segunda-feira, abril 6, 2026

Fim da exclusividade das autoescolas amplia formação de condutores pelo SEST SENAT

O SEST SENAT amplia sua atuação na formação de condutores profissionais com a entrada em vigor da Resolução Contran nº 1.020/2025. A norma moderniza o modelo nacional de formação de motoristas, quebra a exclusividade das autoescolas e permite o credenciamento direto de instituições junto à Senatran (Sistema Nacional de Trânsito), substituto do antigo Denatran.

Com esse novo marco regulatório, o SEST SENAT passa a atuar em âmbito nacional. O credenciamento foi formalizado pela Portaria Senatran nº 953/2025, publicada em 23 de dezembro. A medida fortalece a posição da Instituição na qualificação de motoristas e amplia o portfólio de cursos voltados ao transporte.

A nova regulamentação traz ganhos operacionais. Um dos principais avanços é o acesso direto ao Renach, o Registro Nacional de Condutores Habilitados. Com isso, o SEST SENAT deixa de depender dos Detrans estaduais para credenciamento, consultas e lançamento de dados. O novo modelo permite unificação de processos, redução de retrabalho e maior rastreabilidade das informações.

A implantação será gradual. O processo começa com uma fase de transição. Na sequência, ocorre o acesso direto ao Renach. A etapa final prevê a integração completa entre os sistemas do SEST SENAT e a base nacional de condutores.

Outro ponto central é a ampliação da oferta de cursos. A Resolução autoriza o SEST SENAT a ofertar formações que antes eram exclusivas dos Centros de Formação de Condutores. Entre elas estão os cursos práticos para mudança de categoria C, D e E, a reciclagem para condutores infratores, o curso preventivo de reciclagem e o curso teórico para obtenção da CNH ou da Autorização para Conduzir Ciclomotor, na modalidade a distância.

Os cursos seguem a nova matriz pedagógica definida pela Senatran. Segundo a entidade, os conteúdos foram atualizados e as cargas horárias passaram a ser padronizadas em nível nacional.

Para assegurar uma implementação segura, o SEST SENAT mantém alinhamento permanente com a Senatran e diálogo institucional com os Detrans. A Instituição também estruturou apoio técnico às unidades operacionais, com atuação do Núcleo de Desenvolvimento Profissional e de unidades de referência em cada estado.

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De ferro-velho a indústria: Recicle Mais 2026 retrata a maturidade dos desmontes de veículos no Brasil

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São Paulo será o centro das atenções do setor de desmontagem automotiva nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026. A capital recebe a segunda edição do Recicle Mais, maior evento da América Latina dedicado aos Centros de Desmontagem Veicular (CDVs).

Depois de uma estreia em Goiânia, que reuniu cerca de 450 participantes, o evento chega mais robusto. Amplia o debate sobre profissionalização, tecnologia, sustentabilidade e impacto econômico dos desmontes no Brasil.

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De ferro-velho a indústria regulada

O antigo conceito de ferro-velho ficou no passado. No lugar, surgiram empresas estruturadas, regulamentadas e orientadas por processos, tecnologia e responsabilidade ambiental, como os exemplos da Octa, Marcopolo, Grupo Sada e Stellantis, já mostrados em reportagens publicadas pela Frota News.

Hoje, os CDVs são agentes ativos de uma cadeia que envolve montadoras, seguradoras, recicladores, marketplaces e poder público. Um setor que gera empregos, reduz impactos ambientais e fornece inteligência de mercado para a indústria automotiva.

O Recicle Mais nasceu para mostrar ao mercado e à sociedade o quanto o setor evoluiu. Empresas estruturadas, regulamentadas, com processos, tecnologia e responsabilidade ambiental. O evento é um reflexo dessa transformação e um espaço para troca de conhecimento e fortalecimento do segmento como indústria”, afirma Leonardo Henrique Coelho Ruocco, da Mídia TI, organizadora do evento.

Conteúdo técnico e soluções práticas

A programação do Recicle Mais 2026 conecta conteúdo, inovação e aplicação prática. O evento reúne empresas que atuam em toda a cadeia do desmonte automotivo. A Mídia TI apresenta soluções de gestão, controle de estoque e integração com marketplaces. A Circular Auto Peças reforça o reaproveitamento responsável e a lógica da economia circular.

Também participam a Octa, que conecta montadoras, seguradoras e desmontes por meio da rastreabilidade e conformidade legal; a Local Map, focada em posicionamento digital de desmontes e autopeças; e a Ache Sucatas, que centraliza leilões e oportunidades de compra de veículos e sucatas.

Completam o ecossistema empresas especializadas em tributação, jurídico, vendas digitais e leilões, como AM Gestão Tributária, Calsavara Advocacia, Desmonte Turbo, DG Leilões e K2 Digital.

Gestão, pessoas e mercado no centro do debate

A edição 2026 foi desenhada para refletir os desafios de um mercado mais técnico, regulado e competitivo. No primeiro dia, o foco está na mudança de mentalidade e na profissionalização da gestão. Os painéis abordam leitura de mercado, eficiência operacional, performance comercial, sustentabilidade aplicada e visão de futuro.

O segundo dia amplia o debate para a integração entre desmontes, montadoras e economia circular. Entram em pauta organização financeira, inovação, tecnologia aplicada à gestão e diversificação de negócios. Um dos destaques é a roda de conversa com mulheres do setor, que evidencia o crescimento da participação feminina na gestão dos CDVs.

Serviço – Recicle Mais 2026
Data: 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026
Local: Blue Tree Premium Alphaville – Alameda Madeira, 398 – Alphaville – Barueri (SP)

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BorgWarner é destaque na lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo de 2026 da Fortune

A BorgWarner foi reconhecida pela revista Fortune como uma das 325 Empresas Mais Admiradas do Mundo em 2026, consolidando sua presença no ranking pelo quarto ano consecutivo. A companhia alcançou ainda a 3ª posição entre as oito empresas avaliadas na categoria “peças para veículos automotores”, reforçando sua reputação global no setor automotivo.

Joseph Fadool, presidente e CEO da BorgWarner Inc., celebrou a conquista destacando o papel essencial dos colaboradores na construção da reputação da empresa.
Ser nomeada para a lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo de 2026 da Fortune pelo quarto ano consecutivo é uma honra que reflete o compromisso inabalável de nossos colaboradores em todo o mundo. Diariamente, nossos funcionários fortalecem a cultura inclusiva de excelência, colaboração e respeito mútuo da BorgWarner, e sou profundamente grato por sua paixão e dedicação”, afirmou.

Fadool também ressaltou a importância das relações com clientes, fornecedores e comunidades onde a empresa atua.

Somos igualmente gratos aos nossos clientes e fornecedores pela parceria contínua enquanto trabalhamos juntos para solucionar os desafios mais urgentes do setor. E às comunidades onde vivemos e atuamos, agradecemos o apoio e a confiança enquanto nos esforçamos para causar um impacto positivo e duradouro.”

Ranking 2025: os 45 caminhões mais vendidos e o que eles revelam sobre as decisões das frotas

Como a lista é formada

A seleção das Empresas Mais Admiradas do Mundo é resultado de uma ampla pesquisa de reputação corporativa conduzida pela Fortune em parceria com a consultoria global Korn Ferry. O processo começa com cerca de 1.500 candidatas — incluindo as 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos por receita e companhias estrangeiras do Fortune Global 500 com faturamento igual ou superior a US$ 10 bilhões.

Esse universo inicial é reduzido às empresas de maior receita em cada setor, totalizando 685 organizações de 29 países. Em seguida, executivos, diretores e analistas avaliam as companhias de seus respectivos segmentos com base em nove critérios, que incluem: valor de investimento, qualidade da gestão, qualidade dos produtos, responsabilidade social, capacidade de atrair e reter talentos.

Para integrar a lista final, a empresa precisa figurar na metade superior da pontuação de seu setor.

Excelência reconhecida globalmente

Alyson Shontell, editora-chefe e diretora de conteúdo da Fortune, destacou o papel das empresas selecionadas em um cenário de rápidas transformações tecnológicas.
“A Fortune tem orgulho de celebrar as empresas presentes na lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo deste ano; elas elevaram o padrão de inovação genuína, liderança resiliente e impacto global”, afirmou. “À medida que tecnologias em rápido avanço, como a IA, transformam setores inteiros, essas organizações se destacam por sua capacidade de evoluir com propósito e visão de futuro, moldando consistentemente o caminho a seguir para os negócios globais e o futuro de como trabalhamos e lideramos.”

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BYD planeja lançar cinco picapes para disputar um mercado de quase 500 mil unidades ano no Brasil

O mercado brasileiro de picapes atravessa uma fase de forte competitividade e expansão. Com mais de 20 modelos e dezenas de versões disponíveis, o segmento apresenta números de emplacamentos que têm atraído o interesse de novas marcas. Segundo dados da Fenabrave, foram 478.492 unidades emplacadas. Nesse total estão incluídas picapes compactas, médias e grandes, que representam 23,2% das vendas de todas as marcas que atuam nos segmentos de automóveis e comerciais leves. Modelos acima de 3.500 kg de PBT, como as Ram 2500 e 3500, ficam fora da estatística por serem classificados como caminhões pela legislação.

A montadora confirmou que vai disputar o mercado de picapes no Brasil e trabalha em um portfólio amplo, com até cinco modelos previstos para os próximos anos.

A proposta da marca é construir uma família completa de picapes, cobrindo praticamente todos os segmentos relevantes do mercado nacional. O plano inclui desde uma picape pequena, posicionada para concorrer diretamente com a Fiat Strada, até uma picape grande, voltada ao mesmo público de Ford F-150 e RAM 1500. Entre esses extremos, a BYD prepara uma picape intermediária, já flagrada em testes e prevista para estrear em 2026, além de uma picape média para disputar espaço com Toyota Hilux e Ford Ranger. A Shark, já apresentada pela marca, também integra essa estratégia.

Um ponto central do projeto é a eletrificação total da linha. Todas as picapes da BYD serão híbridas plug-in ou 100% elétricas.

Confira o ranking de picapes emplacadas em 2025. Fonte: Fenabrave

Picapes Pequenas – Dezembro 2025
Posição Modelo Vendas Dez/25 Acumulado 2025 Participação (%)
FIAT/STRADA 14.536 142.891 67,83%
VW/SAVEIRO 8.165 67.751 32,16%
GM/MONTANA 3 8 0,00%
GM/CHEVY 0 1 0,00%

Total categoria: 22.704 unidades vendidas em dezembro / 210.651 acumuladas em 2025

Picapes Grandes – Dezembro 2025
Posição Modelo Vendas Dez/25 Acumulado 2025 Participação (%)
FIAT/TORO 6.275 52.129 19,46%
TOYOTA/HILUX 4.319 49.721 18,56%
FORD/RANGER 3.255 34.047 12,71%
GM/S10 3.583 31.451 11,74%
RAM/RAMPAGE 3.055 26.135 9,76%
GM/MONTANA 1.535 20.377 7,61%
MITSUBISHI/TRITON 1.222 11.719 4,38%
RENAULT/OROCH 1.229 11.624 4,34%
FIAT/TITANO 674 6.437 2,40%
10º NISSAN/FRONTIER 70 5.091 1,90%
11º FORD/MAVERICK 738 4.051 1,51%

Total categoria: 27.288 unidades vendidas em dezembro / 267.841 acumuladas em 2025

 

Cummins aposta em geradores a gás e fortalece cadeia de energia alternativa no transporte

Mesmo fora da linha direta da mobilidade de cargas e pessoas, os geradores de energia têm papel estratégico na cadeia automotiva. Eles utilizam os mesmos componentes, tecnologias e fontes energéticas dos veículos comerciais. Por isso, quando a indústria de geração avança, os reflexos chegam ao transporte, à logística e à gestão de frotas.

É nesse contexto que os geradores a gás da Cummins ganham relevância. A ampliação do portfólio fortalece a escala industrial dessas soluções e impulsiona toda a cadeia do gás natural e do biometano. O movimento favorece diretamente frotistas que já investem na transição para combustíveis mais limpos.

A demanda global por energia cresce de forma acelerada. O gás natural se consolida como uma dessas respostas. Hoje, é a terceira maior fonte de energia do mundo, atrás apenas do petróleo e do carvão, com papel central na matriz energética de grandes economias.

A Cummins apostou no gás natural antes mesmo de ele se tornar uma commodity global. A empresa desenvolveu geradores de alta potência com tecnologia de combustão pobre, inicialmente voltados para aplicações industriais e projetos de cogeração. Nesse modelo, a geração simultânea de eletricidade e energia térmica reduz consumo, emissões e custo total de operação.

Com o tempo, essas soluções evoluíram. Segundo Kelly Samons, diretora de Vendas para Negócios Integrados de Gás e Microrredes da Cummins, os geradores a gás deixaram de ser exclusivos da cogeração. Hoje, atendem uma ampla gama de aplicações críticas.

Diversidade de aplicações

Eles operam como fonte de energia primária, fornecem energia contínua em locais isolados da rede elétrica, sustentam operações em crescimento acelerado e atuam como energia de reserva em situações de emergência.

Esses equipamentos foram projetados para extremos operacionais. Podem funcionar 24 horas por dia, durante todo o ano, com vida útil de projeto superior a 15 anos e até 80 mil horas antes da primeira grande revisão. No outro extremo, atuam como geradores de standby, operando poucas horas por ano ao longo de décadas. Essa flexibilidade permite adaptação a diferentes perfis de demanda.

Na prática, os geradores a gás integrados da Cummins se tornaram peças-chave para instalações industriais, centros logísticos, hospitais, data centers e operações críticas. Eles garantem energia em eventos climáticos severos, apoiam sistemas de bombeamento em enchentes, reforçam redes hospitalares durante apagões e asseguram continuidade operacional onde a rede elétrica é instável.

Para gestores de frotas e operadores logísticos, esse modelo traz previsibilidade, confiabilidade e alinhamento com a agenda de descarbonização. O avanço dos geradores a gás reforça a maturidade da tecnologia, amplia a infraestrutura energética e acelera o uso de combustíveis mais limpos, como o gás natural e o biometano.

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O que explica a subida do Brasil no ranking mundial de caminhões em 2025

Mesmo com retração na produção, país avança no ranking global em meio à desaceleração de mercados tradicionais

Mesmo com a queda de 9,2% nos emplacamentos e o recuo de 12,1% na produção, o Brasil voltou a ganhar uma posição no ranking mundial de produção de caminhões em 2025. O que ajudou o país a garantir a sexta colocação global foi o avanço de 50,8% nas exportações, além da queda de outros países.

Os dados, acumulados até o terceiro trimestre, foram divulgados pela Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores (OICA). Os números reforçam a resiliência da indústria brasileira em um cenário internacional marcado pela retração nos mercados maduros.

A consolidação dos dados finais de produção de 2025 deve ser divulgada pela OICA até o final deste trimestre. A entidade informa que a consolidação dos números de vendas ocorre em prazo mais longo. Até o momento, o portal oficial apresenta apenas as estatísticas fechadas de 2024. Ainda assim, os números já divulgados pela Anfavea, associação que representa as montadoras no Brasil e é filiada à OICA, indicam que o país deve manter a sexta posição no ranking mundial no fechamento das estatísticas de produção do ano passado.

O avanço no ano passado ocorre após o país ter encerrado 2024 na sétima posição e reflete um cenário de forte ajuste em mercados concorrentes, especialmente na América do Norte e na Europa.

Entre janeiro e setembro de 2025, as fabricantes instaladas no Brasil produziram 98.632 caminhões, volume 4% inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram fabricadas 102.611 unidades. Ainda assim, a queda brasileira foi menos intensa do que a observada em outros polos tradicionais, o que permitiu a melhora relativa no ranking.

Produção global cresce puxada pela Ásia

No acumulado até setembro, a produção mundial de caminhões alcançou 2,81 milhões de unidades, crescimento de 3% na comparação anual. Esse avanço, porém, foi sustentado quase exclusivamente pela região da Ásia-Oceania, que apresentou alta expressiva de 13% no período.

A China segue como líder absoluta do ranking, com 1,46 milhão de caminhões produzidos, avanço de 17% frente a 2024. Na sequência aparecem Japão, com 364.394 unidades, e Índia, com 245.418 caminhões. Esses três mercados concentram grande parte da produção global e seguem impulsionados por demanda doméstica, políticas industriais e renovação acelerada de frotas.

Resiliência brasileira em meio à retração nos mercados maduros

O avanço do Brasil no ranking não está associado a um ciclo de expansão, mas sim à resiliência relativa da indústria nacional diante de um cenário internacional adverso. Na América do Norte, a produção de caminhões pesados acumulou queda de 29% até setembro. Os Estados Unidos registraram retração de 26%, o México recuou 34% e o Canadá apresentou a queda mais acentuada, de 45%.

Na Europa, o cenário também foi de contração. A produção de caminhões recuou 17%, pressionada por uma combinação de fatores estruturais: desaceleração econômica, custos elevados de energia, juros ainda restritivos e incertezas regulatórias ligadas à transição ambiental, que têm levado montadoras e frotistas a postergar investimentos.

Esse contexto abriu espaço para que o Brasil avançasse uma posição, mesmo com números absolutos inferiores aos do ano anterior.

Polo dominante na América do Sul

Apesar do ajuste em 2025, o Brasil mantém uma posição importante no mapa global da indústria de caminhões, principalmente, nas marcas de origem europeia, como Mercedes-Benz, Volvo, Scania, DAF e Iveco.

No recorte continental das Américas, o Brasil aparece atrás apenas de Estados Unidos e México, reforçando sua condição de principal polo industrial do segmento na região, com capacidade instalada robusta, presença de grandes montadoras globais e cadeia de fornecedores consolidada.

Comparação histórica reforça relevância do setor

Na leitura histórica, o desempenho brasileiro segue relevante. A produção acumulada até setembro de 2025 permanece bem acima do nível registrado em 2023, quando o país havia fabricado apenas 71,7 mil caminhões no mesmo intervalo — um reflexo direto da crise de demanda e do aperto nas condições de crédito naquele período.

A recuperação iniciada em 2024 levou o Brasil a fechar o ano passado com 141.252 unidades produzidas, resultado que garantiu ao país a sétima posição no ranking mundial e sinalizou uma retomada gradual do setor, ainda que distante dos picos históricos.

Expectativa para o fechamento de 2025

Vale destacar que o ranking divulgado é parcial e considera apenas os dados até o terceiro trimestre. O fechamento oficial de 2025 deverá ser consolidado entre fevereiro e março, quando os números do quarto trimestre forem incorporados pela OICA.

Até lá, a posição relativa do Brasil pode sofrer ajustes, dependendo do desempenho de outros grandes produtores no encerramento do ano — especialmente Estados Unidos, México e mercados europeus. Ainda assim, o avanço para a sexta colocação reforça a importância estrutural da indústria brasileira de caminhões, mesmo em um ambiente de menor ritmo de produção.

Ranking mundial de produção de caminhões (jan–set 2025)

China – 1.461.727 unidades
Japão – 364.394 unidades
Índia – 245.418 unidades
Estados Unidos – 194.486 unidades
México – 103.631 unidades
Brasil – 98.632 unidades
Itália – 64.941 unidades
Rússia – 44.080 unidades
Espanha – 29.622 unidades
10º Turquia – 24.774 unidades

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BYD e Volvo lideram os emplacamentos da ABEIFA em 2025 e consolidam a eletrificação no mercado brasileiro

Os números consolidados de 2025, divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (ABEIFA), confirmam um movimento estrutural no mercado automotivo brasileiro: a liderança da BYD, em volume, e o avanço consistente da Volvo no segmento premium eletrificado. Juntas, as duas marcas simbolizam o novo eixo de crescimento entre os importados, impulsionado majoritariamente por veículos híbridos e 100% elétricos.

Crescimento expressivo das associadas à ABEIFA

Ao longo de 2025, as associadas à ABEIFA somaram 137.973 veículos emplacados, resultado que representa um crescimento de 31,7% na comparação com 2024. O dado reforça a resiliência do setor, mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por crédito mais seletivo, ajustes tributários e custos logísticos elevados.

Do total comercializado, 129.112 unidades foram de veículos eletrificados, consolidando a eletrificação como principal vetor de expansão entre as marcas representadas pela entidade. A participação desse tipo de propulsão já se aproxima da metade do mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil, indicando uma mudança definitiva no perfil da frota circulante.

BYD: liderança absoluta em volume e participação

A BYD encerrou 2025 como a principal marca da ABEIFA em número de emplacamentos. Foram 112.902 unidades licenciadas, o equivalente a 81,8% de participação dentro do total das associadas. Trata-se de um desempenho que não encontra paralelo entre os importadores no país.

A estratégia da fabricante chinesa combina portfólio amplo, escala de importação e forte presença nos segmentos de entrada e intermediário dos eletrificados. Modelos como Dolphin, Dolphin Mini e Song Plus sustentaram o volume ao longo do ano, atendendo tanto o consumidor final quanto operações corporativas e frotistas, especialmente em grandes centros urbanos.

Volvo: consistência no segmento premium eletrificado

Na segunda posição entre as marcas da ABEIFA, a Volvo fechou 2025 com aproximadamente 9,7 mil veículos emplacados, mantendo trajetória de crescimento e reforçando sua posição como referência entre os eletrificados premium no Brasil.

A estratégia da marca sueca permanece focada em híbridos plug-in e elétricos puros, com destaque para SUVs médios e grandes, voltados a um público que prioriza segurança, tecnologia embarcada e eficiência energética. Mesmo operando em um segmento de menor volume, a Volvo apresentou desempenho sólido em um ano de forte competitividade e consolidação do mercado.

Leitura técnica do mercado

A liderança da BYD e o desempenho da Volvo refletem dois modelos distintos, porém complementares, de atuação no Brasil. Enquanto a BYD opera com escala, preços competitivos e alta rotatividade, a Volvo mantém uma abordagem de valor agregado, margens mais elevadas e fidelização de clientes.

Do ponto de vista técnico e estratégico, os dados da ABEIFA indicam que o crescimento do mercado importado está diretamente ligado à maturação da eletrificação, à ampliação da infraestrutura de recarga e à maior confiança do consumidor brasileiro em novas tecnologias de propulsão.

Perspectivas

Para 2026, o desafio passa por sustentar o ritmo de crescimento diante das mudanças regulatórias e do avanço da produção nacional de veículos eletrificados. Ainda assim, o desempenho de BYD e Volvo em 2025 deixa claro que o protagonismo das importadas eletrificadas já não é uma tendência — é uma realidade consolidada no mercado automotivo brasileiro.

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Logística em 2026: tendências em tecnologia, integração e sustentabilidade redefinem a gestão de frotas

Mercado brasileiro de frete e logística entra em um novo ciclo de crescimento e maturidade, pressionando gestores a acelerar investimentos em digitalização, eficiência operacional e ESG

O setor logístico brasileiro atravessa um dos períodos mais relevantes de sua história recente. Estimativas da consultoria Mordor Intelligence indicam que o mercado nacional de frete e logística deve movimentar cerca de R$ 597 bilhões em 2025, avançar para aproximadamente R$ 625 bilhões em 2026 e alcançar em torno de R$ 789 bilhões até 2031, com taxa média de crescimento anual de 4,78%.

Assim, 2026 tende a consolidar um modelo de operação mais conectado, inteligente e sustentável, impulsionado por tecnologia, novas demandas de mercado e pressão crescente por eficiência.

Nos últimos anos, vimos uma aceleração sem precedentes na digitalização das operações, desde a gestão de frotas até o gerenciamento de armazéns. Essa tendência tende a se aprofundar. Empresas que ainda operam processos manuais ou fragmentados correm o risco de perder competitividade”, avalia Kassio Seefeld, CEO da TruckPag.

Um mercado cada vez mais complexo — e rodoviário

Apesar do avanço de outros modais, o transporte rodoviário seguirá dominante, respondendo por 65,8% da receita logística brasileira, reflexo direto da matriz histórica das maiores economias do mundo devido a capilaridade e flexibilidade. O transporte de cargas representa cerca de 61% de todo o mercado, enquanto o segmento CEP (Courier, Express e Parcel) é o que cresce mais rápido, com CAGR (taxa de crescimento no longo prazo) acima de 5,4%, impulsionado pelo e-commerce e pela logística urbana.

Logística
Fonte: Mordor Intelligence

Do ponto de vista setorial, manufatura (38,3%) e comércio atacadista e varejista concentram a maior demanda logística, enquanto o agronegócio continua puxando investimentos em corredores de exportação, armazenagem e integração multimodal.

Esse contexto amplia a pressão sobre as frotas: custos de combustível, manutenção, pedágio, mão de obra e exigências regulatórias crescem, ao mesmo tempo em que clientes exigem prazos menores, rastreabilidade total e menor pegada ambiental. E isso tudo deve acontecer juntamente com renovação de frota, redução de emissões e melhoria da qualidade de trabalho para retenção e atração de motoristas profissionais.

As 5 tendências que devem dominar a logística em 2026

Com base nesse cenário, Kassio Seefeld aponta cinco movimentos estruturais que devem ganhar força já em 2026 e impactar diretamente a tomada de decisão dos gestores de transporte e logística.

1. Gestão de frotas 100% digital e integrada

A digitalização deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um pré‑requisito para a operação logística. A integração de telemetria, roteirização, manutenção, gestão de abastecimento e controle financeiro vem permitindo às empresas acompanhar em tempo real tanto a frota quanto a carga transportada.

Na prática, organizações que adotam sistemas totalmente integrados registram reduções de consumo de combustível na casa dos dois dígitos percentuais, ampliam a disponibilidade dos veículos, elevam o índice de entregas no prazo (OTIF) e ganham maior previsibilidade sobre custos e margens — um avanço que redefine padrões de eficiência no setor.

Para um setor que opera com margens apertadas, dados consolidados viram vantagem competitiva.

2. Inteligência artificial e automação no centro das decisões

A inteligência artificial deixa de ser conceito e passa a atuar diretamente na operação. Ferramentas de IA já são usadas para previsão de demanda, otimização dinâmica de rotas, manutenção preditiva e gestão de riscos.

A automação, por sua vez, reduz erros humanos, acelera processos administrativos e libera equipes para funções estratégicas. Em um mercado que sofre com escassez de motoristas e mão de obra qualificada, produtividade passa a ser questão de sobrevivência.

3. Sustentabilidade e logística verde como estratégia de negócio

A agenda ESG passou a exercer influência concreta sobre a logística brasileira. A redução de emissões de CO₂, o controle do consumo de combustível, o uso de biocombustíveis, a eletrificação gradual das frotas e o monitoramento ambiental já impactam diretamente contratos, condições de financiamento e o acesso a grandes embarcadores. Veja no artigo abaixo, o caso da contratação da Reiter Log pela Coca-Cola Femsa colocando a adoção de caminhões a gás biometano como condição contratual:

Descarbonização vira critério na contratação da Reiter Log pela Coca-Cola FEMSA Brasil

Além da pressão regulatória, empresas que adotam práticas sustentáveis conseguem reduzir custos operacionais no médio prazo, ampliar o acesso a crédito e seguros e conquistar vantagem competitiva em cadeias globais. Nesse cenário, a chamada logística verde deixa de ser apenas um discurso corporativo e se consolida como uma decisão econômica racional.

4. Robótica e automação

A robótica aplicada à logística avança rapidamente, sobretudo em centros de distribuição, cross-docking e operações de e-commerce. Robôs colaborativos, sistemas automatizados de separação e carregamento reduzem erros, aumentam velocidade e melhoram a segurança operacional.

Para grandes operadores, a robótica viabiliza escala sem crescimento proporcional de custos, algo essencial em um mercado cada vez mais volátil.

5. Logística colaborativa e plataformas integradas

Modelos colaborativos vêm ganhando espaço como resposta direta à ociosidade de frotas e à forte fragmentação do setor. Plataformas que conectam transportadores, embarcadores e fornecedores possibilitam o compartilhamento de capacidade, rotas e informações, criando um ambiente mais integrado e eficiente. Esse movimento resulta em melhor aproveitamento dos veículos, redução do custo por quilômetro rodado, diminuição de viagens vazias e cadeias logísticas mais resilientes — um avanço que reposiciona a colaboração como pilar estratégico da competitividade no transporte de cargas.

O desafio para gestores: sair do discurso e ir para a execução

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Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. Crédito da imagem: Mariana Gurgacz

O crescimento do mercado logístico brasileiro não elimina seus desafios estruturais: dependência do modal rodoviário para cargas de grande volume entre única origem e único destino, infraestrutura desigual, complexidade tributária e pressão constante sobre custos. Justamente por isso, tecnologia, integração e sustentabilidade deixam de ser tendência e se tornam condição básica de competitividade.

O futuro da logística no Brasil é de integração, inteligência e responsabilidade. As empresas que conseguirem unir tecnologia, processos otimizados e visão estratégica estarão prontas para se diferenciar e capturar valor de forma consistente”, conclui Kassio Seefeld.

Para gestores de frotas e operadores logísticos, 2026 não será apenas mais um ano de crescimento — será o momento decisivo entre liderar a transformação ou ficar para trás em um setor cada vez mais orientado por dados, eficiência e colaboração.

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São Paulo à mesa: uma década em movimento

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São Paulo sempre comeu rápido. Mas, nos últimos dez anos, aprendeu a comer melhor, com mais intenção e identidade. A gastronomia deixou de ser apenas uma pausa entre compromissos e passou a ocupar o centro da experiência urbana — tão relevante quanto arquitetura, mobilidade e cultura. Hoje, circular pela cidade é também percorrer sabores, histórias e territórios.

Da pluralidade ao protagonismo

Há uma década, São Paulo já era diversa. O que mudou foi o nível de profundidade. Cozinhas antes restritas a comunidades específicas ganharam as ruas e o interesse do público amplo. A culinária japonesa é um exemplo claro: saímos do sushi previsível para casas especializadas em ramen, izakayas discretos, balcões de yakitori e menus que respeitam tempo, técnica e silêncio.

A cidade amadureceu o paladar — e, com ele, passou a ser observada pelo mundo não só como mercado consumidor, mas como laboratório gastronômico.

O Brasil voltou ao prato

Outro movimento decisivo foi interno. São Paulo passou a olhar menos para fora e mais para dentro do próprio país. Ingredientes brasileiros ganharam protagonismo não como tendência, mas como discurso. Tucupi, mandioca, peixes de rio, fermentações naturais e saberes regionais passaram a ocupar mesas que antes só reproduziam modelos europeus.

Esse retorno às origens não foi um retrocesso — foi um avanço consciente. A gastronomia paulistana entendeu que sofisticação também nasce do território.

Experiência além do prato

Na última década, comer deixou de ser apenas alimentar-se. A cidade viu crescer bares autorais, wine bars, coquetelarias silenciosas e espaços onde luz, som, louça e serviço contam uma história. O público passou a buscar experiência completa, não apenas o prato mais fotogênico.

Há algo de muito paulistano nisso: sair sem destino fixo, dirigir pela cidade à noite, estacionar em uma rua discreta e descobrir um lugar que parece existir apenas para quem chegou até ali.

Pandemia: ruptura e aceleração

A pandemia foi um divisor. Muitos endereços fecharam; outros se reinventaram. O delivery deixou de ser suporte e virou estratégia. As dark kitchens surgiram como resposta direta a um novo comportamento urbano: menos tempo, mais praticidade, mas ainda com exigência de qualidade.

São Paulo aprendeu a comer em casa sem abrir mão da identidade — e isso redefiniu o mercado de forma permanente.

A cidade descentralizada também se alimenta diferente

Se antes a gastronomia orbitava eixos corporativos, hoje ela se espalha. Bairros residenciais ganharam protagonismo. Restaurantes passaram a dialogar com o cotidiano local, com a rua, com o entorno. Comer bem deixou de ser um programa pontual e virou parte da rotina.

A geografia da comida acompanhou a geografia da cidade, que mudou seus fluxos, seus horários e suas prioridades.

Alta gastronomia e cultura popular: convivência real

São Paulo segue sendo a cidade onde um jantar premiado e um pastel na esquina coexistem sem conflito. O estrelado e o simples dividem o mesmo mapa, muitas vezes a mesma calçada. Essa convivência é o que mantém a cena viva — sem perder contato com quem realmente sustenta a cidade todos os dias.

O que vem pela frente

Os desafios seguem claros: custos elevados, sustentabilidade, formação de mão de obra e equilíbrio entre inovação e tradição. Ainda assim, São Paulo chega ao fim desta década com algo raro: uma identidade gastronômica própria, construída no ritmo da cidade, sem pressa de agradar, mas com disposição para evoluir.

A seguir, quatro restaurantes em São Paulo que, juntos, materializam a transformação da cena gastronômica da cidade na última década, do território à experiência urbana:

A Casa do Porco (Centro Histórico)

Símbolo da virada da gastronomia brasileira contemporânea, une técnica refinada, ingrediente nacional e acessibilidade. Representa o retorno do Brasil ao centro do prato e a reocupação gastronômica do centro da cidade.

Mocotó (Vila Medeiros)

Antes periférica no circuito gastronômico, a casa elevou a cozinha brasileira de raiz ao reconhecimento internacional. Expressa a descentralização da alta gastronomia e a valorização do território e da memória.

Kinoshita (Vila Nova Conceição)

Exemplo do amadurecimento do paladar paulistano. Sai do estereótipo do sushi para apresentar uma cozinha japonesa autoral, técnica e silenciosa, refletindo a sofisticação crescente do público da cidade.

Bar da Dona Onça (Centro)

Conecta tradição, cultura popular e reocupação urbana. Um endereço onde o cotidiano paulistano encontra releitura contemporânea, reforçando a convivência entre o simples e o autoral.

Conclusão

Nos últimos dez anos, São Paulo não apenas mudou a forma de comer. Mudou a forma de ocupar a cidade por meio da comida. Hoje, cada trajeto pode ser um roteiro, cada endereço uma descoberta. E, como toda boa viagem, o mais interessante continua sendo o caminho.

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Produtividade por viagem: a lição com o Actros 2653 em composição de 16 eixos

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O Mercedes-Benz Actros 2653, um dos caminhões pesados mais potentes à venda no Brasil, passa em teste em composição rodotrem com três semirreboques, 16 eixos e 62 pneus. Em nosso país, o modelo tem a limitação para tracionar, no máximo, o rodotrem de 74 toneladas de PBTC. O teste foi realizado na Austrália. Confira!

A Austrália, como o Brasil, é um dos mercados mais exigentes do mundo em transporte rodoviário de cargas pesadas. Lá, a Arrow Transport colocou o Actros 2653 para operar em uma combinação de três semirreboques conhecida como A-triple dentro e no entorno do Porto de Brisbane, demonstrando claramente até onde esse cavalo mecânico pode chegar quando o ambiente regulatório e operacional permite. No Brasil, o CMT (Capacidade Máxima de Tração) é de 80 toneladas na versão LS e a versão S de uso misto e CMT de até 120 mil toneladas.

No ensaio, o foco foi a movimentação de contêineres cheios e vazios entre parceiros do porto, em uma única viagem. Cada operação envolveu seis contêineres de 20 pés ou três de 40 pés, algo impensável nos padrões brasileiros atuais.

Segundo a Arrow Transport, a lógica é simples e estratégica: menos viagens, menos motores em operação, menor emissão de CO₂ e maior produtividade logística.

Esta é uma iniciativa inovadora que desenvolvemos para aumentar a eficiência na cadeia de suprimentos portuária”, afirmou Jason Gadd, gerente estadual da empresa em Queensland. “O teste mostrou benefícios reais para a cadeia e para a comunidade.

Além do ganho ambiental, Gadd destacou a redução do congestionamento urbano e o aumento da eficiência operacional de forma segura e confiável, pontos cada vez mais sensíveis em operações portuárias.

O papel do Actros 2653 na operação

O Actros 2653 desempenhou um papel central na operação, tracionando a composição A-triple. Equipado com um motor OM 471 de 13 litros, 530 cavalos de potência e 2.600 Nm de torque — o mesmo utilizado no Brasil —, o cavalo mecânico mostrou força suficiente para tracionar com segurança e estabilidade conjuntos de grande extensão e peso elevado, publicou o site Primer Mover Magazine.

A transmissão automatizada de 12 marchas (AMT) também é mesma utilizada no Brasil, a MB G 291-12 Powershift 3 Advanced e contribui para um desempenho mais suave e preciso, garantindo trocas de marcha rápidas e adequadas ao terreno, reduzindo o consumo de combustível e ampliando o conforto operacional.

No Brasil, o CMT (Capacidade Máxima de Tração) é de 80 toneladas na versão LS. A versão S com opção de tração de 120 toneladas precisa, obrigatoriamente, contar com o  câmbio MB G 340 e eixo HL7.

A Arrow Transport foi apontada como a primeira operadora a testar um A-triple com o Mercedes-Actros 2653 partindo do Porto de Brisbane, com apoio do próprio porto, do Regulador Nacional de Veículos Pesados e da York Engineering.

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