sábado, maio 25, 2024

Big Brother Trânsito: novas tecnologias para monitorar motoristas

Os radares de trânsito estão cada vez mais Big Brother e passando por uma revolução tecnológica que vai muito além da simples detecção de excesso de velocidade. Uma nova geração de radares, usando o chamado efeito Doppler, juntamente com tecnologias como o laço indutivo e laço virtual, está sendo instalada em cidades brasileiras como Curitiba, São Paulo e Salvador, com o objetivo de detectar o comportamento dos motoristas, melhorar a segurança viária e reduzir a criminalidade.

O diferencial desses radares não intrusivos é a capacidade de capturar informações precisas sobre a presença e o tempo de passagem dos veículos. Isso permite registrar informações estatísticas e infrações de trânsito, como veículos acima da velocidade permitida, parados sobre faixas de pedestres, avanço de semáforo no vermelho, fluxo em contramão e conversão proibida.

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Uma característica desses equipamentos é sua capacidade de registrar o que acontece em uma área de até 100 metros antes e depois do ponto de instalação, proporcionando um monitoramento muito mais abrangente do que os radares tradicionais que usam sensores no chão.

Mais eficazes nas estradas

De acordo com a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), todos os radares devem ser homologados por portaria do Inmetro e aferidos periodicamente. Além disso, esses radares têm a capacidade de monitorar até quatro faixas de carros, o que os torna eficazes em estradas movimentadas e centros urbanos congestionados.

O especialista em mobilidade urbana, Guilherme Araújo, explica que o objetivo desses radares não é apenas medir a velocidade, mas também entender o que o veículo está fazendo. “São capacidades expandidas de fiscalização de radares”, afirma.

Essa abordagem não intrusiva traz vantagens, incluindo a detecção de veículos sem a necessidade de destruir o pavimento para instalação de sensores, a eliminação da paralisação da via para manutenção e a redução de gastos desnecessários para os gestores públicos.

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Guilherme Araújo é o presidente da Velsis, uma empresa de soluções em mobilidade, com mais de 1.699 faixas monitoradas e 731 equipamentos instalados.

Em Curitiba, o programa Muralha Digital utiliza 1,9 mil câmeras instaladas em vários pontos da cidade. Sobretudo, ele fica integrado ao Centro de Operações, conseguiu reduzir a criminalidade em até 40%.

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Em Salvador, após a adoção da tecnologia não intrusiva, o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito diminuiu 56%. Dessa forma, caiu de 247 mortes em 2012 para 109 em 2022. Nesse período, houve também uma redução de 57% na quantidade de acidentes, passando de 6.827 em 2012 para 2.946 no ano passado.

Guilherme Araújo, por fim, destaca que essas tecnologias são fabricadas utilizando inteligência artificial. Além disso, integra dados, vídeos e imagens para otimizar a fiscalização de trânsito e melhorar a segurança pública nas rodovias e vias públicas.

Marcos Villela | LinkedIn

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