sexta-feira, abril 10, 2026

De custo a valor: como a logística pode se tornar vantagem competitiva

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No artigo de Agapito Sobrinho, CEO da BBM Logística, enviado ao Frota News, entenda por que colocar o cliente no centro da gestão é o caminho para transformar transporte rodoviário em vantagem competitiva — e não apenas em uma despesa a ser cortada.

Transformando a logística, de custo a ser reduzido, para um ativo estratégico

Por Agapito Sobrinho, CEO da BBM Logística

No competitivo segmento de transporte rodoviário de cargas, adotar uma gestão centrada no cliente deixou de ser um diferencial para se tornar questão de sobrevivência e crescimento. Em um setor pressionado por prazos, volatilidade de demanda e margens apertadas, orientar decisões, processos e cultura a partir das necessidades do embarcador e do destinatário é o que transforma a operação em geração de valor confiável, percebido e recompensado pelo mercado.
O ponto de partida é reconhecer que o cliente não compra apenas quilômetros rodados: ele compra previsibilidade, informação de qualidade e capacidade de resposta. Quando a transportadora organiza sua gestão para entender expectativas específicas — nível de serviço, janelas de entrega, sensibilidade a custo, requisitos de segurança, necessidades de visibilidade —, a operação começa a refletir essas prioridades com precisão. Isso reduz atritos operacionais, alinha expectativas e abre espaço para relacionamentos de longo prazo sustentados por confiança e resultado.
Nesse contexto, a personalização é estratégica. Roteirização que considera particularidades de cada embarcador, flexibilidade para picos sazonais, políticas claras para ocorrências e devoluções, e acordos de nível de serviço com métricas de verdade criam um ambiente em que o cliente percebe consistência e responsabilidade.
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A comunicação é outra peça central. O cliente quer saber onde está sua carga, o que pode acontecer nas próximas horas e quais alternativas existem diante de imprevistos. Uma gestão centrada no cliente compartilha status de forma proativa, utiliza múltiplos canais e padroniza a linguagem para reduzir ambiguidade. Essa transparência tem efeito duplo. Para o cliente, diminui a ansiedade, facilita o planejamento interno e reduz custos invisíveis de incerteza. Para a transportadora, reduz o volume de contatos reativos, melhora a qualidade do relacionamento e evita desgastes que corroem as margens.
Há também um componente humano incontornável. Equipes de atendimento e de operações precisam ser treinadas para ler contexto, negociar prioridades e agir com empatia sem perder eficiência. Uma cultura que legitima a escuta ativa, valoriza feedbacks e recompensa a resolução inteligente de problemas cria um ciclo virtuoso: quanto melhor a qualidade da interação, mais ricas são as informações coletadas; quanto mais ricas as informações, mais certeira a operação; quanto mais certeira a operação, mais forte a relação e a reputação.
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Os benefícios para o cliente são tangíveis. Menos tempo gasto acompanhando entregas, menos surpresas desagradáveis, mais aderência às janelas críticas, maior previsibilidade para o planejamento de produção e vendas. Isso reduz custos indiretos, melhora a experiência do próprio cliente e fortalece parcerias. Em mercados em que a disponibilidade de produto no ponto de venda é decisiva, esse nível de confiabilidade pode significar vantagem competitiva real.
Para a transportadora, os ganhos aparecem na fidelização, na redução do churn e no aumento do ticket por conta. Clientes satisfeitos tendem a consolidar volumes, a aceitar propostas de serviços com maior valor agregado e a atuar como fonte de indicação. Além disso, processos moldados por necessidades reais eliminam desperdícios: menos redespachos por falha de janela, menos recolhas emergenciais, menos litígios e menos custos ocultos com comunicação reativa. Em um setor de margens comprimidas, esse efeito composto tem impacto direto na rentabilidade.
Outro resultado é a diferenciação. Em um mercado muitas vezes comoditizado pelo preço do frete, a experiência torna-se o principal vetor de escolha. Uma gestão centrada no cliente constrói uma proposta de valor difícil de replicar de um dia para o outro, porque depende de cultura, dados, processos e pessoas alinhados. Essa barreira competitiva protege a base e sustenta crescimento mais saudável, menos sensível a flutuações de preço.
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Contudo, implementar essa abordagem exige disciplina. O feedback é combustível desse processo. Pesquisas rápidas pós-entrega, análises de NPS por rota ou produto, e painéis de causas-raiz alimentam uma espiral de aprendizagem. A cada ciclo, a empresa fica um pouco mais precisa nas promessas e mais confiável nas entregas. E quando ocorrem falhas — inevitáveis no transporte rodoviário —, a diferença está na resposta: transparência imediata, alternativas factíveis e compensações proporcionais preservam a relação e demonstram compromisso.
No longo prazo, os efeitos se acumulam. A empresa ganha previsibilidade de demanda, o que permite planejamento de frota, capacitação de motoristas e negociação mais inteligente com parceiros. O cliente, por sua vez, incorpora a confiabilidade logística à sua estratégia comercial, reduz rupturas e melhora o giro. Essa interdependência bem administrada cria um ecossistema em que todos têm incentivos para manter o padrão e elevar a barra.

Em síntese

A gestão centrada no cliente é uma escolha de posicionamento com implicações operacionais profundas, que recompensa a consistência e pune o improviso. Para as empresas de transporte rodoviário de cargas, ela oferece um caminho claro para sair da guerra de preços e competir por experiência, confiança e resultado. Para os clientes, entrega tranquilidade, previsibilidade e parceria — três valores que, em mercados disputados, valem tanto quanto a própria mercadoria transportada.
Seguir essa rota requer investimento, liderança e paciência. Mas, uma vez firmada, transforma o negócio em uma plataforma confiável de criação de valor, na qual cada quilômetro rodado significa um passo a mais na construção de relacionamentos duradouros e lucrativos.
É assim que a logística deixa de ser um custo a ser reduzido e passa a ser um ativo estratégico, com o cliente sempre no centro da estrada.

Quem é o novo profissional da logística?

O setor de logística atravessa uma transição profunda. O avanço da digitalização, a pressão do e-commerce, as novas exigências regulatórias e a agenda ESG mudaram o perfil do profissional que as empresas buscam. O “novo profissional da logística” já não é apenas o executor de tarefas operacionais. Hoje, ele é analista de dados, gestor de clientes, especialista em sustentabilidade e protagonista da adoção de tecnologias como inteligência artificial (IA).

De acordo com estudo da SimpliRoute, empresa especializada em otimização de logística, 82% das empresas brasileiras querem investir em IA aplicada ao transporte, 77% em processamento de pedidos e 76% em atendimento ao cliente. A tendência revela que a tecnologia não é acessória: ela passa a ser o coração da logística moderna.

Do operacional ao digital

A digitalização ampliou o papel da logística. Softwares de gestão de transporte (TMS), armazéns (WMS) e visibilidade em tempo real já são rotina em grandes companhias, enquanto a IA assume funções como roteirização dinâmica, previsão de demanda e atendimento automatizado.

Esse movimento exige que os profissionais dominem não apenas fluxos físicos, mas também dados e sistemas integrados, trabalhando em torres de controle que monitoram operações de ponta a ponta.

E-commerce como motor de mudança

O comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 204,3 bilhões em 2024, segundo a ABComm (associação do setor), crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior. Esse avanço pressiona a última milha, com entregas mais rápidas, flexíveis e visíveis para o consumidor.

Nesse contexto, surge uma nova função híbrida: o especialista em experiência do cliente (CX) dentro da logística, responsável por equilibrar custo, prazo e satisfação em cada entrega.

ESG e a nova responsabilidade

Outro vetor de mudança é a sustentabilidade. Programas como o GHG Protocol e as metas do governo para descarbonização colocam a logística no centro das estratégias ambientais. Profissionais precisam entender de inventário de emissões, biocombustíveis e indicadores de carbono por tonelada-quilômetro, além de segurança de dados e compliance.

É justamente nesse ponto que entra o Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, organizado pela Frota News. O evento reunirá líderes do setor de transporte, logística, indústria automotiva e instituições de ensino para discutir formação técnica e estratégica no enfrentamento da crise climática. A proposta é clara: integrar inovação, tecnologia e práticas sustentáveis ao processo de capacitação profissional.

Habilidades em alta

Um levantamento do Fórum Econômico Mundial indica que até 2030 quase 40% das competências atuais serão substituídas. As empresas de logística já projetam crescimento em áreas como:

  • IA e big data
  • Cibersegurança e literacia digital
  • Pensamento analítico e criatividade
  • Gestão de pessoas e adaptabilidade

No contexto do seminário, esses tópicos ganham ainda mais relevância, pois conectam a transformação digital com a agenda de descarbonização, criando uma trilha prática de desenvolvimento profissional.

Funções emergentes

Entre os cargos que mais crescem no Brasil e no mundo estão:

  • Analista de Torre de Controle: monitora operações em tempo real e atua na gestão por exceção.
  • Especialista em Dados de Logística: transforma números em decisões sobre rotas, custos e níveis de serviço.
  • Gestor de Descarbonização: responsável por medir e reduzir a pegada de carbono da cadeia.
  • CX de Última Milha: garante comunicação eficiente com o cliente e flexibilidade na entrega.
  • PO de TMS/WMS: conduz a digitalização dos processos e as automações com IA e RPA.

A corrida por qualificação

No Brasil, o “Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027”, da CNI/SENAI, mostra que milhões de trabalhadores precisarão ser qualificados até 2027 — sendo logística e transporte entre os setores mais demandados. Instituições como SENAC, SEST SENAT e SENAI já oferecem trilhas de capacitação voltadas para tecnologia, segurança e gestão de operações.

O seminário da Frota News se conecta diretamente a essa necessidade. Ao reunir fabricantes de veículos comerciais, transportadores, operadores logísticos, especialistas e instituições de ensino, cria um espaço de construção de soluções reais para acelerar a transição para uma logística de baixo carbono no Brasil.

O profissional do futuro já chegou

Na prática, o novo profissional da logística é multidisciplinar, orientado por dados e guiado pelo cliente. Ele precisa traduzir a pressão por prazos curtos em processos sustentáveis e rentáveis, equilibrando tecnologia, eficiência e impacto ambiental.

Não se trata mais de uma tendência: quem atua em logística hoje já está inserido nessa transformação. E eventos como o Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025 são fundamentais para preparar o setor, alinhar estratégias e formar a nova geração de profissionais que liderarão a transição para um transporte mais limpo e inteligente.

Tsea Energia investe R$ 700 milhões e amplia desafios logísticos em Minas Gerais

A Tsea Energia anunciou um investimento de R$ 700 milhões para a construção de uma nova planta em Contagem (MG), projeto que deve duplicar a capacidade de produção da empresa até 2029. Especializada em transformadores de potência, a companhia é hoje uma das maiores exportadoras de bens de capital de Minas Gerais, atrás apenas da Stellantis. A expansão, além de reforçar a posição da empresa no mercado global, traz impactos diretos ao setor de transporte e logística.

A escolha de instalar a nova unidade às margens da BR-381, a Rodovia Fernão Dias, não é por acaso. O corredor liga Belo Horizonte a São Paulo e é um dos principais eixos de movimentação de cargas do País. Com a duplicação da produção, prevista para o período entre 2028 e 2029, o tráfego de insumos e produtos acabados tende a crescer, exigindo soluções de transporte rodoviário mais robustas e especializadas.

Transporte de cargas pesadas em evidência

Os transformadores de potência são equipamentos volumosos e de alto peso, o que demanda carretas específicas, escoltas e rotas adaptadas. O aumento de 100% na produção coloca em perspectiva uma demanda maior por transportadoras com expertise em cargas indivisíveis, segmento que exige não apenas frota diferenciada, mas também profissionais capacitados e rotinas de segurança mais rígidas.

Atualmente, entre 70% e 80% da produção da Tsea Energia é destinada aos Estados Unidos. A ampliação fabril deve intensificar a integração entre transporte rodoviário, portos e operações de comércio exterior, fortalecendo corredores como Minas–Santos e Minas–Vitória.

Seminário Educação Para Logística
Inscrição: Symplá

Novas vagas de trabalho

O aporte deve gerar entre 800 e 1.000 empregos diretos e indiretos, aumentando a necessidade de transporte urbano e fretamento de trabalhadores na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, as parcerias com universidades e escolas técnicas incluem formação voltada para áreas como engenharia, produção e logística, ampliando a base de profissionais capacitados para atuar em cadeias industriais complexas.

A expansão da Tsea Energia dialoga com uma tendência global: a crescente demanda por infraestrutura energética para data centers, indústrias e serviços estratégicos. Nesse cenário, o transporte de grandes equipamentos ganha relevância, abrindo oportunidades para empresas que atuam na interface entre transição energética e soluções logísticas. Fonte: Redes sociais da Tsea Energia.

Outras notícias curtas

Mais discos e tambores de freio – A Frasle Mobility inaugurou em Joinville (SC) uma nova subestação de energia na unidade da marca Fremax, com investimento de R$ 51 milhões — o maior da empresa em um único projeto. A iniciativa visa ampliar em 25% a capacidade produtiva da fábrica, gerar 100 empregos diretos e reforçar o compromisso com a sustentabilidade, ao eliminar o uso de geradores e evitar a emissão de 2,4 mil toneladas de CO₂.

Pesquisa FlixBus – O turismo de bem-estar tem ganhado destaque entre os brasileiros, com 58% escolhendo viajar em busca de equilíbrio físico e mental, segundo pesquisa da FlixBus. Essa tendência reflete uma resposta ao aumento do estresse e dos casos de burnout no país, que ocupa o segundo lugar no ranking global, segundo a empresa. O setor movimenta trilhões mundialmente e representa 5% do PIB brasileiro. Viagens fora dos roteiros tradicionais, como o slow travel e escapadas curtas, têm crescido, embora o custo ainda seja um obstáculo para 52% dos entrevistados. Diante disso, empresas como a Buser e FlixBus se posicionam como alternativas acessíveis.

Combustível ilegal – A nomeação de Artur Watt e Pietro Mendes para a diretoria da ANP é vista pelo Instituto Combustível Legal (ICL) como uma oportunidade estratégica para intensificar o combate às irregularidades no setor de combustíveis. A expectativa é que a nova gestão fortaleça a fiscalização, promova maior transparência e garanta segurança jurídica, com foco em enfrentar práticas como adulteração, evasão fiscal e comércio ilegal.

Investimentos em rodovias aceleram PIB do transporte, mostra estudo inédito da CNT

Um estudo inédito da Confederação Nacional do Transporte (CNT) reforça a importância dos investimentos em rodovias para o desempenho econômico do setor de transporte no Brasil. A nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte mensura o efeito direto dos aportes públicos e privados no PIB da atividade.

A análise revela que os aportes privados em rodovias têm efeito mais rápido sobre o PIB do transporte. Um aumento de 1% nos investimentos privados gera impacto imediato de 0,09%, chegando a 0,17% em apenas nove meses. Já os investimentos públicos, no mesmo patamar, provocam crescimento inicial de 0,02%, alcançando 0,15% somente após 18 meses.

Números que revelam a diferença

Entre 2020 e 2024, a média anual dos investimentos privados foi de R$ 11,45 bilhões. Se houvesse acréscimo de 1% (R$ 114,49 milhões), o efeito imediato seria de R$ 295,64 milhões sobre o PIB, alcançando R$ 545,60 milhões em nove meses. Já no caso dos investimentos públicos federais, cuja média anual foi de R$ 10,16 bilhões, um aumento de 1% (R$ 101,60 milhões) resultaria em impacto de R$ 62,42 milhões no curto prazo e R$ 471,56 milhões após 18 meses.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os investimentos devem ser vistos como complementares. O privado oferece maior velocidade de retorno e foco em eficiência, enquanto o público é essencial em regiões menos atrativas para concessões.

O setor rodoviário é o mais relevante da logística nacional: responde por 65% do volume de mercadorias e pela mobilidade de mais de 90% das pessoas. Em 2024, gerou R$ 366,26 bilhões – 3,1% do PIB nacional – e empregou 2,88 milhões de trabalhadores.
Ainda assim, as deficiências são graves: apenas 12,4% da malha é pavimentada e 67% das rodovias avaliadas estão em estado regular, ruim ou péssimo, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024.

A CNT estima que seriam necessários R$ 99,77 bilhões para recuperar e manter a malha rodoviária. O Brasil ocupa a 116ª posição entre 141 países em qualidade de estradas, atrás de vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai.

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Realização; Frota Educação

Outras notícias curtas

Transportadoras de Minas Gerais – Pressionadas pelo aumento generalizado dos custos, principalmente pelo patamar elevado da taxa básica de juros (Selic), a baixa remuneração do frete e outros fatores, as transportadoras mineiras podem caminhar para o colapso financeiro no futuro, alerta o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg).

Postos PetronasNEXTA, subsidiária da SIM Distribuidora (SIM), estreia neste mês a primeira campanha publicitária para os Postos PETRONAS no Brasil. Com criação da Milà, agência de publicidade da Galeria.holding, a comunicação com a assinatura “Postos PETRONAS. Nossa fórmula é única.”, destaca a experiência dos motoristas por meio da alta qualidade dos produtos e serviços encontrados nos Postos de combustível.

Pontes em risco – O estudo Panorama Geral das Pontes Rodoviárias Brasileiras, baseado em dados do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), identificou mais de 11 mil pontes e viadutos em situação de risco estrutural relevante. Essa condição decorre de três fatores principais: ausência de manutenção sistemática, degradação natural dos materiais e falhas na execução das obras.

Grupo Sada entra para o negócio bilionário de reciclagem de veículos

O Grupo Sada, reconhecido pela diversificação de negócios que vão da logística ao editorial, prepara-se para ingressar em um novo segmento: a reciclagem de veículos. Com investimento de R$ 200 milhões, a operação deve começar ainda neste ano — ou, no mais tardar, no início de 2026 — na unidade de Igarapé (MG), assim que o governo federal regulamentar o capítulo do Programa Mover referente à reciclabilidade.

A expectativa é transformar o espaço em referência na destinação de veículos antigos ou com perda total, retirando-os de circulação e reaproveitando materiais como vidro, aço, alumínio e borracha.

Diferente de iniciativas de remanufatura, que comercializam peças usadas, a proposta da Sada é desmontar completamente os veículos e encaminhar cada componente para reciclagem. Com capacidade para processar até 300 mil carros por ano em uma área de 80 mil m², a planta terá alto nível de automação e poderá desmontar mil veículos por dia.

Além de reduzir o passivo ambiental de milhões de veículos fora de uso, a operação prevê fornecer matéria-prima para diversos setores, incluindo a própria OMR Componentes Automotivos, empresa do grupo que abastece a Stellantis.

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Inscrição pelo Sumplá

Outras notícias curtas

VW caminhões
Caminhões VW desmontados para exportação

Exportação. A Volkswagen Caminhões e Ônibus inaugurou novo Centro de Exportações, espaço que concentra toda a operação de envio de veículos semidesmontados para três unidades da marca no exterior. Localizado em Resende, RJ, nas proximidades da sua fábrica de veículos pesados, a área com mais de 3 mil m² abriga os kits SKD a serem enviadas para montagem final nas fábricas da VWCO na Argentina, México e África do Sul.

Falta de mão de obra na construção civil. O  Consórcio Cantareira – formado pelas construtoras Odebrecht Engenharia e Construção e Renea Infraestrutura – continua commais de 1.100 vagas abertas para diversas funções operacionais nesta obra, com salários que variam de R$ 2.500 a R$ 6.000. Curriculos podem ser enviados para vagasrodoanel@consorciocantareira.com.br.

Robert Gaskell
Robert Gaskell

Carreira. Robert Gaskell é o novo diretor da unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore no Brasil, sucedendo Stephan Blumrich. Nesta função, o executivo é responsável por liderar as operações deste segmento da empresa na América do Sul.

Recorde na venda de diesel. O mercado de diesel B (diesel fóssil já misturado com biodiesel) registrou recorde histórico no primeiro semestre de 2025, com vendas totais de 32,9 milhões de m³, marcando alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse avanço é decorrente do crescimento das atividades agrícolas e industriais no país. Já o diesel A (o fóssil puro) cresceu apenas 1,6%, logicamente, devido ao aumento da mistura do biocombustível.

 

 

 

Como será o motor do futuro na visão da FPT Industrial

A FPT Industrial, marca de powertrain do Iveco Group, promoveu o FPT Innovation Day para buscar respostas para esta pergunta: Como será o motor do futuro? O evento, em sua 4ª edição, reuniu um público formado por startups, acadêmicos e parceiros para debater tendências em descarbonização e conectividade.

Nesta 4ª edição, o evento focou em dois grandes painéis: o primeiro abordou os caminhos para Descarbonização na América Latina, mostrando os desafios e oportunidades do uso do Etanol, Biometano e Hidrogênio. No segundo painel, o foco foi a Digitalização, aprofundando os temas Ciência de Dados, Redes Neurais e Segurança Cibernética, aplicados em casos reais de telemetria da FPT Industrial e da Iveco.

Na América Latina, a FPT Industrial considera o grande potencial em biocombustíveis da região, principalmente, com os motores movidos a gás renovável e etanol. Globalmente, a marca também se comprometeu por meio de eletrificação e a pesquisa em tecnologias como células de combustível e motores a diesel cada vez mais eficientes.

Temos um papel fundamental na descarbonização e no cumprimento de metas globais, com grandes oportunidades na região. O futuro do powertrain passa por combustíveis alternativos, que se complementarão de acordo com a missão”, afirma Carlos Tavares, presidente da FPT Industrial para a América Latina.

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Realização: Frota Educação. Inscrições: Sympla

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Volvo
Laurent Passy é o novo vice-presidente de finanças do Grupo Volvo América Latina

Laurent Passy foi nomeado novo vice-presidente de finanças e CFO do Grupo Volvo América Latina — Ele assumiu a responsabilidade pela gestão financeira das operações no Brasil, Chile, Argentina, Peru e México. Com formação em Finanças pela Grenoble École de Management e MBA nos Estados Unidos, o executivo possui trajetória internacional no Grupo Volvo, com experiências na França, Chile, Brasil e China, onde atuou recentemente como VP de finanças da Volvo Trucks. Em sua nova função, Passy se reportará ao presidente Wilson Lirmann.

Financiamento de veículos — Apesar da taxa Selic elevada em 15% ao ano, os bancos de montadoras liberaram R$ 127,4 bilhões para financiamento de veículos no primeiro semestre de 2025, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior, segundo a Anef. O resultado sinaliza resiliência do setor após uma retração de 4,3% no primeiro trimestre, embora o cenário econômico siga marcado por incertezas fiscais e internacionais. O CDC dominou as modalidades, com R$ 126,5 bilhões, enquanto houve aumento nas compras à vista, especialmente em caminhões e ônibus. A inadimplência se manteve controlada, e o saldo das carteiras cresceu 13,4%, atingindo R$ 510,8 bilhões. A expectativa de crescimento de 8,5% para o ano permanece, mas com cautela diante dos desafios econômicos e possíveis impactos de tarifas externas.

Inspeção e Recebimento de Materiais. Este é o tema do curso oferecido pela EvolutaPro. O treinamento será ministrado nos dias 22 e 23 de setembro das 14h às 17h presencialmente, na sede da empresa (Rua Loefgreen, 1304, 7º andar – Sala 72 – Vila Clementino – SP) e também no formato on-line, através da plataforma Zoom. Podem participar encarregados, supervisores, chefes e gestores industriais da área de recebimento, almoxarifado e gestão de materiais e logística, responsáveis pelo planejamento, PCP, e profissionais envolvidos nos processos logísticos.

Mercedes-Benz moderniza site e concentra informações em um só lugar

A Mercedes-Benz do Brasil acaba de colocar no ar um novo site para o mercado brasileiro. O endereço mercedes-benz-trucks.com.br reúne em um só espaço o portfólio de caminhões, ônibus, peças e serviços da marca, além de informações corporativas e canais de relacionamento com clientes, parceiros e imprensa.

portal
Luiz Carlos Moraes, diretor de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa da Mercedes-Benz do Brasil

O novo site foi desenvolvido para elevar a experiência digital dos clientes, parceiros e demais visitantes a um novo patamar, com base em três propósitos estratégicos: melhorar a experiência do usuário, modernizar a presença digital da marca e integrar novos serviços e funcionalidades”, afirmou Luiz Carlos Moraes, diretor de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa da Mercedes-Benz do Brasil.

Entre as novidades do site estão:

Interface responsiva: adaptação para desktops, tablets e smartphones, com design atualizado e menus simplificados.

Portfólio completo: acesso a caminhões, ônibus, peças e soluções, incluindo fichas técnicas e showroom de ofertas.

Rede de concessionários: ferramenta de geolocalização para encontrar pontos de atendimento e serviços.

E-books gratuitos: materiais voltados para clientes de caminhões, além de treinamentos no showroom virtual.

Área dedicada à imprensa: releases, imagens oficiais e conteúdos segmentados.

Canais de atendimento: formulários simplificados, integração com o ZapBenz e suporte online.

Espaço de ofertas e campanhas: promoções regionais em conjunto com a rede de concessionárias.

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Estratégia global

A iniciativa faz parte da estratégia mundial da Mercedes-Benz. “O novo site não é apenas um canal de comunicação, mas um ponto de contato inteligente que traduz a visão da Mercedes-Benz de transformar a mobilidade com soluções mais eficientes e sustentáveis”, destacou Moraes.

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FedEx amplia frota elétrica no Brasil com novas vans Mercedes-Benz eSprinter

A FedEx (Federal Express Corporation), entre as três maiores transportadoras do mundo, está acelerando sua estratégia de descarbonização no Brasil ao incorporar 27 veículos elétricos à operação. Com a chegada das novas unidades, a frota local de emissão zero da companhia passa a contar com 52 veículos, entre vans e motocicletas, voltados especialmente para entregas de última milha e regiões de tráfego intenso.

As novas vans, modelo Mercedes-Benz eSprinter Furgão Street 320, serão distribuídas para as estações da FedEx em Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP), fortalecendo a presença da empresa em importantes centros logísticos e urbanos do país.

Segundo Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil, a iniciativa reflete uma diretriz clara de inovação responsável: “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis.”

Do lado da fabricante, a parceria reforça o papel da Mercedes-Benz na eletrificação do transporte urbano. Para Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil, o movimento é emblemático: “A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário.

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Teste: eSprinter mostra força e silêncio e inteligência a bordo em ruas e estradas

Lançada no Brasil no fim de 2024, a Mercedes-Benz eSprinter já está rodando por aqui, e tive a oportunidade de colocar à prova a primeira van elétrica da marca alemã nas ruas da cidade de São Paulo. A saber, o teste revelou uma van ágil, com um nível de silêncio e tecnologia embarcada que a coloca num novo patamar dentro do segmento de veículos comerciais leves.  

Com quase meia tonelada de equipamentos no compartimento de carga e rotas que misturam avenidas movimentadas, rampas e trechos de trânsito pesado, a eSprinter demonstrou equilíbrio, força e, principalmente, eficiência energética. Continuem lendo…

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Reforma tributária e o transporte rodoviário: 8 perguntas e respostas

A reforma tributária vai mudar profundamente a forma como o transporte rodoviário de cargas paga e repassa impostos no Brasil. Com início da transição em 2026 e conclusão prevista para 2033, o novo sistema promete simplificar tributos, mas também traz desafios importantes para as mais de 200 mil transportadoras do país — especialmente as que hoje estão no Simples Nacional.

Para ajudar transportadores e gestores de frota a entenderem o que está por vir, reunimos as principais dúvidas em formato de perguntas e respostas.

1. Quando a reforma começa a valer?

A transição terá início em 2026 e será concluída em 2033. Nesse período, os atuais tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) serão substituídos pelo IVA Dual, formado pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual/municipal).

2. O que muda na cobrança de impostos para o transporte?

A principal mudança é que os impostos passam a ser cobrados no destino do serviço, e não mais na origem. Ou seja: o lugar onde o frete é consumido determinará a tributação, e não onde a transportadora está sediada.

3. Isso afeta a logística das cargas?

Sim. Com a nova lógica, indústrias e distribuidores tendem a se aproximar dos mercados consumidores. Isso pode alterar rotas, volumes transportados e até reduzir a importância de alguns polos logísticos criados apenas por incentivos fiscais.

4. O que acontece com os benefícios fiscais que existem hoje?

Eles serão gradualmente eliminados a partir de 2029. Em 2033, não haverá mais incentivos ligados à localização, acabando com o chamado “turismo tributário”.

5. E as transportadoras do Simples Nacional?

Esse é um dos pontos mais críticos. Hoje, cerca de 200 mil transportadoras estão no Simples. Como o regime não permite aproveitar todos os créditos tributários, muitas devem ser obrigadas a migrar para o regime regular (Lucro Real) para não ficarem em desvantagem competitiva.

6. Por que a folha de pagamento preocupa?

A folha de salários é um dos maiores custos do transporte. Mas a reforma não prevê créditos sobre essa despesa. Isso significa que serviços prestados a pessoas físicas, MEIs, empresas do Simples, associações ou condomínios podem ficar mais caros, já que esses clientes não geram créditos.

7. A tecnologia vai ser realmente necessária?

Mais do que nunca. A nova realidade exige controle preciso de custos, tributos e rotas. Softwares de gestão de frota, combustível, pneus e manutenção deixam de ser opcionais: passam a ser ferramentas de sobrevivência no setor.

8. O que os transportadores devem fazer já?

  • Revisar o regime tributário com apoio contábil.
  • Identificar custos ocultos (resíduo tributário).
  • Investir em sistemas de gestão e automação.
  • Acompanhar os clientes e eventuais mudanças nos centros de distribuição.
  • Capacitar equipes para entender e se adaptar às novas regras.

Fontes: Paulo Raymundi, CEO da Gestran, e Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT.

Olimpíada da manutenção: LiuGong seleciona os melhores da América Latina

Nos dias 21 e 22 de agosto de 2025, a LiuGong promove em sua fábrica de Mogi Guaçu (SP) mais uma edição do Campeonato de Habilidades Técnicas. A competição reúne técnicos indicados pelos distribuidores da marca em toda a América Latina, desafiando-os em provas teóricas e práticas que simulam situações reais de manutenção e operação dos equipamentos. O objetivo é selecionar os representantes da LGLA que disputarão a etapa global na China.

Durante os dois dias, os participantes serão avaliados em áreas-chave como mecânica, elétrica, hidráulica, entrega técnica, motores e transmissões, em atividades que envolvem troubleshooting, pré-inspeção (PDI), simuladores e práticas diretas nos equipamentos.

Cada distribuidor indicou dois técnicos, e ao final serão escolhidos um representante de distribuidor, um colaborador interno da LiuGong e um técnico de outro país latino-americano.

Em 2024, a equipe regional conquistou o 3º lugar mundial, resultado que reforça o alto nível dos competidores. Para João Campaldi, supervisor de serviços da LiuGong, a iniciativa promove a equalização de conhecimento técnico na rede e amplia o engajamento nos treinamentos.

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Iniciativa da Volkswagen do Brasil

A Volkswagen do Brasil realiza, de 25 a 29 de agosto de 2025, a 6ª Semana da Diversidade sob o tema “Raízes do respeito. Atitudes que nutrem. Inclusão que floresce”, com cinco lives abertas ao público transmitidas diretamente do Estúdio VW, em São Bernardo do Campo (SP).

A programação inclui debates sobre masculinidade responsável, equidade racial, direitos LGBTI+, inclusão geracional e de pessoas com deficiência, reunindo especialistas, lideranças e integrantes dos grupos de afinidade da empresa.

Durante o evento, a montadora também lança a nova Cartilha de Diversidade & Inclusão para sua rede de concessionárias, reforçando o compromisso de criar um ambiente mais humano e acolhedor para clientes, colaboradores e parceiros.