Ela é uma “senhora” moderna, acompanhando a evolução do transporte de passageiros, produzindo ônibus modernos
No final de 2025 será festa de 80 anos da Caio Induscar, uma data bastante simbólica para qualquer família. É que, recentemente, em 19 de dezembro de 2024, a Caio comemorou seus 79 anos de história, consolidando-se como uma referência no mercado de ônibus urbanos no Brasil. Desde sua fundação em 1945, a empresa tem se destacado pela liderança na produção de ônibus urbanos, inovação em mobilidade sustentável e compromisso com a responsabilidade social.
Nos últimos nove anos, a Caio – Induscar Indústria e Comércio de Carrocerias manteve uma média impressionante de 55% de participação na produção nacional de ônibus urbanos. E não é só isso! Ela é uma “senhora” moderna, acompanhando a evolução do transporte de passageiros, produzindo ônibus modernos, como os elétricos, ou atendendo as necessidades do transporte urbano e toda a sua modernidade, seja qual for a necessidade de cada cidade.
Com fábricas localizadas em Botucatu e Barra Bonita, a empresa possui uma capacidade produtiva de 50 veículos por dia, abrangendo uma ampla gama de modelos, incluindo ônibus urbanos de motor dianteiro, traseiro, articulados, midis, micros, minis e veículos para fretamento.
A Caio faz parte de um grupo empresarial robusto, que inclui empresas como Busscar (ônibus rodoviários), Fiberbus (peças de fibras), Inbrasp (componentes plásticos), Tecglass (vidros e portas), Copperbuss (chicotes elétricos) e o Centro Técnico Caio Busscar (assistência técnica e treinamentos). Juntas, essas empresas empregam mais de 7 mil colaboradores diretos, sendo 60% deles da própria Caio.
Ônibus elétrico
Focada em inovação sustentável, a Caio lidera a produção de ônibus elétricos no Brasil, com mais de 80% de participação no setor nos últimos três anos. Além disso, a empresa desenvolve projetos sociais e mantém parcerias com instituições para fortalecer o desenvolvimento das comunidades onde atua.
Maurício Cunha, vice-presidente industrial do Grupo Caio, destacou a importância desse marco: “Nosso sucesso é fruto do trabalho de cada colaborador, clientes e parceiros. Seguiremos transportando vidas com excelência e inovação, sempre comprometidos com a sustentabilidade e o bem-estar das comunidades.”
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A Caio continua a trilhar um caminho de sucesso e inovação, reafirmando seu compromisso com a mobilidade urbana sustentável e a responsabilidade social, enquanto se prepara para os desafios e oportunidades do futuro.
A frota de cerca de 400 veículos da Smolka Transportes, com sede em Alphaville, São Paulo, acaba de ser ampliada com mais 10 unidades da Ford Transit Chassi por meio de locação pelo Ford Go Frotas. Os veículos, equipados com baú de 22 m³, serão utilizados no serviço de entrega last mile para grandes clientes do segmento de e-commerce em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Fundada em 2015 em Curitiba, a Smolka Transportes, além da sede em Alphaville, possui centros de distribuição em Porto Alegre, Goiânia, Brasília e Itajaí. Desde 2023, a empresa tem dobrado de tamanho a cada ano. Atualmente, atende quase 2.600 cidades no Brasil e clientes como Coca-Cola, Mercado Livre, AliExpress, Shopee, Claro, entre outros.
Junto com o foco na qualidade e no treinamento, o crescimento da Smolka foi impulsionado pela mudança na estratégia de operação. Até 2022, toda a sua frota era composta por veículos agregados. Agora, seguindo uma tendência de maior controle da gestão no transporte, a empresa investe em frota própria e reduziu os agregados a 40%. Os outros 60% são veículos contratados por assinatura ou locação, o que favoreceu a expansão do negócio.
“O mercado de veículos de entrega tem uma frota antiga, de 10 a 12 anos. Com a assinatura, usamos apenas veículos novos, que não apresentam problemas e garantem maior disponibilidade de serviço. É um grande benefício para o nosso cliente”, afirma Eduardo Smolka, CEO e fundador da empresa.
Acima: Victor Coelho (Ford Go), Edilene Santos (Ford Sinal) e Eduardo Smolka
Tecnologia acima da média
Segundo ele, comparada às concorrentes, a Transit é muito mais tecnológica, incluindo recursos como GPS embarcado. “Ela tem equipamentos que realmente ajudam quem está fazendo a entrega na rua, e os níveis de sinistro são muito menores”, destaca.
A Smolka foi uma das primeiras a utilizar a Ford E-Transit no Brasil, com 100 unidades da van elétrica operando na frota há oito meses. A experiência positiva com esse modelo também favoreceu a escolha da Transit Chassi a diesel, que terá sua participação na operação ampliada ainda este ano.
“Outro ponto que me chamou a atenção foi o atendimento do Ford Go Frotas e da Ford Sinal. Desde o primeiro contato até a entrega, o relacionamento foi muito bom e próximo, sem burocracia”, diz o executivo.
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Segurança de série
A Smolka Transportes tem uma cultura corporativa focada em segurança e uma área de treinamento de condutores que contribui para a retenção de profissionais. “O nosso principal diferencial no mercado é a forma como olhamos para o negócio. Ter um motorista bem treinado e educado, que roda todo dia e representa o nome do meu cliente lá na ponta, é o que traz qualidade ao cliente final”, completa.
Com o serviço de assinatura do Ford Go Frotas, o cliente paga um valor fixo mensal sem se preocupar com impostos, documentação, emplacamento, revisões e seguro do veículo. Há planos a partir de cinco unidades da Transit ou da Ranger, com prazos de 12, 24 ou 36 meses, e pacotes de rodagem de 2.000, 3.000 ou 4.000 km mensais – veja mais detalhes aqui.
“Com a assinatura, o frotista tem previsibilidade de custos e pode investir o capital em outras áreas para expandir o seu negócio”, diz Victor Coelho, supervisor de Mobilidade e Novos Negócios da Ford.
As correções incluem ajustes na pontuação, pequenas melhorias no estilo e na consistência da terminologia. O artigo ficou mais claro, fluido e com maior precisão gramatical.
A Frota News apoia treinamento na Fabet-SP
A Fabet conta com cursos para as diversas áreas do transporte, desde escola base de motorista até gestores de alta performance
Expansão logística nos mercados de química e agronegócio
Fusões e aquisições no setor de transportes vêm ocorrendo há anos. Exemplos incluem a aquisição da TNT pela FedEx, a compra da Expresso Jundiaí e da Altas pela Femsa Logística (atualmente Solística) e, mais recentemente, a aquisição do Grupo Imediato pela Ambev. No início deste ano, também foi noticiada a aquisição da Golden Cargo pela Mirassol. Esses são apenas alguns exemplos, e tais movimentos acontecem quando uma empresa vê na aquisição de outra uma forma mais rápida de expansão.
O Grupo Mirassol anunciou a aquisição da Golden Cargo, empresa especializada em logística para produtos químicos e insumos agrícolas. De acordo com a companhia, a aquisição faz parte do plano estratégico 2024-2028, que visa expandir sua presença nos mercados e fortalecer sua atuação no setor logístico.
Com mais de 30 anos de experiência, a Golden Cargo é reconhecida pela atuação no transporte de defensivos agrícolas, sementes e produtos químicos. Segundo a empresa, a integração da Golden Cargo ao portfólio do Grupo Mirassol tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento às indústrias de insumos químicos e agrícolas.
O diretor do Grupo Mirassol, Paulo Mendes, afirmou que a aquisição representa um passo estratégico para alcançar maior crescimento e competitividade. “Nosso objetivo é manter um crescimento de dois dígitos, e estamos confiantes de que a Golden Cargo será uma peça-chave nesse processo”, disse ele.
A aquisição também deve aumentar a capacidade operacional do Grupo, que já conta com empresas como Expresso Mirassol, M3 Logística, ILC (Integrator Logistic Company) e Alulo. Segundo a companhia, a integração da Golden Cargo reforça a presença do Grupo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e abre caminho para novos mercados.
“Estamos integrando uma empresa que já implementou avanços tecnológicos significativos, como o Projeto Suíte Logística, que otimiza desde o agendamento de entregas até o acompanhamento em tempo real das operações logísticas. Isso nos coloca em uma posição privilegiada para competir em um mercado cada vez mais exigente”, ressaltou Paulo Mendes.
Mercado de Químicos e Agrícolas
De acordo com o Grupo Mirassol, a aquisição da Golden Cargo ocorre em um momento estratégico para o mercado de insumos químicos e agrícolas no Brasil, que apresentou crescimento de 15,1% em 2023, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária.
“A economia do agronegócio tem sido um motor importante para o crescimento do Brasil, e estamos preparados para capitalizar sobre essa tendência. Com a incorporação da Golden Cargo, esperamos aumentar nossa presença em setores vitais da economia nacional, expandindo tanto em volume quanto em valor agregado”, acrescentou o diretor.
O Grupo Mirassol é uma das empresas de transporte que investem constantemente em treinamento, já que a Frota News frequentemente encontra os funcionários da empresa em salas de aula na Fabet São Paulo.
Os pesados dominam as primeiras posições, e as marcas "full liner" têm uma participação nos segmentos de semileves, leves e médios
As informações apresentadas têm como base os números dos caminhões mais vendidos em 2024, divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos). Esses dados são fundamentados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). São considerado para o ranking os caminhões vendidos e emplacados entre janeiro e dezembro do ano passado.
O relatório da Fenabrave organiza os rankings por marcas e segmentos, no caso de caminhões. Para facilitar a análise, a Frota News criou um ranking único, permitindo ao leitor visualizar, na mesma linha, a posição de cada caminhão em uma classificação geral, incluindo a colocação do modelo dentro do segmento correspondente, facilitando a comparação com seus concorrentes diretos. Confira a posição de cada modelo entre os 43 caminhões mais emplacados em 2024:
AnálisesO ranking apresenta os 43 caminhões com Peso Bruto Total (PBT) a partir de 3.501 kg, disponíveis no mercado atualmente. Foram excluídos da lista os modelos que saíram de linha, mas que, por algum motivo, ainda tiveram unidades emplacadas em 2024.
Os modelos Daily 35-160 e 35-180, assim como o VW Delivery Express, não foram incluídos no ranking, pois pertencem à categoria de comerciais leves, classificados como caminhonetes. Apesar disso, apresentaram os seguintes números de emplacamentos:
Daily 35-160: 2.006 unidades.
Daily 35-180: 186 unidades.
VW Delivery Express: 1.931 unidades.
Segmentos semileve e leve
Os segmentos de caminhões semileves e leves apresentaram números baixos de emplacamentos devido às distinções feitas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e por legislações municipais entre veículos de carga com PBT até 3.500 kg e acima desse peso.
Comerciais leves, como chassis-cabines e furgões com PBT de até 3.500 kg, dominam a logística urbana. Eles possuem vantagens significativas: liberdade de circulação semelhante à de automóveis e possibilidade de condução com CNH categoria B. Por isso, há uma ampla variedade de opções no mercado para atender às necessidades desse tipo de transporte.
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Parte da frota já é do novo modelo G460, lançado na Fenatran 2024
Ao final da Fenatran 2024, o canal FrotaCast, da Frota News no YouTube e no Instagram, entrevistou Simone Montagna, CEO e presidente das Operações Comerciais da Scania Brasil. Durante a conversa, perguntamos quais modelos mais chamaram a atenção. Ela destacou: “os modelos a gás”. Veja a notícia de crescimento da frota de caminhões a gás da Bravo Serviços Logísticos:
Acreditamos que o crescimento da frota de caminhões movidos a gás terá um avanço significativo neste ano. Um exemplo disso é o início do ano com a Bravo Serviços Logísticos anunciando a aquisição de 17 novos caminhões movidos a gás natural veicular (GNV) e biometano, fabricados pela Scania. O investimento, de aproximadamente R$ 17 milhões, reforça o compromisso da empresa em adotar soluções sustentáveis e de baixo carbono, com o objetivo de minimizar os impactos de suas operações e gerar efeitos positivos na comunidade.
Entre os modelos adquiridos estão 7 unidades do G410 e 10 do recém-lançado G460, reconhecido no mercado por sua eficiência energética e capacidade de realizar viagens de longa distância. Com essa compra, a Bravo eleva sua frota de caminhões movidos a gás para um total de 23 veículos.
“Os caminhões a GNV e biometano representam um marco no setor de transporte ao aliarem alto desempenho a uma menor emissão de gases poluentes, como o dióxido de carbono (CO2). Essa estratégia está alinhada com nossa jornada de descarbonização, que busca reduzir impactos ambientais enquanto oferece soluções logísticas modernas e eficientes”, comenta Marcos Azevedo, head de Sustentabilidade da Bravo.
Além de contribuírem para o combate às mudanças climáticas, os veículos apresentam vantagens operacionais significativas. “Os caminhões G460 possuem maior autonomia em relação aos modelos anteriores, tornando-se ideais para transferências de média distância. Além disso, oferecem modernidade, conforto e alta aceitação entre os motoristas”, afirma Atanael de Oliveira Soares, gerente corporativo de Frotas da Bravo.
De acordo com a Scania, já foram vendidos 1.400 caminhões a gás no Brasil, sendo cerca de 300 comercializados apenas em 2024. A meta para 2025 é entregar 700 caminhões movidos pelo combustível renovável — quando abastecido com biometano — ou com menor impacto ambiental em relação ao diesel, no caso do abastecimento com GNV.
Parceria com a London EV traz expertise internacional para o evento
A Eletrocar Show, evento B2B pioneiro no Brasil dedicado à mobilidade elétrica e eletromobilidade, anuncia uma importante parceria com a London EV Show, uma das maiores feiras e conferências internacionais do setor. Reconhecida globalmente como uma vitrine de inovações que moldam o futuro da mobilidade urbana, a London EV Show contribuirá para a Eletrocar Show por meio de um intercâmbio de expertise, expositores internacionais e as mais recentes tendências tecnológicas.
Essa colaboração estratégica fortalece ainda mais a posição da Eletrocar Show como a principal plataforma B2B do mercado de eletromobilidade no Brasil, consolidando o evento como o ponto de encontro para líderes da indústria, profissionais do setor e empresas globais interessadas em explorar oportunidades no país.
Com a presença de expositores internacionais e conteúdo de alto nível, a edição de 2025 promete destacar soluções inovadoras, avanços tecnológicos e fomentar o desenvolvimento de um mercado cada vez mais relevante para o futuro sustentável.
“A parceria com a London EV Show qualifica ainda mais a Eletrocar Show 2025 como a principal vitrine do mercado de eletromobilidade no Brasil. Estamos trazendo para o país não apenas as mais recentes inovações tecnológicas, mas também criando uma plataforma única de conexão entre players globais e o ecossistema brasileiro”, afirma Daniel Zanetti, diretor-executivo da Eletrocar Show 2025.
Daniel esteve presente na edição deste ano da London EV Show para estreitar o relacionamento com os organizadores e conhecer, in loco, as principais novidades da eletromobilidade mundial. Essa experiência reforça o alinhamento entre os dois eventos e traz uma visão aprofundada das tendências globais para o Brasil.
A London EV Show, que atrai anualmente milhares de visitantes, é reconhecida por apresentar soluções de ponta em mobilidade elétrica, infraestrutura de recarga, tecnologia de baterias e sustentabilidade urbana.
Eletrocar Show 2025: evento consolidado no calendário brasileiro
O Grupo Eletrolar All Connected confirmou a realização da Eletrocar Show, que acontecerá no Distrito Anhembi, em São Paulo, simultaneamente à Eletrolar Show All Connected 2025.
Eletrocar Show começa de verdade neste ano
Embora sejam realizados no mesmo local e no mesmo período, os eventos terão entradas, credenciamentos e programas de atividades independentes. Esse formato segue o modelo de sucesso da tradicional Eletrolar Show All Connected, que há 18 anos se destaca como a maior feira de eletroeletrônicos da América Latina.
A Eletrocar Show 2025 espera reunir empresários interessados no desenvolvimento do mercado de veículos eletrificados. Entre os participantes esperados estão incorporadoras, imobiliárias, administradores de grandes shoppings e aeroportos, redes de varejo, gestores de frotas corporativas, concessionárias, locadoras de veículos, investidores, representantes do governo e da imprensa especializada.
Freightliner eCascadia, combina direção autônoma e acionamento elétrico a bateria para operações contínuas e sustentáveis
Existem muitos mitos associados à direção autônoma. Neste artigo especial, Joanna Buttler, chefe do Global Autonomous Technology Group, analisa alguns desses mitos e explica como a direção autônoma pode trazer melhorias significativas e benefícios, especialmente no transporte rodoviário. Esses avanços não impactam apenas a Daimler Truck, mas também os motoristas, empresas de logística e a sociedade como um todo.
A Frota News fez a tradução e acrescenta algumas observações sobre outros aspectos que devemos considerar, principalmente, para a realidade brasileira.
Mito nº 1: A tecnologia autônoma é imatura e insegura
Fato: O estágio atual de maturidade da direção autônoma é fruto de décadas de desenvolvimento, sempre com a segurança como prioridade.
No desenvolvimento de direção autônoma, nenhum detalhe é negligenciado. Nossos engenheiros examinam cada aspecto com precisão, criando produtos seguros por meio de testes rigorosos em pistas de simulação e validação em estradas. O trabalho da Daimler Truck com veículos autônomos começou na década de 1980, e desde 2019, avançamos significativamente com a Torc Robotics para tornar os caminhões autônomos uma realidade.
Nossos caminhões já demonstraram sua capacidade de lidar com situações complexas, como rodovias, rampas e cruzamentos. O centro dessa inovação está na “plataforma de veículo redundante”, que combina o Freightliner Cascadia “Autonomous-Ready” com o software de direção autônoma “Virtual Driver” da Torc.
Essa plataforma foi projetada com sistemas de segurança duplicados para direção, frenagem e rede elétrica. Assim, se um sistema falhar, o outro assume imediatamente. O software integrado analisa o ambiente com câmeras, radares e sensores LiDAR, planejando e executando manobras, como mudanças de faixa e frenagens. Por não depender de emoções, fadiga ou distrações, esses sistemas mantêm um nível de desempenho excepcional.
Resumo: Já avançamos muito no desenvolvimento de caminhões autônomos, mas ainda há testes e aprimoramentos necessários antes da introdução no mercado dos EUA. Segurança continuará sendo o principal guia do cronograma.
Nota do editor: os caminhões autônomos estão sendo autorizados a rodar em alguns países em determinadas estradas com infraestrutura preparada para isso. Nos EUA, inclusive, já há postos de parada e abastecimento desenvolvidas especialmente para caminhões autônomos. E cada modelo é homologado por órgãos governamentais, incluindo os percursos que podem realizar.
Mito nº 2: A direção autônoma beneficia apenas a indústria, não a sociedade
Fatos: A direção autônoma impulsiona o crescimento econômico e aumenta a segurança.
Caminhões autônomos podem operar quase 24 horas por dia, aumentando a produtividade das empresas e garantindo o fornecimento ininterrupto de bens essenciais, como alimentos e medicamentos. Essa eficiência beneficia a sociedade ao atender à crescente demanda por frete.
Além disso, o uso de tecnologias avançadas, como sistemas combinados de câmeras, radares e sensores LiDAR, ajuda a reduzir acidentes graves, protegendo todos os usuários das estradas.
Nota do editor: O uso de caminhão autônomo já é realidade no Brasil em ambiente privados e controlados, como indústrias, mineradoras e fazendas do agronegócio. Devido aos problemas que temos de infraestrutura nas estradas e o compartilhamento do espaço com excesso de veículos antigos, ainda há previsão de realização de testes em rodovias públicas.
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Mito nº 3: A direção autônoma vai substituir os motoristas
Fatos: A escassez de motoristas, que deve dobrar até 2030, torna os caminhões autônomos uma solução necessária.
O foco inicial do caminhão autônomo será operar em rodovias para percorrer longas rotas monótonas, enquanto os humanos continuam desempenhando papéis essenciais na cadeia logística, como na gestão de frotas e interação nas operações locais. Novos perfis profissionais surgirão, transformando tarefas sem eliminar empregos.
Nota do editor: Realmente é fato que o caminhão autônomo vai ajudar na minimização da falta de motoristas. Porém, a previsão é que ainda continuará faltando motoristas. No caso do Brasil, os caminhões em uso liberam os motoristas que faziam atividade internas nas empresas para assumirem operações externas. Além disso, o uso de caminhão autônomo precisa de aprovação do legislativo e dos órgãos públicos de trânsito. Na Califórnia e outros, por exemplo, os legisladores estão debatendo a necessidade da presença de um motorista humano para maior segurança.
Mito nº 4: A direção autônoma só reduz custos com motoristas, sem outros benefícios econômicos
Fatos: Caminhões autônomos oferecem maior eficiência ao operar continuamente, com pausas apenas para reabastecimento e manutenção.
Estima-se que o volume de cargas nos EUA aumentará de aproximadamente 16 bilhões de toneladas (2019) para 21 bilhões de toneladas (2030). Caminhões autônomos ajudam a atender a essa demanda crescente enquanto neutralizam a escassez de motoristas, aumentando o tempo de atividade das frotas.
Nota do editor: Os caminhões convencionais são acessíveis, do ponto de vista econômico, para poucos transportadores, bastando ver a idade média de nossa frota. O caminhão autônomo custa o dobro ou até mais do que um convencional, o que significa que será caminhão de nicho de mercado. Porém, vão contribuir para maior eficiência dos grandes operadores logísticos.
Mito nº 5: Caminhões autônomos operam 24h às custas do meio ambiente
Fatos: Com tecnologias de emissão zero e planejamento eficiente, caminhões autônomos podem reduzir significativamente as emissões de CO₂.
Ao operar fora dos horários de pico e otimizar rotas, os caminhões autônomos diminuem o consumo de combustível. A Daimler Truck já demonstrou o potencial dessa tecnologia com o Freightliner eCascadia, que combina direção autônoma e acionamento elétrico a bateria para operações contínuas e sustentáveis.
Sobre a autora
Joanna Buttler lidera o Global Autonomous Technology Group na Daimler Truck. Ela é responsável pela estratégia global de tecnologia autônoma da empresa, abrangendo programas de veículos, parcerias estratégicas e implementação global. Joanna supervisiona colaborações com empresas como Waymo e Torc Robotics, coordenando atividades de engenharia e estratégia de produtos.
Penedo é a cidade de hospedagem e lazer para os visitantes e funcionários do polo automotivo da região fluminense
Entre os dias 16 de janeiro e 2 de fevereiro, Penedo (RJ) receberá a primeira edição do Festival Nórdico de Penedo, um evento inédito que promove a gastronomia, a cultura e as tradições dos países nórdicos, em um intercâmbio especial com ingredientes brasileiros, como manda o novo manifesto da gastronomia nórdica.
Vale lembrar que Penedo é a cidade lazer do grande público do maior polo automotivo do Estado do Rio de Janeiro, onde se encontram as fábricas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, na vizinha Resende, e Citroën e Peugeot, em Porto Real. Além disso, há dezenas de fornecedores dessas fabricantes na região.
A iniciativa reúne 16 restaurantes locais, que desenvolveram cardápios exclusivos baseados em técnicas tradicionais da culinária nórdica, como fermentação, defumação e cura a frio, adaptadas ao frescor dos ingredientes tropicais.
O evento conta com o prestígio e o apoio oficial das Embaixadas da Finlândia e da Suécia, além do Consulado da Suécia no Rio de Janeiro, que têm promovido a iniciativa em suas redes sociais. Os chefs participantes receberam treinamento especial de um chef indicado pela Embaixada da Finlândia, garantindo autenticidade e inovação nos pratos apresentados.
Destaques do Festival:
16 restaurantes com menus exclusivos.
Técnicas culinárias nórdicas, como fermentação e defumação, aplicadas a ingredientes brasileiros.
Atividades complementares, como baile finlandês, saunas finlandesas, piqueniques, trilhas e observação da fauna e flora da região.
“Este festival é uma oportunidade única para explorar a gastronomia nórdica e promover um intercâmbio cultural entre estes países e o Brasil, como manda a tradição nórdica de se conhecer, estudar e utilizar ingredientes locais para criações de pratos de excelência” afirma Fred Weissman, um dos promotores do evento.
Conhecida como a “Pequena Finlândia”, Penedo é a única colônia finlandesa no Brasil, com tradições e influências preservadas desde 1929. O festival busca valorizar essa conexão histórica, atraindo turistas nacionais e internacionais para a cidade.
A Embaixada da Finlândia, que elogiou e aprovou o evento, reforça a importância da iniciativa para o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Finlândia:
“Acreditamos que este evento será uma excelente forma de intensificar o intercâmbio cultural, aproximando as comunidades finlandesa e brasileira no Brasil.” – Johanna Karanko, Embaixadora da Finlândia.
Operação tem objetivo reduzir o número de acidentes
As transportadoras que têm a gestão de frotas e transportes mais avançada dificilmente terão problemas coma PRF (Polícia Rodoviária Federal). Já quem não está fazendo bem a gestão é bom saber que já começou a Operação Descanso Legal I, com foco na fiscalização de veículos de transporte de carga em todo o país.
O objetivo é garantir o cumprimento dos períodos de descanso obrigatórios para motoristas e verificar as condições de segurança, especialmente dos sistemas de freios, visando reduzir acidentes graves nas rodovias federais.
A operação surge em resposta ao aumento de ocorrências envolvendo veículos de carga. Entre janeiro e dezembro de 2024, foram registrados 1.703 acidentes, um crescimento de 6,37% em comparação com 2023. O número de mortes subiu ainda mais, com alta de 11,2%, passando de 509 para 566 vítimas fatais.
Durante a operação, a PRF verificará o cumprimento das regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê:
descanso mínimo de 11 horas a cada 24 horas de trabalho;
intervalos de 30 minutos a cada 5 horas e meia de condução.
Motoristas flagrados desrespeitando as normas serão autuados e obrigados a cumprir os períodos de descanso. Além disso, veículos com irregularidades nos freios poderão ser removidos para evitar riscos aos demais usuários das rodovias.
Com 60% da movimentação de cargas no Brasil ocorrendo pelas rodovias, percentual abaixo da média das 20 maiores economias do mundo, o transporte rodoviário é uma das modalidades mais arriscadas, especialmente quando normas de segurança são ignoradas. A operação também inclui testes de etilômetro e orientações sobre práticas seguras no trânsito, visando conscientizar os motoristas e reduzir os riscos.
A Operação Descanso Legal faz parte do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), coordenado pelo Ministério dos Transportes. O plano tem como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2028, preservando 86 mil vidas por meio de ações conjuntas entre os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.
A Hyzon Motors fornece sistema de célula de combustível, inclusive para o Grupo Daimler Truck
Tudo indica que, nos Estados Unidos que, além de fabricantes de automóveis, como a Stellantis, a indústria de célula de combustível, no momento a Hyzon, também está retrocedendo. Ela é fornecedora de fabricantes, como o Grupo Daimler para produção de caminhões elétricos. O conselho da fabricante Hyzon Motors (HYZN) – não confundir com a marca Rizon, do Grupo Daimler Trucks) -, com sede em Rochester, Nova York, anunciou silenciosamente às vésperas do Natal, votou para dissolver a empresa, após a aprovação dos acionistas, após vários meses de problemas financeiros que incluíram fechamentos de escritórios no exterior.
As informações são de um comunicado emitido pela Hyzon afirmando que todos os funcionários de seus escritórios em Troy, Michigan e Bolingbrook, Illinois, podem perder seus empregos em fevereiro, citando sua “incapacidade de aumentar o financiamento e a incerteza futura relacionada à disponibilidade de subsídios do governo”. Este período de aviso prévio de 60 dias foi emitido de acordo com a Lei de Notificação de Ajuste e Retreinamento do Trabalhador (Ato WARN), uma lei que estabelece que as empresas com mais de 100 funcionários devem fornecer notificação de demissões em massa com pelo menos 60 dias de antecedência.
Segundo o comunicado, em 19 de dezembro de 2024, o Conselho de Administração da Hyzon Motors aprovou por unanimidade, sujeito à aprovação dos acionistas, a transferência de todos ou substancialmente todos os ativos da empresa por meio de uma cessão para o benefício dos credores, e a liquidação e a dissolução da Hyzon de acordo com um plano de dissolução, enquanto continua a buscar alternativas estratégicas e potenciais.
Os problemas de Hyzon
Em julho passado, anunciou que estava encerrando as operações em seus negócios e subsidiárias europeus e australianos / neozelandeses como parte de um “processo de realinhamento” maior.
No início deste ano, a Hyzon evitou retirar a retirada da bolsa de valores da Nasdaq depois que suas ações foram negociadas a menos de US$ 1 por mais de 30 dias úteis consecutivos. Em 2023, a empresa registrou um prejuízo líquido de US $ 184 milhões e, em seguida, registrou um prejuízo líquido de US$ 34,23 milhões para o primeiro trimestre deste ano. Segundo o site de notícias dos Estados Unidos, Clean Trucking, as ações da empresa continuavam na bolsa de valores até o dia 23 de dezembro.