Interior amplia participação na demanda por fretes, aponta Transvias

Levantamento da Transvias mostra que as consultas de frete com origem em cidades do interior cresceram quase 50% entre 1º de agosto de 2025 e 26 de agosto de 2026, enquanto as buscas originadas nas capitais recuaram 7%, indicando maior participação de cidades médias e polos industriais na demanda por transporte rodoviário de cargas.

Entre os destaques estão Suzano (SP), com alta de 161%, Americana (SP), com 117%, São Carlos (SP), com 76%, Anápolis (GO), com 53%, e Limeira (SP), com 43%. O estudo também registrou avanço em rotas fora dos principais corredores logísticos, como Belo Horizonte-Salvador (+61%), São Paulo-Serra (+59%) e Foz do Iguaçu-São Paulo (+57%).

Apesar da descentralização, São Paulo permanece como principal polo da plataforma, concentrando o maior número de usuários ativos e figurando como origem das cinco rotas mais consultadas. Nos últimos 12 meses, o Transvias contabilizou 1.213.107 consultas de frete. Segundo Célio Martins, porta-voz do Transvias, os dados revelam a formação de uma rede logística mais distribuída, com o fortalecimento de novos polos sem reduzir a importância dos grandes centros de transporte de cargas.

Lalamove amplia demanda e frota de carga no primeiro semestre de 2026

A Lalamove registrou crescimento de 13% nos pedidos e de 11% na base de veículos de carga ativos no primeiro semestre de 2026, em comparação com igual período de 2025, em meio à expansão da economia de plataforma e ao aumento da procura por entregas sob demanda no país.

O avanço também ocorreu em mercados regionais, como Rio de Janeiro, com alta de 22%, e Belo Horizonte, com 29%. A empresa lançou a iniciativa “Tá na hora de sobrar”, voltada à preparação de motoristas parceiros para períodos de maior demanda, como Black Friday e Natal.

A campanha destaca trajetórias como a de Carlos Mariano, que migrou entre categorias de veículos até adquirir um caminhão em 2026, e reforça a necessidade de organização antecipada, ponto também enfatizado por Helena Lizo, Diretora-Geral da Lalamove no Brasil, ao mencionar que motoristas e PMEs precisam se preparar para os picos de fim de ano.

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Em um mercado dominado por Uber e iFood, ainda há espaço para inovar? Startup curitibana mostra que sim

A pergunta que há anos paira sobre o setor de mobilidade urbana no Brasil: como competir com gigantes globais como Uber, 99 e iFood? Para muitos, a resposta seria: não dá. Mas uma startup curitibana decidiu provar o contrário.

O HooH, aplicativo de mobilidade criado na capital paranaense, aposta em um caminho que as big techs não percorrem: crescer a partir do local, entendendo a cidade em profundidade e transformando mobilidade em um ecossistema urbano integrado.

A estratégia vai na contramão do modelo padronizado das plataformas internacionais. E, segundo a empresa, é justamente isso que abre espaço para inovação.

Para o diretor de Inovação do HooH, Rafael Pacheco, o setor de mobilidade vive um paradoxo: apesar de ser essencialmente urbano, é dominado por plataformas que operam com pouca sensibilidade às particularidades de cada cidade.

“Nossa empresa nasceu da desconexão entre grandes plataformas globais e a realidade de cada cidade. Criamos uma solução que valoriza o ecossistema local, gera mais oportunidades para motoristas e aproxima o usuário da própria cidade”, afirma Pacheco.

A partir dessa percepção, o HooH estruturou um modelo que une transporte, comércio e experiências urbanas — tudo dentro do mesmo app. A reportagem da Frota News investiu recursos próprios para checar as informações e compartilhar o tema com você, leitor.

Mobilidade como porta de entrada para a cidade

O grande diferencial da plataforma é a funcionalidade “Me Leve”, que conecta passageiros diretamente a bares, restaurantes, eventos e estabelecimentos parceiros. Ao escolher o destino, o usuário já aciona a corrida e recebe sugestões, benefícios e experiências relacionadas ao local.

A proposta transforma o deslocamento em parte da experiência de consumo — algo que nenhuma plataforma global faz de forma integrada.

“O ponto de virada foi entender que mobilidade não é só tecnologia, mas também cultura, comportamento e proximidade. Não precisamos competir em escala global, mas sim dominar profundamente o local”, explica Pacheco.

Presença física e relações reais: o que as big techs não fazem

A empresa se diferencia por manter presença física em Curitiba, oferecendo atendimento presencial, encontros e suporte aos motoristas, o que cria uma relação mais próxima com quem usa o app diariamente. Essa estratégia aumenta o engajamento — indicador considerado mais importante que números absolutos — e ajuda a formar uma base sólida, com usuários recorrentes e motoristas mais conectados à plataforma.

Um mercado gigante — e ainda em expansão

A HooH, por meio da sua assessoria de imprensa enviou dados do mercado de aplicativos, no entanto, a Frota News checou junto com o IBGE para publicar informações mais precisas e checadas.

Segundo o IBGE, no 3º trimestre de 2024 (divulgados em outubro de 2025), 1,654 milhão de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços no Brasil, o que representava 1,9% dos ocupados no setor privado. O total cresceu 25,4% ante 2022, e 964 mil trabalhadores atuavam em aplicativos de transporte de passageiros, correspondendo a 58,3% do contingente plataformizado”

O cenário revela duas coisas: o mercado é enorme e ainda há espaço para modelos alternativos. E é justamente nesse espaço que o HooH se posiciona.

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