A Volvo anunciou Ricardo Seixas como o novo diretor comercial de ônibus para os mercados do Brasil e importadores privados na América Latina. O executivo será responsável pelo desenvolvimento de negócios e pela consolidação do relacionamento com clientes, concessionários e parceiros estratégicos na região.
Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Seixas possui MBA em Gestão Estratégica pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e formação em liderança pelo Management Centrum Schloss Lautrach, na Alemanha. Também concluiu mestrado profissional (MSc) na UFPR, com foco voltado ao segmento de veículos comerciais pesados — área em que construiu toda a sua trajetória profissional.
O novo diretor iniciou a carreira na própria Volvo, como estagiário nas áreas de Planejamento de Produto e Engenharia de Vendas, onde adquiriu uma base técnica sólida sobre o portfólio da marca. Posteriormente, desenvolveu uma trajetória de destaque na Voith Turbo, assumindo funções de liderança nas áreas de vendas, pós-vendas e desenvolvimento de negócios. Sua experiência abrangente no setor de transporte e mobilidade o credencia a atuar de forma integrada nas frentes comercial e estratégica da operação de ônibus da Volvo.
Na nova posição, Ricardo Seixas se reportará a André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. A nomeação reforça o compromisso da montadora em fortalecer sua presença regional e ampliar as oportunidades de crescimento sustentável no segmento de transporte público e rodoviário de passageiros.
O Iveco Group anunciou uma nova estrutura organizacional para a América Latina, com mudanças nas lideranças das marcas FPT Industrial e Iveco. As alterações, válidas desde 2 de fevereiro, têm como objetivo reforçar a integração entre as operações, ampliar o foco no cliente e fortalecer as atuações comercial e de serviços.
Bernardo Brandão foi nomeado presidente da FPT Industrial na América Latina, marca de powertrain do Iveco Group. Com mais de 15 anos de experiência na Iveco, Brandão ocupava a liderança de Customer Services da montadora na região. O executivo também já atuou nas áreas de marketing, estratégia, produtos, inteligência de mercado e gestão de clientes. Na nova função, ele assume o desafio de acelerar os projetos de descarbonização, ampliar a oferta de serviços e fortalecer a presença da FPT nos diversos segmentos em que opera.
Já Carlos Tavares, que liderava a FPT na região, passa a ocupar a posição de Diretor de Customer Services da Iveco para a América Latina. Com uma trajetória de três décadas no setor automotivo, Tavares foi responsável por iniciativas estratégicas na FPT, com foco na expansão da Rede de Distribuidores e em soluções voltadas a combustíveis alternativos. No novo posto, ele concentrará esforços em ampliar a oferta de serviços e soluções integradas da IVECO, com atenção especial ao pós-venda, ao suporte às operações dos clientes e à redução do custo total de operação (TCO).
Na área de marketing, Marco Aurélio Pacheco assume a Diretoria de Marketing da IVECO para a América Latina. O executivo, que possui mais de 30 anos de experiência no setor automotivo, comandava a Diretoria Comercial da marca no Brasil. Pacheco será responsável por fortalecer o posicionamento da Iveco no mercado, desenvolver estratégias de portfólio e aprimorar a comunicação regional, alinhando as ações da empresa às tendências de mercado e às necessidades dos clientes.
Com a movimentação, George Carloto passa a ser o novo Diretor Comercial da Iveco no Brasil. Antes, ele liderava a área de Vendas Diretas da montadora. Carloto reúne três décadas de atuação no setor e papel importante na consolidação de volumes e negócios estratégicos no país. Sua missão será fortalecer a presença comercial da IVECO, ampliar parcerias com clientes e concessionários e apoiar a estratégia de crescimento sustentável da marca no mercado brasileiro.
O comportamento que se consolida ao longo de 2025 já aponta, com clareza, para 2026: o excesso perdeu valor. Na vida pessoal, no consumo e, principalmente, dentro das empresas, fazer muito deixou de ser virtude. Fazer sentido passou a ser critério.
No ambiente corporativo, essa virada é cada vez mais visível.
Menos reuniões intermináveis, menos discursos genéricos e menos urgências fabricadas.
Comunicação direta, decisões objetivas e uso inteligente da tecnologia deixam de ser diferencial e passam a ser exigência. Tempo vira ativo estratégico e desperdício vira custo real.
As empresas sentem esse impacto de forma direta.
Colaboradores mais críticos, consumidores mais atentos e parceiros menos tolerantes ao ruído.
Propósito deixa de ser narrativa e passa a ser prática. Quem não sustenta discurso com ação perde relevância, reputação e espaço.
Esse novo comportamento extrapola o escritório e aparece até em territórios tradicionalmente associados ao excesso, como o Carnaval. Uma pesquisa da Galaxies, divulgada no início de 2025, mostrou que cerca de 70% dos brasileiros optaram por ficar em casa ou aproveitar programações locais durante o período carnavalesco. Outro dado do mesmo levantamento indica que pouco mais de um terço da população declarou intenção de participar ativamente da festa. O sinal é claro: o critério entrou na folia.
Não se trata do fim do Carnaval, mas do fim da obrigação social. Menos deslocamentos automáticos, menos maratonas sem propósito.
Cresce a busca por experiências pontuais, conforto, controle do tempo e escolhas alinhadas ao próprio ritmo.
Curtir passa a ser decidir quando ir, onde estar e quando sair.
Para 2026, esse comportamento tende a se aprofundar.
Planejamento vira valor cultural.
Eficiência vira desejo coletivo. Silêncio, em certos contextos, vira ativo. Tanto na cidade quanto nas empresas, o movimento é o mesmo: menos ruído, mais direção.
2026 não pede volume. Pede intenção.
Na vida, nos negócios e até na festa.
A Reiter Log, que já possui uma das maiores frotas de caminhões a gás e elétrico do Brasil, está incorporando 55 novos caminhões Iveco S-Way, sendo 15 unidades movidas a gás natural e biometano, e 40 equipadas com motores a diesel Euro 6, que poluem bem menos do que os modelos Euro 5.
Com a nova aquisição, a Reiter Log reforça sua posição como detentora de uma das maiores frotas sustentáveis do país, somando agora mais de 290 caminhões a gás em operação e uma frota total de aproximadamente 1.800 veículos. Atualmente, cerca de 35% desse conjunto é movido por energias alternativas, entre GNV, biometano e eletricidade — percentual que a companhia pretende elevar a 100% até 2035.
Líder no uso de caminhões movidos a gás no Brasil, a Reiter Log iniciou seus investimentos em combustíveis limpos em 2021, com a aquisição de 124 unidades da Scania 100% a GNV/biometano, seguidas de outro lote idêntico em 2023. Os modelos oferecem potências de 280 a 410 cv e apresentam operação mais silenciosa e limpa, com reduções de até 90% nas emissões de CO₂ quando abastecidos com biometano.
A empresa dispõe atualmente de quatro postos próprios de abastecimento e desenvolve um projeto de usina de biometano com capacidade de 400 mil m³ por mês, o que permitirá maior autonomia energética e previsibilidade de custos logísticos.
Segundo Vanessa Reiter Pilz, vice-presidente de ESG da transportadora, o novo lote de Iveco S-Way NG se integra à estratégia de diversificação tecnológica da frota, com foco em eficiência e sustentabilidade.
O Iveco S-Way NG é equipado com o motor FPT Cursor 13 de 460 cv, com capacidade de armazenar 960 litros de gás — a maior autonomia da categoria no país. Quando abastecido com biometano, o modelo pode reduzir em até 95% as emissões de CO₂ do poço à roda, e até atingir balanço negativo de carbono, dependendo da origem do combustível.
Estratégia multienergética em expansão
A Iveco aposta em uma matriz diversificada, que abrange o eDaily (elétrico), o Tector NG (gás natural e biometano) e o S-Way NG. Recentemente, o modelo S-Way LNG movido a biometano foi eleito “Sustainable Truck of the Year 2026” na categoria Cavalo Mecânico, prêmio concedido pela revista italiana Vado e Torno.
Entre 2024 e 2028, a marca destina R$ 510 milhões a pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Mais de 50 mil caminhões elétricos e a gás da marca já operam na Europa, e 2 mil unidades circulam na América Latina, sendo cerca de 100 unidades no Brasil.
“A descarbonização do transporte é um vetor de transformação para toda a economia, pois alia sustentabilidade e competitividade. O investimento da Reiter Log em combustíveis alternativos demonstra que já existem soluções viáveis e maduras para reduzir emissões sem comprometer eficiência”, destacou Marcio Querichelli, presidente da Iveco para a América Latina.
Além de Juiz de Fora (MG), três cidades brasileiras já aprovaram ou operam o modelo de micro-ônibus Volare Fly 10 GV movido a GNV e biometano no transporte urbano: Belo Horizonte (MG), Guarulhos (SP) e Vitória (ES). O veículo tem se destacado pela viabilidade técnica e econômica e pelo desempenho ambiental superior em relação aos modelos convencionais a diesel.
Em Belo Horizonte, a Superintendência de Mobilidade (Sumob) aprovou o modelo para o transporte suplementar após dois meses de testes em seis linhas urbanas. O micro-ônibus percorreu 7.804 quilômetros, registrando bom desempenho operacional e índices positivos de eficiência e custo. Já em Guarulhos, unidades do Fly 10 GV estão em operação comercial desde março de 2025, integradas ao sistema urbano local. Na Grande Vitória, o modelo completou 30 dias de testes nas linhas 101 e 111 do sistema Transcol, dentro do programa de demonstração da marca, com resultados que levaram à aprovação técnica para operação.
Em Juiz de Fora (MG), a operação assistida do modelo foi realizada dentro do Projeto de Mobilidade Verde, iniciativa da Prefeitura em parceria com a Volare, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o apoio técnico da Gasmig, responsável também pelo abastecimento. O Fly 10 GV circulou em quatro linhas urbanas — 640 (Rodoviária/Rio Branco), 535 (Universidade/UFJF), 118 (Parque Independência/Cidade Nova/Vale Verde) e 740 (Humaitá) — em trajetos de diferentes características topográficas e condições de tráfego, inclusive zona rural.
Durante os 30 dias de testes, o micro-ônibus percorreu 2.974 quilômetros, consumindo 1.159,48 m³ de gás natural. De acordo com relatório técnico da Gasmig, validado pela UFJF por meio do convênio Ótima Energia, os resultados demonstraram desempenho equivalente ao diesel, com maior eficiência energética e redução de custos operacionais após a estabilização dos procedimentos de abastecimento.
“O desenvolvimento e produção do Volare Fly 10 GV faz parte do compromisso da empresa com a descarbonização e uma mobilidade mais sustentável. Demonstra também os investimentos robustos que a marca vem fazendo para oferecer modelos com tecnologias que promovam eficiência na operação”, destaca Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare.
Os ganhos com o biometano
Resultado de quatro anos de desenvolvimento, o Volare Fly 10 GV é equipado com motorização otimizada para uso de GNV e biometano em qualquer proporção, garantindo a relação de potência e economia operacional. O modelo proporciona a redução de até 96% das emissões de material particulado e 84% dos gases de efeito estufa em comparação com modelos a diesel.
Com três cilindros de combustível e autonomia de até 450 quilômetros, o veículo incorpora ainda sistemas eletrônicos de tração e estabilidade, bloqueio de portas e controle embarcado, priorizando segurança e conforto aos passageiros.
O presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, revelou nesta terça-feira, 3, a criação de um laboratório de flex-fuel no país, iniciativa que integra o plano global da marca para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias de biocombustíveis a partir da expertise brasileira no tema.
O novo centro de pesquisa e desenvolvimento contará inicialmente com 40 engenheiros na fábrica de Sorocaba (SP). A unidade será responsável por projetar, testar e validar soluções avançadas para motores movidos a etanol, biometano e outras fontes renováveis. Segundo o executivo, o projeto envolve engenheiros brasileiros, japoneses e de outras subsidiárias do grupo, reforçando a colaboração internacional da Toyota.
Etanol e biometano como pilares da transição energética
A iniciativa dá continuidade aos estudos da montadora com biometano, combustível renovável com potencial de reduzir significativamente as emissões de carbono. A Toyota já testa uma Hilux adaptada para rodar com biometano, apresentada na Agrishow 2025 e atualmente em operação experimental em usinas do interior paulista.
O novo laboratório, aprovado pela matriz japonesa, faz parte do investimento de R$ 11,5 bilhões previsto para o ciclo 2024-2030, voltado à expansão industrial, digitalização e inovação tecnológica da marca no país. Mesmo após o vendaval que danificou a fábrica de motores em Porto Feliz (SP) no fim de 2025, Maggio garantiu que os projetos seguem em execução, incluindo a segunda planta de Sorocaba, que substituirá as operações de Indaiatuba até o fim do ano.
A Toyota encerrou 2025 como maior montadora do mundo, com 11,3 milhões de veículos vendidos globalmente — alta de 4,6% sobre 2024. O Brasil manteve-se como o 10º maior mercado da marca, com 173 mil veículos licenciados. No entanto, a produção nacional foi impactada pela paralisação forçada de suas plantas, reduzindo o volume anual a 168,6 mil unidades, recuo de 17% frente ao ano anterior.
Atualmente, o país ocupa a 13ª posição entre as bases produtivas da empresa no mundo e a terceira na América Latina, atrás do México (310 mil) e da Argentina (177,6 mil).
Em 2026, a Toyota inicia a produção do Yaris Cross em Sorocaba. O SUV compacto marca a estreia da tecnologia híbrida flex full, sistema exclusivo da marca que combina propulsão elétrica autônoma e motor a combustão flex.
Com crescente nacionalização de componentes e planos de exportação para Argentina, Equador e Uruguai, o modelo simboliza a consolidação da estratégia Multipathway, que aposta em múltiplas soluções — híbridos, elétricos e bicombustíveis — para atingir a neutralidade de carbono.
O mercado brasileiro de picape manteve sua força em 2025, com 478.492 unidades vendidas em todos os subsegmentos — das compactas às grandes. Dentro desse universo, o segmento das picapes intermediárias teve participação de destaque: cinco modelos — Fiat Toro, Ford Maverick, Renault Oroch, Chevrolet Montana e RAM Rampage — responderam por 114.316 unidades, ou 23,9% do total.
Agora, um novo competidor se prepara para ingressar nesse disputado terreno: a Volkswagen Tukan. Posicionada entre a Saveiro e a Amarok, o nome da inédita picape foi apresentado pela Volkswagen do Brasil, que também revelou a cor símbolo de seu lançamento: o Amarelo Canário, um tom icônico que volta ao portfólio da marca como elo entre passado e futuro.
A Volkswagen Tukan faz parte da ofensiva de 21 novos lançamentos planejados para a América do Sul até 2028, sustentada por R$ 20 bilhões em investimentos. O projeto é 100% brasileiro — desenvolvido, desenhado e produzido no país, com fabricação confirmada para a unidade de São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027. Mas este projeto de picape intermediária não é novo.
Entre o projeto Tarok de 2018 e a Tukan
Apresentada em 2018 como conceito Tarok, uma picape intermediária sobre plataforma MQB para enfrentar Fiat Toro e afins, a caminhonete passou anos “na geladeira” por readequação de investimentos, prioridade à Amarok e impactos da pandemia, até ter seu escopo técnico revisto (mais robustez, foco em carga e nova arquitetura) e, finalmente, ser retomada no novo ciclo de aportes da Volkswagen no Brasil, renascendo como Volkswagen Tukan.
Cores que contam histórias
A revelação do nome ocorreu na sede da CBF, durante o anúncio do novo patrocínio da Volkswagen às seleções brasileiras de futebol. No estúdio de design da marca, a presença do Canarinho, mascote da Seleção, inspirou a escolha do Amarelo Canário — uma cor que já marcou gerações em modelos como Kombi, Fusca, Brasília, Passat, Golf e Gol.
“Na Volkswagen, a cor vai além da estética. Ela traduz propósito e reforça a identidade do produto”, explica Telma Blasquez, gerente de CMF (Color, Materials and Finishing) da marca. O tom desenvolvido para a Tukan é mais sóbrio e maduro, equilibrando imponência e emoção — uma leitura contemporânea da brasilidade que a cor representa.
O nascimento de um nome: Tukan
A definição do nome seguiu um processo aprofundado e multidisciplinar, envolvendo equipes de design, marketing, produto e exportação em diferentes mercados sul-americanos. “Buscávamos um nome curto, forte e com ressonância cultural”, explica Fernando Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil.
Inspirado no tucano, ave ícone das Américas, o nome Tukan expressa exatamente a proposta do projeto: versatilidade, personalidade e conexão regional. Essa escolha reforça a intenção da marca de traduzir elementos locais em produtos com vocação global, alinhados ao novo posicionamento da Volkswagen na região.
Dificilmente um veículo rodoviário produzido no Brasil é comercializado no mercado norte-americano. Mas a Marcopolo, por meio de sua subsidiária no México, vem conseguindo superar barreiras e consolidar sua presença internacional. Após o fornecimento de 10 unidades do micro-ônibus Grand Executive para a Infinity Transportation Management, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, a fabricante brasileira acaba de concluir uma nova entrega para a Hollywood Bus Tours, uma das principais operadoras de turismo da Califórnia.
A empresa adquiriu três unidades do modelo para reforçar sua frota em Los Angeles, onde já operam em roteiros clássicos como Hollywood Sightseeing e Celebrity Homes Tour. Com isso, a Marcopolo amplia sua participação também no segmento de turismo americano.
Segundo Gustavo Marramarco, consultor comercial da Marcopolo responsável pelo mercado norte-americano, a escolha da operadora californiana confirma a crescente aceitação do modelo no segmento.
Os veículos adquiridos pela Hollywood Bus Tours utilizam chassi Ford F-59, com motor a gasolina 7.3L V8, poltronas semileito com tomadas USB C+A, sistema de climatização, quatro monitores internos, câmeras de monitoramento e sensores de estacionamento — um conjunto que prioriza conforto e segurança, atendendo às exigências do turismo norte-americano.
Projeto Grand: desenvolvido especialmente para o mercado norte-americano
O Grand Executive faz parte do Projeto Grand, plataforma criada pela Marcopolo para atender às demandas específicas dos Estados Unidos. Desenvolvido pelas equipes de engenharia do Brasil e do México e produzido na unidade de Monterrey, o modelo se destaca pelo padrão automotivo de acabamento, interior moderno e versatilidade para operações de turismo e fretamento executivo.
Parceria com a Model One
A expansão da linha Grand no país conta com o apoio da Model One Commercial Vehicles, uma das maiores distribuidoras de veículos comerciais dos EUA e parceira da Marcopolo. A empresa é responsável pela distribuição e suporte técnico dos veículos em território americano, o que tem sido decisivo para ampliar a capilaridade comercial e garantir atendimento local aos operadores.
A Marcopolo destaca que essas entregas reforçam sua expansão no mercado norte-americano, onde modelos de médio porte com motorização a gasolina ainda são raros no transporte executivo e turístico. Além de reduzir emissões e custos de manutenção em relação às versões a diesel, o Grand Executive proporciona uma operação mais silenciosa, eficiente e sustentável.
Chassi Ford F59
Chassi Ford F59
Os novos Grand Executive, com capacidade para 32 passageiros e montados sobre o chassi Ford F59, se destacam nas operações da região de Chicago por serem um dos poucos modelos de fretamento equipados com motorização a gasolina.
O chassi Ford F-59 é um stripped chassis robusto projetado para carroceriais comerciais nos EUA, equipado com motor 7.3L V8 a gasolina de 335 cv e 1.356 Nm de torque, aliado a uma transmissão automatizada TorqShift de seis marchas. Com PBT entre 7,2 e 10 toneladas, eixo traseiro com suspensão pneumática , freios a disco nas quatro rodas com ABS tanque de 151 litros e rodas 19.5″ com pneus 245/70R19.5G.
“Este investimento estratégico marca uma nova era no compromisso da empresa com desempenho, confiabilidade e eficiência operacional, consolidando ainda mais a reputação da Infinity como líder do setor em inovação de frotas”, afirma Api Dogan, CEO da Infinity Transportation.
“Com esses novos ônibus da Marcopolo, estamos redefinindo o que o transporte fretado moderno pode ser. A mudança para motores a gasolina reduz significativamente o tempo de inatividade, os custos de manutenção e as emissões, ao mesmo tempo em que oferece aos nossos clientes uma experiência mais tranquila e confortável. Este é o futuro das viagens em grupo de médio porte”, complementa Dogan.
Carroceria Grand Executive
Marcopolo Grand Executive
Medindo 10.135 mm de comprimento, 2.985 mm de largura total (com espelhos) e 3.115 mm de altura externa máxima, o Grand Executive oferece recursos típicos de veículos de categoria superior. O modelo vem equipado com poltronas semileito, tomadas USB C+A, quatro monitores, sistema de ar-condicionado, câmeras de vigilância, sensor de estacionamento e monitoramento eletrônico. É também o único da categoria a conter bagageiro integral com capacidade para 32 passageiros.
Fundada pelo empreendedor Api Dogan, a Infinity Transportation Management LLC tem foco em transporte fretado com sede em Chicago (EUA). A empresa atua em todo o Centro-Oeste americano com uma frota superior a 50 veículos.
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A Sonepar Brasil, distribuidora B2B de materiais elétricos, anunciou a ampliação de sua frota sustentável com a incorporação de três caminhões Scania G 460 movidos a gás. Os novos veículos se somam às três vans elétricas já em operação na empresa.
Segundo a empresa, o investimento visa reforçar o alinhamento da Sonepar com o Acordo de Paris e a meta global do grupo de reduzir em 46,2% as emissões de CO₂ provenientes de sua frota e edifícios até 2030.
“Como maior distribuidor de materiais elétricos do Brasil e do mundo, temos a responsabilidade de liderar pelo exemplo e impulsionar transformações sustentáveis em toda a cadeia de suprimentos. A ampliação da nossa frota sustentável representa mais do que uma evolução logística: é um passo estratégico para construir uma operação de baixo carbono, eficiente e alinhada aos compromissos climáticos globais”, afirma Kairo Porfírio, diretor de Logística da Sonepar América do Sul.
Com isso, a Sonepar aumenta a lista de cases de empresas que investem em frotas com caminhões a gás. De acordo com reportagens recentes da Frota News, diversas empresas já adotaram caminhões movidos a gás natural (GNV, biometano ou GNL) em suas frotas logísticas no Brasil, como a Ypê/TIXlog com 9 unidades Scania, Bravo Serviços Logísticos ampliando para 23 caminhões, Transmaroni com 50 unidades, Grupo Sada com 11 veículos (expandindo para 31), Jomed Transportes operando 19, Porto de Santos iniciando substituição gradual de 140 caminhões por biometano, Eneva e Virtu GNL com compra de 180 Scania a GNL, além de GM em parceria com Sada para caminhões retrofitados.
Os novos caminhões serão destinados a rotas interestaduais de 800 a 1.100 quilômetros, abrangendo entregas e coletas junto a fornecedores. Segundo a empresa, os veículos reduzem em até 26% as emissões de poluentes e apresentam 12% mais economia de combustível em comparação ao diesel, o que contribui diretamente para a otimização de custos logísticos e ganhos em eficiência energética.
O ganho pode ser ainda maior caso os caminhões sejam abastecidos com biometano e reppresentaria um salto mais significativo na estratégia de descarbonização da frota, já que o combustível renovável pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, superando com folga os cerca de 26% de redução obtidos com o gás natural fóssil. Além do ganho ambiental, o biometano fortalece a economia circular ao ser produzido a partir de resíduos agroindustriais e urbanos, diminui a dependência de combustíveis importados e mantém total compatibilidade com os motores e a infraestrutura já utilizada pelos veículos a gás.
Principais características do Scania G 460 A6x2 NA a gás
O Scania G 460 A 6×2 NA a gás foi desenvolvido para operações rodoviárias de carga geral que buscam reduzir emissões sem abrir mão de desempenho e autonomia. Com configuração 6×2 articulada e dimensões pensadas para longas distâncias, o modelo é equipado com o motor OC13 de 13 litros, que entrega 460 cv de potência e 2.300 Nm de torque. O conjunto atende à norma Euro 6 por meio do sistema EGR e da injeção Common Rail, dispensando o uso de ARLA 32.
A transmissão automatizada G25CM, com 14 marchas, conta com o sistema Opticruise e seus modos de condução econômico, padrão e potência. O conjunto trabalha em harmonia com o eixo traseiro R885, permitindo a operação de composições com até 58,5 toneladas de PBTC e 78 toneladas de CMT.
A autonomia é ampliada pela presença de múltiplos tanques de gás distribuídos ao longo do chassi e, opcionalmente, com mais tanques atrás da cabine, garantindo alcance em torno de 650 quilômetros. Já a cabine alta CG20H, com suspensão a ar, oferece elevado nível de conforto e um pacote completo de segurança ativa, que inclui LDW, AEB, ESS e DAS, além de freios a tambor com EBS, ESP, retarder e sistema Hill Hold.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) anunciou Luiz Maia Henrique Bezerra como seu novo titular da Diretoria Relações Institucionais. O executivo sucede, até então, vice-presidente Marco Saltini, que encerrou sua trajetória na empresa em 30 de janeiro, ao se aposentar após quase duas décadas de dedicação à montadora.
Com uma carreira no Grupo Volkswagen desde 2010, como gerente de Assuntos Governamentais, ele ingressou na VWCO em abril de 2025 como diretor de Relações Institucionais.
“É com grande satisfação que damos as boas-vindas a Luiz Henrique Bezerra. Sua experiência será fundamental para representar a VWCO junto ao governo, às entidades e à sociedade, sempre protegendo nossos interesses corporativos e fortalecendo nossa imagem institucional”, destacou Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Cortes também aproveitou a oportunidade para agradecer a contribuição de Saltini: “Quero expressar nosso sincero agradecimento a Marco Saltini, que encerrou uma trajetória brilhante marcada por conquistas e liderança exemplar. Desejamos a ele muito sucesso nesta nova etapa.”
Advogado e administrador de empresas com habilitação em Comércio Exterior, Luiz Henrique Bezerra é pós-graduado em Gestão de Pessoas e Direito Eleitoral. O executivo soma mais de 15 anos de experiência na indústria automobilística e mais de duas décadas dedicadas às relações institucionais.
“Estou muito feliz com essa nova fase da minha carreira e extremamente motivado. Acredito que essa mudança para a VWCO foi muito acertada e tem ampliado minha visão sobre a indústria, contribuindo para meu crescimento profissional. Gostaria de agradecer a todos os colegas da empresa pela colaboração e pelo espírito de equipe que tenho encontrado aqui”, afirmou Bezerra.
Ao longo de sua trajetória, ele foi executivo da Fiesp, Conselheiro da OAB/DF, Presidente da ABRIG e Assessor da Presidência da CNI. Atualmente, além da nova posição na VWCO, Bezerra é também vice-presidente da ANFAVEA, reforçando sua relevância no cenário institucional e automotivo brasileiro.