O Brasil passou a ocupar uma posição central na estratégia da DHL Global Forwarding na América Latina e no mundo. Para Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding América Latina, a combinação entre escala industrial, conexão com os principais mercados globais e avanço de setores como data centers, saúde, automotivo e energias renováveis consolidou o país como um dos mais estratégicos para a expansão da companhia nos próximos anos.
Responsável pela divisão especializada em agenciamento de carga, transporte internacional por via aérea, marítima e terrestre, além de desembaraço aduaneiro, Meade afirma que o Brasil deixou de ser visto apenas como um mercado de oportunidade e passou a ser tratado como um ativo estrutural de longo prazo nas cadeias globais de suprimentos. “O Brasil não é um país de oportunidades de curto prazo. Ele é um pilar importante do comércio global”, afirma o executivo.
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Segundo ele, a relevância brasileira está na força da base industrial, na diversidade de setores produtivos e na integração com mercados como Estados Unidos, Europa e China. Essa combinação, diz, sustenta a demanda por soluções logísticas mais sofisticadas e reforça o papel do país no comércio internacional.
Data centers e energia renovável elevam complexidade da operação
Entre os segmentos que mais ganham peso na estratégia da companhia no Brasil, o mercado de data centers aparece como uma das principais apostas. O avanço do setor, impulsionado pela digitalização da economia e pela demanda por infraestrutura crítica, vem elevando o nível de exigência das operações logísticas.

De acordo com Meade, a movimentação de equipamentos para data centers exige transporte de cargas sensíveis, protocolos rigorosos e planejamento detalhado. Para atender esse mercado, a DHL estruturou centros de competência na América Latina, incluindo uma operação no Brasil e outra no México, voltados a demandas especializadas. “Estamos falando de cargas que exigem equipes especializadas, procedimentos rigorosos, alto nível de conformidade e planejamento detalhado”, destaca.
Outro eixo de crescimento é o avanço das energias renováveis, especialmente em projetos de energia solar e eólica. Nesses casos, a operação envolve movimentação de equipamentos de grande porte, exigências regulatórias e coordenação entre diferentes modais, o que amplia a demanda por logística de projeto e soluções sob medida.

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Automotivo e saúde puxam demanda por soluções especializadas
No setor automotivo, a DHL acompanha a transformação da indústria com o avanço dos veículos elétricos e de seus componentes. Segundo Meade, esse movimento cria novas exigências para a logística internacional, ao mesmo tempo em que mantém alta a necessidade de agilidade em operações críticas para evitar impactos nas linhas de produção.
Já o segmento de saúde e life sciences segue entre os mais estratégicos para a companhia. As operações envolvem embarques com temperatura controlada, rastreabilidade, certificações específicas e rigoroso cumprimento de exigências regulatórias e aduaneiras. “Estamos falando de envios com temperatura controlada, alto nível de exigência regulatória e necessidade total de conformidade, inclusive nos processos aduaneiros”, afirma.
Ponte estaiada de 48 toneladas do Brasil para Angola via aérea
A DHL Global Forwarding protagonizou uma operação logística de alta complexidade ao transportar por via aérea, em parceria com a Protende ABS, componentes de grandes dimensões destinados à construção de uma ponte estaiada em Luanda, capital de Angola.
No primeiro lote, foram embarcadas cerca de 48 toneladas de materiais em prazo reduzido para atender à urgência do cronograma da obra. A operação envolveu peças pesadas, volumosas e com características geométricas fora do padrão da aviação de carga convencional, incluindo tubos de proteção antivandalismo e elementos estruturais com mais de seis metros de comprimento.
Para viabilizar o transporte, a DHL recorreu a uma operação com voo charter, solução considerada essencial para acomodar o volume e as dimensões da carga. O projeto exigiu desde o desenvolvimento de embalagens customizadas até a criação de estruturas exclusivas de fixação, em conformidade com as normas de segurança para uma das primeiras exportações brasileiras de sistemas de estaiamento por via aérea.
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“Aplicamos toda nossa expertise na movimentação de cargas especiais neste projeto, da definição do tipo específico de aeronave capaz de suportar o peso e as dimensões da carga, ao entendimento da melhor rota considerando elementos como a necessidade de reabastecimento”, afirma André Maluf, diretor de Frete Aéreo da DHL Global Forwarding no Brasil.
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