas USB, ar-condicionado e sistemas de acessibilidade com rampas e elevador. Há ainda câmeras embarcadas e tecnologia de reconhecimento facial para monitoramento dos passageiros, reforçando a segurança.

Segurança ativa

Os ônibus elétricos BZRT seguem o conceito Volvo Safety Vision – Zero Acidentes, incorporando recursos como câmeras de visão ampliada, sensores frontais e laterais contra colisões, leitura automática de placas de trânsito e assistência de direção Volvo Dynamic Steering (VDS), que aumenta a precisão e reduz o esforço do motorista. 

A operação comercial foi conduzida pela concessionária Suécia Veículos, representante Volvo na região, com apoio da Volvo Financial Services, responsável pelo financiamento dos chassis por meio do Banco Volvo. O fornecimento das carrocerias teve intermediação da Topline, representante Marcopolo em Goiás. 

Para Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais e Marketing da Marcopolo, o projeto reafirma o protagonismo da empresa na transição para uma mobilidade de baixo impacto ambiental: “Os Attivi Express mostram a capacidade da Marcopolo em desenvolver soluções inovadoras que unem sustentabilidade, tecnologia e conforto”.  

Comparativo Volvo vs. BYD

Especificação BYD K12A Volvo BZRT (biarticulado)
Comprimento 27 m 28 m
Capacidade 250 passageiros 250 passageiros
Potência Não especificada (motores duplos, ~4WD distribuído) 2 × 200 kW (400 kW / 540 cv) 
Baterias Não especificada Até 8 packs / 720 kWh
Velocidade máx. 70 km/h Não especificada (foco em urbano)
Autonomia ~300 km 250-300 km (ciclo urbano)
Produção/Operação China (2019), testado na Colômbia, mas não entrou em operação Brasil (Curitiba, 2025+), opera em Goiânia

Renovação do sistema de Goiânia

Os novos ônibus fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 2 bilhões destinado à ampla requalificação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, afirma Laércio Ávila, diretor do Consórcio BRT de Goiânia. Além da renovação da frota e da construção da megaestação de recarga, o projeto inclui ainda um novo terminal de embarque e desembarque na Praça A.

Segundo Ávila, apenas a aquisição dos ônibus elétricos representa cerca de R$ 450 milhões. “O custo inicial médio de cada veículo elétrico gira em torno de R$ 3,5 milhões”, detalha. Até o fim de 2026, o sistema deve incorporar 1,5 mil novos ônibus, ampliando e rejuvenescendo a frota em 30%.

Até o final de 2026, o Sistema BRT contará com 199 ônibus, sendo 63 veículos elétricos, 79 movidos a biometano e 57 com tecnologia Euro 6. A infraestrutura do sistema compreende 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, atendendo a mais de 2,5 milhões de usuários por mês, com operação realizada por cinco empresas consorciadas.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Os maiores carros da história e o que eles dizem sobre o seu tempo

0

Ao longo da história do automóvel, o tamanho nunca foi apenas uma característica técnica. Em diferentes momentos, carros grandes representaram poder, status, avanço tecnológico e até visão de mundo. Esses veículos não nasceram por acaso. Eles refletem contextos econômicos, culturais e sociais específicos, nos quais o automóvel assumiu um papel central na vida das pessoas e das cidades.

Mais do que exageros de engenharia, os maiores carros da história são documentos sobre rodas.

Leia também:

Cadillac Series 75

Produzido entre 1936 e 1987, o Cadillac Series 75 foi um dos maiores símbolos do luxo institucional do século XX. Com mais de seis metros de comprimento, tornou-se escolha natural de governos, chefes de Estado e grandes corporações. Seu interior amplo e silencioso transformava o automóvel em um espaço de representação, não apenas de deslocamento.

O Series 75 ajudou a consolidar a ideia de que o carro podia ser extensão do poder e do prestígio de quem estava a bordo.

Lincoln Continental

O Lincoln Continental, especialmente nas décadas de 1960 e 1970, tornou-se um ícone do poder político americano. Suas linhas longas e imponentes e o porte quase cerimonial fizeram dele um símbolo da presidência dos Estados Unidos e de uma era em que o automóvel era também uma ferramenta de imagem institucional.

Era um carro pensado para ser visto, reconhecido e respeitado.

Rolls-Royce Phantom

Poucos carros mantiveram ao longo do tempo uma relação tão direta entre tamanho e significado quanto o Rolls-Royce Phantom. Em todas as suas gerações, o Phantom preservou dimensões generosas, entre-eixos amplo e um nível de conforto que redefine o conceito de luxo automotivo.

Aqui, o tamanho não é excesso. É parte do ritual da marca, da experiência do passageiro e da narrativa de exclusividade que atravessa décadas.

Rolls-Royce Phantom – O Phantom é um dos sedãs de luxo mais emblemáticos e espaçosos da história — símbolo de presença, conforto e exclusividade desde 1925.

Chevrolet Suburban

Lançado em 1935, o Chevrolet Suburban é um dos veículos mais longevos da história da indústria automotiva. Seu porte avantajado ajudou a criar um novo conceito de carro familiar e utilitário, muito antes da consolidação dos SUVs.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Grupo SADA expande para economia circular com parceria na reciclagem de sucata automotiva

O Grupo SADA, referência em logística de veículos zero quilômetro na América Latina, firmou contrato com a ArcelorMittal para processar e gerenciar sucata metálica, via sua subsidiária IGAR, em Igarapé (MG). A iniciativa alia transporte logístico à sustentabilidade, reduzindo emissões de CO2 e promovendo reaproveitamento de materiais na cadeia automotiva.

Para gestores de frotas, a parceria destaca como players logísticos como o SADA — com mais de 3 mil equipamentos em operação — diversificam para reciclagem de veículos leves e pesados. Isso fortalece a gestão de fim de vida útil de frotas, conservando recursos e atendendo demandas ESG crescentes no setor.

Leia também:

A IGAR implantará entreposto para armazenamento e movimentação de sucata, gerenciada pelo SADA até as usinas da ArcelorMittal. “Estamos unindo logística à industrialização verde, impulsionando a economia circular“, afirma Daniela Medioli, vice-presidente do Grupo SADA.

Executivos enfatizam redução de pegada de carbono: cada tonelada de sucata reaproveitada corta emissões diretas na produção de aço. Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM, reforça que a colaboração amplia a capacidade de transformar resíduos em matéria-prima sustentável.

Alinhado a tendências globais, o projeto responde à pressão por frotas mais verdes, como conversões de diesel para gás natural já testadas pelo SADA. Frotistas podem explorar parcerias semelhantes para otimizar descarte e compliance ambiental.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Volvo Trucks lidera mercado europeu de pesados em 2025; FH 540 mantém hegemonia no Brasil

A Volvo Trucks elevou a sua posição de destaque na Europa entre os caminhões pesados (com 16 toneladas ou mais), alcançando 19,0% de participação de mercado, segundo dados de 2025 divulgados pela marca. O índice representa um avanço em relação aos 17,9% registrados em 2024, garantindo à montadora sueca o segundo ano consecutivo na liderança do continente.

Estamos muito orgulhosos de ser líderes de mercado na Europa pelo segundo ano consecutivo. Isso é uma prova da confiança dos nossos clientes e do trabalho das nossas equipes”, declarou Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

Leia também:

Brasil: queda nas vendas, mas liderança mantida

No Brasil, conforme dados da Anfavea, a Volvo registrou 20.074 caminhões emplacados em 2025, contra 23.185 em 2024 — queda de 13,5%. Ainda assim, a montadora manteve a liderança entre os pesados, graças ao desempenho do FH 540, modelo mais vendido do país pelo sétimo ano consecutivo, com 5.403 unidades emplacadas.

O segundo lugar também ficou com a marca: o FH 460 somou 3.613 unidades, segundo balanço divulgado pela Fenabrave.

Presença global em 30 países

A Volvo Trucks segue forte em sua estratégia global, ocupando posição de liderança ou vice-liderança em 30 países no mundo. A montadora tem investido em uma trilha tecnológica de três caminhos, combinando caminhões elétricos a bateria, elétricos de célula de combustível e motores de combustão alimentados por combustíveis renováveis, como hidrogênio verde, biogás, biodiesel e HVO (óleo vegetal hidrotratado).

“Continuaremos inovando para apoiar nossos clientes e impulsionar a descarbonização do setor”, reforçou Alm. A empresa pretende alcançar emissões líquidas zero até 2040.

Mercado europeu de vans, caminhões e ônibus em 2025

O diesel segue predominando no mercado de vans na União Europeia, com 80,7% de participação, apesar da queda nos volumes. As vans recarregáveis cresceram para 11,2%, enquanto os modelos a combustíveis fósseis e híbridos perderam participação.

Nos caminhões médios e pesados, o diesel ainda responde por 93,2% dos registros, mesmo com recuo de 8%. Os elétricos recarregáveis acima de 3,5 toneladas saltaram para 4,2% de mercado, impulsionados por Holanda, Alemanha e França, que concentram dois terços desses novos registros.

No segmento de ônibus, o avanço da eletrificação foi expressivo: os modelos eletricamente recarregáveis chegaram a 23,8% do total de novos emplacamentos na União Europeia, com destaque para a Alemanha, que cresceu 106,4% em 2025.

Acompanhe notícias selecionadas que importam para os setores de gestão de frota, transporte de carga, passageiro e logística:
➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Luminiscence: quando a experiência transforma o deslocamento em destino

São Paulo vive um momento em que sair de casa deixou de ser apenas deslocamento e passou a ser parte da experiência. É nesse contexto que o Luminiscence chega à capital paulista, transformando a Catedral da Sé em palco de uma imersão sensorial que une luz, música e arquitetura histórica, reforçando a cidade como destino de vivências únicas.

O espetáculo, que já passou por importantes cidades da Europa e dos Estados Unidos, utiliza tecnologia de projeção mapeada em 360 graus, trilha sonora com orquestra e coro, além de uma narrativa visual que dialoga diretamente com a história e a grandiosidade do espaço. O resultado é uma experiência que emociona e convida o público a olhar para a cidade sob uma nova perspectiva.

Mobilidade que leva à experiência

No Roteiro Automotivo, a mobilidade é entendida como parte essencial da jornada. Eventos como o Luminiscence reforçam a mudança no comportamento do consumidor urbano, que hoje planeja seus deslocamentos não apenas pela necessidade, mas pelo desejo de viver experiências culturais, sensoriais e memoráveis.

Chegar ao centro histórico de São Paulo para assistir ao espetáculo é, por si só, um convite à redescoberta da cidade — seja por meio do transporte público, aplicativos de mobilidade ou veículos próprios. O automóvel deixa de ser apenas meio e passa a integrar um roteiro urbano que conecta cultura, arquitetura e emoção.

A cidade como palco

A escolha da Catedral da Sé não é aleatória. O monumento, símbolo da capital, ganha nova vida ao dialogar com a tecnologia e a arte contemporânea. O Luminiscence ressignifica o espaço urbano e reforça uma tendência global: cidades que utilizam seus patrimônios históricos como cenários para experiências imersivas, aproximando passado, presente e futuro.

Experiência, comportamento e futuro

O sucesso de eventos imersivos como o Luminiscence reflete um consumidor cada vez mais atento à qualidade do tempo vivido. Mais do que produtos, busca-se significado. Mais do que destinos, experiências completas.

Para o setor automotivo e de mobilidade, esse movimento aponta caminhos claros: soluções que facilitem o acesso, ampliem o conforto e tornem cada deslocamento parte de uma história maior. Porque, hoje, viver a cidade é tão importante quanto chegar.

Catedral da Sé – espetáculo Luminescence

Filipi Goschrman, que esteve no espetáculo na Catedral da Sé endossa:

O Luminescence não é apenas uma experiência local é um projeto que já emocionou públicos ao redor do mundo. Presente em catedrais, igrejas e espaços históricos de grandes cidades internacionais, o espetáculo usa luz, som e arquitetura para criar momentos de contemplação e silêncio em meio ao ritmo urbano.

Em cada país, o Luminescence respeita a identidade do espaço e da cultura local, transformando patrimônios históricos em experiências sensoriais universais, acessíveis a todos. É arte que atravessa fronteiras, idiomas e crenças.
No Brasil, o projeto chega mantendo esse mesmo cuidado: desde a curadoria artística até a experiência de chegada, com trajetos fáceis, seguros e integrados à cidade metrô, Uber ou carro, tudo pensado para acolher.

O projeto realizado pela Endemol Shine Brasil (@endemolshinebr) e Tudo em Pauta (@tudoempauta), que conecta o Brasil a um circuito cultural internacional de alto nível.

Luz que viaja o mundo.
Experiência que transforma.

Acompanhe notícias selecionadas que importam para os setores de gestão de frota, transporte de carga, passageiro e logística:
➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast