O mercado brasileiro de tecnologia vive um gargalo que afeta diretamente inovação, produtividade e competitividade. Um estudo inédito realizado pela Ford em parceria com o Datafolha revela que 98% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais qualificados, um índice praticamente unânime que expõe a fragilidade da formação técnica no país.
A pesquisa, intitulada “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, ouviu 250 líderes de RH e TI de médias e grandes empresas de diversos setores — tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde — em todas as regiões do Brasil. O levantamento detalha lacunas de qualificação, desafios de recrutamento e expectativas para os próximos anos.
Déficit técnico e demora nas contratações
A maioria das empresas enfrenta dificuldade para contratar devido à falta de conhecimento técnico (72%) e de experiência prática (54%), o que alonga o processo seletivo: só 14% preenchem vagas em menos de um mês, enquanto metade leva de um a dois meses e parte significativa ultrapassa três ou quatro meses. O LinkedIn permanece como principal ferramenta de recrutamento, usado por 60% das organizações.
Para Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul, os dados revelam um descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados, um dos grandes desafios atuais do mercado.
Áreas mais críticas: IA, segurança e engenharia de software
As empresas enfrentam maior dificuldade para contratar em áreas como inteligência artificial e engenharia de software, onde especialistas são os profissionais mais escassos, enquanto competências técnicas críticas — como segurança da informação e machine learning — também faltam no mercado.
Além disso, 37% das organizações rejeitam candidatos tecnicamente qualificados por ausência de soft skills, especialmente inteligência emocional e pensamento crítico, e 78% desclassificam quem não domina inglês.
Segundo Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul, o mercado exige profissionais completos, combinando habilidades técnicas e comportamentais, uma demanda que tende a crescer.
Geração Z e diversidade: prioridades e desafios
As empresas apontam que a Geração Z prioriza salário (53%), flexibilidade (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) ao escolher um emprego, enquanto a diversidade segue como desafio: 93% relatam dificuldade em contratar profissionais de grupos sub-representados, reforçando a urgência de políticas de inclusão e formação.
Nos próximos anos, a inteligência artificial deve liderar as transformações no setor, seguida pela necessidade de qualificação e novas inovações tecnológicas. As soft skills tendem a se tornar ainda mais escassas que as competências técnicas, e, segundo Djalma Brighenti, da Ford América do Sul, a IA só gera valor quando apoiada por dados organizados, contexto e profissionais preparados.
Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul, alerta para um desafio duplo: “Para que a IA entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados.”
Ford <Enter>: formação para reduzir o déficit de talentos
Criado em 2022, o “Ford <Enter>” é um programa social da Ford e da Ford Philanthropy, em parceria com SENAI-SP, SENAI-BA, Rede Cidadã e Global Giving. A iniciativa oferece cursos gratuitos de programação (Front-End, Back-End, Power BI e Python) para pessoas em situação de vulnerabilidade, com suporte financeiro e encaminhamento ao mercado de trabalho.
Desde a sua criação, o programa registrou mais de 15 mil inscritos e formou 1.000 alunos no Brasil, muitos dos quais conquistaram empregos antes mesmo da conclusão do curso. No momento, o Ford <Enter> está com inscrições abertas até 3 de maio para novas turmas em São Paulo. São 40 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://www.ford.com.br/sobre-a-ford/ford-enter/.
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Estudo Ford–Datafolha revela que 98% das empresas enfrentam dificuldade para contratar profissionais de tecnologia. Falta de qualificação técnica e soft skills lidera os desafios.
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- América Latina

Guilhermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América LatinaSa A Ford unificou a operação da Ford Pro na América Latina, centralizando em São Paulo a gestão de todos os veículos comerciais — de vans e furgões a picapes e SUVs voltados a frotas — para integrar mercados antes separados, ampliar sinergias e atender melhor grandes clientes de logística e e‑commerce. A mudança acompanha a busca por maior produtividade e redução de custos no setor e se apoia no bom desempenho recente: desde 2021, a Ford Pro já responde por cerca de 20% das vendas da marca na região, com crescimento expressivo em 2025, incluindo 9 mil emplacamentos no Brasil (+30%), 28 mil na América do Sul (+17%) e 29 mil no México. A rede soma 504 concessionárias e a estratégia inclui ampliar o portfólio, como as cinco novas versões XL da Ranger voltadas ao uso comercial.
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