sexta-feira, abril 3, 2026

Mato Grosso precisa de jovens e adultos com formação em logística

O agronegócio mantém Mato Grosso como uma das principais forças econômicas do país, liderando a produção nacional de soja e milho e consolidando o estado como potência global no setor. Com o avanço tecnológico no campo — incluindo drones, inteligência artificial e práticas sustentáveis — cresce também a necessidade de profissionais qualificados em logística e gestão para acompanhar a complexidade das operações.

Nesse cenário, o CEBRAC de Cuiabá se destaca ao oferecer formação alinhada às demandas do mercado, com conteúdos que vão da cadeia de suprimentos ao Planejamento e Controle da Produção, além de temas atuais como logística sustentável e Indústria 4.0. A instituição também aproxima os alunos das empresas do agronegócio por meio do Cebrac Empregos, reforçando sua atuação como ponte entre qualificação e mercado.

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A expansão do agronegócio no Centro-Oeste — incluindo Goiás e Mato Grosso do Sul — intensifica a demanda por mão de obra especializada, tendência que deve crescer neste ano, segundo projeções do Ministério da Agricultura. Para o CEBRAC, essa realidade torna a logística um setor estratégico, exigindo profissionais preparados para atuar com planejamento, controle e eficiência em toda a cadeia produtiva. Além do curso de logística, a unidade de Cuiabá oferece formação em administração, ampliando as oportunidades para quem deseja ingressar na gestão de negócios do agro.

A franqueadora ATOM, que assumiu a operação da unidade, aposta no potencial regional e na crescente necessidade de qualificação para sustentar a competitividade internacional do setor.

De acordo com Jéssica Giustino,Superintendente do CEBRAC, o cenário atual exige uma preparação cada vez mais alinhada às necessidades reais do mercado. “O avanço do agronegócio não gera apenas volume de produção, mas também complexidade operacional. Isso faz com que a logística deixe de ser apenas suporte e passe a ocupar um papel estratégico, exigindo profissionais preparados para atuar com planejamento, controle e eficiência em toda a cadeia”, finaliza a executiva.

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Combitrans alcança certificação SASSMAQ para o transporte rodoviário de produtos químicos

A Combitrans, operadora logística no transporte fluvial e rodoviário, recebeu a certificação SASSMAQ – Módulo Rodoviário e passa a contar com a qualificação exigida pelo setor químico para operações de transporte e logística de produtos químicos e petroquímicos, conforme critérios de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade estabelecidos pelo sistema.

Criada no âmbito da ABIQUIM, o selo é uma ferramenta para padronizar e elevar o nível de gestão de prestadores de serviço que atuam com produtos químicos. Com a certificação, a empresa amplia a capacidade de atendimento a demandas específicas, incluindo o Transporte Rodoviário de Produtos Químicos Perigosos e Não Perigosos / Carga Embalada.

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“A certificação SASSMAQ é um grande passo para a nossa operação porque consolida um padrão de gestão, proteção do meio ambiente e a qualidade dos serviços prestados que a Indústria Química exige, ampliando a nossa capacidade de atender clientes com cargas sensíveis e rigor regulatório”, afirma Dagoberto Madono Júnior, Diretor de Novos Negócios da Combitrans.

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A Alpha Cargo recebeu a certificação Operador Econômico Autorizado (OEA), publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro, após aprovação da Receita Federal. O reconhecimento, que atesta alto nível de conformidade aduaneira, segurança logística e rastreabilidade, deve impulsionar imediatamente em 20% os novos negócios da empresa. Com sede em Campinas e atuação desde 2008, a transportadora passa a usufruir de benefícios como redução de conferências, prioridade na análise de processos e maior previsibilidade nos fluxos aduaneiros — fatores que reduzem o tempo de liberação de cargas e fortalecem operações just in time.

Segundo a diretoria, a certificação é resultado de uma revisão profunda de procedimentos internos, investimentos em compliance, gestão de riscos e segurança da cadeia logística. O selo reforça a competitividade da empresa e valida o reconhecimento já percebido pelos clientes. Após ampliar sua frota refrigerada e conquistar certificações ISO 9001 e SASSMAQ, a Alpha Cargo acompanha o aumento da demanda por armazenagem e distribuição de medicamentos e produtos sensíveis à temperatura. A publicação no D.O.U. marca o início de um novo ciclo de expansão, com expectativa de crescimento consistente até 2026.

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Somafertil inaugura nova concessionária DAF em Uberlândia com foco no agronegócio

A DAF Caminhões Brasil inaugurou uma nova concessionária da DAF Somafertil em Uberlândia (MG). Durante a inauguração, a direção da DAF destacou o papel da família Ferreira — Marcelo, Danilo e Flávia Ferreira — no fortalecimento da rede da marca no Brasil. Segundo a montadora, a nova concessionária representa mais do que uma ampliação física: é um passo importante para o atendimento dos frotistas do Triângulo Mineiro.

Uberlândia tem grande importância para as montadoras pela relevância como hub logístico do agronegócio e de importantes indústrias, conectando áreas produtoras do Centro-Oeste aos grandes mercados consumidores e portos de exportação.

Somafertil Caminhões, empresa do Grupo Somafertil, possui área de atuação em 255 municípios em Goiás e Triangulo Mineiro, com unidades de atendimento também em Aparecida de Goiânia e Rio Verde.

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DHL: Novo contrato no Brasil com GE HealthCare garante operação 24h para manter equipamentos médicos funcionando

A DHL Supply Chain assumiu toda a cadeia logística nacional da GE HealthCare, incluindo gestão e transporte de peças e equipamentos médicos essenciais para hospitais, clínicas e laboratórios em todo o Brasil. O contrato também abrange operações no México, Peru e Chile e envolve componentes críticos de equipamentos como ressonâncias magnéticas, tomógrafos, ultrassons e arcos cirúrgicos, garantindo disponibilidade e continuidade dos serviços médicos.

A partir dos centros de distribuição de Barueri (SP) e Extrema (MG), a DHL processa mensalmente cerca de 5 mil notas fiscais e monitora aproximadamente 1.500 ocorrências operacionais. Como as entregas precisam ocorrer, em muitos casos, em até 24 horas, a operação exige alto nível de coordenação para evitar a paralisação de equipamentos vitais.

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Para atender a esses prazos, a DHL estruturou equipes especializadas e implementou tecnologias como TMS, automação de processos, integração via API com transportadoras e dashboards de acompanhamento.

O contrato também inclui a gestão do armazém da GE HealthCare em Extrema (MG), onde são armazenados cerca de 6 mil SKUs e movimentadas 15 mil peças por mês. A operação contempla recebimento, estocagem, controle de estoque, expedição, faturamento e atendimento emergencial em até 45 minutos. Desde abril de 2025, a DHL também conduz a logística reversa nacional de peças de reposição, permitindo à GE HealthCare reduzir em 10,83% o valor de estoque em trânsito e ampliar a previsibilidade e o controle financeiro.

Clarissa Marcondes destaca que a parceria com a DHL reforça a confiabilidade e a agilidade da logística da GE HealthCare no Brasil. “Como os equipamentos atendidos são essenciais para diagnóstico e cuidado aos pacientes, cada minuto é decisivo. Com visibilidade em tempo real e maior inteligência operacional, a empresa ganha rapidez na resposta e assegura que hospitais e clínicas recebam peças e equipamentos no prazo necessário”, concluiu.

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As marcas com presença confirmada na IAA Transportation 2026, maior salão do transporte do mundo

Faltando pouco mais de seis meses para a abertura da IAA Transportation 2026, em Hanover, na Alemanha, a principal vitrine mundial voltada a veículos comerciais, transporte e logística já demonstra que a próxima edição deve repetir — e até ampliar — a amostra internacional vista nos últimos anos.

Marcada para ocorrer entre 15 e 20 de setembro de 2026, a feira avança em ritmo intenso de organização e já reúne um grupo de montadoras, sistemistas, fornecedores e fabricantes de implementos.

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De acordo com os organizadores, a edição de 2026, 70% dos expositores confirmados são internacionais. Neste ano, empresas da China, Turquia e Itália aparecem entre os grupos com presença mais forte. Também há confirmação de empresas brasileiras por meio de uma missão organizada pela ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores em parceria com a ApexBrasil, que prevê a ida de 18 empresas do setor de implementos rodoviários e componentes

Principais marcas confirmadas

No núcleo dos fabricantes de veículos, a IAA Transportation 2026 já confirma uma lista de peso. Estão previstos nomes como BYD, DAF Trucks, Daimler Truck, Dongfeng, Ford, Ford Trucks, Kia, MAN Truck & Bus, Maxus, Scania, Stellantis ProOne, Toyota, Volkswagen Commercial Vehicles e Volvo Trucks. Em paralelo, a volta de Mercedes-Benz Vans, Renault Trucks e Nissan.

Entre os expositores da cadeia sistemistas já anunciados estão empresas como AUMOVIO (antiga International), Bosch, BPW Bergische Achsen, Daikin, Horse Power Train, MAHLE, Rupf Automotive, WISTRA e o Grupo ZF, que devem levar a Hanover uma combinação de novos componentes, sistemas de propulsão, soluções térmicas, conectividade e tecnologias aplicadas à segurança, eficiência energética e gestão de frotas.

Outro segmento que promete atrair forte atenção é o de carrocerias, implementos e soluções para transporte pesado. Estão confirmados fabricantes como Fliegl Fahrzeugbau, JOST-Werke Deutschland, Junge Fahrzeugbau, Kässbohrer, Kögel Trailer, Krone Trailer, Meiller Kipper, Meusburger Fahrzeugbau, Spier e Schmitz Cargobull.

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Como visitar a fábrica da Volkswagen Caminhões em Resende: inscrições para 2026 liberadas

A Volkswagen Caminhões e Ônibus abriu as inscrições para o programa de visitas à fábrica de Resende em 2026, oferecendo a estudantes a chance de conhecer de perto o funcionamento do Consórcio Modular. A retomada do programa ocorre em meio às celebrações dos 45 anos da empresa, reforçando, segundo o diretor Marcos Brito, o compromisso histórico da montadora com inovação, tecnologia e desenvolvimento no Brasil.

Inaugurada em 1996, a unidade de Resende se consolidou como referência global ao introduzir um sistema de produção colaborativo. Hoje, fabrica as linhas Delivery, Constellation, Meteor e os ônibus Volksbus, além de modelos elétricos destinados ao Brasil e a mais de 30 países. Durante as visitas, estudantes acompanham a produção em tempo real e conhecem os processos que priorizam segurança, tecnologia, eficiência energética e robustez. O programa é gratuito, voltado a alunos a partir de 12 anos, com inscrições mediante formulário e datas sujeitas à disponibilidade. As inscrições poderão ser feitas por meio do formulário: Programa de Visitas VWCO .

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  • Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descabonização do transporte
  • Randoncorp fecha 2025 com receita recorde de R$ 13,1 bilhões e acelera expansão internacional
  • A linha Constellation com os novos modelos rígidos 25.380 6×2 e 8×2, produzidos a partir do cavalo mecânico 25.380 e transformados pela BMB Mode Center. Voltados para aplicações rodoviárias — especialmente composições Romeu e Julieta de até 56 toneladas de CMT — eles oferecem PBT técnico superior ao limite legal, útil para operações em áreas privadas. A versão 6×2 já traz travessa de reboque de série, e ambos os modelos chegam com motor mais forte, entregando 15% mais torque, acoplado à transmissão automatizada V-Tronic de 12 marchas da ZF, a mesma usada por marcas como DAF e Iveco.
  • A VWCO inaugurou em Cuiabá (MT) a nova sede da Mônaco Diesel, do Grupo Mônaco, como a segunda maior concessionária da marca no mundo. O posto de maior ainda é da Maggi Caminhões, localizada em Limeira (SP), ocupando cerca de 55 mil m² e inaugurada em 2021. O investimento na Mônaco Diesel foi de R$ 95 milhões e resultou em uma estrutura de 12 mil m² em um terreno de 44 mil m². Além das áreas padrões de qualquer concessionária, a unidade oferece alojamentos feminino e masculino para motoristas.
Frota News
Edição 54

Leia a Revista Frota News Edição 54

  • VW
    VW Delivery 14.180 6×2

    A VWCO ampliou a estratégia de criar caminhões médios derivados de plataformas leves — conceito iniciado pela Ford em 2012 com o Cargo 1119 — ao lançar o novo VW Delivery 14.180 6×2. O modelo eleva o PBT para 14.000 kg mantendo dimensões compactas, baixo custo operacional e vocação urbana, aproveitando o chassi já validado no e‑Delivery. Com maior capacidade de carga, três opções de entre‑eixos e foco em operações de alta densidade, o 14.180 busca aumentar a produtividade em segmentos como bebidas, e‑commerce e refrigerados, trazendo conjunto mecânico consolidado, pacote de segurança completo e versatilidade para diferentes implementações.

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Mais mulheres na liderança: Jamef apresenta novo programa de desenvolvimento de carreira

A Jamef lançou em março deste ano o programa “Rota Delas”, uma iniciativa interna voltada ao desenvolvimento profissional e pessoal de mulheres que já ocupam ou têm potencial para assumir cargos de liderança.

Integrado à “Academia Jamef”, o programa oferece uma agenda contínua de palestras, mentorias, rodas de conversa e atividades que abordam temas como autoliderança, comunicação assertiva, gestão analítica, inovação e adoção de novas tecnologias. O objetivo é ampliar o repertório das participantes e fortalecer sua atuação em um setor historicamente marcado pela baixa presença feminina.

Nesta primeira fase, mais de 50 colaboradoras de diferentes áreas participam do projeto, incluindo líderes atuais e profissionais mapeadas como sucessoras. Segundo Sergio Povoa, diretor de Gente e Gestão, o “Rota Delas” faz parte de uma agenda estratégica da empresa, que busca ampliar oportunidades reais de crescimento e promover ambientes mais diversos, inovadores e preparados para as transformações do mercado.

Leia também: Histórico da empresa de 2023 a 2025

A empresa vem se destacando por promover a representatividade feminina em diversas áreas — inclusive no comando das operações. Em 2023, 25% das contratações para funções de liderança foram destinadas a mulheres, com 28% das promoções internas para cargos de chefia também sendo femininas. Em 2024, a evolução foi ainda mais expressiva: 44% das novas contratações e 44% das promoções em cargos de liderança foram de mulheres.

Hoje, a Jamef conta com 3.238 colaboradores, dos quais 685 são mulheres — representando cerca de 21% do total. Destas, 610 atuam em funções administrativas, 55 estão em cargos operacionais e 10 ocupam posições de liderança em gerência ou diretoria. Embora a presença feminina em cargos de alto escalão ainda seja reduzida, os dados mostram um avanço real e contínuo.

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A presença feminina também se destaca no volante. Atualmente, a Jamef conta com 10 motoristas mulheres — e uma delas tem uma trajetória especialmente inspiradora. Márcia de Carvalho Pires, de 51 anos, trabalha há 12 anos na empresa como motorista de transferência. Ela conduz uma carreta no trajeto entre São Paulo e São José do Rio Preto, transportando mercadorias do comércio eletrônico. Sua história é um retrato da transformação promovida pela Jamef ao abrir espaço para mulheres em funções tradicionalmente masculinas.

“Na empresa anterior, eu só dirigia veículos menores. Aqui, me deram a chance de manobrar carretas e, depois, passei a fazer viagens. Foi a Jamef que me abriu essa porta”, relembra.

Além de romper barreiras profissionais, Márcia encara desafios pessoais diariamente. Ela cuida da mãe, da filha e da neta, enquanto cursa Logística. “Quando chego de viagem, aproveito a adrenalina para estudar, fazer provas e cuidar da casa. Não gosto de parar, quero sempre evoluir”, afirma.

Para a Jamef, o avanço da inclusão feminina vai além das estatísticas. Trata-se de uma mudança estrutural e simbólica, que inspira novas gerações e desafia estereótipos de gênero. “Acreditamos que cada história construída aqui planta uma semente de transformação. Ao abrir portas para mais mulheres no transporte logístico, estamos contribuindo para um futuro mais justo, diverso e eficiente”, destaca Sergio Povoa.

A atuação de mulheres como Márcia reforça que há espaço para elas em todas as etapas da cadeia logística — do escritório à estrada. O movimento de inclusão não apenas amplia oportunidades, como também fortalece o capital humano da empresa, promovendo inovação, engajamento e crescimento sustentável.

Trem Intercidades e Metrô Linha 2 recebem megaaporte de R$ 5,6 bi do BNDES

O BNDES assinou contratos que somam R$ 5,6 bilhões com o Governo do Estado de São Paulo para financiar dois grandes projetos de mobilidade: R$ 3,2 bilhões destinados ao Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas, e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2–Verde do Metrô até Guarulhos.

O Trem Intercidades oferecerá um serviço expresso entre São Paulo e Campinas, além de serviços paradores entre Jundiaí e Campinas e na atual Linha 7–Rubi. Os projetos devem gerar milhares de empregos diretos e indiretos e receberam, no mesmo evento, a autorização para uso de recursos do FGTS pela concessionária responsável pelo TIC.

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A expansão da Linha 2–Verde acrescentará 8,3 km e oito novas estações entre Vila Prudente e Penha, beneficiando cerca de 320 mil passageiros por dia útil e integrando o metrô às linhas 3–Vermelha e 11–Coral.

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Máquinas e Motores

O Trem da República, que liga Itu a Salto, lançou o roteiro temático “Máquinas e Motores”, criado para atrair apaixonados por trens, aviões e carros clássicos. A experiência, com saídas de São Paulo, combina transporte rodoviário, passeio ferroviário e visitas a importantes espaços culturais dedicados à história da tecnologia e da engenharia. O objetivo é oferecer um produto completo de bate-volta, reunindo diferentes universos que despertam fascínio em várias gerações.

A programação começa com o trajeto ferroviário pela linha histórica que impulsionou o desenvolvimento regional no século XIX. Em seguida, os visitantes conhecem o FAMA Museu – Fábrica de Arte Marcos Amaro, instalado em um antigo complexo industrial, e o Museu Asas de um Sonho, que abriga o maior acervo de aviação da América Latina. Após o almoço no restaurante do Trem da República, o grupo segue para São Roque, onde visita o Dream Car Museum, que reúne mais de 185 veículos raros e clássicos, além de atrações como kart, drift e parque temático.

Segundo a gerência do Trem da República, o novo roteiro amplia as possibilidades do turismo ferroviário ao integrar história, tecnologia e entretenimento em uma única jornada. A proposta atende à demanda crescente por experiências organizadas e imersivas, especialmente entre visitantes da capital paulista. A expectativa é atrair tanto entusiastas de máquinas quanto famílias e viajantes em busca de programas diferenciados nos fins de semana, explorando capítulos marcantes da evolução industrial e dos transportes.

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Eloos Itatiaia coloca Minas no centro da agenda logística nacional com promessa de R$ 120 bilhões e defesa de novo pacto federativo

Belo Horizonte voltou a ocupar o centro do debate nacional sobre infraestrutura, mobilidade e desenvolvimento urbano. Na manhã desta segunda-feira (23), o Cine Theatro Brasil, na capital mineira, recebeu a edição do Eloos Itatiaia: Cidades & Infraestrutura, evento promovido pela Itatiaia que reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de lideranças empresariais e técnicas, para discutir os gargalos e as oportunidades que moldam o futuro logístico do país.

Em um encontro marcado por anúncios robustos e críticas à atual divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios, o destaque ficou por conta da fala do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, que apresentou um número de peso para Minas Gerais: mais de R$ 120 bilhões em investimentos contratados para projetos rodoviários e ferroviários nos próximos anos.

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Segundo Santoro, Minas Gerais deixou de ser apenas um elo importante da malha nacional para se consolidar como peça central da estratégia logística federal. Ao defender a ampliação dos investimentos, o representante do Ministério dos Transportes associou infraestrutura diretamente à competitividade, segurança viária e crescimento econômico.

“Minas Gerais não é apenas mais um estado; é o coração da nossa indústria e da mineração. Os investimentos contratados aqui devem ultrapassar os R$ 120 bilhões nos próximos anos, em estrutura rodoviária e ferroviária. Infraestrutura é dignidade, é salvar vidas e é, acima de tudo, investimento no futuro para que Minas eleve sua participação no PIB nacional de forma sustentável”, afirmou.

Se os aportes realmente saírem do papel, Minas tende a reforçar ainda mais seu papel como corredor estratégico para o agronegócio, a mineração, a indústria e a distribuição urbana — um tema que interessa diretamente a transportadores, embarcadores, operadores logísticos e frotistas.

O “SUS do transporte” entra na mesa

Se Santoro trouxe a visão federal do investimento, os prefeitos Álvaro Damião, de Belo Horizonte, e Ricardo Nunes, de São Paulo, puxaram o debate para a realidade das cidades — onde, no fim das contas, a conta da mobilidade e dos serviços públicos chega todos os dias.

Álvaro Damião aponta que o desequilíbrio da atual estrutura federativa, sobretudo na ponta do atendimento à população. Em sua avaliação, os municípios seguem absorvendo obrigações crescentes sem a correspondente recomposição financeira por parte dos demais entes.

Na sequência, o prefeito de Belo Horizonte colocou sobre a mesa uma proposta que, se amadurecer politicamente, tende a ganhar eco em grandes centros urbanos: a criação de um modelo nacional de financiamento da mobilidade urbana, nos moldes de um “SUS do transporte público”.

Para quem acompanha o setor, a proposta toca em um dos temas mais sensíveis da mobilidade brasileira: o financiamento estrutural do transporte coletivo, historicamente dependente da tarifa paga pelo usuário e cada vez mais pressionado por custos operacionais, eletrificação de frotas, subsídios e exigências de qualidade.

Também presente no debate, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aproveitou o espaço para relacionar infraestrutura urbana e fornecimento de energia elétrica — uma conexão cada vez mais importante diante da expansão de frotas eletrificadas e da pressão por cidades mais resilientes.

Ao comentar as falhas recentes no sistema elétrico da capital paulista, Nunes criticou o papel da concessionária Enel e reclamou da ausência de participação financeira da União em estruturas consideradas essenciais.

“O sistema custa bilhões por ano e o governo federal não contribui com nada. Além disso, enfrentamos concessionárias que travam o desenvolvimento; não vamos aceitar a permanência da Enel em São Paulo, pois a falta de infraestrutura elétrica impede a entrega de apartamentos prontos e a modernização da frota de ônibus”, afirmou.

No universo da gestão de frotas, a declaração tem peso extra. Sem rede elétrica robusta, não há eletrificação em escala — e isso vale tanto para ônibus urbanos quanto, cada vez mais, para utilitários, caminhões leves e operações de última milha.

PPPs deixam de ser tese e viram ferramenta prática

Outro eixo central do evento foi o papel das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como mecanismo de destravamento de projetos. O secretário de Estado de Infraestrutura de Minas, Pedro Bruno, defendeu que a limitação fiscal dos governos exige pragmatismo e planejamento para tirar investimentos do papel.

“A demanda por infraestrutura é praticamente infinita e o orçamento público é limitado. A PPP deixou de ser uma discussão ideológica e passou a ser uma ferramenta prática: hoje temos o metrô de Belo Horizonte finalmente saindo do papel e projetos em saúde e educação que mudam a vida do cidadão mineiro”, afirmou.

A fala reforça um movimento já consolidado no setor: concessões, PPPs e modelagens híbridas vêm deixando de ser exceção para se tornar regra em projetos de mobilidade, saneamento, energia, iluminação pública e infraestrutura logística.

Urbanismo, adensamento e o custo invisível do transporte

Na esfera municipal, o secretário de Política Urbana de Belo Horizonte, Leonardo Castro, trouxe uma abordagem sobre a eficiência operacional das cidades: o custo estrutural de espalhar a ocupação urbana e empurrar moradia para longe dos centros consolidados.

Segundo ele, o planejamento urbano precisa ser visto também como política de mobilidade e racionalização de investimentos públicos.

Energia: insumo essencial e custo estrutural para a competitividade

O CEO da CEMIG, Reynaldo Passanezi Filho, trouxe uma das falas mais técnicas e sensíveis para o ambiente produtivo: a relação entre custo da energia, subsídios setoriais e competitividade da economia.

“A energia elétrica é a base de todas as infraestruturas: mobilidade, saneamento, segurança e tecnologia. Sem energia, nada disso funciona. Somos um país de energia barata, mas com tarifa cara porque há muitos subsídios embutidos. Políticas públicas que deveriam ser financiadas via impostos estão sendo pagas na conta de luz. Se retirássemos esses subsídios, a tarifa poderia ser cerca de um terço menor para o consumidor e para o setor produtivo”, afirmou.

Para frotistas e operadores logísticos, o tema é particularmente importante. Energia mais cara impacta centros de distribuição, armazenagem refrigerada, operação industrial, recarga de veículos eletrificados e, indiretamente, o custo total da cadeia.

Fundação Dom Cabral aponta atraso crônico em infraestrutura

Em uma das análises mais duras do evento, Paulo Resende, diretor da Fundação Dom Cabral, chamou atenção para o déficit histórico de investimento brasileiro em infraestrutura e para a falta de integração entre modais.

“O Brasil é a única entre as 20 maiores economias do mundo que não investe mais de 2,5% do PIB em infraestrutura; estamos na 72ª posição no ranking mundial de investimento. Não podemos deixar o longo prazo nas mãos apenas do poder público. O planejamento precisa ser um processo contínuo e compartilhado com a sociedade, caso contrário, continuaremos pagando o preço do atraso”, disse.

A observação ecoa uma crítica recorrente no transporte de cargas: o Brasil ainda discute gargalos básicos — conectividade intermodal, previsibilidade regulatória, capacidade ferroviária, qualidade rodoviária e infraestrutura urbana — enquanto o custo logístico segue drenando competitividade da indústria e do comércio.

Comércio, serviços e a infraestrutura que sustenta o dia a dia

Fechando os debates, o presidente da Fecomercio MG, Nadim Donato, reforçou que o impacto da infraestrutura não se limita aos grandes projetos ou aos corredores de exportação. Ele está, sobretudo, no funcionamento diário das micro e pequenas empresas.

“O empresariado é resiliente, ou melhor, sobrevivente. As micro e pequenas empresas representam 99% dos negócios e mais de 55% dos empregos em Minas. Elas precisam de infraestrutura eficiente para escoar produtos e receber clientes. O desenvolvimento econômico só acontece de fato quando essas entidades são ouvidas e incluídas no planejamento estratégico do estado”, concluiu.

A fala resume bem o espírito do evento: infraestrutura não é apenas obra de grande porte. É também energia confiável, transporte coletivo funcional, saneamento, planejamento urbano e ambiente regulatório previsível.

Onde assistir

A transmissão completa do evento está disponível no canal oficial da Itatiaia no YouTube.

Sobre a Itatiaia

Fundada em 18 de janeiro de 1952, a Itatiaia é a maior emissora de Minas Gerais e uma das mais relevantes do país. Com programação voltada para jornalismo, esporte, prestação de serviço e entretenimento, a empresa consolidou sua marca como referência em agilidade e credibilidade na informação.

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Curitiba sedia debate sobre biometano em ônibus e soluções reais para a transição energética

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Com o tema “Ônibus a Biometano e a Descarbonização do Transporte de Pessoas”, o IBETA (Instituto Brasileiro de Estudos Técnicos Avançados) realiza, na próxima sexta-feira (27), o encontro “Café, Conteúdo e Conexões”, voltado à discussão de soluções práticas para a descarbonização do transporte de passageiros no Brasil.

A iniciativa ocorre dentro da agenda do Smart City Expo Curitiba 2025, no Habitat Mobilidade da FIEP — espaço onde o IBETA está instalado — e reunirá gestores públicos, executivos, operadores e especialistas para um debate técnico sobre o uso do biometano como alternativa energética no transporte coletivo.

Para Edson Martins, diretor comercial da Agrale, a transição energética no transporte coletivo precisa avançar com base em soluções tecnicamente viáveis e financeiramente sustentáveis. Nesse contexto, o biometano surge como alternativa estratégica, especialmente por integrar políticas de saneamento, gestão de resíduos e mobilidade urbana.

“O debate sobre a descarbonização do transporte coletivo não passa por uma única solução, mas por rotas tecnológicas complementares, que precisam ser avaliadas com base em viabilidade, escala e impacto real”, explica o diretor.

Serviço

Evento: Café, Conteúdo e Conexões
Tema: Ônibus a Biometano e a Descarbonização do Transporte de Pessoas
Formato: Café da manhã com apresentação técnica e painel
Realização: IBETA
Painelistas: IBETA, CWBus e Agrale
Local: Habitat Mobilidade da FIEP — Curitiba (PR)
Data e horário: 27/03/2026, às 9h