Compromisso nº 11 da Carta de Propostas de Tomio Yano defende apoio à organização cooperativas de autônomos e pequenas empresas para ampliar negociação, eficiência e acesso a oportunidades
Em um setor marcado por desigualdade de forças entre embarcadores, transportadoras e motoristas independentes, o compromisso nº 11 da Carta de Propostas de Tomio Yano coloca luz sobre um tema decisivo para o futuro do transporte rodoviário: fortalecer cooperativas e associações de caminhoneiros autônomos e pequenas empresas.
A proposta defende que o país precisa incentivar a organização coletiva desses profissionais para que tenham mais poder de negociação, melhor acesso a fretes, redução de custos operacionais e maior eficiência logística. Hoje, grande parte dos autônomos atua de forma isolada, enfrentando dificuldades para competir com grandes transportadoras, negociar valores justos e acessar serviços essenciais como seguro, manutenção, crédito e tecnologia.
“O caminhoneiro autônomo precisa de força coletiva. Cooperativas bem estruturadas ampliam oportunidades, reduzem custos e garantem mais dignidade ao profissional”, afirma Yano.
Um setor fragmentado que perde competitividade
O transporte rodoviário brasileiro é composto por milhares de pequenos empreendedores individuais, muitos deles com apenas um caminhão. Sem organização, esses profissionais ficam vulneráveis a oscilações de mercado, exigências de embarcadores e custos crescentes — especialmente em seguros, pedágios, manutenção e tecnologia embarcada.
Cooperativas fortes podem oferecer:
- Negociação coletiva de fretes, garantindo valores mais estáveis.
- Acesso a seguros mais baratos, por meio de contratação em grupo.
- Compra compartilhada de insumos, reduzindo custos de pneus, peças e serviços.
- Treinamento e qualificação, elevando o padrão técnico dos motoristas.
- Acesso a crédito, com melhores condições e menos burocracia.
- Padronização operacional, aumentando a confiança dos embarcadores.
Pequenas empresas também entram na pauta
O compromisso não se limita aos autônomos. Pequenas transportadoras, que enfrentam dificuldades semelhantes, também seriam beneficiadas por programas de incentivo à associação e à cooperação. A ideia é criar redes colaborativas capazes de competir com grandes players, sem perder identidade regional ou flexibilidade operacional.
Eficiência logística e impacto nacional
Especialistas apontam que cooperativas fortes podem melhorar a eficiência da cadeia logística como um todo. Com motoristas mais organizados, processos padronizados e acesso a tecnologia, o setor ganha previsibilidade, reduz riscos e melhora a qualidade do serviço prestado.
Além disso, a organização coletiva pode ajudar a combater práticas abusivas, como exigências indevidas, descontos excessivos e repasse de custos que deveriam ser responsabilidade dos embarcadores.

Um caminho para oportunidades reais
O compromisso nº 11 reforça que cooperativas e associações não são apenas estruturas administrativas, mas instrumentos de transformação social e econômica. Para muitos caminhoneiros, integrar uma cooperativa significa ter acesso a oportunidades que seriam inalcançáveis individualmente.
A proposta integra o eixo de fortalecimento institucional e modernização das relações de trabalho da Carta de Propostas de Yano, e deve ganhar espaço no debate sobre políticas públicas voltadas ao transporte.
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