Como a Unidas reduz tempo médio de parada da frota em 26,8%?

Centro de Controle Operacional amplia disponibilidade de máquinas e equipamentos em 10,6%

A Unidas, locadora de veículos para frotas de veículos comerciais, informou que seu Centro de Controle Operacional (CCO), criado em 2025, reduziu em 26,8% o tempo médio de parada da frota e aumentou em 10,6% a disponibilidade de máquinas e equipamentos alugados no primeiro ano de operação. A estrutura integra dados de telemetria, manutenção e logística para monitorar o desempenho dos ativos e apoiar decisões operacionais.

Segundo Lucas Barboza, diretor executivo da Unidas Pesados, a evolução do CCO ampliou a capacidade de análise dos ativos ao incorporar diferentes fontes de dados operacionais. Entre as aplicações da ferramenta estão o suporte às operações do ciclo canavieiro e o monitoramento de indicadores de dirigibilidade para orientar ações de treinamento e prevenção.

Em breve, a reportagem da Frota News publicará uma entrevista para detalhar mais como essa redução foi alcançada.

Proposta do FETCESP: Padronizar as regras de circulação entre os municípios da RMSP

O avanço do comércio eletrônico e o aumento do consumo nas regiões metropolitanas têm ampliado a pressão sobre a logística urbana brasileira. Embora o transporte rodoviário responda por cerca de 63% da movimentação de cargas de longa distância, na distribuição urbana ele é praticamente absoluto, representando, segundo avaliação da Frota News, 99,9% das operações. No entanto, a infraestrutura não acompanhou esse crescimento, gerando gargalos que reduzem a eficiência das entregas e elevam os custos logísticos, que em 2025 já alcançam 15,5% do PIB.

A situação é ainda mais crítica nas regiões metropolitanas, onde a falta de integração entre municípios cria obstáculos operacionais. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), formada por 39 cidades, exemplifica esse problema ao reunir diferentes regras de circulação para caminhões, além das restrições estaduais e federais. Empresas de transporte precisam adaptar rotas e horários conforme cada município, enfrentando limitações como rodízios, zonas restritas e regras que não dialogam entre si, o que aumenta a burocracia, reduz a produtividade e encarece toda a cadeia de abastecimento.

Para a FETCESP, a solução passa pela criação de uma governança metropolitana efetiva, baseada na padronização das regras e em maior coordenação entre Estado e municípios. Segundo o presidente da entidade, Carlos Panzan, a fragmentação atual compromete a eficiência logística justamente nas áreas que concentram a maior parte da população e da atividade econômica paulista. Sem integração, os riscos incluem aumento dos preços ao consumidor, menor previsibilidade no abastecimento e maior vulnerabilidade operacional. A entidade defende que a logística seja tratada como função pública essencial, exigindo cooperação permanente entre poder público e setor produtivo.

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