domingo, maio 19, 2024

Teste de uso do diesel verde HVO100 em 16 caminhões da equipe Mercedes-AMG de F1

Há cerca de um ano, a equipe Mercedes-AMG PETRONAS F1 começou a testar o diesel verde HVO100 — 100% em substituição ao diesel fóssil nos 16 caminhões e nos geradores de apoio nas últimas competições europeias. O objetivo principal era avaliar o nível de redução de emissões de carbono alcançável e identificar desafios associados ao abastecimento de biocombustíveis.

HVO é a sigla para Hydrotreated Vegetable Oil, ou óleo vegetal hidrotratado em português. É um biocombustível de segunda geração que pode ser usado em motores a diesel, por ter propriedades semelhantes ao diesel fóssil. Ele é chamado de diesel verde ou diesel renovável porque é feito de recursos naturais renováveis, como óleos vegetais ou gorduras animais.

O biodiesel HVO foi descoberto em 2005 por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. Desde então, sua produção vem crescendo no mundo, especialmente na União Europeia, com planos de eliminar os biocombustíveis de primeira geração (baseados em plantas e utilizado no Brasil na mistura com diesel fóssil) e usar apenas os de segunda geração (baseados em resíduos), como o HVO².

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Os resultados da Mercedes-AMG PETRONAS F1

Os resultados do teste surpreenderam a todos. A análise pós-teste revelou que o uso do HVO100 levou a uma redução impressionante de 88% nas emissões de CO₂ dos caminhões por quilômetro percorrido.

Os 16 caminhões viajaram com biocombustível HVO100 por mais de 386.000 km, de uma distância total percorrida de 460.000 km, e 35% de todo o combustível do gerador utilizado foi HVO100. 2 A redução de emissões alcançada pela frota de caminhões foi de 307 tCO₂e (tonelada de dióxido de carbono equivalente), sendo que os geradores totalizaram 32 tCO₂e de redução de emissões.

Os caminhões transportam toda a carga da equipe necessária para cada corrida, enquanto os geradores alimentam as unidades de engenharia e hospitalidade da equipe no paddock da Fórmula 1.

A equipe usará os aprendizados da temporada de 2023 para continuar a avançar rumo ao uso total do HVO100 em todos os caminhões em 2024 e aumentar o uso do HVO100 em geradores.

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Alice Ashpitel, chefe de Sustentabilidade da Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team disse: “Estamos muito satisfeitos por alcançar um conjunto tão positivo de resultados. Sobretudo, reduzir significativamente as emissões do nosso transporte e do gerador durante as corridas desta temporada. A utilização de biocombustíveis é uma das nossas principais iniciativas pioneiras como parte da nossa estratégia abrangente de sustentabilidade para alcançar o Net Zero para as emissões controladas da nossa Race Team até 2030.

“Tivemos que superar obstáculos logísticos complexos neste projeto. Alcançar uma redução tão significativa nas emissões de transporte e geradores demonstra a forte colaboração entre a equipe, a PETRONAS e nossos parceiros logísticos. Este projeto marca um avanço e uma forte prova de apoio à adoção mais ampla do HVO100 nas indústrias de esporte, entretenimento e logística”, acrescenta.

Toto Wolff, chefe da equipe e CEO da equipe Mercedes-AMG PETRONAS F1, disse:. “a Fórmula 1 é o esporte global mais conhecido do mundo. Sendo assim, vital que possamos usar nossa plataforma para sermos pioneiros na mudança. Resultados como este mostram que estamos no caminho certo para alcançar esse marco com combustíveis sustentáveis.”

Fornecedores

A equipe, por fim, contou para a parceiro técnico da PETRONAS. Além disso, dos seguintes fornecedores: Neste (mantem reuniões no Brasil para produção de HVO), Tool Fuel, Portland Fuel, Eventor, DB Schenker e Jost.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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