Transportadoras têm quase 2 milhões de veículos e lideram logística nacional, segundo ANTT 

Transportadoras são responsáveis por 68% da carga transportada no Brasil e operam quase 2 milhões de veículos, segundo a ANTT

Os dados mais recentes da ANTT mostram que as Empresas de Transporte de Cargas (ETCs) concentram 68,45% do volume de carga movimentado no país, medido em TKU, enquanto os transportadores autônomos respondem por 12%. Mesmo com um número maior de profissionais cadastrados — 816.806 autônomos ante 319.286 empresas — as ETCs operam uma frota significativamente superior, com 1.971.232 veículos registrados no RNTRC, frente aos 937.431 dos autônomos.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os números reforçam a estrutura empresarial que sustenta o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Ele destaca que a atividade é essencial para conectar produção, abastecer mercados e atender às demandas da economia. Segundo Costa, garantir condições adequadas para a operação das empresas é fundamental para manter a eficiência logística e o desenvolvimento econômico, já que elas respondem por mais de dois terços da movimentação nacional de mercadorias.

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Preço do frete rodoviário bate recorde

O segundo trimestre de 2026 marcou uma inflexão no transporte rodoviário de cargas no Brasil, segundo o relatório Frete Insights, da Frete.com. Mesmo com queda de 22% no volume nacional de fretes, o preço médio avançou 20% e atingiu recorde histórico, impulsionado principalmente pela escassez de caminhões e motoristas. O Índice Frete.com de Preços (IFP) também registrou alta: +5,3% frente ao primeiro trimestre e +3,3% em junho, reforçando a tendência de valorização contínua das tarifas.

O estudo mostra que o diesel, embora tenha subido 14% no período, deixou de ser o principal fator de pressão sobre os preços. A formação das tarifas passou a ser dominada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda de frota, especialmente nos corredores de escoamento do agronegócio. As regiões Sul e Norte tiveram as maiores quedas de volume (-34%), enquanto o Sudeste ampliou sua participação de 39% para 43%. São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso concentram 52% de todos os fretes movimentados.

Frete.com
Fonte: Frete.com

As rotas do agronegócio registraram as maiores valorizações, com destaque para Nova Mutum (MT) – Imbituba (SC) (+72,3%), Barro Alto (GO) – Laranjeiras (SE) (+49,2%) e Campo Verde (MT) – Paranaguá (PR) (+48,6%). Os maiores gargalos logísticos ocorreram em Coromandel (MG) – Santos (SP), com 6,96 cargas por caminhão, seguido por Porto dos Gaúchos (MT) – Rondonópolis (MT) (5,11) e Luz (MG) – Santos (SP) (4,56). Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo lideram a pressão sobre a capacidade de transporte, evidenciando a concentração dos fluxos rumo aos principais portos do país.

Governo do Paraná recebe 129 Atego para ampliar saneamento e limpeza pública

O Governo do Paraná adquiriu 129 caminhões Mercedes-Benz Atego para reforçar serviços ambientais, saneamento e limpeza pública em mais de 100 municípios. O lote, comercializado pela concessionária Savana, foi entregue ao Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável. A operação contou com participação da área de Vendas ao Governo da Mercedes-Benz do Brasil e inclui veículos configurados para coleta de resíduos, transporte de caçambas, abastecimento de água, manutenção sanitária e apoio a ações de combate a incêndios.

Segundo Eugênio Ramiro da Silva Filho, diretor comercial da Savana, o projeto reforça o compromisso da empresa com soluções de transporte voltadas ao desenvolvimento sustentável. Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, destacou a versatilidade, eficiência e baixo custo operacional da linha Atego, equipada com trem de força Euro 6. Já Gustavo Nogueira, gerente de Vendas Especiais da Mercedes-Benz, ressaltou o impacto direto da iniciativa na melhoria dos serviços ambientais e na qualidade de vida da população paranaense.

Multilog registra alta histórica na movimentação de caminhões em SC

O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC), administrado pela Multilog, registrou em junho seu maior volume mensal da história, com a entrada de 2.725 caminhões, alta de 22,4% sobre o mesmo mês de 2025. O desempenho consolidou a unidade como destaque do primeiro semestre de 2026, período em que a empresa processou 214.092 veículos em suas cinco operações de fronteira, avanço de 2,3% na comparação anual. Em Dionísio Cerqueira, o acumulado semestral chegou a 14.441 caminhões, crescimento de 11,1%, impulsionado por investimentos em infraestrutura e pela nova regra fiscal de Santa Catarina, que elevou de 30% para 50% a obrigatoriedade de desembaraço de importações terrestres para empresas com Tratamento Tributário Diferenciado (TTD).

Segundo Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog, o aumento reflete a intensificação das trocas no Mercosul, o bom momento do agronegócio e a maior eficiência operacional. As demais unidades também registraram avanços: Foz do Iguaçu (PR) recebeu 101.585 caminhões (+3,9%), Santana do Livramento (RS) movimentou 6.583 veículos (+16,9%) e Jaguarão (RS) processou 17.269 caminhões (+3,7%). Uruguaiana (RS) contabilizou 74.214 veículos, ligeira queda de 2,6%. Para o segundo semestre, Damilano projeta aceleração das operações, puxada pelo escoamento da safra de inverno, aquecimento do varejo e pela inauguração do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu em dezembro.

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