quarta-feira, maio 22, 2024

PESADOS ELÉTRICOS E A GÁS TÊM FORTE QUEDA, MAS NÃO É PARA DESANIMAR. SCANIA APOSTA EM NOVOS MODELOS

Os dados de emplacamentos de pesados elétricos e a gás do primeiro semestre deste ano mostram forte queda em relação ao mesmo período. Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Leia:

  • Nos 2023 x 2022 oficiais
  • Scania x-gás
  • Entrada de novas marcas

Com relação aos modelos a gás, foram emplacados apenas 50 unidades. No mesmo período de 2022, foram 177 caminhões movidos a gás licenciados. Por enquanto, apenas a Scania vende este tipo de veículo. A queda foi de 71,8%. A Iveco chegou a emplacar algumas unidades, um número pequeno apenas de demonstração.

No caso dos pesados elétricos, nos seis primeiros meses de 2023, contou com o emplacamento de 219 unidades. Em 2022, quase o dobro, 425 veículos entre caminhões e ônibus. A queda foi de 48,5%. Com exceção dos caminhões VW e-Delivery, a maior queda foi sentida pelas marcas que importam da China, como a JAC Motors e BYD. Os ônibus têm uma participação menor no bolo, sendo a maioria da BYD ou Eletra.

Já no caso dos caminhões e ônibus a diesel, o volume de unidades emplacadas no primeiro semestre deste ano foi de 63.605. Em 2022, de 64.311, com uma leve queda de 1,6%.

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pesados elétricos
Fonte: Anfavea

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Scania X-gas

Este cenário não desanima a Scania. A fabricante, por enquanto, a única do segmento de veículos pesados a gás, lançou mais um modelo no mercado brasileiro.

O Scania X-gas tem uma autonomia inédita no país, de 900 km abastecido com gás natural veicular (derivado de combustível fóssil) ou biometano (gás com origem na reciclagem de materiais orgânicos).

pesados elétricos

O X-gas é um modelo G 410 8×2, com chassi rígido. Seu motor dispõe de 410 cavalos de potência e desenvolve um torque de 2.000 Nm. A distância entre-eixos é de 6.950 mm, o que permite acomodar nas laterais da longarina 16 cilindros de gás, oito de cada lado. São oito cilindros com capacidade de 118 litros e outros oito de 95l. Dessa forma, o volume total suporta 406 metros cúbicos de gás. Decerto, é o que possibilita o propulsor levar o produto por cerca de 900 km. A composição poderá carregar até 30 pallets, seguindo a lei, com implementos do tipo Romeu e Julieta (caminhão trucado (6×2) mais um reboque) — com capacidade de até 56 toneladas — ou na configuração de rodas 8×2 com 29 t de peso bruto total combinado (PBTC).

Para se ter ideia de comparação com o cavalo mecânico Scania G 410 6×2 a gás, o entre-eixos é de 3.750 mm (ou 3.950 mm) com oito cilindros, quatro de cada lado nas laterais da longarina, com opção de 118 l ou 95 l, que propiciam um volume total de 226 metros cúbicos ou 182 metros cúbicos, para uma autonomia entre 400 a 500 km.

Novos competidores

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Os dados do primeiro semestre eram, mais ou menos esperados, e muitos fabricantes fazem os seus planos para o longo prazo. Assim, tanto que a BYD, ao anunciar o investimento para três fábricas na Bahia, colocou a produção local de caminhões e ônibus como prioridades. Certamente, outras duas fabricantes que também anunciaram que vão produzir caminhões elétricos no Brasil, a GWM, que já produz automóveis elétricos em Iracemápolis (SP), e a Foton, que começou importando o modelo iBlue EV-6 e vai produzi-lo em cerca de dois anos.

Para 2024, a Scania pretende ampliar o portfólio de modelos a gás com a introdução do motor de 460 cv. Por fim, a Iveco Brasil já está com unidades do cavalo mecânico S-Way a gás em teste por transportadores e deve iniciar as vendas ainda este ano. Ambas marcas já contam com pesados elétricos na Europa, mas ainda não há planos para este tipo no Brasil.

Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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