quarta-feira, maio 22, 2024

Ônibus elétricos em São Paulo: já são 270 com a chegada de mais 50

Na segunda-feira, 18 de setembro, mais 50 ônibus elétricos em São Paulo chamaram a atenção na região central. Esses veículos, reconhecidos por sua ausência de emissões poluentes nos locais em que circula e baixo nível de ruído, representam uma iniciativa na mobilidade urbana.

As quatro empresas responsáveis pela operação desses novos ônibus elétricos são a Transwolff, Tranpass, Ambiental e Campo Belo, que fazem parte do sistema de concessão municipal.

Até o momento, a cidade já conta com 201 trólebus e 19 ônibus movidos a bateria em sua frota de transporte público municipal. Com a introdução desses 50 novos veículos elétricos, o número total de ônibus elétricos em operação na cidade chega a 270.

Os fornecedores dos 50 ônibus

O principal neste primeiro lote de fornecimento é a Eletra que, em parceria com a Caio (carroceria), Mercedes-Benz e Scania (chassi), e WEG (fornecedoras de motores elétricos, inversores e baterias de lítio-ferro-fosfato).

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Segunda maior frota do mundo

A ambiciosa meta da Prefeitura de São Paulo é atingir 20% de sua frota de ônibus movidos a energia sustentável até o final de 2024, totalizando 2.400 veículos elétricos. Isso colocaria São Paulo entre os líderes globais na eletrificação de sua frota de ônibus, atrás apenas da China, e a maior frota de ônibus movidos a energia limpa na América Latina.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, enfatizou a importância desse movimento para a cidade: “a cidade de São Paulo vai se posicionando e dando exemplo para o Brasil e para o mundo do que é necessário fazer para podermos ter aquilo que é um compromisso.”

As empresas concessionárias que operarão esses novos ônibus elétricos incluem a Transwolff, que contribuirá com 25 veículos, a Transpass e a Ambiental, cada uma com 12 veículos, e a Campo Belo, com 1 veículo.

Esses novos modelos substituirão gradualmente parte da frota de ônibus a diesel das empresas. Além disso, o contrato firmado entre as concessionárias e a Enel X garantirá a disponibilidade dos veículos elétricos e a infraestrutura de recarga necessária nas garagens. Isso permitirá o carregamento das baterias durante a noite e viabilizará operações durante todo o período diurno.

Infraestrutura de recarga

Francisco Scroffa, responsável pela Enel X Brasil, expressou otimismo sobre o futuro da mobilidade elétrica em São Paulo. Ele afirmou que não tem dúvidas de que São Paulo se tornará a capital do transporte público elétrico.

Os ônibus elétricos, que abarcam modelos básicos e padronizados. Eles têm capacidades que variam de 69 a 93 passageiros. Certamente, com áreas acessíveis para pessoas com deficiência, representam um passo significativo em direção a um transporte público mais eficiente e ecológico.

Além disso, a cidade de São Paulo também se beneficia da redução na emissão de poluentes atmosféricos. A cada ano, cada veículo movido a tração elétrica evita a emissão de aproximadamente 0,24 toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx). Além de 0,002 toneladas de material particulado (MP) e 106 toneladas de dióxido de carbono (CO₂).

Apoio de organizações

Esta iniciativa de substituir a matriz energética do transporte público em São Paulo conta com o apoio de várias organizações. Além disso, entre elas, destacam-se o Conselho Internacional de Transporte Limpo – ICCT Brasil, C40 Cities e WRI Brasil. Adicionalmente, ela integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade. Além disso, o cumprimento do Plano de Ações Climáticas, resultando na transformação de São Paulo em uma cidade moderna, resiliente e sustentável.

Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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