segunda-feira, abril 6, 2026

Ghelere Transporte impulsiona logística com investimentos em obra estratégica 

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O Paraná se consolida como um dos maiores exportadores do Brasil, com cidades como Cascavel desempenhando papel fundamental na economia estadual. Aliás, segundo a startup Caravela, especializada na análise da economia regional e setorial, o Produto Interno Bruto (PIB) de Cascavel atinge cerca de R$ 15,8 bilhões. Com o agronegócio como principal atividade econômica, a cidade depende de uma infraestrutura logística eficiente para o escoamento da produção. 

A saber, para fortalecer o transporte de cargas, o governo estadual investiu mais de R$ 10 bilhões em 2024 em obras de ampliação da malha rodoviária e expansão portuária e ferroviária. Esses investimentos visam melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os custos logísticos, favorecendo o crescimento econômico regional. 

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Seguindo essa direção, a Ghelere Transportes, especializada no transporte de bebidas, inaugurou, em 30 de janeiro, um trevo rodoviário no quilômetro 517 da BR-369, conectando assim importantes municípios do Oeste do Paraná a estados vizinhos. Com um investimento superior a R$ 2 milhões, a empresa executou obras em uma área de 12.500 m², incluindo a pavimentação de 1 km de via, instalação de drenagem pluvial, pintura viária e sinalização. Além disso, foram plantados 2.000 m² de grama para reforçar a segurança viária. 

De acordo com Eduardo Ghelere, CEO da empresa, a obra representa um avanço tanto para a comunidade local quanto para os mais de 10 mil veículos que circulam diariamente pelo trecho. “Para nossa operação, a segurança é essencial. Este trevo facilita o acesso dos nossos veículos, especialmente quando carregados, mas também beneficia outros motoristas e empresas da região”, afirma. 

logística
Eduardo Ghelere, CEO da Ghelere Transporte

Inauguração

O evento de inauguração contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-prefeito de Cascavel, Henrique Mecabô, bem como o Secretário de Obras, Sandro Alex, e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (Sintropar) e da Comissão de Jovens Empresários e Executivos (COMJOVEM). 

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Mecabô ressaltou a relevância do investimento para o desenvolvimento regional. “Esse complexo é um marco para Cascavel. Ter uma empresa desse porte aqui significa mais empregos, arrecadação e avanços nas políticas públicas”, destacou. Já o Cel. Sérgio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), enfatizou o impacto da obra para a logística estadual, facilitando o escoamento de produtos tanto para São Paulo quanto para o Porto de Paranaguá. 

Durante a inauguração, os convidados puderam conhecer outras iniciativas da Ghelere Transportes, que somam mais de R$ 50 milhões em investimentos. Além disso, as instalações da empresa seguem padrões de certificações LEED e WELL, que priorizam bem-estar, produtividade e sustentabilidade. 

Com boas perspectivas para 2025, Eduardo Ghelere destaca a importância do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), responsável por mais de 65% do transporte de mercadorias no Brasil. “Investimos fortemente porque acreditamos no papel estratégico do setor para o abastecimento das cidades e o progresso do país. Nosso compromisso é contribuir com o desenvolvimento regional e avançar na logística nacional”, conclui. 

Sobre a Ghelere Transportes

Com mais de quatro décadas de atuação no Transporte Rodoviário de Cargas, a Ghelere Transportes tem sua matriz em Cascavel, Paraná. Especializada no transporte industrial, possui vasta experiência no segmento de bebidas no Brasil e no Mercosul. 

 

Fever Mobilidade aposta no triciclo FR110 elétrico para logística urbana no Brasil

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Os triciclos destacam-se pela facilidade de dirigibilidade, com comando por guidão, exigindo CNH categoria A. Aliás, eles se beneficiam de vantagens como IPVA reduzido e isenção de rodízios municipais, além de serem econômicos. Ainda são poucas as opções no mercado e uma delas é o novo Fever Rap FR110 Box 2025. Este tipo de veículo faz sucesso em países da Europa, como Espanha, França e Itália, e na Ásia, em Singapura. Este modelo da Fever é 100% elétrico e se destaca por sua segurança e economia, consolidando-se como um dos mais competitivos do mercado. 

De acordo com Nelson Füchter Filho, CEO da Fever Mobilidade, a chegada do veículo ao Brasil era imprescindível diante da crescente demanda por frotas eletrificadas. “O uso de frotas eletrificadas já é uma realidade no país, especialmente no e-commerce, onde empresas buscam soluções sustentáveis para a última milha e otimização das entregas. Trouxemos o Fever RAP FR110 com um custo acessível para que as empresas possam avançar em seus negócios com eficiência”, afirma Füchter. 

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A Frota News fez uma cotação e o preço do triciclo elétrico Fever RAP FR110 é de aproximadamente R$ 64.990. Além disso, a Fever Mobilidade oferece um plano de assinatura mensal a partir de R$ 1.890, que inclui todos os custos operacionais, como IPVA, emplacamento, seguro, manutenção preventiva, revisões, telemetria e assistência 24 horas. 

Diferenciais do Fever RAP FR110 

O triciclo conta com implemento original de fábrica e pode circular em corredores dedicados a motocicletas, atingindo até 70 km/h. Segundo a empresa, o Fever RAP FR110 proporciona uma economia operacional de até 79%, em comparação com motocicletas cargo convencionais. Enquanto uma moto comum transporta cerca de 20 kg ou 80 litros em seu bagageiro, o triciclo amplia essa capacidade para 110 kg ou 500 litros, permitindo que um único condutor desempenhe o trabalho equivalente ao de seis motocicletas. 

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No quesito tecnologia, o FR110 vem equipado com dois motores síncronos de ímã permanente, gerando 6,4 kW de potência e torque de 80 Nm. Sua bateria de lítio tem capacidade de 4,8 kWh, e o veículo possui câmbio automático, painel digital, portas com chave, prateleiras, luz interna em LED, câmera de ré e freios a disco nas três rodas. O carregamento pode ser feito via conexão Tipo 2 (padrão Brasil) ou tomada ABNT 220V/20A. 

Além disso, a telemetria embarcada é outro diferencial do triciclo, permitindo o monitoramento em tempo real da localização do veículo, status da bateria e carregamento, além de indicar a quantidade de CO2 economizada em cada jornada. 

Füchter destaca ainda as vantagens econômicas do modelo: “Rodando 1.000 km, uma motocicleta a combustão consome aproximadamente R$183,00 em combustível, enquanto o Fever RAP FR110 gasta apenas R$38,50 em eletricidade, sem contar que suas manutenções são menos frequentes e mais acessíveis”. 

Biometano na estrada: Gás Verde revoluciona logística com caminhões Scania a gás

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A Gás Verde, um dos maiores produtores de biometano da América Latina, está ampliando seu impacto na descarbonização do transporte ao oferecer uma solução oferecendo o caminhão e o abastecimento com biometano para reduzir as emissões nas operações logísticas. Para viabilizar essa transformação, a Gás Verde adquiriu 100 caminhões Scania GH 460 6×2 movidos a biometano, lançado na última Fenatran. Os 40 primeiros veículos foram entregues no dia 18 de fevereiro e serão abastecidos com biometano produzido a partir de resíduos urbanos em aterros sanitários. A empresa garantirá o fornecimento do combustível em pontos estratégicos das principais rodovias do Sudeste, por onde circula a maior parte da carga transportada no Brasil. 

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Descarbonização já

“Diante da emergência climática, é cada vez mais urgente descarbonizar o setor de transportes no país. A Gás Verde apresenta uma solução completa de logística verde e com pronto atendimento para transportadoras e companhias que precisam zerar suas emissões na cadeia logística. O biometano é um combustível premium e a melhor opção para descarbonização eficiente de veículos leves e pesados”, afirma Marcel Jorand, CEO da Gás Verde. 

caminhões Scania
Marcel Jorand, CEO da Gás Verde, durante a entrega dos 40 novos caminhões Scania a gás

O transporte rodoviário no Brasil é responsável por cerca de 210 milhões de toneladas de CO2 emitidas anualmente devido ao uso de combustíveis fósseis como o diesel. A iniciativa da Gás Verde busca mudar esse cenário, alinhando-se às diretrizes de sustentabilidade e redução de emissões de gases de efeito estufa. 

Pacote de descarbonização 

A solução da Gás Verde inclui não apenas o fornecimento do biometano, mas também o aluguel de caminhões a gás zero quilômetro, garantia de abastecimento nas principais vias do Sudeste ou sob demanda e um plano de manutenção diferenciado, o Scania Pro Premium. 

“Para a Scania, esta parceria com a Gás Verde comprova a assertividade na oferta de uma solução completa: nosso caminhão a gás movido a biometano proporciona a melhor eficiência energética e mais de 90% de redução de CO2. Além disso, a locação se mostra uma alternativa atrativa para nossos clientes ampliarem seu perfil operacional”, destaca Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil. 

Case de sucesso com L’Oréal 

Um exemplo de sucesso dessa tecnologia é a parceria entre a Gás Verde e a L’Oréal Brasil. Em 2023, a multinacional fechou um contrato para o fornecimento de 3,6 milhões de metros cúbicos de biometano, utilizados para abastecer 100% da frota inbound — entre os centros de distribuição — de 13 caminhões da empresa. Os veículos operam entre a fábrica em Vila Jaguará e o Centro de Distribuição Gaia, em Jarinu (SP), realizando cerca de 750 viagens mensais. A transição do GNV para o biometano permitiu à L’Oréal atingir suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa e avançar nos compromissos ESG, que incluem a meta de reduzir as emissões totais de CO2 em 50% até 2030. 

Biometano: um combustível limpo e eficiente 

O biometano é produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos em aterros sanitários e é uma solução eficiente para substituir combustíveis fósseis como diesel, gasolina, GNV e GLP. Sua utilização reduz em até 99% as emissões de CO2, além de ser um combustível 100% nacional, indexado ao IPCA e sem a volatilidade cambial. 

Atualmente, a Gás Verde produz 160 mil metros cúbicos de biometano por dia em suas plantas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A expectativa é que a produção atinja 650 mil metros cúbicos diários até 2028, com a entrada em operação de mais dez usinas em seis estados brasileiros. 

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O caminhão Scania GH 460 6×2 

Os caminhões adquiridos pela Gás Verde trazem o conceito “mochilão”, com dois cilindros de gás posicionados atrás da cabine, aumentando sua autonomia para até 650 km. Com torque de 2.300 Nm e entre-eixos reduzido para 3.600 mm, o modelo permite o acoplamento a semirreboques de até 15,40 m, conhecidos como “carretas 30-pallets”. Além disso, a capacidade de armazenamento de gás chega a 270 metros cúbicos. Seu motor, projetado para o Ciclo Otto, oferece desempenho semelhante ao diesel, garantindo eficiência e sustentabilidade.  

Com essas inovações, a Gás Verde reforça seu compromisso com a sustentabilidade e contribui significativamente para a transição do setor de transportes rumo a um futuro mais limpo e eficiente. 

Comgás instala posto de GNV nas garagens da Ypê, Nelcar e Grupo SADA 

A frota de caminhões movidos a gás no Brasil já ultrapassa as 1.600 unidades. Já há mercado para instalação de postos de GNV nas garagens de frotistas. Dos modelos em circulação, atualmente, mais de 1.400 são modelos Scania, que foi pioneira no lançamento de novos motores para este segmento de transporte mais sustentável. Além dos zero km, há os caminhões revertidos de diesel para gás. Para atender essas frotas, a Comgás anunciou a instalação de posto de abastecimento nas garagens de três grandes empresas: Ypê, Nelcar e Grupo Sada.  

O GNV (gás natural veicular) é um primeiro passo em combustível para descarbonização do transporte com caminhões pesados, com uma redução torno de 15% das emissões em relação ao diesel fóssil. O maior passo será dado quando essas frotas serem abastecidas com o gás renovável, o biometano, que pode reduzir as emissões em até 90%. Há outros benefícios pela utilização do gás no transporte além das emissões de gases, sendo as reduções econômicas com abastecimentos e emissões de ruídos.  

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A redução de ruído do motor a gás pode variar dependendo do modelo do caminhão e motor. Mas geralmente, um caminhão a gás emite cerca de 5 a 10 dB a menos do que um modelo similar a diesel. Essa diferença pode parecer pequena, mas em termos de percepção sonora, representa uma diminuição significativa no ruído. A adoção do GNV como alternativa ao diesel traz benefícios ambientais e econômicos, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos. Além disso, o combustível se destaca por sua viabilidade na transição para matrizes energéticas renováveis. 

Grupo Sada 

Maior conglomerado de logística e transporte de veículos zero quilômetro da América Latina, o Grupo Sada avança na transição para fontes energéticas mais limpas. A companhia converterá parte de sua frota de caminhões a diesel para modelos movidos a GNV. Aumentando assim sua frota de 11 para 31 caminhões a gás até o primeiro trimestre de 2025. 

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Recentemente, empresa anunciou a conversão de parte de sua frota de caminhões movidos a diesel para gás natural veicular (GNV), reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂). A MWM, que já vez a conversão de mais de 20 caminhões da Cocal desenvolveu toda a tecnologia completa para a substituição de motores diesel por motor MWM de ciclo Otto movido a gás com potência que pode variar entre 220 cv e 330 cv.  

Cristian Malevic, diretor de Descarbonização da MWM, destacou a importância dessa iniciativa. “Além da redução do impacto ambiental, há outros benefícios, como a simplificação da manutenção e reposição de peças, com cerca de 85% dos componentes idênticos aos utilizados nos motores a diesel. E a similaridade no consumo, torque e potência em relação aos motores a diesel garante desempenho e eficiência,” explicou Malevic. 

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Teste  feitos pela Sada

“A indústria de transportes tem um papel fundamental no desafio global de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A transição para o GNV é uma etapa importante para reduzirmos nossa pegada de carbono, ao mesmo tempo em que garantimos operações eficientes e seguras”, afirma Ricardo Ramos, diretor de Operações e Negócios do Grupo Sada. 

Testes feitos pela Sada em veículos pesados movidos a GNV, além de reduzir cerca de 15% das emissões de CO₂ em comparação aos motores a diesel, emitiram menores quantidades de poluentes atmosféricos como óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado. 

O Grupo Sada testou a nova frota em operações reais. Segundo o diretor Comercial da empresa, Marcelo Loureiro, o investimento de cerca de R$ 7 milhões na conversão para GNV está alinhado à estratégia da companhia e às demandas de seus clientes. “Nosso compromisso com a descarbonização está em sintonia com a cadeia automotiva. Por isso, iniciamos os primeiros investimentos para apoiar o transporte entre as plantas da GM e Stellantis e nossos pátios em São Bernardo do Campo (SP) e Betim (MG)”, explica. 

Ypê 

Com sede em Amparo (SP), a Ypê, uma das principais fabricantes de produtos de limpeza e higiene do Brasil, firmou contrato de seis anos com a Comgás para a instalação de três ramais de GNV. Com um volume total de 10,65 milhões de m³, a empresa prevê expandir sua frota para 42 caminhões movidos exclusivamente a gás até 2028. 

Nelcar 

Especializada no transporte de contêineres no Porto de Santos, a Nelcar reforça sua política de ESG ao investir em soluções sustentáveis. A empresa iniciou sua operação com caminhões Scania G410 6×2 movidos a GNV e, em 2024, implementou dois bicos de alta vazão em sua garagem. O consumo inicial de 40 mil m³ deve crescer para 140 mil m³, acompanhando a ampliação da frota para 20 caminhões até o final do ano. A Nelcar também se posiciona como uma das principais transportadoras para a cadeia do agronegócio. 

 

Busscar exporta Vissta Buss DD para o mercado argentino 

A Busscar, renomada fabricante de ônibus rodoviários, anunciou a exportação do modelo Vissta Buss DD para o mercado argentino. A saber, o veículo foi desenvolvido para atender às exigências do mercado rodoviário argentino, incorporando soluções que garantem conforto e segurança aos passageiros. 

O modelo é montado sobre o chassi Volvo B450R 6×2 e conta com diversos recursos de conveniência e tecnologia. Aliás, um dos destaques é o sanitário localizado no salão inferior, que inclui um detector de fumaça, reforçando a segurança a bordo. A climatização também é um ponto forte, com a instalação de um sistema de ar-condicionado traseiro e filtro anti-pólen, além de dois tetos solares que proporcionam um ambiente mais agradável durante toda a viagem. 

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No quesito conforto, o Vissta Buss DD possui 48 poltronas Class Leito Turismo no salão superior, certamente, oferecendo ergonomia e comodidade aos passageiros. Já no salão inferior, há 12 poltronas Leito, destinadas àqueles que buscam ainda mais conforto durante a viagem. 

Expansão no mercado internacional 

O diretor comercial da Busscar, Paulo Corso, destacou a importância da exportação do modelo para a Argentina como um marco da força da empresa no cenário internacional. 

“É de grande importância expandir nossa presença na América Latina. A confiança da empresa El Indio da Argentina no modelo Vissta Buss DD é resultado do nosso empenho em fornecer transporte rodoviário confortável e seguro”, afirmou Corso. 

Para o gerente de exportação da Busscar, Fabien Accariès, a negociação reforça a presença da empresa no mercado latino-americano e demonstra o compromisso contínuo com a excelência. 

“Fortalecemos ainda mais nosso relacionamento com os parceiros da América Latina. O Vissta Buss DD atenderá perfeitamente às expectativas da empresa El Indio e contribuirá para a excelência no transporte rodoviário no país”, acrescentou Accariès. 

Ficha Técnica: Volvo B450R 

O chassi Volvo B450R, que serve de base para o Vissta Buss DD, se destaca pela potência, eficiência e segurança. Seu motor diesel de 10,8 litros entrega 450 cv de potência e 2.193 Nm de torque, certamente, garantindo alto desempenho mesmo em terrenos desafiadores. 

Aliás, o modelo utiliza a tecnologia SCR (Selective Catalytic Reduction) para reduzir emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), atendendo aos mais rigorosos padrões ambientais. A injeção Common Rail de alta pressão contribui para uma queima mais eficiente do combustível, reduzindo o consumo e aumentando a autonomia do veículo. 

Tecnologia e segurança 

A transmissão I-Shift, de série no Volvo B450R, proporciona trocas de marcha suaves e precisas, adaptando-se automaticamente às condições da estrada, para maximizar a eficiência energética. Por outro lado, a suspensão dianteira independente, combinada com a suspensão traseira de eixo rígido, garante um rodar estável e confortável para os passageiros. 

O sistema de freios ABS/EBS reforça a segurança ao evitar o travamento das rodas e distribuir eletronicamente a força de frenagem, tornando assim, as paradas mais eficientes e seguras. Além disso, o chassi conta com estrutura reforçada e barras de proteção lateral e frontal, que ajudam a absorver impactos em caso de colisão. 

Especificações técnicas do Volvo B450R 

  • Motor: Diesel de 10,8 litros 
  • Potência: 450 cv 
  • Torque: 2.193 Nm 
  • Transmissão: I-Shift (automatizada) 
  • Suspensão: Dianteira independente, traseira com eixo rígido 
  • Freios: ABS/EBS 
  • Capacidade: Até 60 passageiros 
  • Comprimento: Até 15 metros 
  • Largura: 2,55 metros 
  • Altura: 3,60 metros 

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Cummins aumenta atuação na descarbonização com aquisição da First Mode 

A Cummins Inc. anunciou hoje (17/02) a aquisição dos ativos da First Mode. Empresa referência em soluções híbridas de retrofit para operações de mineração e ferrovias. O acordo inclui as linhas de produtos híbridos voltadas para esses segmentos. Além disso, o portfólio completo de propriedade intelectual (IP), que abrange soluções de propulsão a hidrogênio e baterias.

A tecnologia adquirida representa o primeiro sistema híbrido de retrofit comercialmente disponível para equipamentos de mineração. Proporcionando assim, redução no custo total de propriedade (TCO) e impulsionando a descarbonização das operações. Além disso, a Cummins assume o portfólio comercial da First Mode e incorpora suas equipes de produção e técnicos localizados na Austrália, Estados Unidos e Chile. Durante a transição, a First Mode seguirá atendendo seus clientes, com o envio de produtos já programado para o primeiro trimestre. 

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Estratégia para a transição energética 

A aquisição reforça o compromisso da Cummins em oferecer soluções inovadoras para a descarbonização. Aliás, ampliando o seu portfólio de produtos, auxiliando os clientes na migração para operações mais sustentáveis. A First Mode passará a operar dentro do segmento de Sistemas de Energia (Power Systems) da Cummins. 

“Este é um passo importante em nosso objetivo de liderar nossos clientes de Sistemas de Energia na transição energética”, afirmou Jenny Bush, presidente da divisão Power Systems da Cummins. “Com a tecnologia de retrofit híbrido da First Mode, estamos acelerando nossa capacidade de fornecer soluções de descarbonização que atendem à necessidade dos mineradores de reduzir custos operacionais hoje.” 

Compromisso com a redução de emissões 

A Cummins tem sido protagonista no desenvolvimento de múltiplas rotas tecnológicas para apoiar a indústria de mineração na transição para um futuro sustentável. Além da hibridização de produtos, a empresa investe no uso de combustíveis alternativos, bem como etanol e metanol, permitindo que mineradores maximizem a vida útil de suas frotas enquanto reduzem emissões de carbono. 

“O compromisso da Cummins em estabelecer parcerias com fabricantes de equipamentos originais (OEMs) e mineradores garante que essas tecnologias sejam desenvolvidas e testadas em ambientes reais”, acrescentou Bush. “Com kits de retrofit híbridos, upgrades modulares de componentes e soluções escaláveis.  Assim, trazemos aos mineradores a flexibilidade e a confiança necessárias para descarbonizar operações enquanto se adaptam a tecnologias e infraestruturas em evolução.” 

Com uma rede global de suporte técnico e serviços, a Cummins está preparada para garantir a integração e a manutenção contínua dessas novas tecnologias de transição. Consolidando-se como referência no fornecimento de soluções sustentáveis para os setores de mineração e ferrovias. 

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FETCESP promoverá seminário sobre o sistema de pedágio Free Flow em SP

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O sistema de pedágio eletrônico Free Flow está em expansão no estado de São Paulo, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito e reduzir congestionamentos. Pouco conhecido pelo público, o método dispensa cancelas e paradas obrigatórias, proporcionando assim, maior eficiência no deslocamento dos veículos. Aliás, para esclarecer dúvidas e apresentar a novidade ao setor de transportes, especialistas realizarão um seminário no próximo dia 20 de fevereiro na sede do FETCESP, na Vila Maria, em São Paulo. Mais informações o evento no final deste artigo.

Congestionamentos e impactos ambientais

Os pedágios tradicionais, embora essenciais para a manutenção das rodovias, também contribuem para retenções e engarrafamentos. No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), administrado pela Ecovias, congestionamentos podem durar até oito horas em períodos de alto fluxo. Em 26 de dezembro de 2024, por exemplo, a concessionária registrou 50 km de engarrafamento na descida para a Baixada Santista e 29 km no sentido oposto. O tempo parado no trânsito não apenas prejudica a mobilidade, mas também aumenta o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes.

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Expansão do Free Flow

Atualmente, São Paulo tem três pórticos de Free Flow, mas irão ampliar a implantação ao longo de 2025. No primeiro semestre, a concessionária CCR RIO-SP instalará 21 novos pontos na Grande São Paulo e, no segundo semestre, mais nove, incluindo sete no sentido litoral e dois no trecho norte do Rodoanel Mário Covas.

O sistema funciona por meio da identificação da placa do veículo ou de tags eletrônicas. O pagamento pode ser feito diretamente no site da concessionária responsável pelo trecho. Entretanto, a falta de conhecimento sobre o funcionamento da tecnologia tem levado muitos motoristas a serem multados por não quitarem a cobrança dentro do prazo.

Benefícios para o transporte rodoviário de cargas

Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), destaca que a tecnologia do Free Flow trará ganhos significativos para a logística, especialmente para o transporte rodoviário de cargas (TRC).

“O Free Flow sempre foi uma reivindicação do setor de transportes como uma forma de universalização do pedágio. A fluidez que ele possibilita colabora para o transporte de cargas cumprir prazos e auxilia na economia de outros gastos”, afirma Panzan.

O sistema não substituirá as praças tradicionais de pedágio, mas a previsão é que os responsáveis ​​pela cobrança reduzam os valores nesses locais, ajustando-os ao uso eficaz das rodovias.

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Seminário esclarece dúvidas sobre o sistema

Para ampliar o conhecimento sobre o funcionamento do Free Flow e evitar penalizações indevidas, a FETCESP promoverá o ‘Seminário Free Flow – A Nova Modalidade do Pedágio Eletrônico’, destinado a profissionais e empresas do setor. O evento ocorrerá no dia 20 de fevereiro, na sede da entidade, em São Paulo.

“Estamos vivendo um grande avanço logístico, onde podemos reduzir o tempo de viagem, melhorar a entrega do frete e assegurar uma redução de custos operacionais, inclusive no consumo de diesel”, explica Panzan.

Confira a programação:

  • 09h30: Credenciamento e Café de Boas-Vindas
  • 10h00: Cerimônia de Abertura
  • 10h30: Regulamentação do Sistema Free Flow
  • 11h00: Free Flow e o Gerenciamento de Tráfego na Via Dutra
  • 11h30: Cronograma de Aplicação em São Paulo
  • 12h00: Meios de Pagamento no Sistema
  • 12h30: Encerramento
  • 13h00: Brunch

O evento acontecerá na Rua Orlando Monteiro, 21 – Vila Maria – São Paulo/SP, e as inscrições podem ser feitas por meio do formulário disponibilizado pela FETCESP.

Bunge e Martelli Transportes iniciam operação com caminhões movidos a B100 

Uma parceria entre a Bunge e a Martelli Transportes marca um avanço significativo na descarbonização do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Aliás, neste mês, as empresas deram início a uma operação que utiliza biocombustível B100 em 10 caminhões da transportadora mato-grossense. Além disso, os veículos são abastecidos com biodiesel 100% renovável. Produzido a partir de óleo de soja na unidade de biodiesel da Bunge em Nova Mutum (MT). 

A saber, a iniciativa prevê que os caminhões sejam dedicados exclusivamente ao transporte de farelo de soja entre a planta de Nova Mutum e o terminal TRO, em Rondonópolis (MT). O acordo entre as empresas tem duração de dois anos e envolve o transporte de aproximadamente 5 mil toneladas de farelo de soja por mês. Utilizando assim, cerca de 50 mil litros de B100 mensalmente. 

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O projeto, aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem como objetivo coletar dados sobre rendimento, rentabilidade e desempenho ambiental do biocombustível. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), o uso do B100 reduz em até 99% as emissões de CO2 em comparação ao diesel convencional. 

Estratégia de descarbonização da Bunge 

A Bunge tem investido na redução das emissões de carbono como parte de sua Política Global de Não Desmatamento e do seu programa de incentivo à agricultura regenerativa. A companhia estabeleceu metas baseadas na ciência e validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi). Aliás, que preveem uma redução de 25% nas emissões dos escopos 1 e 2 e de 12,3% nas emissões de escopo 3 até 2030, tendo como base o ano de 2020. Em 2023, a empresa já havia alcançado redução de 15,8% nas emissões de escopo 1 e 2 e de 10,6% nas emissões de escopo 3. 

“A necessidade de descarbonização da economia coloca a agricultura no centro das soluções, com muitas oportunidades de negócio para grãos, oleaginosas e novas sementes. Combustíveis de fontes vegetais terão papel importante na transição energética, cujo sucesso depende de uma jornada coletiva. Por isso, a Bunge vem evoluindo em suas parcerias estratégicas tanto no setor logístico quanto nas demais áreas focadas na redução da emissão de gases poluentes”, afirma Charles Vieira, diretor sênior de Logística da Bunge. 

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Transporte rodoviário e sustentabilidade 

O transporte rodoviário é o principal usuário de combustíveis fósseis no mundo e, no Brasil, representa cerca de 85% do modal utilizado no escoamento da produção de grãos. “A descarbonização do setor de transportes é um desafio que nos propomos a conquistar. E que se mostra possível com o apoio de nossos clientes e fornecedores. Esse é mais um capítulo da trajetória da empresa, que agora se direciona à adoção de medidas com maior impacto na busca pelo desenvolvimento sustentável”, comenta Genir Martelli, sócio-proprietário da Martelli Transportes. 

Tecnologia Volvo para o B100 

Para viabilizar a operação, a Martelli Transportes adquiriu 10 caminhões Volvo FH com um motor desenvolvido exclusivamente para rodar com 100% de biodiesel. A solução, disponível sob encomenda, é a única no mercado que permite ao transportador operar com diferentes proporções do biocombustível. A saber, variando do B14 (mistura padrão do diesel S10) até o B100 (biodiesel puro). “Temos o compromisso global de zerar as emissões de CO2 em nossos veículos até 2040. A oferta de caminhões compatíveis com B100 no Brasil é um dos avanços para atingir esse objetivo”, destaca Alcides Cavalcanti, diretor executivo da Volvo Caminhões. 

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A iniciativa da Bunge e da Martelli Transportes representa um passo significativo na busca por soluções sustentáveis para o transporte de cargas no Brasil. Certamente, demonstrando o potencial do biocombustível como alternativa viável na transição energética do setor. 

 

GCF e TAFF projetam crescimento expressivo para 2025  

O setor de transporte e logística no Brasil se prepara para um 2025 promissor, impulsionado por investimentos em infraestrutura e pelo aumento da demanda em segmentos estratégicos. Empresas como a TAFF Brasil e a GCF Transportes estão ampliando suas operações para acompanhar o crescimento do mercado.

TAFF Brasil: crescimento de 25% e ampliação da infraestrutura 

A TAFF Brasil, uma das principais integradoras logísticas da cadeia fria de alimentos perecíveis, projeta um crescimento de 25% em 2025. A empresa registrou um aumento de 20% na movimentação de cargas em 2024, consolidando-se como um dos principais players do setor. No ano passado, foram transportadas mais de 12 milhões de toneladas de alimentos e realizadas 380 mil entregas, um salto significativo em relação a 2023. 

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Para sustentar essa expansão, a empresa investiu R$ 16 milhões nos últimos seis meses na ampliação de sua infraestrutura, incluindo dois novos galpões em Barueri (SP) e a ampliação da capacidade no Rio de Janeiro (RJ). No primeiro trimestre de 2025, estão previstas expansões em Contagem (MG) e Cuiabá (MT), reforçando sua presença nacional. Além disso, a companhia planeja inaugurar centros de distribuição nos três estados da região Sul, consolidando sua cobertura logística em todo o país. 

“O mercado mudou e o comércio agora trabalha com previsão de vendas, reduzindo os estoques. Isso impulsiona a demanda por entregas fracionadas, nossa especialidade no transporte de alimentos congelados, resfriados e climatizados”, afirma Marcelo da Paixão, presidente da TAFF Brasil. 

Atualmente, a TAFF Brasil atende a 1.483 cidades e 23,5 mil pontos de vendas, com 27 unidades espalhadas pelo Brasil. Seu maior centro de distribuição está localizado em Barueri (SP), com 11 mil metros quadrados e infraestrutura de ponta para garantir a qualidade e eficiência das operações. 

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GCF Transportes: crescimento e perspectivas para 2025 

O transporte rodoviário de cargas segue e seguirá como o principal modal logístico do Brasil e no mundo, movimentando cerca de 64% das mercadorias do país. Em 2024, o setor apresentou crescimento significativo, impulsionado pelo aumento da demanda por combustíveis e derivados. Para 2025, a previsão é de movimentação recorde de 2.303,1 milhões de toneladas de carga, com foco na região Sudeste. 

A GCF Transportes, especializada no transporte de papel, celulose e aço, registrou um crescimento expressivo, passando de 7.200 entregas em 2023 para quase 10 mil em 2024. A empresa segue investindo para ampliar sua capacidade e atender à crescente demanda desses segmentos, que devem ser impulsionados pelos investimentos previstos para o setor. 

Um 2025 promissor para o setor logístico 

Com investimentos robustos e ampliação da infraestrutura, o setor logístico brasileiro se prepara para um ano de crescimento acelerado. A modernização das operações, a expansão de centros de distribuição e o aumento na demanda por serviços especializados devem impulsionar ainda mais o transporte de cargas no país. Empresas como TAFF Brasil e GCF Transportes estão na vanguarda dessa evolução, garantindo eficiência e qualidade para seus clientes em 2025 e nos anos seguintes. 

 

Conheça o projeto de retrofit de caminhão diesel para híbrido da ReVolt Motors

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Cases de retrofit de caminhões a diesel para gás ou 100% elétrico no Brasil já foram temas de reportagens aqui na Frota News. Agora de caminhão híbrido, é uma novidade que ocorre nos Estados Unidos. Quem sabe pode ser uma ideia a ser replicada no Brasil? Vamos conhecer o projeto da ReVolt Motors, com sede em Austin, Texas. Ela vai estrear um Peterbilt 379 híbrido “retrofitado” – o caminhão de demonstração da empresa – no Mid-America Trucking Show, entre os dias 27 e 29 de março, em Louisville, Kentucky.  

O sistema é mostrado aqui em ilustração (e sim, sabemos, esse não é um 379, mas sim o modelo de frota 579 deles). Ele apresenta tanto um motor gerador a diesel quanto um motor elétrico.  Antes, vamos esclarecer que o Brasil já conta com dois projetos de ônibus híbridos, no entanto, de modelos zero km. Leia mais sobre isso no final deste artigo. 

O modelo escolhido para demonstrar a tecnologia é um clássico Peterbilt 379, equipado tanto com um motor a diesel gerador quanto um motor elétrico, permitindo operação flexível conforme as necessidades da rota e regulamentações ambientais. 

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Uma nova abordagem para a eletrificação

Diferente de projetos puramente elétricos ou movidos a células de combustível de hidrogênio, a solução da ReVolt Motors busca equilibrar autonomia e eficiência. Segundo Gus Gardner, fundador e CEO da empresa, o sistema oferece aos motoristas a possibilidade de alternar entre o motor a diesel e o modo totalmente elétrico com um simples acionamento de botão. “Nosso sistema é como um caminhão elétrico, mas sem as baterias excessivamente pesadas. O motor a diesel funciona como um gerador, carregando as baterias que impulsionam o caminhão”, explica Gardner. 

O modelo retrofitado pode operar aproximadamente 160 quilômetros em modo totalmente elétrico, com variação de 20%, o que o torna ideal para ambientes urbanos ou portos com restrições de emissões. Quando o motor a diesel está em uso, o alcance é comparável ao de um caminhão tradicional, permitindo que os motoristas mantenham suas rotas de longa distância sem preocupações com infraestrutura de recarga. 

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Economia de combustível e redução de emissões

Com um consumo de pelo menos 12 milhas por galão (aproximadamente 5,1 km/l), a tecnologia da ReVolt Motors promete uma economia de combustível de até 40%. Isso representa uma solução viável para transportadores que buscam reduzir custos operacionais sem renunciar à confiabilidade de seus caminhões. 

Os impactos ambientais também são expressivos. A redução de até 40% nas emissões de carbono posiciona o caminhão para futuras certificações ambientais, contribuindo para um setor de transporte mais sustentável nos EUA. “Os caminhoneiros americanos querem que seus caminhões reflitam sua identidade, e nossa tecnologia permite que eles continuem dirigindo os modelos que amam, enquanto reduzem o impacto ambiental”, destaca Gardner. 

Viabilidade econômica e alto desempenho

O retrofit oferecido pela ReVolt Motors representa uma alternativa economicamente vantajosa para transportadores que enfrentam mandatos ambientais mais rigorosos. A solução é significativamente mais acessível do que a aquisição de um caminhão elétrico novo, que pode custar mais de US$ 500.000 (equivalente a R$ 2,9 milhões).  

O desempenho também é um dos pontos fortes do caminhão híbrido da ReVolt. O modelo oferece 4.745 Nm de torque e 670 cavalos de potência, permitindo operação eficiente mesmo em aplicações de carga pesada. Com uma capacidade de peso bruto total (GVWR) de 130.000 libras, o caminhão está pronto para enfrentar desafios logísticos exigentes. 

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Mercado brasileiro e perspectivas futuras

Enquanto o mercado norte-americano começa a explorar os retrofits híbridos, o Brasil ainda caminha em ritmo mais lento nesse segmento. O país possui dois projetos de ônibus híbridos, ambos desenvolvidos como veículos novos: um protótipo da Volkswagen Caminhões e Ônibus, o e-Volksbus Flex, e o modelo Volare Attack 9 Híbrido, apresentado pela Marcopolo na última Lat.Bus. No entanto, ainda não há iniciativas no segmento de caminhões retrofitados. Esses projetos para ônibus também são diferentes. Eles têm o motor elétrico para tracionar o ônibus e o motor a combustão para gerar energia para as baterias.  

A abordagem da ReVolt Motors pode servir de inspiração para o setor brasileiro, especialmente diante das crescentes demandas por redução de emissões. A possibilidade de adaptar caminhões existentes para um sistema híbrido pode representar uma solução viável para frotistas que desejam modernizar seus veículos sem um investimento exorbitante em novos modelos 100% elétricos. 

O primeiro de montadora, mas ainda não saiu da fase de protótipo é o da Volkswagen Caminhões e Ônibus, desenvolvido em Rezende (RJ). O outro foi apresentado pela Marcopolo na última Lat.Bus, o modelo Attack 9 Híbrido. 

Conclusão

A ReVolt Motors está trazendo uma nova alternativa para o setor de transporte de cargas nos Estados Unidos com sua tecnologia de retrofit híbrido. A empresa aposta na combinação entre eficiência, sustentabilidade e viabilidade econômica para atrair transportadores e caminhoneiros independentes. Com sua estreia no Mid-America Trucking Show, a ReVolt promete revolucionar a forma como o transporte pesado se adapta às novas exigências ambientais e de mercado. Resta saber se essa tecnologia ganhará espaço em outras regiões, como o Brasil, onde a busca por soluções sustentáveis também é crescente.