segunda-feira, abril 6, 2026

Análise sobre custo do combustível, preço e emissões entre Scania G 460 a GNV, biomentano e diesel

Pelos números de emplacamentos divulgados pela Anfavea (associação das montadoras), há uma frota de pouco mais de 2.600 caminhões produzidos originalmente a gás, com estimativa que quase todos são da marca Scania. Além disso, há os modelos de retrofit, a conversão de um caminhão a diesel para gás. No entanto, o objetivo deste artigo é entender o TCO (Total Custo de Propriedade) de um caminhão a gás, tendo como base um dos modelos mais vendidos ultimamente: o Scania G 460.

Levantamento com base em preços médios divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, dados técnicos públicos e fatores oficiais de emissão indica que, em rotas rodoviárias de até 600 km, o modelo a gás pode apresentar custo técnico por quilômetro inferior ao diesel — além de vantagem expressiva em emissões de CO₂, quando abastecido com biometano.

Premissas da comparação

Foram considerados dois cavalos-mecânicos de 460 cv, ambos voltados ao transporte pesado rodoviário. No caso desta análise de TCO não leva as outras variáveis que são comuns entre caminhões a gás e diesel, apenas o combustível:

  • Scania G 460 (diesel, 13 litros); preço FIPE do zero km 6×2: R$ 1.065.745
  • Scania G 460 (GNV/biometano, ciclo Otto); preço FIPE do zero km 6×2: R$ 1.103.447
Preços médios ANP (fev/2026):
  • Diesel S10: ~R$ 6,11/litro
  • GNV: ~R$ 4,36/m³
Consumos adotados (média de campo e literatura técnica da CETESB):
  • Diesel: 2,8 km/l
  • Gás: 2,7 km/m³
Combustível: vantagem direta do gás

G 460 a diesel

  • 2,8 km/l → 0,357 l/km
  • Custo combustível: ~R$ 2,18/km

G 460 a gás

  • 2,7 km/m³ → 0,37 m³/km
  • Custo combustível: ~R$ 1,61/km

Na fotografia atual de preços, o G 460 apresenta combustível cerca de 26% mais barato por quilômetro, uma diferença aproximada de R$ 0,57/km.

Manutenção: diesel ligeiramente mais barato

Estudos operacionais indicam que caminhões a gás tendem a ter manutenção direta entre 10% e 20% superior, principalmente por itens de ignição (velas e bobinas) e sistemas específicos do combustível gasoso.

Estimativa média:

  • Diesel: ~R$ 0,30/km
  • Gás: ~R$ 0,35/km

Custo técnico total por km

Item 460 Diesel G 460 Gás
Combustível R$ 2,18 R$ 1,61
Manutenção R$ 0,30 R$ 0,35
Total técnico R$ 2,48/km R$ 1,96/km

Mesmo considerando manutenção mais elevada, o modelo a gás mantém uma vantagem próxima de R$ 0,50 por km, o equivalente a cerca de 20% de economia técnica por quilômetro rodado.

Impacto anual na frota

Em uma operação típica de 150 mil km/ano, a diferença pode chegar a:

  • R$ 75 mil por caminhão/ano em favor do gás
  • Economia ainda maior em frotas de alta quilometragem

Em 1.000 km de viagem:

  • Diesel: ~R$ 2.480
  • Gás: ~R$ 1.960

Emissões de CO₂ com gás natural veicular

Fatores oficiais indicam:

  • Diesel: ~2,68 kg CO₂ por litro
  • GNV: ~2,0 kg CO₂ por m³

Com os consumos adotados:

  • 460 Diesel: ~0,96 kg CO₂/km
  • G 460 GNV: ~0,74 kg CO₂/km

Ou seja, o modelo a gás reduz cerca de 20% a 25% das emissões por km apenas com gás natural fóssil.

Biometano muda o jogo

Quando abastecido com biometano, a redução pode chegar a até 90% no conceito poço-à-roda, segundo dados técnicos divulgados pela fabricante.

Nesse cenário, as emissões equivalentes poderiam cair para algo próximo de 0,10 kg CO₂/km, dependendo da metodologia de contabilização.

Para empresas com metas ESG, contratos com embarcadores multinacionais ou necessidade de acesso a financiamentos verdes, esse diferencial passa a ser estratégico — não apenas ambiental, mas comercial.

Autonomia e aplicação prática

O G 460 a gás oferece autonomia aproximada de 650 km com 300 m³ de gás em algumas configurações e outras variáveis, como rota, trânsito, peso transportado por km e, principalmente, comportamento do motorista.

O diesel mantém vantagem estrutural de flexibilidade, com tanques de 700 litros que permitem 700 a 1.000 km dependendo do consumo e das outras variáveis apontadas.

Hoje, o gás é tecnicamente viável em corredores logísticos com rede estruturada de abastecimento. Fora desses eixos, o diesel ainda mantém supremacia operacional.

Reforma tributária e TCO

Com a implementação gradual da reforma tributária e adoção de alíquotas monofásicas para combustíveis, a tendência é reduzir distorções e cumulatividade.

O combustível representa de 40% a 50% do TCO de um caminhão pesado. Assim, mesmo com preço inicial superior, o modelo a gás pode equalizar ou superar o diesel no custo total ao longo do ciclo de vida — especialmente em contratos de alto volume anual.

Além disso, é sabido que embarcadores que exigem o transporte com caminhões a gás ou elétricos pagam de 10% a 15% a mais pelo frete, além de fazer o investimento em infraestrutura, como postos de abastecimento.

O que isso significa para o gestor de frota?

A decisão entre diesel e gás deixou de ser apenas técnica. Passou a envolver: Estrutura de abastecimento, contratos de longo prazo (a Reiter Log é um exemplo de conquistas de novos contratos), metas ambientais, exigências de embarcadores e política de crédito e financiamento.

Hoje, na média nacional de preços da ANP, o G 460 a gás mostra vantagem técnica por quilômetro e redução relevante de emissões.

Para o transportador que roda acima de 120 mil km/ano em corredores estruturados, o gás — especialmente com biometano — deixa de ser alternativa experimental e passa a ser uma decisão estratégica de competitividade, como é o caso da recente operação iniciada pela Natura (com Coopercarga e Reiter Log), PepsiCo, L’Oréal, Ambev, Suzano, entre outras.

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Porto de Santos cresce em volume de cargas, mas gargalos no acesso rodoviário acendem alerta no transporte

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O Porto de Santos encerrou 2025 com o melhor resultado de sua história ao movimentar 186,4 milhões de toneladas, alta de 3,6% sobre o recorde anterior. O desempenho reforça o protagonismo da Região Sudeste, que somou 635,3 milhões de toneladas entre janeiro e novembro do ano passado — crescimento de 6,01% — consolidando-se como eixo logístico central do país e sustentação importante da balança comercial brasileira, que acumulou US$ 348 bilhões em exportações entre 2023 e 2025.

Mas, se os números impressionam, a infraestrutura segue sob pressão. No maior porto da América Latina, o modal rodoviário continua sendo o principal elo da cadeia, respondendo por cerca de 58% da movimentação total. O destaque está no fluxo de contêineres e no acesso pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), onde, em determinados horários, circulam mais de 600 caminhões por hora. A sobrecarga expõe limites estruturais que impactam diretamente o transporte rodoviário de cargas (TRC).

“O Porto de Santos mais uma vez demonstra sua força e capacidade operacional. Mas quem vive o dia a dia da operação sabe que cada tonelada movimentada exige um esforço logístico enorme”, afirma Roseneide Fassina, vice-presidente regional da FETCESP e presidente do SINDISAN.

Segundo ela, os gargalos não se restringem às rodovias. “Temos picos de circulação que impactam diretamente a mobilidade da região. Caminhões que chegam antes do horário agendado acabam aguardando, o que gera filas, aumenta custos e traz reflexos para toda a cadeia”, explica. A dirigente destaca ainda que a capacidade estática dos pátios, os sistemas de agendamento e a infraestrutura de apoio precisam evoluir na mesma velocidade que o crescimento do volume.

Ferrovia cresce, mas tem foco em exportadores de commodities

Enquanto o modal rodoviário concentra a maior parte das operações, o ferroviário responde por aproximadamente 30% das cargas — especialmente granéis sólidos como soja, milho e açúcar. Em 2016, a participação das ferrovias era de 26,3% (29 milhões de toneladas), com meta de atingir 40% até 2025. No entanto, dados mais recentes indicam que o índice permanece em torno de 30%.

A capacidade ferroviária atual gira em torno de 51 milhões de toneladas por ano, com planos de expansão para 115 milhões. Para o setor, a ampliação da malha e maior integração entre modais são caminhos estratégicos para reduzir a dependência do transporte rodoviário.

“Se tivéssemos maior integração ferroviária com o transporte rodoviário de cargas, reduziríamos parte dessa pressão sobre os acessos e aumentaríamos a eficiência do sistema como um todo. A integração multimodal traz benefícios econômicos e ambientais”, reforça Fassina.

Expansão territorial como solução estrutural

Além da intermodalidade, a ampliação da área do porto aparece como pauta prioritária. Atualmente, o complexo ocupa cerca de 7,8 milhões de metros quadrados. Com a inclusão de áreas perimetrais na poligonal, esse espaço poderia alcançar 20,4 milhões de metros quadrados — movimento considerado fundamental para garantir capacidade futura e evitar que o crescimento operacional se transforme em gargalo permanente.

Outros modais, como dutovias, completam a matriz de transporte do porto, embora com participação ainda pouco detalhada em dados recentes.

Saiba mais:

Novo reajuste dos pedágios em SP pressiona o transporte e preços ao consumidor

As tarifas de pedágio das rodovias concedidas em São Paulo terão reajuste médio de 5,31% a partir de 1º de julho, seguindo a correção pelo IPCA prevista em contrato. Em alguns trechos, porém, a alta é maior, chegando a 10,7%, como no pedágio de bloqueio de Diadema. Sistemas estratégicos para o escoamento de cargas — como Anchieta-Imigrantes e Anhanguera-Bandeirantes — registram aumentos que pressionam diretamente os custos logísticos. Como São Paulo concentra a maior malha pedagiada do país, o impacto se espalha rapidamente pelo transporte de cargas e passageiros.

Transportadoras já enfrentam custos elevados com diesel, manutenção e mão de obra, e o novo reajuste tende a ser repassado ao frete e, em cadeia, ao preço final das mercadorias. Passageiros de ônibus intermunicipais também devem sentir o aumento, já que as tarifas incluem o custo dos pedágios. O encarecimento do transporte afeta setores produtivos, especialmente agronegócio e indústria, e reforça pressões inflacionárias que chegam ao consumidor, reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre investimentos das concessionárias e a acessibilidade da mobilidade no Estado.

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Mercedes-Benz celebra 130 anos de caminhões com relíquias históricas

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A Mercedes-Benz Trucks Classic abre as comemorações globais dos “130 Years Trucks” com a reconstrução fiel do primeiro caminhão motorizado do mundo, apresentado por Gottlieb Daimler em 1896. Equipado com o motor traseiro “Phoenix”, de dois cilindros, 1,06 litro e quatro cavalos de potência, o veículo transmitia força ao eixo traseiro por meio de correia. O conjunto já trazia soluções avançadas para a época, como molas helicoidais para absorção de vibrações e um princípio de redução no cubo planetário — conceito ainda empregado em caminhões pesados atuais.

O posto do condutor lembrava o de uma carruagem, com banco elevado e direção por correntes no eixo dianteiro. Em 1898, a Daimler deu um passo decisivo ao reposicionar o motor sob o banco do motorista e, posteriormente, à frente do eixo dianteiro, configuração que permitiu maior capacidade de carga e melhor desempenho — arquitetura que pavimentou o caminho para os caminhões modernos.

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A vocação internacional também surgiu cedo. Já em 1899, a Daimler entregava unidades para Inglaterra e França, superando veículos a vapor, e em 1898 fundava a Daimler Manufacturing Company em Nova York. Na Exposição Universal de Paris, em 1900, os caminhões da marca foram apresentados a um público global, marcando o início de uma trajetória que redefiniria o transporte internacional.

Actros: 30 anos da era eletrônica no transporte pesado

Se o modelo de 1896 simboliza o nascimento do caminhão, o Mercedes-Benz Actros representa a consolidação da era eletrônica no transporte rodoviário. Lançado em 1996 e agora celebrado três décadas depois, o Actros de primeira geração está exposto no evento como marco da modernização dos pesados.

Foi o primeiro caminhão da marca a incorporar barramento CAN, sistemas eletrônicos de freio, assistência integrada à segurança e a cabine MegaSpace, referência em conforto. Em 2006, outro divisor de águas: o Active Brake Assist, sistema de frenagem automática que, em 2026, também comemora aniversário e reforça o pioneirismo da Mercedes-Benz na segurança ativa.

Hoje, a família inclui o Actros L e o eActros 600, ampliando a transição para soluções conectadas, eficientes e eletrificadas. Ao longo de três décadas, o modelo tornou-se símbolo da evolução tecnológica do transporte de cargas — da mecânica convencional à digitalização e à eletromobilidade.

eActros 600 Safety Truck: segurança e eletrificação em novo patamar

A celebração dos 130 anos também projeta o futuro. O Safety Truck baseado no eActros 600 demonstra o estágio atual dos sistemas de assistência, com fusão de sensores de 270 graus, Active Brake Assist 6 e Active Sideguard Assist 2. O conjunto supera, inclusive, alguns requisitos legais futuros, reforçando a visão de direção sem acidentes.

A comparação histórica é inevitável: do caminhão de quatro cavalos com pneus de ferro sólido ao elétrico de última geração com arquitetura digital e soluções de prevenção de colisões, a trajetória revela como a segurança evoluiu de um conceito inexistente para um dos pilares estratégicos do desenvolvimento de veículos comerciais.

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Volvo ignora resultados de curto prazo e anuncia investimento recorde de R$ 2,5 bi 

O Grupo Volvo apresentou resultados de 2025 que refletem o desaquecimento do mercado de veículos comerciais, mas manteve um olhar otimista sobre o futuro. Segundo Wilson Lirmann, presidente da Volvo na América Latina, o mercado brasileiro de caminhões deve ter nova retração entre 5% e 10% em 2026 — cenário que confirma a fase de ajuste do setor após anos de crescimento. Mesmo assim, a montadora sueca anunciou o maior ciclo de investimento já feito no País: R$ 2,5 bilhões entre 2026 e 2028. 

“Quando avaliamos o negócio em ciclos de investimento, e não apenas em resultados imediatos, a perspectiva muda completamente”, afirmou Lirmann. A empresa, que produz veículos comerciais em Curitiba (PR) desde 1979, reforça com esse plano de investimento sua confiança na economia brasileira e na competitividade regional. 

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Sem detalhar a distribuição dos recursos, o executivo adiantou que o montante será aplicado em novos produtos, serviços, modernização industrial e expansão nos mercados latino-americanos que recebem caminhões e componentes fabricados no Brasil. 

Balanço positivo do último ciclo 

O novo anúncio sucede o encerramento de um ciclo anterior de R$ 1,5 bilhão, iniciado em 2020. Mesmo em meio a desafios conjunturais, a Volvo ampliou em 41% seus emplacamentos no mercado interno durante o período — passando de 15.419 unidades em 2020 para 20.672 em 2025, somando caminhões e ônibus. 

Nos últimos três anos (2022, 2023 e 2024), a empresa registrou recordes consecutivos de vendas. O avanço também se refletiu em serviços: o crescimento foi de 120%, impulsionado pela digitalização e pelos contratos de soluções integradas. 

Desempenho no mercado e liderança consolidada 

Mesmo num cenário de queda de 9,2% no mercado total de caminhões em 2025 (e de 11% no segmento de atuação da Volvo), a marca manteve a liderança entre caminhões acima de 16 toneladas, com 20.053 unidades licenciadas, o equivalente a 23% de participação, segundo dados da Fenabrave. 

O Volvo FH 540 foi, pelo sétimo ano seguido, o caminhão pesado mais vendido do Brasil, com 5.403 emplacamentos. O segundo lugar também ficou com a marca: o FH 460, com 3.613 unidades. No segmento semipesado, o Volvo VM 290 liderou com 4.320 emplacamentos, completando o trio de modelos entre os quatro mais vendidos do País. 

Resultados pela América Latina 

Em 2025, a Volvo contabilizou 25.665 caminhões emplacados na América Latina, sendo 20.053 no Brasil. A marca manteve a liderança no Peru (2.414 unidades, 21% de market share) e vice-liderança no Chile (1.621 unidades, 19%). O destaque regional ficou por conta da Argentina, com 1.185 caminhões vendidos, crescimento de 190% sobre o ano anterior, e o início das exportações para o México, com 80 caminhões entregues logo no primeiro ano. 

Ciclo positivo apesar da conjuntura 

Embora o curto prazo ainda sinalize retração, a Volvo reafirma o compromisso com o Brasil e a região. Lirmann destacou que medidas como o programa Move Brasil ajudam a aliviar o mercado, mas não geram crescimento sustentado. “Esses programas funcionam como auxílio emergencial, antecipando compras, mas a demanda real virá com o crescimento da economia”, afirmou. 

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Volvo expande oferta de veículos B100 com lançamento do chassi urbano B320R

Após estrear, em 2024, o caminhão FH 100 B100 Flex, a Volvo amplia sua aposta nos biocombustíveis com o lançamento do B320R B100, chassi urbano movido a 100% biodiesel.

Por enquanto, as vendas de veículos B100 precisam seguir normas e autorizações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) a frotas cativas, principalmente de empresas produtoras de biodiesel, como Amaggi, JBS e 3tentos. Essas companhias utilizam o combustível em escala própria, o que facilita a implementação inicial da tecnologia.

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“Assim como com as alternativas elétricas, chassis com motores a biocombustível podem contribuir com o meio ambiente em áreas urbanas, com redução de até 90% nas emissões de CO₂, dependendo da cadeia de produção do combustível”, destaca André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. Segundo ele, o novo chassi combina “ganho ambiental, viabilidade técnica e facilidade de aplicação, pois já há um grande número de produtores desse biocombustível no País”.

Financiamento com taxa reduzida

Outro avanço da montadora é sua habilitação no Pró-Transporte, programa do governo federal que oferece linha de crédito com juros menores para aquisição de ônibus urbanos. O recurso vem do FGTS e é operado pela Caixa Econômica Federal, com o Banco Volvo como agente financeiro repassador.

A iniciativa busca ampliar o acesso a financiamento em condições mais vantajosas, especialmente para operadores que enfrentam margens estreitas.

Resultados na América Latina em 2025

No último ano, a Volvo entregou 1.099 chassis de ônibus na América Latina, sendo 553 unidades no Brasil, o que representa metade das vendas regionais. A marca manteve predominância nas vendas de modelos rodoviários, que responderam por cerca de 80% do total.

Avanços em eletromobilidade

A Volvo também acelerou sua agenda elétrica no último ano. O chassi BZRLE, modelo de piso baixo 100% elétrico, já soma 40 unidades vendidas às operadoras Santa Brígida e Gato Preto, ambas de São Paulo.

Outro destaque foi o início da produção nacional dos chassis BZRT articulados e biarticulados elétricos, fabricados em Curitiba (PR) e destinados a sistemas BRT no Brasil e no exterior. Goiânia (GO) se tornou a primeira cidade do mundo a operar biarticulados elétricos, com 21 unidades entregues recentemente dentro do processo de modernização do transporte público da capital.

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Usiquímica acelera em 2025 e reforça movimento de nacionalização na cadeia de insumos automotivos

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O crescimento de 85% da Usiquímica em 2025 não é apenas um número expressivo em balanço corporativo. Ele sinaliza algo maior: o fortalecimento da produção nacional em uma cadeia estratégica para o transporte pesado.

Usiquímica
Reprodução

Durante coletiva realizada nesta semana, a companhia deixou claro que o avanço não foi pontual. Ele é resultado de um movimento estruturado de expansão industrial, diversificação de portfólio e consolidação de operações — especialmente no segmento de lubrificantes e Arla 32, dois insumos críticos para o dia a dia das frotas brasileiras.

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Mais do que crescer em receita, a empresa ampliou capacidade produtiva e assumiu protagonismo na fabricação local de marcas globais, fortalecendo a verticalização da cadeia. Em um momento em que o setor logístico ainda enfrenta oscilações de custo e dependência de importados, esse movimento tem peso estratégico.

Lubrificantes: escala e posicionamento

O segmento de lubrificantes foi um dos motores do resultado. A consolidação industrial em São Paulo reposiciona a empresa como player relevante não apenas na distribuição, mas na fabricação e envase de produtos multimarcas.

Para o mercado de transporte, isso significa previsibilidade de fornecimento e maior competitividade em contratos de grande volume — algo cada vez mais relevante para operadores de frota que trabalham com margens apertadas.

Arla 32: crescimento sustentado pela regulação ambiental

Outro vetor importante é o Arla 32, cuja demanda segue sustentada pela legislação de emissões e pela renovação gradual da frota Euro 5 e Euro 6 no Brasil.

O avanço nesse segmento mostra que, apesar das discussões sobre eletrificação e hidrogênio, a realidade operacional brasileira ainda passa fortemente pelo diesel — e por toda a cadeia de insumos que garante conformidade ambiental.

Movimento estratégico em 2026

Usiquímica
Reprodução

A empresa projeta novo crescimento para 2026, mas o ponto mais relevante está na estratégia: investir em produção local, ampliar escala e atuar em nichos industriais ligados à descarbonização e controle de emissões.

Para o setor de frotas, o recado é claro: fornecedores nacionais estão se estruturando para atender uma demanda cada vez mais técnica, regulada e competitiva.

O crescimento de 85% pode ser o destaque do headline, mas o que realmente importa é o movimento de consolidação industrial que ele representa.

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Campanha da Mobil Delvac conscientiza caminhoneiros sobre câncer de pele e fotoproteção

Além de promover produtos, iniciativas voltadas à saúde nas estradas são formas de relacionamento entre as marcas e os caminhoneiros. Para este ano, a Mobil Delvac escolheu a proteção contra o câncer. Para isso, além dos esclarecimentos, a marca começou a distribuir cerca de 20 mil protetores solares para os motoristas profissionais de caminhões.

A ação teve início no dia 10 de fevereiro, no Posto Graal, localizado na Rodovia dos Bandeirantes (km 56, pista sul), em Jundiaí (SP), com a distribuição gratuita de protetores solares e atividades voltadas à saúde dos estradeiros.

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Segundo Marina Teixeira, gerente de Marketing da Mobil Delvac, a campanha busca alertar sobre os riscos da exposição solar prolongada, condição frequente na rotina de motoristas de caminhão e ônibus. Assista a entrevista:

Apesar dos motoristas de caminhões não serem considerados expostos a condições de insalubridade pela NR-15 devido à exposição solar direta (UV), conforme jurisprudência consolidada do TST (OJ 173/SDI-1), o cuidado é necessário. Segundo levantamento do Occupational Cancer Research Centre, profissionais expostos ao sol por longos períodos têm de 22% a 42% mais chances de desenvolver câncer de pele.

Já estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que quase uma em cada três mortes por câncer de pele no mundo está associada à exposição ocupacional direta à radiação ultravioleta — um risco ainda pouco percebido entre quem passa boa parte do dia nas estradas.

Circuito itinerante

A Mobil Delvac pretende levar as ações para diferentes regiões do país por meio de um circuito itinerante em postos de combustíveis. No evento de lançamento, o público contou com a participação da AmorSaúde, maior rede de clínicas populares do Brasil, que realizou aferição de pressão arterial, exames de glicose e distribuiu bonés para reforçar os cuidados contra o sol.

“A exposição solar faz parte da rotina de quem passa horas ao volante, muitas vezes sem acesso à informação ou à proteção adequada. Essa campanha nasce da nossa responsabilidade de olhar para o caminhoneiro de forma integral”, explica Vitor Viana, coordenador de marketing B2B dos lubrificantes Mobil. “Ao longo do último século, aprendemos que cuidar da estrada também significa cuidar de quem está nela todos os dias.”

Durante as ações, além da entrega dos protetores solares, os caminhoneiros receberão orientações sobre a importância do uso diário do produto, formas de identificar sinais suspeitos na pele e medidas simples para prevenção. A proposta é estimular hábitos de autocuidado e ampliar o acesso à informação e à proteção para quem mantém a logística nacional em movimento.

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Natura inaugura posto interno de biometano e amplia transição energética da frota

A Natura inaugurou, em parceria com a Ultragaz, uma unidade interna de abastecimento de biometano em seu complexo industrial de Cajamar (SP). O gás renovável passa a atender simultaneamente as caldeiras da fábrica e a frota de 28 caminhões que opera no circuito logístico da marca na região metropolitana de São Paulo, por meio dos operadores logísticos Coopercarga e Reiter Log.

O projeto com a Ultragaz nasceu da construção de uma central de armazenagem e distribuição de biometano para substituir combustíveis fósseis (gás natural veicular e diesel) na logística de carga em São Paulo e etanol nas caldeiras em Cajamar. A operação, prevista originalmente para iniciar em maio de 2025, evoluiu para a inauguração de um posto interno dedicado, instalado dentro do complexo de Cajamar, que abastece a frota e a produção com o mesmo combustível renovável.

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Com a entrada em operação plena, o biometano passa a representar cerca de 45% da energia utilizada nos processos produtivos do site de Cajamar, a maior unidade industrial da Natura na América Latina. O contrato prevê o consumo de aproximadamente 3,5 milhões de metros cúbicos de biometano por ano, volume suficiente para suprir as caldeiras e abastecer 28 caminhões que operam em circuito entre centros de distribuição e fornecedores dentro do estado paulista.

Segundo dados da empresa, o uso de biometano nessa escala permite reduzir até cerca de 1,3 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a retirar aproximadamente 280 carros de passeio das ruas todos os dias. Na frota, a substituição do diesel e do gás natural fóssil pode cortar até 90% das emissões da operação logística regional.

Economia circular: resíduo que volta como energia

O biometano utilizado no projeto é fornecido pela Ultragaz a partir do biogás gerado em aterros sanitários parceiros, com destaque para o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo. Nesses locais, o biogás produzido pela decomposição da matéria orgânica é captado e purificado, em um processo de “polimento” que remove dióxido de carbono e outros componentes até atingir especificações semelhantes às do gás natural, reguladas pela ANP.

No caso da Natura, parte dos resíduos enviados ao aterro retorna na forma de energia, fechando um ciclo de economia circular em que resíduos viram insumo energético para a própria operação de fábrica e logística. Essa lógica reforça a estratégia da empresa de conectar gestão de resíduos, matriz energética renovável e transporte de baixa emissão em um mesmo arranjo.

Cajamar como vitrine da descarbonização

Cajamar foi escolhida como unidade estratégica por reunir escala operacional, infraestrutura e proximidade com polos de suprimento de biometano, além de concentrar a maior parte da produção da Natura na América Latina. O site abriga agora um posto interno de abastecimento, desenvolvido com tecnologia da Ultragaz, que permite atender ao mesmo tempo a demanda da fábrica e da frota, com maior controle, segurança e previsibilidade de fornecimento. Na medida que aumentar a ofertada de biometano em outros estados no Brasil, a Natura planeja ampliar a adoção do biocombustível em seu transporte de carga.

O abastecimento dos caminhões dentro do complexo leva cerca de 10 minutos, tempo bem inferior ao observado em postos localizados em rodovias, onde a operação pode levar entre 40 e 50 minutos, gerando ganhos relevantes de produtividade e disponibilidade de veículo. A implantação contou com a atuação conjunta de parceiros técnicos e institucionais, como Cetesb, Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, Prefeitura de Cajamar e fornecedores de tecnologia.

Frota dedicada e desafios para expansão

Na visita inaugural da unidade, Denise de Oliveira Leal, diretora de Manufatura, Qualidade, Segurança e Meio Ambiente da Natura na América Latina, destacou que o projeto integra diretamente a área industrial e a logística.

Hoje, 100% da frota que faz o circuito fechado entre a fábrica de Cajamar, o hub e o centro de distribuição de São Paulo opera abastecida com biometano, em um modelo de rota dedicada. A operação é realizada por transportadores parceiros – entre eles Coopercarga e Reiter Log – que utilizam o posto interno de Cajamar, evitando paradas externas e otimizando o tempo de ciclo dos caminhões.

Denise ressalta que o principal desafio para ampliar o uso do biometano para outras rotas é a disponibilidade de postos ao longo dos corredores logísticos e em outros estados. “Não adianta chamar o parceiro para usar biometano se ele chega ao destino sem ter onde abastecer na volta”, resume, apontando a necessidade de uma rede mais ampla de infraestrutura para que o combustível renovável avance em viagens de longa distância.  A empresa não informou o valor do investimento, mas dissse que o retonro principal está no aumento de 15% de eficiência nas caldeiras e payback abaixo de dois anos.

No lado industrial, a executiva afirma que a adoção do biometano nas caldeiras trouxe ganho de mais de 15% em eficiência operacional, graças ao poder calorífico superior em relação ao etanol, combustível que já era considerado uma alternativa mais limpa. Esse aumento de eficiência reduziu o consumo específico de combustível e diminuiu a necessidade de intervenções na rotina da fábrica, em função da alimentação por tubulação direta e da maior previsibilidade de fornecimento.

Plano de transição climática e metas até 2030

O uso do biometano em Cajamar integra o Plano de Transição Climática da Natura, que tem como meta atingir o Net Zero até 2030, antecipando em cerca de 20 anos a ambição global e com objetivos validados pela SBTi e alinhados ao cenário de 1,5 °C do Acordo de Paris. A estratégia prevê a descarbonização acelerada das operações próprias (escopos 1 e 2) e a redução de 42% das emissões da cadeia de valor (escopo 3) até o fim da década, atuando em frentes como ingredientes regenerativos, embalagens circulares, logística com combustíveis renováveis e eficiência energética.

“Esse é um passo concreto do nosso plano de transição climática. Ele mostra como é possível reduzir emissões de forma relevante em operações industriais e logísticas complexas, usando uma solução que já está disponível, funciona em escala e gera valor para o negócio”, afirma Josie Peressinoto Romero, vice-presidente de Operações, Logística e Suprimentos da Natura.

Sinal para a cadeia de transporte

Embora ainda não exista fornecimento de biometano em outras regiões, a empresa indica que a expansão da frota a biometano faz parte da visão de longo prazo. Josie Peressinoto Romero revelou à Frota News que já está no radar da empresa que a frota de ônibus que faz o transporte dos passageiros terá que ser também movida a gás biometano em um futuro não distante.

Como a companhia opera com operadores logísticos, o crescimento dependerá da renovação de frota por parte desses parceiros e da evolução da infraestrutura de abastecimento nos corredores onde atuam.

Para Denise, o projeto de Cajamar funciona como uma “prova de conceito” que facilita a adesão de novos atores, tanto na indústria quanto no transporte. No horizonte, a empresa trabalha com o objetivo de ter 100% dos centros de distribuição no Brasil atendidos com logística abastecida por combustíveis renováveis, entre eles o biometano, em linha com a meta de reduzir 42% das emissões de escopo 3 até 2030.

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Três restaurantes em São Paulo para saborear o final de semana

Em uma cidade onde o ritmo é acelerado, o final de semana pede pausa, boas escolhas e experiências que vão além do prato. São Paulo oferece uma gastronomia plural, criativa e sofisticada, capaz de transformar qualquer deslocamento urbano em um convite ao prazer à mesa. Para este roteiro especial, selecionamos três restaurantes que se destacam pela proposta gastronômica, ambiente e pela experiência completa que entregam ao público.

Seen São Paulo

Restaurante Seen

No alto do Tivoli Mofarrej, o Seen combina cozinha contemporânea, coquetelaria autoral e uma das vistas mais icônicas da capital. O cardápio aposta em sabores bem construídos, com apresentação cuidadosa e influências internacionais. Ideal para o jantar ou para um fim de tarde que se estende noite adentro, o Seen traduz a experiência gastronômica urbana de São Paulo em sua forma mais elegante.

Varanda D.inner

Restaurante varanda D.inner

Referência quando o assunto é carne de alta qualidade, o Varanda D.inner é um endereço obrigatório para os apreciadores de cortes premium. A casa trabalha com matéria-prima selecionada, preparo preciso e serviço atento aos detalhes. O ambiente sofisticado e acolhedor completa a experiência, tornando o restaurante uma escolha segura para quem valoriza sabor, técnica e conforto.

Capim Santo

Restaurante Capim Santo

Em meio ao verde dos Jardins, o Capim Santo propõe uma experiência mais afetiva e autoral da cozinha brasileira. O cardápio valoriza ingredientes frescos e receitas que respeitam a sazonalidade, resultando em pratos leves, aromáticos e cheios de identidade. É o tipo de restaurante que convida a desacelerar, ideal para almoços prolongados e encontros tranquilos no final de semana.

Entre propostas contemporâneas, clássicos bem executados e a valorização da culinária brasileira, esses três restaurantes mostram como São Paulo segue sendo um dos principais polos gastronômicos do país. Um convite para aproveitar o final de semana com tempo, sabor e boas experiências.

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Iveco Rodonaves completa 15 anos com seis concessionárias no interior de São Paulo

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A Iveco Rodonaves completa 15 anos de operação no mercado de veículos comerciais, como uma das principais representantes da marca Iveco no estado de São Paulo. Atualmente, a rede do grupo Rodonaves mantém seis concessionárias em polos logísticos — Campinas, Caçapava, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Regente Feijó — cobrindo cerca de 70% do território paulista.

A rede conta com cinco unidades certificadas Ouro e uma Prata no programa Dealer Standards da montadora, além de equipes técnicas especializadas em manutenção, serviços e suporte operacional. Esse foco no atendimento qualificado tem contribuído para elevar os índices de satisfação e fidelização dos clientes.

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“Ao longo desses 15 anos, aprendemos que jornadas no transporte não são medidas apenas em quilômetros, mas na confiança construída com cada cliente ao longo do caminho. Crescemos ouvindo o transportador, evoluindo a cada nova rota e fortalecendo parcerias que se constroem no dia a dia”, afirma João Naves, fundador do Grupo Rodonaves.

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