segunda-feira, junho 24, 2024

Exposição “A Força Feminina da Floresta”: Uma Jornada de Resiliência na Amazônia

Começa neste dia 8 de junho, em São Paulo, a exposição “A Força Feminina da Floresta”. No dia 8, das 16h às 20h, ocorre o evento de abertura e a exposição segue até o dia 22 de junho. Veja informações de horários e localização na imagem abaixo.

O projeto “A Força Feminina da Floresta” emergiu de uma experiência marcante vivenciada na Aldeia Espelho da Vida, situada na majestosa floresta Amazônica, no Acre. Idealizada pela artista Pollyana Simões. A iniciativa levou um grupo de amigos em busca de espiritualidade e conhecimento, por meio dos ensinamentos dos povos originários e suas medicinas tradicionais. Certamente, essa jornada revelou a força e a determinação das mulheres que habitam essas terras ancestrais.

A Força Feminina na Amazônia
Serviço com endereço, dias e horários

Desde o primeiro contato com os povos indígenas, a resiliência das mulheres que enfrentam condições adversárias em suas aldeias, muitas vezes localizadas em lugares remotos e distantes da civilização, impactou profundamente Pollyana. Apesar das dificuldades, elas persistem em moldar suas realidades com mais igualdade e justiça.

Artes sagradas

Essas mulheres, frequentemente subjugadas em um sistema profundamente machista — um reflexo lamentável da sociedade em geral — encontram na sua própria cultura uma fonte de resistência. Durante muito tempo, limitaram suas ações: não puderam sair de suas aldeias para trabalhar, liderar cerimônias espirituais, ou comercializar suas artes sagradas — uma das poucas fontes de sustento disponíveis para elas

Após uma longa e árdua batalha interna, essas mulheres conquistaram o direito, assim como os homens, de compartilhar sua sabedoria ancestral com o mundo exterior. Seja por meio de cerimônias e práticas de cura, ou através de suas expressões artísticas, como tecelagem, artesanato e pinturas corporais, ricas com seus kenes e seus significados simbólicos.

Um marco significativo foi alcançado quando obtiveram permissão para liderar cerimônias tanto dentro quanto fora de suas aldeias. E assim, nasceu a primeira vivência conduzida exclusivamente pela força feminina, com a reunião de mulheres que compõem as sete aldeias Huni Kuin, muitas das quais nunca haviam deixado suas comunidades, que juntas, formam o povo Kaxinawá do Rio Humaitá.

Registros fotográficos

Este encontro histórico foi seguido pela concepção desta exposição, que serve como testemunho da resiliência e da potência dessas mulheres. Aqui, por meio desses registros fotográficos, testemunhamos sua jornada de empoderamento, enquanto conduzem cerimônias sagradas, produzem sua medicina, realizam curas profundas e têm suas vozes finalmente ouvidas.

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Que esta exposição seja mais do que uma simples coleção de imagens. Mas sim um tributo à força, à sabedoria e à beleza das mulheres indígenas. Afinal, é um convite para valorizarmos e celebrarmos a diversidade e a riqueza cultural dos povos originários. Através dessa celebração, esperamos inspirar um reconhecimento mais profundo e uma ação mais significativa em prol dos direitos e do empoderamento das mulheres indígenas da Amazônia e além.

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