Diálogo franco e honesto marca a Assembleia Geral da Toyota com recorde de presença e proximidade entre liderança e acionistas
Logo na manhã de 17 de junho, o Honkan Hall, na sede da Toyota Motor Corporation em Toyota City, Prefeitura de Aichi, recebeu uma multidão de acionistas para a principal Assembleia Geral da empresa. Antes mesmo da abertura das portas, o presidente Akio Toyoda percorreu o público, posou para fotos, cumprimentou investidores e distribuiu adesivos preparados especialmente para a ocasião, reforçando a imagem de proximidade que tem marcado esses encontros.
Segundo um acionista, “Sob a presidência Toyoda, as assembleias gerais se tornaram um lugar para compartilhar risadas e lágrimas.” Ao refletir sobre o papel desses encontros, Akio Toyoda definiu as reuniões como um espaço de “diálogo franco e honesto” entre a companhia e seus proprietários. Ele destacou a evolução do formato ao longo de seus 14 anos como presidente e nos últimos três anos sob o comando do Vice-Presidente Koji Sato, com um salto de público desde a pandemia: de 300 presentes para 8.922 o recorde de 9.040.
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Toyoda vinculou essa transformação a uma “revolução” contínua na busca por “uma fabricação de carros cada vez melhor”. Ele relembrou três marcos pessoais que moldaram sua condução da Toyota: o fato de não ser engenheiro, ter assumido a empresa no vermelho e ter representado a marca nas audiências públicas dos EUA. “Na época em que caímos no vermelho, a Toyota costumava ser elogiada por ganhar dinheiro”, disse, ao narrar a pressão de assumir perdas e a incerteza inicial sobre como liderar. “A única coisa que eu tinha a oferecer era meu amor pela Toyota. E meu amor por dirigir.”
Foi nesse espírito que decidiu se expor ao volante, “arriscando a vida no Nürburgring”, mesmo sob críticas de que corria “por diversão”. Hoje, afirmou sentir-se energizado pelo reconhecimento de que os carros “realmente mudaram”. O comparecimento ao banco nas audiências públicas nos EUA foi descrito como ponto de virada: carregar o sobrenome do fundador significou, para ele, lutar pelo passado, presente e futuro da Toyota, assumindo também a responsabilidade por empresas do grupo, concessionárias e fornecedores. “Dia após dia, continuei a continuar lutando”, resumiu.
De volta à companhia agora como presidente do conselho, Toyoda enxerga uma diferença essencial em relação ao passado: “tenho colegas dedicados à fabricação de carros”. Ele enfatizou que não vê “pessoas trabalhando sob” sua responsabilidade, mas “colegas” com os quais pretende “continuar fazendo carros cada vez melhores”, pedindo que os acionistas sigam empolgados com a Toyota.
Ao projetar o futuro das assembleias, Akio Toyoda reforçou que os acionistas são os proprietários da empresa e que o encontro anual deve funcionar, “pelo menos aqui no Japão”, como fórum onde esses proprietários e a liderança se engajem em “um diálogo franco e honesto”. Em tom bem-humorado, comentou que, de volta ao cargo de presidente, pode “pedir respostas em vez de ser chamado”, arrancando risos e aplausos ao dizer que “não se importaria de continuar isso um pouco mais, se me permite — claro, isso depende da empresa”.
Encerrando, Toyoda ressaltou que as assembleias são “criadas junto com” os acionistas e que a meta é construir algo “para mostrar com orgulho ao mundo”. Ele convidou os investidores a oferecerem opiniões “gentis e francas” e concluiu pedindo que assumam plenamente seu papel de proprietários na governança da Toyota.
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