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Em um mercado dominado por Uber e iFood, ainda há espaço para inovar? Startup curitibana mostra que sim
A pergunta que há anos paira sobre o setor de mobilidade urbana no Brasil: como competir com gigantes globais como Uber, 99 e iFood? Para muitos, a resposta seria: não dá. Mas uma startup curitibana decidiu provar o contrário.
O HooH, aplicativo de mobilidade criado na capital paranaense, aposta em um caminho que as big techs não percorrem: crescer a partir do local, entendendo a cidade em profundidade e transformando mobilidade em um ecossistema urbano integrado.
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A estratégia vai na contramão do modelo padronizado das plataformas internacionais. E, segundo a empresa, é justamente isso que abre espaço para inovação.
Para o diretor de Inovação do HooH, Rafael Pacheco, o setor de mobilidade vive um paradoxo: apesar de ser essencialmente urbano, é dominado por plataformas que operam com pouca sensibilidade às particularidades de cada cidade.
“Nossa empresa nasceu da desconexão entre grandes plataformas globais e a realidade de cada cidade. Criamos uma solução que valoriza o ecossistema local, gera mais oportunidades para motoristas e aproxima o usuário da própria cidade”, afirma Pacheco.
A partir dessa percepção, o HooH estruturou um modelo que une transporte, comércio e experiências urbanas — tudo dentro do mesmo app. A reportagem da Frota News investiu recursos próprios para checar as informações e compartilhar o tema com você, leitor.
Mobilidade como porta de entrada para a cidade
O grande diferencial da plataforma é a funcionalidade “Me Leve”, que conecta passageiros diretamente a bares, restaurantes, eventos e estabelecimentos parceiros. Ao escolher o destino, o usuário já aciona a corrida e recebe sugestões, benefícios e experiências relacionadas ao local.
A proposta transforma o deslocamento em parte da experiência de consumo — algo que nenhuma plataforma global faz de forma integrada.
“O ponto de virada foi entender que mobilidade não é só tecnologia, mas também cultura, comportamento e proximidade. Não precisamos competir em escala global, mas sim dominar profundamente o local”, explica Pacheco.
Presença física e relações reais: o que as big techs não fazem
Um mercado gigante — e ainda em expansão
A HooH, por meio da sua assessoria de imprensa enviou dados do mercado de aplicativos, no entanto, a Frota News checou junto com o IBGE para publicar informações mais precisas e checadas.
Segundo o IBGE, no 3º trimestre de 2024 (divulgados em outubro de 2025), 1,654 milhão de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços no Brasil, o que representava 1,9% dos ocupados no setor privado. O total cresceu 25,4% ante 2022, e 964 mil trabalhadores atuavam em aplicativos de transporte de passageiros, correspondendo a 58,3% do contingente plataformizado”
O cenário revela duas coisas: o mercado é enorme e ainda há espaço para modelos alternativos. E é justamente nesse espaço que o HooH se posiciona.
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