segunda-feira, abril 6, 2026

Mercado lento de elétricos? DAF aposta em vocacionais multieixo

Entre todos os veículos elétricos, os caminhões enfrentam maior resistência à adoção, com crescimento lento no Brasil, EUA e Europa — na UE, menos de 15 mil unidades circulam entre os 27 países, apenas 0,9% da frota total. Diferentemente dos rodoviários, que demandam longas distâncias e recargas complexas, os modelos vocacionais multieixo como os novos lançamentos da DAF Trucks têm mais chance de sucesso: operam em ciclos curtos, com retornos frequentes às bases para recarga noturna, ideais para construção, logística interna, portos e distribuição urbana. Ainda sem estatísticas segmentadas para esse nicho pioneiro, a DAF inova com soluções nas gamas XD, XF, XG e XG+ Electric.

Os novos cavalos mecânicos FTG e FTN Electric, disponíveis nas linhas XD, XF, XG e XG+ — esta última “Caminhão Internacional do Ano 2026” —, atendem distribuição pesada e transporte de materiais de construção com GCW de até 50 toneladas, viabilizando combinações EcoCombi.

O FTG equipa eixo propulsor direcionável ou fixo para otimizar cargas e manobras em pátios, enquanto o FTN prioriza o eixo traseiro direcionado para operações urbanas ágeis.
Ambos contam com motor PACCAR EX-D2 de 270-350 kW (370-480 cv) e até cinco pacotes de baterias, garantindo autonomias acima de 500 km.

Rígidos 6×2 FAS para cargas estáticas elevadas

O FAS Elétrico (6×2 rígido) foca em basculantes e contêineres desmontáveis, com eixo traseiro duplo de 10 toneladas e PBT até 28 toneladas — eixo levantável opcional reduz consumo e desgaste de pneus.

Compatível com motores PACCAR EX-D1/EX-D2 (170-350 kW) e 3 a 5 baterias (210-525 kWh), alcança mais de 500 km sem emissões, ampliando usos em frotas urbanas e regionais.

  • Saiba mais: A Frota News conta com uma seção dedicada ao tema descarbonização das frotas com mais de 200 artigos publicados: Frota Sustentável

Força pesada: FAT 6×4 e FAW 8×4

Para canteiros de obras, o FAT (6×4) e FAW (8×4) elétricos trazem tandens duplos motrizes de 19/21 toneladas (redução simples ou cubo, suspensão a ar ou molas), com PBT de 29 e 37 toneladas, respectivamente.

 O FAW adiciona eixo traseiro direcionado para manobras com guindastes ou volumes grandes de agregados; o FAT Construction eleva vão livre a 40 cm e ângulo de ataque a 25°, com proteção reforçada no para-choque e grade.

Powertrain eficiente e baterias LFP premium

Motores midship PACCAR EX-D1/EX-D2 entregam até 2.400 Nm de torque, aliados a transmissão de 3 marchas com planetárias — leve, eficiente e com trocas ultrarrápidas. O “One Pedal Drive” unifica aceleração e frenagem regenerativa (33/66/100% ajustáveis), maximizando recuperação de energia.

Baterias LFP modulares (sem cobalto/níquel) suportam carga a 100% diária, com 8 anos de garantia e alta estabilidade térmica. Posicionamento ajustável no chassi facilita implementos, e e-PTO 650V (25/60/100 kW) alimenta basculantes, refrigeração ou guindastes.

Ecossistema completo para frotas

A DAF vai além dos veículos com treinamentos, planejamento de rotas, estações de carga e PACCAR Connect para gestão remota. Colaboração com implementadores europeus garante integração perfeita entre chassi e sobrestruturas, acelerando entregas.

“Esses modelos mantêm o DNA DAF de segurança, conforto e versatilidade, agora com zero emissões para toda aplicação”, diz Jeroen van den Oetelaar, diretor de Produto. “Somos parceiros ideais na transição energética.”

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Crescimento do Mercado Farmacêutico acelera demanda por transporte especializado

O mercado farmacêutico brasileiro deve movimentar US$ 43,9 bilhões até 2026, segundo o relatório Tendências Farma 2026, da consultoria Mintel. O avanço é impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela expansão dos medicamentos biológicos e genéricos e pela popularização de novas classes terapêuticas — como os medicamentos à base de GLP-1, categoria que inclui as conhecidas “canetas emagrecedoras”.

Com o volume crescente de medicamentos e insumos circulando entre fábricas, centros de distribuição, hospitais e o varejo, a logística farmacêutica se consolida como um dos setores de mais oportunidades no transporte de cargas especializado. Produtos sensíveis, como vacinas e biofármacos, exigem controle rigoroso de temperatura e rastreabilidade total, o que eleva a exigência técnica e regulatória do setor.

Mudança nos canais de distribuição

De acordo com a Mintel, 41% do volume de medicamentos já é destinado a hospitais, governo e compras institucionais, deslocando o foco tradicional do varejo para entregas em larga escala e regiões remotas, especialmente no Norte e Nordeste. Isso exige soluções logísticas com maior capilaridade e monitoramento em tempo real via GPS.

Quando pensamos em uma maior procura de hospitais e órgãos governamentais, temos como consequência a necessidade de atender com mais agilidade — principalmente em questões de saúde pública —, ampliar a capilaridade e focar nas normas aplicadas pelas agências regulatórias. Já o varejo exige atenção redobrada na última milha. São dois cenários diferentes, mas ambos requerem trabalho altamente especializado”, afirma Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log.

O impacto da categoria de medicamentos para obesidade e diabetes reforça esse novo momento do mercado. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o segmento movimentou R$ 13,2 bilhões, com R$ 7,1 bilhões apenas em semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, cuja patente expira em março de 2026 no Brasil. A entrada de genéricos e similares tende a aquecer ainda mais o transporte farmacêutico nos próximos anos.

Desafios logísticos e infraestrutura

Entre os principais gargalos enfrentados pelo setor estão a infraestrutura precária — estradas deterioradas e portos congestionados — e a burocracia da Anvisa, que pode gerar atrasos na cadeia fria. Além disso, condições climáticas severas e dependência de insumos importados pressionam o transporte de medicamentos perecíveis, exigindo frotas refrigeradas, data loggers e monitoramento contínuo de temperatura.

Inovações e oportunidades de crescimento

A expansão do setor vem abrindo espaço para transportadoras especializadas, integrando tecnologias de inteligência artificial para otimizar rotas e soluções multimodais que unem os modais rodoviário e ferroviário. Essas estratégias reduzem custos e fortalecem a eficiência operacional.

Segundo dados da cadeia logística farmacêutica, aproximadamente 850 empresas possuem certificações para atuar nesse segmento no Brasil — um número pequeno quando comparado às 291 mil transportadoras em operação nacionalmente, segundo o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo). Apenas uma fração cumpre os rigorosos protocolos da Anvisa, que regulamenta o transporte por meio das RDC 304/2019 (Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte) e RDC 430/2020.

No total, o país conta com cerca de 4.500 distribuidoras farmacêuticas, segundo a Abrafama. Muitas delas atuando também como operadores logísticos integrados. O setor, porém, é concentrado — 80% das operações estão nas mãos de 20% dos operadores certificados. Empresas como Ativa Logística, com 24 centros de distribuição, e a BBM Logística figuram entre os principais players do mercado.

Certificações

Para operar no transporte de medicamentos, as empresas precisam cumprir uma série de exigências legais e sanitárias:

Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE): garante a permissão para transporte de medicamentos comuns, mediante cadastro na Anvisa e plano de boas práticas.

Autorização Especial (AE): exigida para fármacos controlados, com farmacêutico responsável pela operação.

Alvará Sanitário: emitido pela Vigilância Sanitária local após vistoria de veículos e instalações.

Boas práticas

Além das autorizações, as transportadoras precisam manter controle contínuo da temperatura, veículos higienizados, rastreabilidade total e planos de contingência para qualquer desvio. A frota refrigerada nacional contabiliza 447 mil veículos, sendo 22,3% certificados, número considerado estratégico para o crescimento projetado até 2026.

“São os operadores logísticos que vão garantir que todo esse medicamento produzido, vendido e consumido saia da origem ao destino final em segurança, com suas propriedades físico-químicas preservadas. E o crescimento do mercado acarreta uma demanda crescente por serviços personalizados, especialmente no transporte de medicamentos de prescrição (RX) e insumos da indústria de saúde e estética”, conclui Canteras.

O dinamismo do mercado farmacêutico evidencia um novo ciclo de oportunidades para o transporte de alto valor agregado. Para quem investir em tecnologia, qualificação e conformidade regulatória, 2026 promete ser um ano de consolidação e expansão sem precedentes no setor.

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O novo consumidor automotivo: quando a experiência vale mais que o produto

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O comportamento do consumidor mudou — e mudou de forma definitiva. Em um cenário marcado pela hiperconectividade, pelo acesso imediato à informação e por uma nova relação com o tempo e o dinheiro, o consumo de experiências deixou de ser tendência para se tornar prioridade. No setor automotivo, esse movimento redefine estratégias, modelos de negócio e a forma como as marcas se relacionam com seus públicos.

Mais do que adquirir um veículo, o consumidor atual busca vivências completas, que começam muito antes da compra e se estendem por toda a jornada de uso. Atendimento personalizado, test drives imersivos, tecnologia embarcada, serviços digitais, pós-venda eficiente e até o propósito da marca passaram a pesar tanto quanto — ou mais — que preço e ficha técnica.

Da posse ao acesso: um novo jeito de consumir mobilidade

Especialmente entre as novas gerações, a ideia de posse perde espaço para o acesso. Assinaturas de veículos, car sharing, locações flexíveis e soluções multimodais ganham força ao atender um consumidor que valoriza liberdade, conveniência e adaptação ao seu estilo de vida.

Nesse contexto, o automóvel deixa de ser um fim e passa a ser parte de uma experiência maior de mobilidade. A pergunta já não é apenas “qual carro comprar?”, mas “como quero me deslocar?” e “que experiência essa marca me oferece?”.

Experiência como diferencial competitivo

Com produtos cada vez mais semelhantes em tecnologia e desempenho, a experiência tornou-se o principal fator de diferenciação. Concessionárias evoluem para espaços de convivência, marcas investem em eventos proprietários, ativações sensoriais, comunidades de clientes e conteúdos que extrapolam o universo do carro.

O digital também assume papel central. Plataformas integradas, aplicativos, inteligência artificial e dados permitem experiências mais fluidas, personalizadas e eficientes, reforçando o relacionamento contínuo entre consumidor e marca.

Consumo consciente, propósito e identidade

Outro ponto-chave desse novo comportamento é a busca por marcas alinhadas a valores pessoais. Sustentabilidade, inovação responsável, diversidade e impacto social influenciam decisões de compra. No setor automotivo, isso se reflete no avanço dos veículos eletrificados, em processos produtivos mais limpos e em narrativas que conectam mobilidade, futuro e qualidade de vida.

Consumir, hoje, é também uma forma de expressar identidade. E as marcas que compreendem esse aspecto constroem vínculos mais duradouros.

O futuro do automotivo é relacional

O consumo de experiências aponta para um futuro em que o automóvel será cada vez menos um objeto isolado e cada vez mais um serviço, uma plataforma e um ponto de contato emocional. Vencerão as marcas capazes de ouvir, dialogar e entregar valor real em cada interação.

No Roteiro Automotivo, acompanhamos de perto essa transformação. Porque entender o comportamento do consumidor é, acima de tudo, entender para onde a mobilidade está indo — e como queremos viver esse caminho.

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Caminhões usados e seminovos crescem forte em 2025; Volvo FH lidera vendas

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O mercado de caminhões seminovos (com até três anos de uso) e usados ganhou ainda mais tração em 2025. As vendas totalizaram 444.792 unidades no ano, ante 348.186 caminhões pesados comercializados em 2024. O avanço foi de 27,7%, segundo dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), entidade que reúne cerca de 48 mil revendedores em todo o País.

Embora as vendas de caminhões novos tenham recuado 9,2% no período, o forte desempenho dos seminovos indica um movimento consistente de renovação de frota. Empresas e transportadores estão substituindo modelos mais antigos por usados mais novos e, principalmente, por seminovos, que oferecem melhor relação entre custo, tecnologia e disponibilidade.

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FH lidera ranking de vendas

Entre os modelos mais negociados no mercado de revendedores, o Volvo FH mantém a liderança absoluta, evidenciando a preferência do setor por caminhões pesados voltados ao transporte de longa distância. É importante destacar que o alto volume de vendas também está relacionado à ampla disponibilidade do modelo nos estoques — reflexo direto dos elevados níveis de comercialização registrados pelas montadoras nos últimos anos.

Confira os 10 caminhões seminovos e usados mais vendidos em 2025:
  1. FH – Volvo: 30.825 unidades
  2. Cargo – Ford: 29.581
  3. F4000 – Ford: 17.094
  4. Axor – Mercedes-Benz: 15.573
  5. Atego – Mercedes-Benz: 14.963
  6. 1113 – Mercedes-Benz: 14.381
  7. 1620 – Mercedes-Benz: 10.809
  8. 710 – Mercedes-Benz: 9.700
  9. VM – Volvo: 8.761
  10. Actros – Mercedes-Benz: 6.599

Montadoras ampliam atuação no mercado de usados

Além dos revendedores independentes, algumas montadoras passaram a atuar diretamente no mercado de seminovos. O objetivo é facilitar a aceitação de caminhões usados na troca por veículos zero quilômetro, apoiar a rede de concessionários e assumir o custo de estoque desses ativos.

A Volvo do Brasil é uma das marcas pioneiras nesse modelo de negócio.

Seminovos Volvo batem recorde histórico

seminovos
Rogério Kowalski, gerente comercial de seminovos Volvo. Foto: Divulgação

Em 2025, a grife Seminovos Volvo alcançou o maior volume de vendas de sua história. A rede formada pela Volvo e suas 108 concessionárias no Brasil comercializou 2.669 caminhões no ano, recorde absoluto desde a criação da operação.

Esse resultado é fruto da excelente reputação da Volvo, da qualidade dos produtos e do criterioso trabalho da rede para entregar o melhor caminhão seminovo multimarcas para os transportadores”, afirma Rogério Kowalski, gerente comercial de seminovos Volvo.

Segundo o executivo, ações comerciais em concessionárias, eventos do setor e pontos de encontro de caminhoneiros em todo o Brasil também contribuíram para o desempenho recorde.

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Há 90 anos, SETCESP organiza e fortalece o transporte de cargas na Grande São Paulo

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O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) completa 90 anos com protagonismo na principal região econômica do País e como referência nacional. São nove décadas de organização empresarial, articulação institucional e entrega de resultados concretos para o transporte rodoviário de cargas, hoje representando mais de 42 mil transportadoras em 50 municípios da Grande São Paulo e entorno metropolitano.

Há exatos 90 anos, empresários do transporte rodoviário de cargas decidiram romper com o lugar comum. Se organizaram para juntos conquistar melhores condições e mais infraestrutura para suas operações”, afirmou Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP. “Só estamos aqui porque eles começaram esta história. E o que estamos construindo agora será o legado para os transportadores de amanhã”, completou.

Origem, representatividade e credibilidade

Fundado em 1936 por Manoel Diegues, a partir da união de transportadores que operavam no eixo São Paulo–Santos, o SETCESP nasceu da necessidade de uma voz única para dialogar com o poder público sobre infraestrutura, regulação e condições de operação. Desde então, atravessou ciclos econômicos, crises e mudanças regulatórias sem perder centralidade.

Hoje, é reconhecido como o maior sindicato empresarial de transporte rodoviário de cargas da América Latina, com credibilidade junto a entidades setoriais, órgãos governamentais e esferas políticas. Essa capacidade de articulação se traduziu em avanços estruturantes que impactam diretamente a competitividade das frotas.

Base territorial e peso econômico

A base do SETCESP abrange 50 municípios, incluindo a capital paulista, toda a Região Metropolitana de São Paulo e cidades estratégicas do entorno imediato. Trata-se do maior mercado de carga urbana e regional do Brasil, concentrando centros de distribuição, polos industriais, hubs logísticos e o principal eixo de consumo do País.

Levantamento do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) aponta que há mais de 21 mil empresas de transporte de carga registradas nesses municípios, com mais de 130 mil veículos. Cerca de 50% dessas empresas operam com um ou dois veículos, evidenciando uma base pulverizada e fortemente marcada pelo empreendedorismo de pequenos transportadores formalizados.

Perfil das empresas e empregos

O retrato da base territorial mostra um setor sustentado majoritariamente por micro e pequenas empresas. Aproximadamente 85% das transportadoras têm menos de cinco colaboradores. Ainda assim, o conjunto gera mais de 127 mil empregos formais apenas nos municípios atendidos pelo sindicato.

Do ponto de vista sindical, a evolução da representatividade acompanha a ampliação dos serviços e da atuação técnica. O crescimento da base reflete a consolidação do SETCESP como central de soluções, indo além da defesa institucional.

Nos últimos anos, a entidade também avançou de forma consistente na agenda ESG. O Prêmio de Sustentabilidade SETCESP reconhece boas práticas ambientais, sociais e de governança, estimulando eficiência energética, segurança viária e responsabilidade socioambiental. Já o Movimento Vez & Voz atua para ampliar a participação feminina no transporte rodoviário de cargas, promovendo capacitação, debates e visibilidade para novas lideranças.

Um novo ciclo para o transporte

Ao completar 90 anos, o SETCESP entra em um novo ciclo em um cenário de pressão por eficiência, digitalização e descarbonização. Com uma base que ultrapassa 42 mil transportadoras e presença estratégica na Grande São Paulo, o sindicato mantém o mesmo desafio que o originou: garantir competitividade ao transporte rodoviário de cargas e sustentar o abastecimento e o desenvolvimento econômico do País.

A história iniciada há nove décadas segue conectando caminhos, negócios e futuros — agora com tecnologia, sustentabilidade e gestão no centro da estratégia.

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Argentina puxa resultados da Volkswagen Caminhões e Ônibus na América Latina

Entre os 30 mercados em que a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) atua, a Argentina se destacou como o principal fora do Brasil em 2025, com 2.182 unidades vendidas, crescimento de 12% sobre o ano anterior. O desempenho positivo compensou parcialmente a queda de 3,6% no mercado brasileiro, contribuindo para o resultado global levemente positivo (+1%) da marca em um cenário mundial de retração.

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Segundo a montadora, o bom resultado está ligado à forte aceitação dos produtos fabricados em Córdoba e das unidades importadas de Resende (RJ). Os caminhões Constellation 17.280, Delivery 11.180 e Delivery 9.170 foram os mais vendidos, enquanto o Volksbus 15.190 OD se destacou entre os ônibus.

A produção de caminhões e ônibus em Córdoba, iniciada em 2024, teve impacto direto nos nossos negócios no mercado argentino, com cerca de 2 mil veículos comercializados no ano passado. Um avanço significativo em relação às quase 600 unidades de 2023”, destaca Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da VWCO.
Com presença de mais de 25 anos no país, a VWCO mantém a segunda maior rede de concessionárias fora do Brasil, com 13 concessionárias e 16 pontos de venda. A planta de Córdoba ocupa uma área de 15 mil m², dedicada à produção de caminhões e chassis de ônibus.

Além da Argentina, os principais destinos de exportação da VWCO em 2025 foram México (1.868 unidades), Chile (1.251) e Peru (503).

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Nova pesquisa sobre tendências indica mudança na gestão de frotas e no papel da tecnologia nas operações

O setor de transporte e logística no Brasil entrou em uma nova fase em 2025.
Pressionadas por custos elevados devido ao custo Brasil, excesso de regras tributárias e regulatórias e escassez de mão de obra e maior rigor regulatório, as empresas passaram a operar sob uma exigência combinada: reduzir desperdícios, elevar a produtividade e ampliar a segurança ao mesmo tempo.

A constatação está na 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, estudo conduzido pela Platform Science, que ouviu 450 profissionais de embarcadores, transportadores e operadores logísticos em todo o país. A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025, com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.

De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados apontam a redução de custos operacionais como o maior desafio do setor. O índice engloba despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota.

O dado reflete um cenário de instabilidade no preço dos combustíveis e de juros elevados, que impactam diretamente a renovação e a expansão das frotas.

Apesar disso, o estudo mostra que o foco exclusivo em custos perdeu espaço. Indicadores ligados à produtividade (77,2%) e à segurança (76,1%) aparecem praticamente empatados, sinalizando que o mercado passou a exigir desempenho equilibrado entre essas três dimensões.

Fim do modelo de compensação entre eficiência e risco

A leitura dos analistas é que o setor deixou de aceitar o modelo de compensação, no qual ganhos de eficiência eram obtidos à custa de maior exposição ao risco operacional ou viário.

Segundo o estudo, a convergência entre custo, produtividade e segurança indica uma mudança na forma como as operações estão sendo planejadas e avaliadas, tanto por transportadores quanto por embarcadores.

A gestão de frotas passa a ser analisada de forma integrada, com impacto direto em contratos, níveis de serviço e compliance regulatório.

Tecnologia ganha espaço na tomada de decisão

Pela primeira vez desde o início da série histórica, 52,4% dos entrevistados indicam o uso de dados e soluções tecnológicas como um dos principais caminhos para enfrentar os desafios operacionais.

A pesquisa associa esse movimento à combinação de operações mais complexas, equipes reduzidas e à necessidade de maior controle sobre ativos, condutores e riscos.

Renovação geracional altera o perfil da gestão

O estudo também aponta mudanças no perfil etário dos profissionais do setor.
Trabalhadores nascidos entre 1981 e 1996 já representam mais de 53% da força de trabalho. A participação da geração nascida entre 1997 e 2009 alcançou 19,5%, quase o dobro das edições anteriores da pesquisa.

Essa renovação ocorre em paralelo a um alto nível de escolaridade. Mais de 83% dos respondentes possuem ensino superior ou pós-graduação.

De acordo com o levantamento, esse perfil contribui para maior abertura à adoção de soluções digitais, como plataformas integradas de gestão, análise de dados em tempo real, automação de processos e sistemas de monitoramento veicular.

Gestão de frotas deixa de ser apenas operacional

A leitura consolidada da 5ª edição do Guia é que a gestão de frotas passou a ocupar papel mais estratégico dentro da cadeia logística. As decisões deixam de ser baseadas exclusivamente na experiência operacional e passam a incorporar indicadores, dados e métricas de desempenho.

Essa mudança impacta diretamente resultados financeiros, níveis de serviço, segurança viária e atendimento às exigências regulatórias. O estudo indica que a tendência deve se intensificar nos próximos anos, à medida que custos seguem pressionados e o mercado exige maior previsibilidade, eficiência e controle das operações.

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Exportações de ônibus crescem 33,8% em 2025 e Chile amplia compras de micro-ônibus Volare para mineração

O Brasil encerrou 2025 com forte avanço nas exportações de ônibus. Ao todo, 6.452 unidades foram embarcadas ao longo do ano, crescimento de 33,8% em relação a 2024, quando o volume exportado foi de 4.882 veículos. A América Latina segue como principal destino da produção nacional, com destaque para o Chile, que ampliou a compra de veículos voltados a aplicações severas.

Nesse cenário, a Volare confirmou a exportação de 42 micro-ônibus dos modelos Fly 9 e Attack 8 4X4 para a Empresa de Buses Hualpén. Os veículos foram desenvolvidos com configurações específicas para operações de mineração, segmento que demanda elevada robustez, confiabilidade mecânica e foco em segurança.

O movimento acompanha uma tendência observada ao longo de 2025, com crescimento consistente das exportações brasileiras de ônibus e micro-ônibus, impulsionado pela retomada de investimentos em infraestrutura, mineração e transporte corporativo em países vizinhos. O Chile se consolidou como um dos principais mercados, especialmente para veículos destinados a operações fora do asfalto.

A Volare tem ampliado, ano após ano, sua presença no mercado chileno, especialmente no fornecimento de veículos robustos para aplicações severas, como as da mineração. Isso reforça o nosso compromisso em desenvolver soluções sob medida para cada cliente, garantindo eficiência e otimização do investimento”, afirma José Luiz Moraes Goes, diretor de Operações Internacionais e Comerciais Mercado Externo da Volare.

Características do Attack 8  4×4

Do total exportado, 16 unidades são do Volare Attack 8 4X4, já entregues por meio do representante local Mundo Buses. O modelo tem 6.785 mm de comprimento e capacidade para 18 passageiros, acomodados em poltronas executivas com tomadas USB, porta-copos e cintos de segurança de três pontos. Os veículos atendem à norma internacional ECE R66.02, que estabelece critérios rigorosos de resistência estrutural e proteção dos ocupantes em caso de capotamento, exigência cada vez mais comum em contratos ligados à mineração.

Projetado para aplicações severas, o Attack 8 4X4 conta com ar-condicionado, parede de separação total, cortinas, itinerário eletrônico, bagageiro e porta-pacotes. A suspensão reforçada e o sistema de transmissão robusto oferecem opções de tração 4×2, 4×4 tradicional e 4×4 reduzida, ampliando a capacidade de operação em terrenos irregulares. O conjunto inclui ainda rodas e pneus específicos para uso off-road, freios ABS com EBD e proteções adicionais para cárter, tanque e chicotes elétricos.

Outros recursos reforçam a aptidão do modelo para ambientes extremos, como saia lateral elevada, ângulos de entrada e saída ampliados, snorkel para tráfego em áreas alagadas, além de bateria e estepe posicionados no bagageiro traseiro. A sinalização especial com suporte para haste indicativa de altura atende aos protocolos de segurança adotados em áreas de mineração.

Fly 9

As outras 26 unidades exportadas são do Volare Fly 9, com entregas programadas ao longo de 2026. O modelo tem capacidade para até 31 passageiros, acomodados em poltronas reclináveis com tomadas USB, e foi configurado para operações contínuas de transporte de pessoas em regiões remotas.

Entre os principais equipamentos estão o sistema de climatização quente e frio, com calefação reforçada para enfrentar temperaturas extremas, além de parede de separação total, cortinas, itinerário eletrônico, bagageiro e faróis de neblina dianteiros e traseiros. O foco é garantir conforto, segurança e disponibilidade operacional em jornadas prolongadas.

Fundada em 1976, a Buses Hualpén é uma das principais empresas de transporte privado de passageiros do Chile, com operações em todo o território nacional e atuação em diferentes setores da economia. A companhia mantém uma frota moderna e especializada para serviços rodoviários, intermunicipais e de fretamento, com forte presença em contratos ligados à mineração.

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O que a separação do Grupo de Mobilidade da Eaton significa para frotas e logística

A Eaton anunciou sua intenção de spin-off: separar os segmentos de Veículos e Mobilidade Elétrica, que passarão a operar como uma empresa independente de capital aberto. O movimento, previsto para ser concluído até o primeiro trimestre de 2027, marca uma das mais significativas reestruturações recentes da companhia e tem impacto direto no ecossistema automotivo, especialmente no mercado de veículos comerciais e pesados.

Segundo a empresa, a decisão faz parte da estratégia global de crescimento até 2030, que prioriza investimentos em negócios de maior margem e alinhados às megatendências de eletrificação, digitalização, inteligência artificial, reindustrialização e expansão da infraestrutura.

O CEO da Eaton, Paulo Ruiz, afirmou que a separação permitirá à companhia concentrar esforços nos segmentos de Elétrica e Aeroespacial, áreas que vêm registrando forte demanda em mercados como data centers, utilities, infraestrutura comercial e defesa

A estratégia dá continuidade ao processo de transformação do portfólio iniciado nos últimos anos, que incluiu a venda das divisões de Iluminação (2020) e Hidráulica (2021). A Eaton também reforçou sua posição com aquisições recentes, como a Ultra PCS e a anunciada compra da Boyd Thermal.

Mobilidade ganha autonomia para acelerar inovação

A nova empresa — que reunirá as operações de Veículos e Mobilidade Elétrica — nasce com posição consolidada no fornecimento de soluções para veículos comerciais, incluindo transmissões e embreagens para caminhões nas Américas, fusíveis de alta tensão para veículos elétricos e tecnologias de acionamento de válvulas.

Com a cisão, a expectativa é que a Mobility ganhe agilidade para direcionar investimentos, ampliar parcerias e explorar novas oportunidades em segmentos como caminhões pesados, médios e leves, veículos de passageiros e aplicações fora de estrada.

Antonio Galvão, presidente do Grupo Mobility, afirmou em seu perfil no LinkedIn que a decisão reflete o avanço da equipe e abre caminho para um novo ciclo de crescimento. Ele reforçou que, no curto prazo, não haverá mudanças para clientes, que continuarão recebendo o mesmo nível de suporte e qualidade.

Impactos para o setor de transporte e gestão de frotas

Para gestores de frotas e operadores logísticos, a cisão pode trazer efeitos relevantes:

  • Aceleração da eletrificação: a nova empresa tende a intensificar investimentos em componentes de alta tensão e soluções para powertrains elétricos, segmento em expansão no transporte urbano e de distribuição.
  • Maior foco em veículos comerciais: transmissões, embreagens e sistemas de otimização de energia permanecem como pilares estratégicos, o que pode resultar em novos produtos e atualizações tecnológicas.
  • Estabilidade no curto prazo: contratos, suporte técnico e fornecimento seguem inalterados durante o processo de transição.
  • Possível ampliação do portfólio: a independência pode facilitar parcerias com montadoras e fornecedores emergentes, ampliando a oferta de soluções para eficiência operacional e redução de custos.

A separação será realizada por meio de cisão isenta de impostos para acionistas nos Estados Unidos, sujeita às aprovações regulatórias e ao registro do Formulário 10 na SEC.

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Fim da exclusividade das autoescolas amplia formação de condutores pelo SEST SENAT

O SEST SENAT amplia sua atuação na formação de condutores profissionais com a entrada em vigor da Resolução Contran nº 1.020/2025. A norma moderniza o modelo nacional de formação de motoristas, quebra a exclusividade das autoescolas e permite o credenciamento direto de instituições junto à Senatran (Sistema Nacional de Trânsito), substituto do antigo Denatran.

Com esse novo marco regulatório, o SEST SENAT passa a atuar em âmbito nacional. O credenciamento foi formalizado pela Portaria Senatran nº 953/2025, publicada em 23 de dezembro. A medida fortalece a posição da Instituição na qualificação de motoristas e amplia o portfólio de cursos voltados ao transporte.

A nova regulamentação traz ganhos operacionais. Um dos principais avanços é o acesso direto ao Renach, o Registro Nacional de Condutores Habilitados. Com isso, o SEST SENAT deixa de depender dos Detrans estaduais para credenciamento, consultas e lançamento de dados. O novo modelo permite unificação de processos, redução de retrabalho e maior rastreabilidade das informações.

A implantação será gradual. O processo começa com uma fase de transição. Na sequência, ocorre o acesso direto ao Renach. A etapa final prevê a integração completa entre os sistemas do SEST SENAT e a base nacional de condutores.

Outro ponto central é a ampliação da oferta de cursos. A Resolução autoriza o SEST SENAT a ofertar formações que antes eram exclusivas dos Centros de Formação de Condutores. Entre elas estão os cursos práticos para mudança de categoria C, D e E, a reciclagem para condutores infratores, o curso preventivo de reciclagem e o curso teórico para obtenção da CNH ou da Autorização para Conduzir Ciclomotor, na modalidade a distância.

Os cursos seguem a nova matriz pedagógica definida pela Senatran. Segundo a entidade, os conteúdos foram atualizados e as cargas horárias passaram a ser padronizadas em nível nacional.

Para assegurar uma implementação segura, o SEST SENAT mantém alinhamento permanente com a Senatran e diálogo institucional com os Detrans. A Instituição também estruturou apoio técnico às unidades operacionais, com atuação do Núcleo de Desenvolvimento Profissional e de unidades de referência em cada estado.

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