Resumo do artigo enviado por Fernando Fuertes, engenheiro e desenvolvedor de Novos Negócios na Acro Cabos de Aço, sobre a percepção de risco na movimentação de cargas ainda é um dos principais pontos cegos das operações de transporte e logística — especialmente em setores de
alta complexidade, como mineração
Fuertes afirma que muitas empresas tratam a movimentação de cargas como uma simples rotina operacional, quando, na prática, ela funciona como um sistema sociotécnico: um conjunto interdependente de pessoas, equipamentos, processos e condições ambientais. Essa visão limitada, segundo ele, reduz a capacidade de antecipar falhas e aumenta a exposição a acidentes, sobretudo em cenários de alta demanda e pressão por eficiência — realidade comum também em frotas rodoviárias e operações de transporte pesado.
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O especialista alerta para um fenômeno recorrente: a falsa sensação de controle gerada pela adoção de tecnologias de monitoramento sem a devida atenção aos equipamentos físicos que sustentam a operação. Para ele, cabos de aço — essenciais em içamento, arraste e movimentação vertical — são frequentemente negligenciados e se tornam “pontos de falha silenciosa”.
Fuertes destaca que a escolha do cabo adequado não é uma decisão trivial. Envolve engenharia, análise de aplicação e compreensão da dinâmica real da operação. Ele também aponta que muitas empresas mantêm cabos em uso além do limite seguro, seja por falhas de controle, seja por pressão operacional — um risco que se estende a transportadores que utilizam guindastes, muncks, plataformas elevatórias e equipamentos de movimentação em pátios logísticos.
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Para o engenheiro, a redução de acidentes depende de uma abordagem integrada que una tecnologia, processos, capacitação e cultura organizacional. Sem isso, qualquer operação — seja em mina, porto, rodovia ou centro de distribuição — permanece vulnerável.
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