G 460 6×6 desenvolvido por Scania e Megatec amplia fronteiras do transporte
e entra em operações agrícolas de alta precisão
A Scania e a Megatec avançaram em uma nova frente dentro do agronegócio brasileiro com o desenvolvimento do caminhão G 460 6×6, projetado para atuar diretamente em operações de plantio — uma função tradicionalmente restrita a tratores. O modelo nasce de uma demanda específica de clientes que buscavam maior tração, precisão e produtividade no campo.
Segundo a fabricante, o projeto foi concebido para aplicações agrícolas que exigem força elevada e controle rigoroso na distribuição de sementes. O caminhão chega ao mercado com tração 6×6, um eixo adicional em relação à maioria dos tratores e capacidade de operar com plantadeiras de 30 a 49 linhas, sendo mais comum o uso entre 30 e 45.
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Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Scania Operações Comerciais Brasil, explica que o objetivo foi levar o caminhão a um território até então dominado por máquinas agrícolas. “O diferencial desse caminhão é que nós saímos do lugar comum e entramos no lugar do trator agrícola. O caminhão avança na aplicação de plantio, de semeadora”, afirma.
Tração, torque e precisão no plantio
Entre os destaques técnicos estão o eixo dianteiro tracionado com redução no cubo e os pneus de alta flutuação, que reduzem a compactação do solo — um dos fatores mais críticos para a produtividade agrícola. A combinação de potência, torque e aderência busca garantir uniformidade na operação.
Gallao exemplifica: ao puxar uma plantadeira de 40 linhas, cada linha demanda cerca de 10 cavalos de potência, totalizando aproximadamente 400 cavalos apenas para a tração. Nesse cenário, a uniformidade do conjunto é determinante para manter a precisão na distribuição de sementes por metro.
Modo autônomo integrado ao caminhão
Outro ponto inédito é a integração do modo autônomo, tecnologia já presente em plantadeiras, mas agora aplicada ao caminhão. O sistema assume a condução enquanto o operador monitora exclusivamente a plantadeira, acompanhando parâmetros como fluxo de sementes e adubo.
A cabine do caminhão também oferece vantagens operacionais, como ergonomia superior e maior campo de visão, elementos que contribuem para segurança e conforto durante longas jornadas.
Além do plantio: atuação no preparo do solo
O G 460 6×6 também pode atuar como distribuidor de sólidos, aplicando calcário, gesso e fertilizantes granulados com taxa variável — prática alinhada aos princípios da agricultura de precisão. A proposta é otimizar o uso de insumos conforme a necessidade de cada área, aumentando eficiência e reduzindo desperdícios.
O executivo resume o conceito: “Esse é o 6×6 Scania voltado à operação do agro, o Duo Tech: distribuição de solo, preparo, plantio e colheita”.
Fonte: Jornada da Scania
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Soluções autônomas no 560 G Super XT

O Scania 560 G Super XT chega ao agronegócio como a aposta da montadora para disputar o mercado de transbordo de cana-de-açúcar, hoje liderado por soluções autônomas de Mercedes-Benz e Grunner, além de Volvo e Volkswagen. Com CMT de 150 toneladas, o cavalo mecânico é capaz de tracionar bitrens de 7 ou 9 eixos e até Super Rodotrens de 91 toneladas, substituindo tratores e caminhões rígidos de menor capacidade. A operação com dois semirreboques de 34 toneladas cada permite reduzir em até 50% os custos totais, aumentar a agilidade logística e diminuir o consumo por tonelada transportada. O conjunto utiliza motor DC13 Super de 560 cv e câmbio automatizado G33, garantindo desempenho elevado em terrenos irregulares.
Apesar da robustez, o modelo não oferece condução autônoma, diferentemente dos concorrentes que já utilizam sensores e navegação para acompanhar colhedoras com precisão. Isso mantém a operação dependente da habilidade do motorista e pode elevar perdas por pisoteio. Como diferencial, o 560 G Super XT foi projetado para conversão rápida ao uso rodoviário, graças a componentes removíveis que preservam o valor de revenda. Segundo Marcelo Gallao, diretor de desenvolvimento da Scania Brasil, o projeto — desenvolvido em parceria com a Megatec — atende à demanda por maior volume transportado em janelas curtas de colheita, reforçando a tendência de substituição de tratores por caminhões no setor sucroalcooleiro.
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