Empresa amplia produção em Guaramirim (SC) e avança no segmento de cadeia de frios, que pode chegar a R$ 31 bilhões no País
A HC Hornburg encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho muito acima da média do setor. Enquanto o mercado de implementos rodoviários registrou retração de 7,5% no período, a empresa apresentou crescimento de 45% nas vendas. Entre janeiro e junho, foram comercializadas 624 unidades, ante 431 produtos no mesmo intervalo de 2025, incluindo carrocerias frigorificadas e máquinas de refrigeração Alaska.
Segundo Betina Borchardt, diretora Geral da HC Hornburg, o avanço expressivo é resultado direto da produção adicional realizada na filial de Guaramirim (SC), que ampliou a capacidade de atendimento da companhia. A executiva destaca ainda que o segmento em que a empresa atua vive um momento favorável.
Leia também:
- 8 veículos elétricos comerciais para última milha na logística urbana no Brasil
- Chassi Cabine 2026: Guia completo dos modelos até 3.500 kg para trabalhar com CNH B
Estudo aponta expansão do setor no Brasil impulsionada pelo agro e uso de inteligência artificial na gestão do controle térmico
O mercado de logística de cadeia de frio no Brasil vive um período de intensa transformação e expansão econômica. Segundo dados do relatório de 2026 da consultoria Mordor Intelligence, o setor deve movimentar aproximadamente R$ 31 bilhões no país no ano corrente, considerando a cotação média de R$ 5,50 por dólar, com projeção de atingir cerca de R$ 38 bilhões até 2031, sustentado por uma taxa de crescimento anual composta de 4,15%.
Esse avanço é impulsionado principalmente pelo vigor do agronegócio nacional e pelo aumento contínuo nas exportações de proteínas, exigindo cada vez mais eficiência operacional e rigor no controle térmico das mercadorias em trânsito.
Apesar das perspectivas promissoras de faturamento, os operadores logísticos que atuam no território nacional enfrentam desafios estruturais históricos para garantir a integridade dos produtos. Gargalos logísticos severos em malhas viárias não pavimentadas e a alta complexidade das legislações tributárias estaduais figuram como os principais obstáculos operacionais do setor.
Para contornar essas limitações de infraestrutura, grandes empresas consolidadas no mercado — como Emergent Cold LatAm, Friozem Armazéns Frigoríficos, Comfrio Logística, Brado Logística e Movecta — vêm liderando investimentos em modernização e capacidade de armazenagem.
No cenário continental, o panorama da América Latina acompanha o ritmo de expansão do mercado brasileiro. O setor latino-americano de cadeia de frio está estimado em R$ 32,2 bilhões em 2026, com estimativas de alcançar cerca de R$ 55,8 bilhões até 2030, registrando uma taxa de crescimento de 11,60%.
O Brasil e o México destacam-se como as principais forças da região, concentrando os maiores aportes em infraestrutura de armazenagem frigorífica e renovação de frotas para atender às rigorosas exigências sanitárias e ambientais internacionais.
Paralelamente, a tecnologia e a inteligência artificial tornaram-se aliadas indispensáveis para a sustentabilidade da cadeia de frio alimentar, voltada ao armazenamento e transporte de carnes, frutos do mar, laticínios, frutas e vegetais. O segmento global de inteligência artificial aplicada ao setor projeta movimentar R$ 129,4 bilhões em 2026, com estimativa de chegar a R$ 311 bilhões até 2031.
Essa expansão de 23,13% é impulsionada pela adoção de manutenção preditiva em frotas refrigeradas, roteirização inteligente, automação de controle térmico e o uso de embalagens inteligentes equipadas com sensores RFID e indicadores de temperatura, soluções desenvolvidas por gigantes tecnológicas como Zebra Technologies, ELPRO-BUCHS AG, Emerson, Veeva Systems e Testo.
➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, TikTok, Instagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast



