quarta-feira, maio 22, 2024

Renault E-Tech Trafic: o rival do Fiat e-Scudo para logística urbana

O Renault E-Tech Trafic é um modelo intermediário entre o Kangoo Z.E. e o Master Z.E. Este segmento tem crescido no Brasil em razão da sua versatilidade em centros urbanos e dominado pelas marcas do Grupo Stellantis, Fiat, Citroën e Peugeot.

No entanto, o portfólio da Renault ganha uma versão mais conectada com os tempos de logística sustentável. A nova geração 100% elétrica E-Tech Trafic acaba de ser lançada em alguns países, mas, ainda, sem previsão de chegada nos mercados da América do Sul. Os frotistas brasileiros contam apenas com dois modelos no segmento do Renault E-Tech Trafic: Fiat e-Scudo e Citroën Ë-Jumpy. Há o BYD eT3, porém, a capacidade de marca deste é quase a metade do Trafic e seus concorrentes diretos.

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Os modelos E-Tech são uma geração mais modernas do que os Z.E. e a transição ocorre gradualmente. No entanto, no Brasil, apenas o Kwid conta com uma versão E-Tech. O Renault Kangoo oferecido aqui ainda é o Z.E. e o Kangoo E-Tech foi lançado no primeiro semestre deste ano e deverá ser um lançamento futuro para os frotistas brasileiros.

Múltiplas configurações

O Renault Trucks E-Tech Trafic é especialmente projetado para a condução urbana. Com dimensões médias e maior capacidade de manobra, sua versão compacta pode ser facilmente manobrada em estacionamentos urbanos cobertos e em espaços de estacionamento convencionais. Dessa forma, o veículo está disponível em várias configurações, incluindo três versões de furgão (L1H1, L2H1, L2H2), duas versões de furgão cabine dupla (L1H1 e L2H1) e uma versão plataforma.

Renault E-Tech Trafic
Altura de 1,9 m é a vantagem para entregas dentro de estacionamentos

Em sua configuração de furgão, o Renault Trucks E-Tech Trafic oferece um volume de carga variando de 5,8 a 8,9 metros cúbicos e um comprimento de carga de até 4,15 metros. Assim, com altura interna de 1.898 mm na versão H2 permite que os profissionais permaneçam em pé na área de carga, facilitando o manuseio das mercadorias.

Motorização e autonomia

O veículo é equipado com um motor elétrico de 90 kW (120 cv) e tem uma capacidade de reboque de 920 kg. Sua bateria de 52 kWh proporciona uma autonomia impressionante de 297 km no ciclo combinado WLTP, com um consumo de energia elétrica de 18,7 kWh – um dos melhores valores do mercado. Além disso, ele suporta carregamento rápido (DC) de 15% a 80% em apenas 60 minutos.

Curiosidades sobre a Renault Trucks

O primeiro veículo Renault de carga, mais parecido com um furgão, foi lançado em 1900, e a marca, independentemente de quem são os acionistas, certamente, sempre teve desenvolvendo os próprios caminhões e para diversos segmentos.

Renault E-Tech Trafic
Primeiro veículo de carga Renault foi lançado em 1900

No entanto, como ocorreu com algumas marcas, a empresa foi dividida em duas: automóveis e veículos comerciais, como já ocorreu com a Volkswagen, Volvo, e Mercedes-Benz, para ficarmos em três exemplos. Assim, existem duas Renault no mundo. A Renault conhecida no Brasil que foi criada no dia 25 de fevereiro de 1899 por Louis Renault, um industrial francês. E existe a Renault Trucks.

Renault E-Tech Trafic
Em poucos anos, a Renault aumenta o portfólio de caminhões

A divisão de veículos de carga foi comprada pelo Grupo Volvo em 2001. Ademais, a Renault Trucks tem presença em 32 países da Europa, incluindo o leste europeu. Na África, está em 48 países da África, 4 da Ásia e 12 do Oriente Médio. Na América do Sul e Central, a marca conta com presença em 18 países, nos vizinhos Argentina e Uruguai. Por alguma estratégia do Grupo Volvo, a marca não está presente no Brasil.

Os modelos Renault Trafic e Master (apenas nas configurações de cargas) são comercializados pelas duas Renault nos países que ambas estão presente. Por fim, no Brasil, os veículos de carga leves são comercializados pela Renault de Louis Renault.

Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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