Logística ultraexpressa abre 173 mil vagas e acelera avanço da liderança feminina e Geração Z

Setor vive salto de digitalização, crescimento da participação feminina e chegada massiva da Geração Z, impulsionando mudanças estruturais na Prestex e em toda a cadeia logística nacional

A logística ultraexpressa — de urgência máxima — vive um momento de oportunidades no Brasil. Apenas entre janeiro e abril de 2026, o setor abriu 173.122 vagas, segundo o Banco Nacional de Empregos (BNE), impulsionado pela digitalização das cadeias de suprimentos e pela crescente demanda por operações críticas com entregas entre 3 e 12 horas.

Paralelamente, a participação feminina no segmento de frotas e logística avançou para 22%, de acordo com levantamento da Platform Science e Gestran — um salto histórico que acompanha a profissionalização das operações de alta urgência. Com a projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de que o país precisará formar 3,4 milhões de trabalhadores em logística até 2027, o setor se mostra como um dos mais crescentes da economia e passa por uma renovação profunda em seu perfil de liderança.

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A expansão do mercado exige uma evolução acelerada do perfil profissional. Para o especialista em logística e CCO da Prestex, Marcelo Zeferino, a tendência é que as contratações sejam cada vez mais técnicas, principalmente no segmento ultraexpresso, que vem deixando de ser apenas operacional e se tornando mais tecnológico, analítico e com a gestão de operações orientada por dados.

O dinamismo do setor se intensifica em períodos de grande demanda, como datas comemorativas ou de grandes eventos. Zeferino lembra que a engrenagem logística sustenta desde o abastecimento de itens promocionais até o transporte crítico de insumos industriais. 

Esse movimento de renovação demográfica também se reflete na Prestex, onde a Geração Z já compõe 40% do quadro. A participação feminina no mercado de logística de frotas saltou para 22% em 2026, validando que a transição para uma logística baseada em dados e inteligência analítica exige, cada vez mais, um perfil profissional versátil, tecnológico e focado em governança.

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O fator humano no ultraexpresso

Na logística ultraexpressa a eficiência operacional depende diretamente da capacidade de resposta das equipes. A supervisora operacional Amanda Abreu Rios, de 39 anos, vivencia esse ritmo há 14 anos na Prestex. Coordenando operações que envolvem desde aeronaves regulares até cargueiros de grande porte como o Boeing 777, ela relembra a versatilidade dos atendimentos, como, desde maquetes de fliperama de papelão e amostras de tecidos para feiras, até 10 toneladas de peças emergenciais para garantir a continuidade de uma indústria automobilística.

Além do desafio operacional, Amanda lidera em um setor historicamente masculino e destaca o papel institucional da empresa na desconstrução de barreiras. Mãe da pequena Milena, de 3 anos, ela celebra a cultura de equidade que encontrou na organização. 

Governança, compliance e liderança feminina

Para sustentar um fluxo de atendimento nacional que exige entregas em janelas críticas de 3 a 12 horas, Marcelo Zeferino reforça que o gerenciamento da rede de parceiros deve ser tratado como ativo estratégico. À frente de 220 pontos de parceria, a supervisora Janaína Mello, de 38 anos, explica que o sucesso das entregas depende de relações baseadas em valores compartilhados. 

Outro exemplo de liderança feminina é Claudia Sá, de 42 anos, gerente de Marketing em Logística Ultraexpressa. Mãe de duas meninas e com experiência internacional, ela atua na construção de estratégias de marketing B2B, inteligência de mercado e experiência do cliente.

Na Prestex, as mulheres já ocupam 53,8% dos cargos de liderança e representam 51% do quadro geral, consolidando uma mudança estrutural no setor.

Diversidade e o avanço da Geração Z

A renovação do perfil profissional também se manifesta na quebra de paradigmas geracionais. Em apenas dois anos, a representatividade da Geração Z (14 a 29 anos) saltou de 29% para 40% na Prestex, enquanto os Millennials recuaram de 63% para 51%. A Geração X manteve-se estável, oscilando de 8% para 10%.

Para atrair e desenvolver essa nova força de trabalho, a empresa investe no conceito de lifelong learning. Patrick Enjy, de 27 anos, analista júnior de parcerias estratégicas, resume essa mentalidade. Para ele, a habilidade mais importante para o profissional de logística é a aprendizagem contínua. Ele reforça que ambientes que valorizam diversidade e equidade aceleram a inovação.

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