O mercado de transporte rodoviário e multimodal de cargas no Brasil costuma ser medido por toneladas transportadas, eficiência de frota e custo por quilômetro rodado. No último domingo (24/05), porém, a métrica de sucesso de uma das principais operadoras logísticas que conecta o Sudeste com o Norte do País, a Combitrnas, foi medida a mais de 370 km/h.
Ao carimbar o patrocínio master do jovem Caio Collet na tradicional equipe A.J. Foyt Racing, a Combitrans Amazônia não apenas inseriu sua marca no maior ecossistema de marketing esportivo da América do Norte. Ela quebrou um jejum incômodo e garantiu que o Brasil tivesse, além do veterano Hélio Castroneves, um segundo nome de peso — e o único em tempo integral na temporada de 2026 — disputando as icônicas 500 Milhas de Indianápolis.
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Para o setor de transportes, o movimento liderado por Marcelo Camargo, presidente da Combitrans, vai muito além do entusiasmo esportivo. Trata-se de um posicionamento B2B global. Em um mercado onde a eficiência energética, a tecnologia de combustíveis e a resistência de componentes são vitais, associar uma empresa da logística intermodal à engenharia de ponta da Fórmula Indy constrói uma chancela de inovação difícil de replicar. O automobilismo americano virou a plataforma de branding para a expansão internacional do grupo, mostrando que a competência do transportador brasileiro tem tração para rodar em qualquer lugar do mundo.
Estreia com protagonismo e coração partido na volta 192
A estreia de Caio Collet na 110ª edição da Indy 500 foi uma demonstração de maturidade que impressionou o paddock de Indianápolis, embora o fechamento tenha sido dramático. A reportagem da Frota News assistiu a prova em um espaço para convidados preparado pela Firestone, patrocinadora e fornecedora de pneus para IndyCar Series, para assistir a transmissão da corrida em um telão.
Partindo da 32ª posição após uma classificação complicada, o piloto do bólido nº 4 escalou o pelotão com o mesmo arrojo de um veterano. Adotando uma estratégia agressiva e precisa de paradas nos boxes, Collet alcançou o topo da folha de tempos e liderou a Indy 500 por cerca de 10 voltas, colocando a marca da transportadora brasileira na liderança da prova mais famosa do planeta.
Faltando apenas 8 voltas para o fim, quando sustentava uma sólida 10ª posição — sendo o melhor estreante (rookie) da prova —, o carro perdeu aderência na traseira ao contornar a desafiadora Curva 2. O impacto contra o muro externo foi violento, gerando um princípio de incêndio na parte traseira do chassi Dallara-Chevrolet e acionando a bandeira vermelha.
Apesar das imagens assustadoras, os sistemas de segurança da IndyCar funcionaram perfeitamente: Collet saiu do carro por conta própria e, após exames no centro médico, foi liberado sem ferimentos graves. Devido ao abandono forçado, constou oficialmente em 26º lugar, mas o desempenho na pista estabeleceu o paulista como uma das grandes realidades da nova geração da categoria.
A trajetória de Caio Collet: Da Europa aos ovais americanos
A trajetória de Caio Collet, 24 anos, rumo à elite do automobilismo norte-americano começou a ser pavimentada em uma escola de monopostos na Europa. Em 2018, o piloto brasileiro conquistou o prestigioso título da Fórmula 4 Francesa, desempenho que o levou diretamente para os radares da principal categoria do mundo, garantindo sua entrada na academia de jovens talentos da equipe Alpine de Fórmula 1. Na sequência de sua formação no Velho Continente, Collet disputou três temporadas altamente competitivas na FIA Fórmula 3, onde chamou a atenção ao acumular vitórias marcantes em circuitos lendários e técnicos como Spa-Francorchamps, na Bélgica, e Hungaroring, na Hungria.
Percebendo as complexas barreiras políticas e os altíssimos custos financeiros que travavam o grid da Fórmula 1, o piloto tomou uma decisão de carreira e redirecionou seu foco para os Estados Unidos. Essa transição ocorreu em 2024, quando Collet desembarcou no cenário americano para ingressar na Indy NXT, a principal categoria de acesso à Fórmula Indy. O movimento se provou acertado logo no ano seguinte, em 2025, quando o brasileiro acelerou forte para se sagrar vice-campeão do torneio.
Foi justamente essa consistência nas pistas, somada a uma rápida capacidade de adaptação aos desafiadores circuitos ovais americanos, que consolidou a confiança do MC Group e da Combitrans Amazônia. O desempenho do piloto deu à manauara da logística os argumentos necessários para estruturar o aporte financeiro que viabilizou sua subida para a categoria principal em 2026.
O vídeo Fiery Indy 500 Incident Ends Rookie’s Race mostra o momento exato do forte impacto sofrido pelo piloto brasileiro e o trabalho rápido das equipes de resgate na pista de Indianápolis.
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- SASSMAQ
A Combitrans, operadora logística no transporte fluvial e rodoviário, recebeu a certificação SASSMAQ – Módulo Rodoviário e passa a contar com a qualificação exigida pelo setor químico para operações de transporte e logística de produtos químicos e petroquímicos, conforme critérios de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade estabelecidos pelo sistema. Segundo Dagoberto Madono Júnior, diretor de Novos Negócios da Combitrans, a certificação amplia a capacidade da empresa para atender clientes com cargas sensíveis e rigor regulatório, como a da indústria química. - Cerficação OEA
A Alpha Cargo recebeu a certificação Operador Econômico Autorizado (OEA), publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro, após aprovação da Receita Federal. O reconhecimento, que atesta alto nível de conformidade aduaneira, segurança logística e rastreabilidade, deve impulsionar imediatamente em 20% os novos negócios da empresa. Com sede em Campinas e atuação desde 2008, a transportadora passa a usufruir de benefícios como redução de conferências, prioridade na análise de processos e maior previsibilidade nos fluxos aduaneiros — fatores que reduzem o tempo de liberação de cargas e fortalecem operações just in time.
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