Selo Maior Valor de Revenda 2026 revela os veículos comerciais que menos desvalorizam em 17 categorias

Estudo da Agência AutoInforme aponta os modelos Sprinter Chassi 417 e 517 como os veículos comerciais que mais preservaram valor de mercado após três anos de uso

Os modelos Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417 e Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517 foram os veículos comerciais com os menores índices de depreciação do mercado brasileiro, segundo os resultados da 12ª edição do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais, promovido pela Agência AutoInforme. O levantamento avaliou o comportamento do valor de revenda de utilitários de carga e caminhões após três anos de uso e teve os vencedores anunciados nesta sexta-feira (25), em São Paulo. A análise considera a diferença entre os preços de veículos zero-quilômetro registrados em julho de 2023 e seus respectivos valores de mercado em junho de 2026.

No resultado geral, o Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417 registrou depreciação de 5,7% e foi o destaque entre os utilitários de carga. Já o Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517 apresentou índice de 10,3%, obtendo o melhor desempenho entre os caminhões avaliados. Os dois modelos alcançaram os menores percentuais de perda de valor em seus respectivos segmentos durante o período analisado.

A pesquisa é baseada na metodologia desenvolvida pela Agência AutoInforme para acompanhar o comportamento do mercado de veículos usados. O estudo considera o prazo de três anos por representar o período médio de renovação de frotas no Brasil, permitindo avaliar quanto do valor original de um veículo é preservado ao longo de sua utilização.

Utilitários de carga

Além dos vencedores gerais, outras categorias também tiveram modelos reconhecidos pelos menores índices de depreciação. No segmento de utilitários de carga, o Mercedes-Benz Sprinter Furgão 417 conquistou o primeiro lugar na categoria Furgão de Carga, com índice de 9,7%. Entre as Furgonetas de Carga, o destaque foi o Fiat Fiorino, com depreciação de 17,8%. Na categoria Minibus, o Renault Master Minibus registrou índice de 7,4%, enquanto o Fiat e-Scudo Furgão liderou entre as Furgonetas de Carga Elétricas, com depreciação de 41,8%.

Selo
Veículos de carga com PBT até 3.500 kg
Selo
Executivos das marcas vencedoras do Selo: Marco Pacheco (Iveco), Alexandre Gonçalves Dias (Renault), André Gentil (Scania), Aline Rapassi (Mercedes-Benz), Erick Boccia (Fiat), Pedro Simão (Foton) e Fabio de Oliveira Guedes (VWCO)

Caminhões

Entre os caminhões, o Foton iBlue EV foi o melhor colocado na categoria de veículos elétricos, com índice de 28,3%. Nos caminhões leves, o destaque ficou com o Iveco Daily 65-170/180, que registrou depreciação de 16,8%. O Volkswagen Delivery 11-180 liderou na categoria de médios, com índice de 21,3%.

No segmento de caminhões movidos a gás natural veicular (GNV), o Scania R-410 alcançou o melhor resultado, com depreciação de 19,1%. Entre os semipesados, foram premiados o Scania P-320 4×2, com índice de 16,4%; o Volvo VM 290 6×2, com 21,1%; o Volvo VM 360 6×4, com 21,2%; e o Scania P-280 8×2, que apresentou uma das menores perdas de valor do levantamento, com 12,4%.

Já entre os caminhões pesados, os destaques foram o Scania P360, com depreciação de 15,4%; o Scania G-460, com 17%; e o Scania G-560, com 18,7%, consolidando a presença da fabricante em diferentes categorias da avaliação.

Selo
Veículos de carga com PBT a partir de 3.501 kg

Responsável pelo estudo, Luiz Cipolli Junior afirmou que os resultados observados ao longo das edições demonstram a influência de fatores relacionados à aceitação dos veículos no mercado e à manutenção de seu valor ao longo do tempo. Segundo ele, a preservação do valor de revenda está diretamente ligada ao desempenho dos modelos no mercado de usados.

O idealizador da certificação, Joel Leite, destacou que a ampliação da oferta de fabricantes e modelos nos segmentos de caminhões e utilitários de carga aumentou a importância do acompanhamento dos índices de depreciação. De acordo com ele, fatores como a marca, a estrutura da rede de concessionárias, o pós-venda, o volume de comercialização e a aceitação do produto no mercado influenciam diretamente o valor de revenda dos veículos.

O histórico do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais mostra predominância da Mercedes-Benz desde a criação da premiação. Entre 2015 e 2026, a marca conquistou 43 vitórias em categorias de utilitários e caminhões e obteve 11 títulos de “Campeão Geral”. A Volkswagen soma 16 conquistas em categorias e dois títulos máximos, enquanto a Renault acumula oito vitórias e três títulos de “Campeão Geral”. A Hyundai registra cinco vitórias em categorias e três melhores colocações entre os utilitários. A Kia Brasil venceu a categoria Camioneta de Carga por três anos consecutivos, de 2021 a 2023, com o Bongo K2500. No balanço histórico da premiação também se destacam Fiat (12 vitórias), Scania (16), Volvo (11), Iveco (6), Ford (3) e Peugeot (1).

Selo
Joel Leite: “Com o aumento substancial de players nos segmentos de caminhões e de utilitários de carga, entendemos que a certificação ganhou ainda mais importância. O selo pode e deve ser, inclusive, uma ferramenta de marketing na conquista ou fidelização de clientes. A depreciação/valorização depende de vários fatores: do tamanho do veículo, da marca, da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, ao segmento, a origem, ao fato de ter grande volume de venda, à sua aceitação no mercado”

Realizado há 25 anos pela Agência AutoInforme, o estudo de depreciação se tornou uma referência para o mercado automotivo brasileiro. A versão voltada exclusivamente para veículos comerciais chega à sua 12ª edição, monitorando o comportamento de utilitários de carga e caminhões em 17 categorias e identificando os modelos que melhor preservam valor após o ciclo médio de utilização nas frotas. A Frota News é parceira do SMVR-VC como media partner.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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