quarta-feira, maio 22, 2024

Escassez global de caminhoneiros pode dobrar até 2028, alerta novo relatório da IRU

Um novo relatório da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), no Brasil representada pela NTC&Logística, revelou que a escassez global de caminhoneiros está prestes a atingir níveis alarmantes, podendo dobrar até 2028, Isso se as medidas significativas não forem implementadas. Atualmente, mais de 3 milhões de vagas de motorista de caminhão estão abertas em 36 países estudados, representando 7% do total de cargos nesses locais.

A pesquisa, que abrangeu mais de 4.700 empresas de transporte rodoviário nas Américas, Ásia e Europa, destacou um aumento na escassez de caminhoneiros em 2023, com exceções notáveis nos Estados Unidos e na Europa, onde a demanda reduzida temporária contribuiu para uma leve diminuição da falta de motoristas.

No entanto, a situação é preocupante, pois a disparidade entre condutores jovens e idosos continua a crescer. Apenas 12% dos motoristas têm menos de 25 anos, e apenas 6% são mulheres, ressaltando a necessidade de abordagens eficazes para atrair novos profissionais para a indústria.

A escassez em algum dos países pesquisados

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Mapa mostra dados dos países pesquisados

No Brasil, o número de mulheres condutoras profissionais ainda é menor, mesmo com todo o esforço da Fabet, uma fundação sem fins lucrativos de educação no transporte e de algumas empresas. Eu mesmo, como uma artista que construí minha carreira com apoio dos caminhoneiros e caminhoneiras, madrinha de diversos projetos, vou continuar nesta luta, pois o que não me falta é Fé e disposição para trabalhar.

O secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto, enfatizou a urgência de ações imediatas: “Estamos faltando mais de 3 milhões de caminhoneiros nos países que examinamos. Dada a demografia da profissão, prevemos que poderá duplicar dentro de cinco anos.”

A projeção é alarmante, alertando para a possibilidade de mais de 7 milhões de vagas de motoristas de caminhão permanecerem sem preenchimento até 2028 nos países pesquisados, impactando negativamente comunidades, cadeias de abastecimento e economias dependentes do setor.

Gráfico por faixa etária

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O gráfico mostra o percentual de idade de motoristas profissionais de alguns dos países pesquiados

De acordo com o relatório, pelo menos 50% dos operadores de transporte rodoviário enfrentam dificuldades significativas para contratar motoristas qualificados em muitos dos países estudados, resultando em perda de negócios, clientes e receitas.

A falta de renovação geracional na profissão é evidente, com menos de 12% dos caminhoneiros com menos de 25 anos, uma porcentagem que diminui para 5% na Europa. A China e o Uzbequistão destacam-se com 17% e 25%, respectivamente, de condutores com menos de 25 anos.

A participação das mulheres na indústria permanece baixa, com apenas 6% dos motoristas sendo do sexo feminino globalmente. A China e os Estados Unidos lideram entre os países estudados, apresentando a maior proporção de mulheres caminhoneiras, com 6% e 8%, respectivamente.

Desafios estruturais

O relatório destaca a necessidade urgente de abordar as lacunas demográficas e os desafios estruturais enfrentados pela indústria, incluindo a chamada “lacuna escola-roda”. A idade mínima para conduzir o transporte internacional de mercadorias ainda é entre 21 e 22 anos em alguns países. No entanto, os custos elevados de treinamento e qualificação tornam a profissão menos acessível.

Umberto de Pretto concluiu: “Não podemos permitir que a escassez de motoristas piore. Os operadores estão a fazer a sua parte. No entanto, mas os governos e as autoridades precisam de aumentar os esforços para melhorar as condições de trabalho e o acesso à profissão.”

Diante desse cenário, a facilitação do acesso à profissão de ser promovida. Além disso, a redução da idade mínima para entrada na profissão. E mais o subsídio aos custos de qualificação são apontados como medidas cruciais para enfrentar a crise iminente.

Além disso, o relatório sugere que a entrada de motoristas qualificados de países pode ser uma solução viável. Ademais, permitindo que países com excedente de profissionais ajudem a preencher as lacunas sempre que necessário.

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Sula Miranda
Sula Mirandahttps://www.frotanews.com.br
Conhecida como cantora, Sula Miranda é engajada nas causas do transporte e, por isso, colunista do Frota News. Atua também como, apresentadora de eventos, presença VIP, mestre de cerimônia para eventos corporativos, palestras para profissionais do volante, e campanhas publicitárias para todos os segmentos.
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