sábado, março 14, 2026

DHL Global Forwarding amplia foco no Brasil com avanço de data centers, saúde, automotivo e energias renováveis

O Brasil passou a ocupar uma posição central na estratégia da DHL Global Forwarding na América Latina e no mundo. Para Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina, a combinação entre escala industrial, conexão com os principais mercados globais e avanço de setores como data centers, saúde, automotivo e energias renováveis consolidou o país como um dos mais estratégicos para a expansão da companhia nos próximos anos.

Responsável pela divisão especializada em agenciamento de carga, transporte internacional por via aérea, marítima e terrestre, além de desembaraço aduaneiro, Meade afirma que o Brasil deixou de ser visto apenas como um mercado de oportunidade e passou a ser tratado como um ativo estrutural de longo prazo nas cadeias globais de suprimentos. “O Brasil não é um país de oportunidades de curto prazo. Ele é um pilar importante do comércio global”, afirma o executivo.

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Segundo ele, a relevância brasileira está na força da base industrial, na diversidade de setores produtivos e na integração com mercados como Estados Unidos, Europa e China. Essa combinação, diz, sustenta a demanda por soluções logísticas mais sofisticadas e reforça o papel do país no comércio internacional.

Data centers e energia renovável elevam complexidade da operação

Entre os segmentos que mais ganham peso na estratégia da companhia no Brasil, o mercado de data centers aparece como uma das principais apostas. O avanço do setor, impulsionado pela digitalização da economia e pela demanda por infraestrutura crítica, vem elevando o nível de exigência das operações logísticas.

DHL Global Forwarding
Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina

De acordo com Meade, a movimentação de equipamentos para data centers exige transporte de cargas sensíveis, protocolos rigorosos e planejamento detalhado. Para atender esse mercado, a DHL estruturou centros de competência na América Latina, incluindo uma operação no Brasil e outra no México, voltados a demandas especializadas. “Estamos falando de cargas que exigem equipes especializadas, procedimentos rigorosos, alto nível de conformidade e planejamento detalhado”, destaca.

Outro eixo de crescimento é o avanço das energias renováveis, especialmente em projetos de energia solar e eólica. Nesses casos, a operação envolve movimentação de equipamentos de grande porte, exigências regulatórias e coordenação entre diferentes modais, o que amplia a demanda por logística de projeto e soluções sob medida.

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Automotivo e saúde puxam demanda por soluções especializadas

No setor automotivo, a DHL acompanha a transformação da indústria com o avanço dos veículos elétricos e de seus componentes. Segundo Meade, esse movimento cria novas exigências para a logística internacional, ao mesmo tempo em que mantém alta a necessidade de agilidade em operações críticas para evitar impactos nas linhas de produção.

Já o segmento de saúde e life sciences segue entre os mais estratégicos para a companhia. As operações envolvem embarques com temperatura controlada, rastreabilidade, certificações específicas e rigoroso cumprimento de exigências regulatórias e aduaneiras. “Estamos falando de envios com temperatura controlada, alto nível de exigência regulatória e necessidade total de conformidade, inclusive nos processos aduaneiros”, afirma.

Ponte estaiada de 48 toneladas do Brasil para Angola via aérea

A DHL Global Forwarding protagonizou uma operação logística de alta complexidade ao transportar por via aérea, em parceria com a Protende ABS, componentes de grandes dimensões destinados à construção de uma ponte estaiada em Luanda, capital de Angola.

No primeiro lote, foram embarcadas cerca de 48 toneladas de materiais em prazo reduzido para atender à urgência do cronograma da obra. A operação envolveu peças pesadas, volumosas e com características geométricas fora do padrão da aviação de carga convencional, incluindo tubos de proteção antivandalismo e elementos estruturais com mais de seis metros de comprimento.

Para viabilizar o transporte, a DHL recorreu a uma operação com voo charter, solução considerada essencial para acomodar o volume e as dimensões da carga. O projeto exigiu desde o desenvolvimento de embalagens customizadas até a criação de estruturas exclusivas de fixação, em conformidade com as normas de segurança para uma das primeiras exportações brasileiras de sistemas de estaiamento por via aérea.

DHL reforça aposta no Brasil e posiciona País como hub regional

“Aplicamos toda nossa expertise na movimentação de cargas especiais neste projeto, da definição do tipo específico de aeronave capaz de suportar o peso e as dimensões da carga, ao entendimento da melhor rota considerando elementos como a necessidade de reabastecimento”, afirma André Maluf, diretor de Frete Aéreo da DHL Global Forwarding no Brasil.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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