sexta-feira, fevereiro 6, 2026

Kellanova substitui caminhões por barcos para reduzir custo e emissões no Norte

A Kellanova, dona de marcas como Sucrilhos e Pringles, concluiu a primeira fase de testes de uma operação logística alternativa para reduzir o impacto econômico e ambiental de suas operações no Brasil. Em caráter experimental, a empresa adotou o transporte por cabotagem — navegação entre portos de um mesmo país — para abastecer o município de Manaus, no Amazona.

Os testes começaram em março com dois parceiros locais especializados no modal fluvial e, ao longo de maio, foram intensificados, totalizando uma média de oito cargas por mês. Durante esse período, a Kellanova interrompeu o uso do transporte rodoviário tradicional para atender Manaus, concentrando-se exclusivamente na cabotagem para a entrega de seus produtos.

Leia também:

Pedágio Free Flow no banco dos réus por falta de comunicação

Noma do Brasil reafirma seu compromisso ambiental com novas conquistas em energia renovável e gestão sustentável

Segundo Daniel Augusto, diretor de logística da Kellanova no Brasil, a decisão faz parte de um plano estratégico que alia eficiência logística a metas ambientais. “Apesar de o Brasil contar com uma rede fluvial ampla, a cabotagem ainda é subutilizada. Na Kellanova, optamos por liderar essa mudança em nosso segmento, buscando soluções que reduzam custos operacionais e, sobretudo, o impacto ambiental da nossa atividade”, explica.

A nova operação tem projeções ambiciosas: a empresa calcula que, diariamente, a substituição do transporte rodoviário evita o uso de 35 rotas de caminhões, o que equivale a uma economia de 364 quilos de CO₂ por dia. Ao longo de um mês, essa redução chega a 8.736 quilos, e, em um ano, soma mais de 100 toneladas de gases de efeito estufa evitadas.

Redução do transporte rodoviário

Além da sustentabilidade, a adoção da cabotagem oferece redução de custos em rotas de longa distância, menor desgaste das rodovias, maior segurança no transporte de cargas e o fortalecimento da integração nacional. Com menos caminhões nas estradas, há ainda um efeito positivo sobre o tráfego e a sinistralidade logística.

A Kellanova estuda agora a viabilidade de ampliar o uso do modal fluvial em outras rotas, considerando fatores como complexidade operacional, disponibilidade de infraestrutura e competitividade de custos. O movimento acompanha uma tendência crescente de empresas que apostam na diversificação dos modais de transporte para enfrentar desafios logísticos e ambientais.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Últimas notícias
você pode gostar:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui