Atego e Accelo: Mercedes-Benz consolida produção de caminhões em novo polo na Argentina

A inauguração do Centro Industrial de Zárate pela Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus Argentina, nesta semana consumiu US$ 110 milhões em investimentos. É o primeiro “greenfield” (construído do zero) do setor automotivo argentino em 15 anos.

Diferente de estruturas híbridas do passado, Zárate nasce com DNA 100% comercial. A unidade já assume a montagem dos consagrados Atego e Accelo, além dos chassis de ônibus OH e OF. A localização no quilômetro 90 da Rodovia Nacional 9 não é por acaso: a proximidade com o porto reduz o “lead time” e os custos logísticos.

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Achim Puchert, CEO mundial da Mercedes-Benz Trucks, foi enfático ao dizer que a instalação permite foco total no segmento de pesados, fortalecendo a rede global da Daimler Truck. Para Denis Güven, que comanda a operação na região (Brasil e América Latina), a nova planta cria uma “sinergia natural” com as linhas de produção brasileiras.

Mercedes-Benz inaugura Centro Industrial de Zárate: investimento de US$ 110 milhões foca na produção de caminhões, ônibus e remanufatura na Argentina. Confira!

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  • Frota Sustentável: mais de 240 artigos sobre descarbonização do transporte
  • 130 anos
    A Daimler Truck lançou a campanha global “130 Anos de Avanço”, celebrando sua história desde o primeiro caminhão de 1896 e destacando sua estratégia para liderar o futuro do transporte comercial. Ao longo de 2025, a empresa reforçará seu foco em descarbonização, com caminhões e ônibus elétricos e a hidrogênio, além do avanço contínuo em motores a diesel mais eficientes e compatíveis com biocombustíveis — incluindo biodiesel de segunda geração e biometano, que ganha espaço no Brasil. A montadora também acelera a digitalização com plataformas como Detroit, TruckLive e Fleetboard, e amplia parcerias estratégicas em software, células de combustível e direção autônoma. A campanha envolverá funcionários, clientes e acionistas, combinando ações de marca, redes sociais e eventos para mostrar como a empresa pretende moldar a próxima fase do transporte comercial.

Mercedes-Benz

    Em 1896, a invenção de Gottlieb Daimler, o primeiro caminhão motorizado Daimler, baseou-se em uma carroça de carga puxada por cavalos convertida e entregue a um cliente em Londres. Na França também, o caminhão Daimler foi um convidado bem-vindo, pois Gottlieb Daimler viajou com ele pelas ruas de Paris para divulgar seu novo produto na exposição mundial alguns anos depois. O que começou com uma invenção pioneira há 130 anos lançou as bases para uma nova indústria. O primeiro ônibus motorizado é tecnicamente até um ano mais velho. Já em 1895, o Landauer de Carl Benz já ligava Siegen às cidades de Netphen e Deuz por uma distância de cerca de 15 quilômetros
  • Atego 3433
    A Agrishow 2026 foi o palco escolhido pela Mercedes-Benz para lançar dois novos caminhões semipesados Atego voltados para operações mistas e fora de estrada: o inédito Atego 3433 6×4, disponível como plataforma, basculante e betoneira, e o renovado Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez e eixo traseiro HL7 com redução nos cubos. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões, o 3433 6×4, com 33,5 t de PBT e 56 t de CMT, amplia a capacidade para aplicações como tanques, básculas e betoneiras, enquanto o 3033 8×2 se destaca por ser o único da categoria com redução nos cubos, garantindo maior durabilidade em vias severas. O modelo também sai de fábrica preparado para tomada de força e utiliza o câmbio PowerShift 3, com modos de condução e recursos como Hill Holder e Ecoroll, reforçando a estratégia da Mercedes de atender todas as etapas do agronegócio.
  • Comparativo caminhões 4×2: VW Constellation 19.380 vs Mercedes-Benz Axor 2038
  • eActros 300
    Mercedes-Benz
    Mercedes-Benz eActros 300

    A Suzano está testando o caminhão elétrico Mercedes-Benz eActros 300 em rotas reais na Grande São Paulo para avaliar autonomia, eficiência e viabilidade no transporte de bobinas de celulose e outros produtos. O modelo, com 336 kWh de bateria, vem registrando média de 250 km por dia sem recarga intermediária, consumo de 0,97 kWh/km e capacidade para cerca de 21 toneladas, já acumulando mais de 13.500 km rodados. O custo operacional estimado é de R$ 0,66 por km — cerca de 72% menor que o de um caminhão diesel equivalente, embora sem considerar Capex, manutenção e infraestrutura. Motoristas destacam conforto, silêncio e boa dirigibilidade, e a Suzano afirma que o veículo cumpre a rota sem prejuízo operacional, mantendo o monitoramento para embasar futuras decisões de descarbonização da frota. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, o veículo tem apresentado autonomia média diária de 250 km, sem necessidade de recarga intermediária. Caetano Paste Perim, consultor de Logística e gerente de Projetos da Suzano, acrescenta que os motoristas destacam conforto, dirigibilidade e operação silenciosa como diferenciais relevantes.

  • Fenatran 2026 amplia estrutura e confirma 700 marcas e cinco novas montadoras de pesados
  • Biodiesel BeVant na Europa
    Mercedes-Benz
    Teste no laboratório da Mercedes-Benz na Alemanha

    O teste realizado pela Daimler Truck na Alemanha mostrou que um Mercedes‑Benz Actros 1853 abastecido com o biodiesel brasileiro Be8 BeVant (B100) teve desempenho equivalente ao do diesel europeu B7, mantendo potência, torque e aceleração mesmo em avaliações de bancada, dinamômetro e dirigibilidade. Os resultados, apresentados na Hannover Messe 2026, reforçam achados da “Rota Sustentável COP30” no Brasil, onde veículos Euro 6 rodaram mais de 4 mil km com B100. Segundo a Mercedes‑Benz, o uso do biocombustível pode reduzir em até 99% as emissões de CO₂ equivalente no conceito tanque à roda, já que o carbono emitido na queima é praticamente compensado pela absorção das plantas usadas na produção. A notícia também explica os três métodos de avaliação de emissões — tanque à roda, poço ao tanque e berço ao túmulo — destacando que cada um mede etapas diferentes do impacto ambiental ao longo da vida do combustível e do veículo.

  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex
  • Renovação de frota
    A Kothe Transporte e Logística adquiriu 210 caminhões Mercedes-Benz Novo Axor 2545 6×2 para renovar e padronizar sua frota, dos quais 180 já foram entregues e o restante chega até abril, em negociação conduzida pela Savana e financiada pelo Banco Mercedes-Benz via BNDES Finame. Segundo Madson Mascarenhos, diretor da empresa, a escolha pelo modelo veio após uma análise detalhada de desempenho e viabilidade, reforçando a parceria com a marca, que já soma 350 veículos na operação. Jefferson Ferrarez, vice-presidente da Mercedes-Benz, destaca que o Novo Axor superou rapidamente as metas comerciais, ultrapassando 1.000 unidades vendidas em seis meses, e celebra a continuidade da relação de mais de 20 anos com a Kothe.
  • Sprinter mantém presença no mercado e Mercedes‑Benz reage com ofensiva no pós‑venda para ampliar competitividade em 2026
  • Axor com suspensão a ar
    A nova linha do Mercedes-Benz Axor, lançada em 2024, passa a oferecer suspensão traseira pneumática nos modelos Axor 2038 4×2 e 2545 6×2, mantendo também a opção metálica, enquanto o Axor 2038 4×2 ganha ainda uma versão plataforma. Segundo a Mercedes-Benz, a meta de 1.000 unidades vendidas no segundo semestre de 2025 foi superada. A suspensão pneumática — a mesma do Actros, com quatro bolsas de ar por eixo, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora — está disponível apenas para configurações rodoviárias com eixo traseiro R440 NFD sem redução nos cubos e entre-eixos de 3.550 mm, reforçando o foco da marca em aplicações em estradas pavimentadas.
  • Novo Mercedes-Benz Axor Euro 6 mira segmento de pesados de entrada a partir de R$ 698 mil
  • Ampliação de frota
    A Construtora Colares Linhares, do Rio de Janeiro, ampliou sua frota para serviços de manejo e poda de árvores com a compra de 47 caminhões Mercedes‑Benz — 24 leves Accelo 1017, equipados com cestos aéreos de 24 metros, e 23 semipesados Atego 1719, entre versões basculantes e unidades com guindaste tipo Munck. Os modelos, adquiridos via Rio Diesel com financiamento Finame, reforçam a predominância da marca na frota da empresa, que já é composta majoritariamente por veículos Mercedes. Além de atender contratos urbanos, como o da COMLURB, os caminhões se destacam por suas configurações técnicas robustas e pela boa performance de vendas nos segmentos de leves e semipesados.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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