sábado, maio 25, 2024

Brasil surge como potência global de hidrogênio verde, mas desafios persistem

Um recente estudo da consultoria Mirow & Co. revelou que o Brasil está bem posicionado para se tornar um dos principais produtores de hidrogênio verde do mundo. Isso, graças aos custos altamente competitivos de produção. Contudo, o desafio atual reside na necessidade de estimular a demanda doméstica para que o setor possa amadurecer plenamente.

De acordo com o sócio e líder do estudo na Mirow & Co., Felipe Diniz, o principal obstáculo enfrentado pelas empresas que buscam desenvolver projetos no Brasil é a falta de demanda interna. O país pode se beneficiar significativamente do hidrogênio verde. No entanto, a criação de um mercado doméstico robusto é crucial para o crescimento do setor e a oportunidade para as empresas nacionais se destacarem na transição energética.

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O estudo, que envolveu mais de 40 stakeholders da cadeia de valor, destaca a importância do atual marco regulatório do hidrogênio verde em discussão no Congresso. No entanto, ressalta que são necessários mecanismos adicionais para destravar a demanda interna no curto prazo.

Segundo Diniz, “a existência de um mercado doméstico será significativa para o crescimento e amadurecimento do setor. Além disso, possibilitar a criação de novos negócios ao longo da cadeia e a oportunidade para as empresas nacionais se destacarem na transição energética, utilizando do hidrogênio verde.”

O Brasil possui vantagens comparativas notáveis, como uma geração renovável de baixo custo, alta qualidade e disponibilidade de recursos solares e eólicos, além de uma vasta infraestrutura de transmissão de energia. Esses fatores permitirão ao Brasil produzir hidrogênio verde a um custo altamente competitivo, estimado entre US$ 3/kg e US$ 4/kg.

Até 2030, espera-se que esse valor diminua pela metade devido à redução nos custos de projetos de energia e despesas de capital, bem como ao aumento da eficiência dos eletrolisadores.

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Entretanto, para aproveitar plenamente esse potencial, são necessários avanços regulatórios. O estudo destaca projetos em discussão no Congresso. Entre eles, o marco regulatório do hidrogênio verde. Além dele, a criação de um mercado regulado de carbono e incentivos que reduzam o custo de produção do hidrogênio de baixa emissão.

As propostas em debate não apenas impulsionariam a demanda interna de hidrogênio verde. Além disso, também beneficiariam segmentos como e-combustíveis, e-metanol, e-SAF, amônia verde, aço verde, fertilizantes e transporte de carga de longa distância.

Sem condições para a demanda interna, os produtores brasileiros têm buscado nas exportações uma alternativa. A União Europeia tornou-se um destino crucial, impulsionada por restrições de emissões de carbono e incentivos ao consumo de combustíveis de baixo carbono.

O estudo conclui que, se o Brasil superar os desafios locais e implementar as medidas propostas, poderá se destacar como um player chave no mercado global de hidrogênio verde. Por fim, proporcionar oportunidades significativas para a economia e consolidando sua posição na transição para uma matriz energética mais sustentável. O documento completo do estudo da Mirow & Co. está disponível em sua página da consultoria.

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