Mercedes-Benz, Volkswagen e Iveco ampliam vantagem por atuarem como full liners, do leve ao pesado; Volvo, Scania e DAF concentram redes no segmento acima de 16 toneladas
A capilaridade das redes de concessionárias e a eficiência no suporte pós-venda permanecem como pilares decisivos na escolha da frota por operadores de transporte e logística em todo o país. O mapeamento da infraestrutura de atendimento comercial no Brasil revela a dimensão da presença das principais montadoras de caminhões e ônibus em território nacional, destacando a diferença de cobertura entre as fabricantes e as estratégias regionais de expansão.
No topo da presença territorial, está a Mercedes-Benz com 180 concessionárias, mantendo a maior rede de pontos de apoio ao transportador. Logo em seguida, a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) com a segunda posição com 158 unidades. Na sequência do ranking aparecem a Iveco, com 110 concessionárias, a Volvo, com 108, e a Scania, com 106, todas mantendo redes robustas voltadas ao suporte de operações de longa distância e distribuição urbana. Os dados são do Anuário da Indústria Automobilística Brasileira publicado recentemente pela Anfavea, associação dos fabricantes.
O tamanho da rede de concessionárias de uma montadora não é fruto do acaso: ele mantém relação direta com o volume da sua frota circulante e com a distribuição geográfica dos veículos pelo país. Quanto maior o número de caminhões de uma marca em atividade nas estradas, maior é a exigência por cobertura territorial para garantir a disponibilidade da frota, o chamado uptime. Uma capilaridade robusta assegura ao frotista acesso rápido a peças de reposição, agilidade nos serviços de manutenção e suporte técnico nas principais rotas do transporte rodoviário de cargas.
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Rede x frota circulante
Não existe um banco de dados público unificado, como os do Sindipeças, da Anfavea ou da Senatran, que divulgue o número exato da frota circulante por marca. O relatório do Sindipeças consolida apenas a quantidade total de caminhões em circulação no país, hoje em torno de 2,25 milhões a 2,3 milhões de veículos pesados, com peso bruto total acima de 3,5 toneladas. Ainda assim, com base no histórico de emplacamentos acumulados ao longo das últimas décadas e nas divulgações das próprias montadoras em relatórios institucionais, é possível traçar uma radiografia aproximada do parque circulante nacional.
A Mercedes-Benz responde pela maior fatia estimada, entre 35% e 38% da frota nacional, o equivalente a aproximadamente 800 mil a 850 mil caminhões em circulação. A marca figura historicamente como a maior frota do país, com forte presença nos segmentos de leves, médios e semipesados clássicos, como as linhas Atron, Atego e Accelo, além dos pesados Actros e Axor.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus aparece na sequência, com participação estimada entre 26% e 28%, o que representa cerca de 600 mil a 630 mil unidades rodando pelo país, sustentada pelas famílias Worker, Delivery e Constellation, e pelo avanço da linha Meteor no segmento pesado na última década.
A Volvo, que atua apenas nos segmentos acima de 16 toneladas de PBT, detém entre 12% e 14% da frota nacional, com estimativa de 270 mil a 310 mil caminhões em operação, formando uma das frotas mais jovens e ativas no segmento de longa distância e no agronegócio, impulsionada pela liderança histórica do modelo FH em vendas de pesados. A Scania soma participação estimada entre 11% e 13%, próxima de 250 mil a 280 mil unidades, com atuação concentrada em pesados de longa distância.
A Iveco detém participação estimada entre 6% e 8% da frota, o que equivale a cerca de 130 mil a 160 mil caminhões, com presença forte na distribuição urbana e logística regional por meio da família Daily. A Agrale fecha o levantamento de participação estimada, com 1% a 2% da frota nacional, entre 25 mil e 35 mil unidades, com atuação focada em nichos específicos, como chassis leves, transporte militar, aplicações agrícolas de nicho e entregas urbanas de curto raio.
Rede que mais cresce
No campo das marcas em expansão, a DAF, que completa apenas uma década de produção nacional nos últimos anos, soma 63 concessionárias em sua rede, ocupando a sexta posição no ranking. A montadora de origem holandesa segue em ritmo constante de ampliação de postos de atendimento para acompanhar o crescimento da sua frota circulante de extrapesados nas regiões agrícolas e industriais. Fechando o levantamento, a Agrale contabiliza 31 concessionárias distribuídas pelo país, na sétima posição, com atuação voltada a nichos específicos do transporte e da aplicação operacional.
A dimensão da rede de concessionárias vai além da venda de veículos novos: ela determina o tempo de disponibilidade da frota, o acesso rápido a peças de reposição e a agilidade nos serviços de manutenção corretiva e preventiva, fatores indispensáveis para garantir a rentabilidade e o custo total de propriedade das empresas de transporte.
Saiba mais
Ford inaugura Viafor em Cachoeiro com novo padrão global Signature 2.0
Famoso pelo polo de rochas ornamentais, Cachoneira de Itapemirim, no sul capixaba, é a terceira cidade do Brasil a ter uma concessionária no padrão global Ford Signature 2.0. Recentemente, a Ford Brasil. O modelo, que integra experiências digitais e físicas, prioriza acolhimento, transparência e liberdade de escolha no atendimento.
A unidade, localizada no bairro Marbrasa, também reforça o atendimento aos consumidores do sul capixaba, norte do Rio de Janeiro e leste de Minas Gerais. Com 5.500 m² de área total e 1.500 m² construídos, a loja se destaca pela fachada envidraçada, showroom amplo e ambientes projetados com foco no conforto e na funcionalidade. A oficina conta com 12 boxes Service Express para serviços rápidos.
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Segundo Rodrigo Venâncio, gerente de Engajamento da Rede Ford, o novo padrão foi criado para “integrar experiências digitais e físicas e criar momentos cativantes na jornada do cliente”. Ele reforça que a Rede Ford soma hoje 145 concessionárias no país, com previsão de chegar a 160 até o fim do ano.
Expansão do sul capixaba
Representante exclusivo da Ford no Espírito Santo, o Grupo Viafor vive um ciclo de expansão desde 2018, acompanhando a transformação global da marca. Em três anos, mais que dobrou seu quadro de colaboradores, hoje com 265 profissionais. Para Leonardo Demonere, titular do Grupo Viafor, a nova unidade “reflete o compromisso com o cliente e a transparência no atendimento”, reforçando a presença da Ford na região.
Cachoeiro de Itapemirim mantém forte dinamismo econômico impulsionado sobretudo pelo polo de rochas ornamentais, que concentra a maior parte das empresas e exportações do município, além de gerar milhares de empregos e atrair compradores internacionais. O ambiente empreendedor também segue aquecido, com crescimento expressivo na abertura de novos negócios e políticas locais de desburocratização. A cidade ainda apresenta base industrial e de serviços diversificada, com destaque para comércio, saúde e fabricação de minerais não metálicos, enquanto a agropecuária — especialmente o café — complementa a economia regional.
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