A Citroën vive um dos momentos mais delicados de sua história recente. Antes de comprar veículos comerciais da marca — como Jumpy e Jumper — ou mesmo automóveis para frotas, vale entender o que está acontecendo nos bastidores da Stellantis e como isso já se reflete nos números de vendas diretas.
A polêmica ganhou força após o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, deixar claro à imprensa especializada que a Citroën perdeu espaço dentro do grupo sob sua gestão pragmática. O executivo reduziu o foco estratégico a quatro marcas prioritárias: Fiat, Peugeot, Jeep e Ram — as que melhor equilibram interesses globais e têm maior potencial na América do Sul.
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Com isso, a Citroën “subiu no telhado”. Não deve desaparecer globalmente, mas seu futuro no Brasil e na região está ameaçado. A marca não entrega o mesmo retorno que Fiat, Jeep e Ram, nem possui o posicionamento sólido da Peugeot, pesar da contradição nos números.
E não se trata de qualidade mecânica — os modelos compartilham plataformas e componentes com as marcas irmãs. O problema é estratégico, comercial e de marca.
Citroën vende mais que a Peugeot no total, mas perde força entre frotistas
Há um ponto que pode indicar injustiça na avaliação interna da Stellantis: em 2025, somando varejo e vendas diretas, a Citroën emplacou 39.890 veículos, bem acima das 23.125 unidades da Peugeot, segundo a Fenabrave.
Mas quando o recorte é vendas diretas para frotistas, o cenário muda completamente. A Citroën aparece na 9ª posição, com 2,57% de market share em automóveis e participação praticamente nula em comerciais leves.
Citroën perde fôlego nas vendas diretas em 2025, mas Basalt evita queda maior
Os dados da Fenabrave mostram um desempenho desigual: a Citroën ainda tem algum fôlego entre automóveis, sustentada quase exclusivamente pelo Basalt, mas sua presença em comerciais leves é simbólica.
O destaque absoluto da marca em vendas diretas foi o Citroën Basalt, com:
- 19.379 unidades
- 17ª posição no ranking geral de automóveis
Logo atrás:
- Citroën C3 – 10.169 unidades (28º geral)
- Citroën C3 Aircross – 2.897 unidades (40º geral)
O Basalt responde por mais da metade de todas as vendas diretas da Citroën — uma dependência perigosa.
Comerciais leves: presença quase irrelevante
A Citroën aparece nas últimas posições com seus dois modelos no segmento:
- Jumper – 83 unidades (36º geral)
- Jumpy – 79 unidades (37º geral)
Somados, são 162 veículos — um volume que não altera o mercado e deixa a marca muito atrás de Fiat, Volkswagen, Toyota e Renault.
Ranking Citroën – Vendas Diretas 2025
Automóveis
- Basalt – 19.379 unidades (17º geral)
- C3 – 10.169 unidades (28º geral)
- C3 Aircross – 2.897 unidades (40º geral)
Comerciais leves
- Jumper – 83 unidades (36º geral)
- Jumpy – 79 unidades (37º geral)
Resumo geral da Citroën em vendas diretas (2025)
| Categoria | Volume total | Observações |
|---|---|---|
| Automóveis | 32.445 unidades | Basalt sustenta a marca; C3 moderado; Aircross fraco. |
| Comerciais leves | 162 unidades | Participação mínima, sem competitividade real. |
| Total geral | 32.607 unidades | Dependência excessiva de um único modelo. |
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