O mercado brasileiro de máquinas rodoviárias encerrou 2025 em leve retração e iniciou 2026 sob forte pressão das importações. As vendas internas no atacado caíram 0,4%, passando de 8,0 mil unidades em 2024 para 7,9 mil unidades em 2025, o menor nível desde 2023, segundo dados da Anfavea apresentados nesta quarta-feira (15).
O acesso ao crédito continuou sendo um dos principais entraves do setor. O uso de capital próprio diminuiu de 38% para 33%, e modalidades como CDC e FINAME também perderam espaço, impactadas pelos juros elevados que desestimulam investimentos em renovação de frota.
Na balança comercial, o cenário foi ainda mais desafiador. As exportações de máquinas rodoviárias recuaram 17,8% em 2025, chegando a 10,1 mil unidades, enquanto as importações avançaram 9,9%, alcançando 13,4 mil unidades. A China ampliou sua liderança como principal origem das máquinas importadas, passando de 14,1 mil para 16,5 mil unidades, seguida pela Índia.
Projeções para este ano
Os primeiros meses de 2026 confirmaram a tendência de pressão externa: entre janeiro e março, as importações cresceram 17,3%, de 5,0 mil para 5,8 mil unidades, enquanto as exportações tiveram leve alta de 1,4%.
Para 2026, a Anfavea projeta nova queda nas vendas internas de máquinas rodoviárias, estimando retração de 4,7%, para 35,3 mil unidades. As exportações também devem cair, com previsão de recuo de 10,7%. O setor inicia o ano enfrentando demanda fraca, crédito caro e concorrência crescente de produtos importados, especialmente asiáticos.
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