sexta-feira, abril 3, 2026

Grupo Rodoparaná nomeia Marcello Stewers como CEO da Rodoparaná Implementos e do Grupo Timber

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O Grupo Rodoparaná anunciou a nomeação de Marcello Stewers como CEO da Rodoparaná Implementos Rodoviários e do Grupo Timber. A decisão concentra a liderança executiva das duas operações. Apesar da unificação do comando executivo, Rodoparaná e Grupo Timber seguem com estruturas próprias e atuações independentes.

A Rodoparaná Implementos Rodoviários atua no mercado de transporte rodoviário de cargas no Paraná, com foco em vendas, pós-vendas e manutenção de reboques e semirreboques. Já o Grupo Timber tem presença nacional em mecanização florestal e soluções para os setores florestal, agrícola, de construção, mineração, energia e movimentação de materiais.

Segundo o grupo, a escolha de Stewers, de acordo com Fernando Scotti, sócio e membro da família fundadora da Rodoparaná, está alinhada à visão futura da companhia.

Histórico profissional

Com mais de 20 anos de experiência em indústrias de grande porte, Marcello Stewers construiu carreira em posições executivas e como CEO, além de passagem anterior pelo mercado financeiro. Ao longo da trajetória, acumulou experiência internacional em modelos de gestão e governança corporativa. Em 2014, participou da fundação de uma consultoria voltada à consolidação e estruturação de negócios.

O executivo também tem atuação empreendedora na criação e gestão de fundos nas áreas industrial e financeira, incluindo iniciativas em crédito, precatórios e mercado imobiliário, além de operações com estruturas de funding como FIDCs e fundos internacionais.

Leia mais sobre carreira:

TotalEnergies nomeia José Martins como novo gerente de vendas

TotalEnergies
José Martins, novo gerente de vendas industriais da TotalEnergies

A TotalEnergies nomeou José Martins como novo gerente de vendas industriais no Brasil, reforçando sua estratégia de expansão no mercado B2B e industrial. A mudança faz parte dos esforços da companhia para fortalecer sua presença no país e ampliar a atuação em segmentos estratégicos, alinhando-se ao crescimento da demanda por soluções energéticas e industriais.

Com ampla experiência no setor, Martins chega para liderar iniciativas comerciais, desenvolver novos negócios e estreitar o relacionamento com clientes industriais. A nomeação reflete o compromisso da TotalEnergies em consolidar sua posição no mercado brasileiro, impulsionando competitividade e inovação em suas operações no país.

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Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 

A Frota News, plataforma brasileira especializada em conteúdo jornalístico sobre gestão de frotas, transporte, logística, transição energética e descarbonização, acaba de firmar uma parceria estratégica com a Newstex, um dos principais serviços globais de distribuição de conteúdo. A colaboração marca um novo capítulo na trajetória da Frota News, ampliando de forma significativa o alcance internacional de suas reportagens, análises e conteúdos exclusivos. 

Com o acordo, o conteúdo produzido pela Frota News passa a integrar a base de distribuição da Newstex e ficará disponível em algumas das mais respeitadas plataformas de informação do mundo, utilizadas por bibliotecas acadêmicas, instituições financeiras, escritórios de advocacia, analistas de mercado e centros de pesquisa. Entre esses serviços estão nomes como Thomson Reuters, LexisNexis, Refinitiv (LSEG Data & Analytics), Moody’s NewsEdge, ProQuest and Cengage Learning. 

Público altamente qualificado

Essas plataformas atendem a um público altamente qualificado e estratégico, formado por tomadores de decisão, líderes corporativos, analistas financeiros, pesquisadores e formuladores de políticas públicas. Com isso, as análises da Frota News sobre o mercado brasileiro e latino-americano de transporte e logística passam a dialogar diretamente com um ecossistema global que depende de informação confiável e aprofundada para embasar decisões de alto impacto. 

Reconhecida por sua cobertura especializada e foco em temas como descarbonização de frotas, combustíveis alternativos, ESG, inovação tecnológica e eficiência operacional, a Frota News consolida, com essa parceria, sua posição como fonte de referência sobre o setor. Reportagens que destacam tendências, executivos, projetos pioneiros e movimentos estratégicos da indústria agora poderão ser consultadas por milhões de profissionais ao redor do mundo. 

Credibilidade editorial

Por meio da Newstex, a Frota News passa a integrar um seleto grupo de editoras e veículos de alcance internacional, ao lado de publicações como Ziff Davis, VentureBeat, Axios, Benzinga e The Next Web. A inclusão nesse ecossistema reforça a credibilidade editorial do portal e amplia a visibilidade das empresas, startups e líderes do setor de transporte e logística que ganham espaço em suas páginas. 

Ao aproveitar a rede global de distribuição da Newstex, a Frota News fortalece seu compromisso com o jornalismo especializado, independente e analítico, levando a realidade, os desafios e as oportunidades do transporte e da gestão de frotas no Brasil para o centro das discussões globais sobre mobilidade, economia e sustentabilidade. 

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Carta aberta à Imprensa da VW: Credibilidade como ativo que não se automatiza

O início de um novo ano é sempre um convite à reflexão. E 2026 chega como um desses momentos raros em que transformação, responsabilidade e oportunidade se encontram.

Para a Volkswagen, este é um ano especialmente simbólico. Não apenas pelo ciclo de produtos, inovação e investimentos que estamos vivendo no Brasil, mas porque ele coincide com uma profunda mudança na forma como a informação é produzida, distribuída e validada. A chegada definitiva da Inteligência Artificial aos processos de busca, consumo de conteúdo e tomada de decisão está mudando radicalmente o jogo para as marcas, para os consumidores e, sobretudo, para a imprensa.

Há muita gente enxergando esse momento com receio. Eu vejo com enorme otimismo. Isso porque, na era das LLMs (Large Language Models ou Grandes Modelos de Linguagem), dos grandes buscadores e dos assistentes de IA, não é o conteúdo mais barulhento que ganha relevância, e sim o mais confiável. Algoritmos aprendem com fontes sérias, verificáveis, auditáveis. E isso recoloca o jornalismo profissional no centro do ecossistema da informação.

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Nunca foi tão importante produzir conteúdo técnico, imparcial, contextualizado e responsável. E nunca o papel do jornalista foi tão estratégico para a visibilidade, a reputação e a legitimidade das marcas. Em um ambiente saturado de opiniões, vídeos rápidos, narrativas rasas e, infelizmente, desinformação, o jornalismo volta a ser filtro, referência e bússola.

Ao mesmo tempo, sabemos que o setor automotivo vive um dos momentos mais competitivos de sua história. A chegada de novas montadoras, novos modelos de negócios e novas narrativas aumenta a demanda sobre a imprensa e sobre os criadores de conteúdo. Naturalmente, cresce também o uso de formatos pagos, publieditoriais, parcerias e ações de branded content.

Nada disso é um problema, desde que seja feito com transparência. É fundamental que a distinção entre conteúdo jornalístico imparcial e conteúdo publicitário esteja sempre clara, sinalizada e respeitada. Essa separação não enfraquece o mercado; ao contrário, ela fortalece a credibilidade de todos os envolvidos: veículos, jornalistas, criadores e marcas.

É nesse ponto que a ética deixa de ser discurso e passa a ser critério de valor. E ética, aqui, precisa ser uma via de mão dupla.

Responsabilidade das montadoras pelo acesso às informações

As montadoras têm a responsabilidade de oferecer acesso, dados, fontes qualificadas, transparência técnica e respeito absoluto à liberdade editorial. A imprensa, por sua vez, carrega o compromisso com a checagem, a proporcionalidade, a clareza entre fato e opinião e o respeito profissional, mesmo quando a crítica é dura, legítima e necessária.

A Volkswagen construiu, ao longo de 72 anos no Brasil, uma relação baseada exatamente nesses princípios. Portas abertas, disponibilidade total, nenhuma censura, nenhum filtro indevido. Críticas sempre foram e continuarão sendo recebidas com seriedade, porque acreditamos que a crítica técnica constrói produtos melhores e marcas mais fortes.

Seguiremos, em 2026, totalmente à disposição da imprensa e dos criadores de conteúdo do Brasil e do mundo. Para explicar, contextualizar, testar, debater, ouvir e, principalmente, para construir juntos as histórias mais relevantes para o consumidor. Histórias que não nascem de conflito, mas de confiança. Não de hostilidade, mas de profissionalismo.

Valores que permanecem

Vivemos um momento único. A tecnologia muda rápido, mas os valores que sustentam a credibilidade permanecem. Transparência, ética, respeito e responsabilidade nunca foram tão necessários e nunca tiveram tanto impacto.

Volkswagen
Cláudio Rawicz

Que 2026 seja um ano de ainda mais proximidade, diálogo e construção conjunta entre a Volkswagen e a imprensa. O setor, as marcas, os jornalistas e, acima de tudo, o consumidor brasileiro só tem a ganhar com isso.

Com respeito e confiança,

Cláudio Rawicz
Diretor Executivo de Comunicação e Sustentabilidade
Volkswagen do Brasil

 

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50 anos do Truck of the Year: memórias de quem ajudou a criar a premiação mais influente

Enquanto o International Truck of the Year (IToY) comemora seu 50º aniversário em 2026, o editor e fundador da revista TRUCK, Andrew Frankl, relembra os anos de formação do prêmio – desde a escolha do primeiro vencedor até a entrega de um troféu falso feito a partir de um balde de champanhe.

Por Will Shiers, membro do IToY

Poucas pessoas acompanharam tão de perto os primeiros passos do International Truck of the Year (IToY) quanto Andrew Frankl. Fundador e editor da revista TRUCK e, posteriormente, presidente da organização IToY, ele trabalhou ao lado de Pat Kennett nos anos iniciais do prêmio, ajudando a moldar o que se tornaria o reconhecimento mais influente da indústria. Para dar início às celebrações do 50º aniversário do IToY, Frankl relembra os momentos que definiram aqueles primeiros dias — um universo de entusiasmo, improviso e crises ocasionais resolvidas com nada mais do que charme, cola e um balde emprestado.

WS: Você se lembra de como a ideia do International Truck of the Year começou a tomar forma?
AF: Foi tudo muito informal. Pat e eu estávamos trocando ideias tarde da noite. Eu já participava do Car of the Year desde 1968, então sugeri: “E que tal Truck of the Year?”. Pat achou a ideia ótima e disse imediatamente que já sabia quem deveria ser o primeiro vencedor — o Seddon Atkinson 200. Ligamos para o chefe, Jim Redman, que Pat conhecia bem, e o resto é história.

WS: Mais tarde você se tornou presidente da organização Truck of the Year. O que isso envolvia?
AF: Eu precisava garantir que tudo estivesse em ordem. No jantar de premiação, em janeiro de 1984, sentei ao lado do jurado alemão, Helmut, e perguntei se estava tudo pronto e se o troféu estava lá. Ele apenas respondeu: “Nein, não há troféu aqui. Tivemos o Natal.” Pensei: bom, isso é interessante… Na manhã seguinte, teríamos imprensa sueca, imprensa internacional, o sindicato, todo mundo chegando de avião, e eu precisava dar um jeito de contar ao diretor-presidente da Volvo, Sven Eriksson, que não havia troféu.

WS: E como você lidou com essa situação?
AF: Avisti um balde de champanhe prateado em outra sala de jantar. Fui até lá e pedi ao garçom para emprestá-lo, prometendo devolvê-lo até a hora do almoço do dia seguinte. Depois acordei cedo, saí correndo para encontrar alguém que pudesse fazer um pequeno adesivo com os dizeres “1984 Truck of the Year – Volvo Intercooler”, comprei cola e colei por cima do nome do hotel. Enrolei o balde em cobertores e disse ao Sven: “Este não é o troféu verdadeiro. É um falso. Mas ninguém vai perceber. Levante-o o mais alto que puder para as fotos e depois me devolva imediatamente.” Ele praticamente não tinha opção — havia cerca de 100 ou 200 pessoas ali — mas, felizmente, deu tudo certo. Disse a ele que o troféu verdadeiro estaria pronto no próximo salão de caminhões.

WS: A revista TRUCK tinha fama de conseguir grandes furos jornalísticos. Pode nos contar um que tenha ficado marcado?
AF: Um deles foi o novo Ford Cargo. Queríamos fotos exclusivas, então o fotógrafo e eu fomos até o quinto andar da fábrica em Langley e começamos a fotografar os caminhões saindo da linha de montagem. Uma senhora apareceu e disse: “Olá, querido, você deve ser o novo lixeiro”, e me entregou um saco de lixo. Levamos o lixo conosco, continuamos tirando as fotos, levamos tudo de volta ao escritório e acabamos com uma capa de revista. Depois tive a agradável missão de ir à sede da Ford para contar ao Bob Lutz que o Ford Cargo havia vencido o Truck of the Year!

Sobre Andrew Frankl

Andrew Frankl lançou a revista TRUCK na década de 1970, ajudando a estabelecer um dos títulos mais respeitados do Reino Unido no transporte rodoviário. Mais tarde, expandiu sua atuação para o jornalismo automotivo em sentido amplo, construindo uma longa carreira como escritor e editor em revistas de automóveis, jornais e veículos de radiodifusão no Reino Unido e nos Estados Unidos. Além de testes de estrada e cobertura de automobilismo, escreveu extensivamente sobre a indústria automotiva global, apoiado em décadas de experiência em mídia impressa, digital e televisiva.

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Paulo Ossani assume a presidência da ABTI para o biênio 2026–2027

A Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) começa 2026 com nova liderança para os próximos dois anos. O empresário Paulo Ricardo Ossani foi eleito presidente da entidade no final de novembro de 2025, sucedendo Glademir Zanette no comando da associação que representa empresas do transporte rodoviário internacional de cargas no Brasil.

Atual presidente da Transportes Cavalinho, com sede em Vacaria (RS), Ossani já integrava a diretoria da ABTI como 1º vice-presidente, o que garante continuidade administrativa em um período marcado por desafios operacionais, regulatórios e de competitividade nas fronteiras brasileiras.

Natural de Frederico Westphalen (RS), Paulo Ossani carrega uma trajetória ligada ao transporte rodoviário de cargas. Desde a infância, acompanhava o pai nas viagens como caminhoneiro. Em 1982, a família fundou a Transportes Cavalinho, empresa que se consolidou no segmento. Com 51 anos de atuação no TRC, Ossani também preside o Sindivar (Sindicato das Empresas de Logística e Transporte Rodoviário de Cargas de Vacaria) e ocupa a vice-presidência da FETRANSUL (Federação das Empresas de Transporte e Logística do RS).

Para os leitores da Frota News, a nova gestão da ABTI ganha relevância em um contexto de atenção crescente à gestão coordenada de fronteiras, eficiência aduaneira, custos operacionais e integração logística internacional — temas centrais para frotistas e operadores que atuam no comércio exterior.

Os demais membros da nova diretoria

A composição da nova diretoria executiva traz nomes experientes do setor. Diego Tomasi, diretor da Tomasi Logística, assume como 1º vice-presidente, enquanto Glademir Zanette permanece na governança da entidade como 2º vice-presidente, garantindo transição e continuidade institucional. A área de Relações Institucionais será liderada por Sérgio Maggi Júnior (Gafor S.A.) e Antônio Luiz da Silva Júnior (Tora Transportes Industriais).

Outro destaque é o fortalecimento da agenda de fronteiras, com Jorge Antônio Lanzanova (ATRHOL) e Danilo Guedes (ABC Cargas) à frente da vice-presidência de Gestão Coordenada de Fronteiras — tema sensível para transportadores internacionais, diante de gargalos históricos em infraestrutura, fiscalização e processos binacionais.

A Diretoria Adjunta passa a contar com novos representantes em sua primeira participação na ABTI, como Cássio Ciampolini (Polivias) e Julia Borghetti (Borg Express), sinalizando renovação e diversidade de visões na entidade. O Conselho Fiscal segue sob a presidência de Valmor Scapini, da Scala Logística, assegurando estabilidade na governança.

Com a nova diretoria, a ABTI inicia o ciclo 2026–2027 com expectativa de intensificar o diálogo com o poder público, fortalecer a representatividade do transporte internacional e avançar em pautas que impactam diretamente a produtividade e a competitividade das frotas brasileiras no cenário regional.

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Trilhos em foco: investimentos da Arauco na Randon, segurança, gestão e turismo ferroviário no Brasil

O setor ferroviário brasileiro vive um momento de contrastes e oportunidades. Enquanto a indústria avança com contratos bilionários e projetos estruturantes de infraestrutura, gargalos históricos de segurança seguem cobrando um alto preço econômico e social. Neste artigo especial com as últimas notícias do modal ferroviário, reunimos os principais movimentos que ajudam a entender para onde caminham os trilhos do país.

Indústria ferroviária em alta: Randon fecha contrato de R$ 770 milhões

A Randon, por meio da vertical Montadora da Randoncorp, iniciou 2026 reforçando sua presença no mercado ferroviário com um contrato estimado em R$ 770 milhões para fornecimento de vagões à Arauco Brasil. A produção ocorrerá na unidade de Araraquara (SP), com entregas previstas entre maio de 2026 e novembro de 2027.

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O negócio fortalece a carteira da Randon nos próximos dois anos e consolida sua posição como um dos principais fabricantes de vagões do país. Em 76 anos de história, a empresa já produziu mais de 13 mil vagões para operadores no Brasil e no exterior, refletindo a retomada do modal ferroviário como solução logística de longo prazo.

Esse contrato contribui de forma relevante no desempenho da nossa vertical Montadora nos próximos dois anos, além de reforçar a trajetória de sucesso da Randon no mercado ferroviário e rodoviário de carga“, destaca o Executive Vice President (EVP) América do Sul das verticais Autopeças e Montadora da Randoncorp, Ricardo Escoboza.

Passagens de nível: falhas de gestão travam a economia e custam vidas

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta grave: a falta de coordenação entre União, agências reguladoras, concessionárias e municípios mantém elevado o número de acidentes em cruzamentos ferroviários.

Entre 2020 e 2025, Minas Gerais registrou 632 acidentes, com 126 mortes, liderando o ranking nacional. No Brasil, foram 3.133 ocorrências, com 476 óbitos. Além das perdas humanas, os impactos atingem diretamente a logística, a mobilidade urbana e os custos operacionais das cidades.

O TCU aponta problemas estruturais, como passagens clandestinas, falhas de sinalização e indefinição de responsabilidades, e determinou a criação de um programa nacional de segurança ferroviária, com regras claras e fiscalização mais robusta.

Infraestrutura: EF-118 avança como novo eixo logístico do Sudeste

O Ministério dos Transportes aprovou o plano de outorga da EF-118, o Anel Ferroviário do Sudeste, marcando a primeira concessão ferroviária greenfield do país. O projeto prevê investimentos de R$ 6,6 bilhões e capacidade para transportar até 24 milhões de toneladas por ano.

A ferrovia ligará o Espírito Santo ao Porto do Açu (RJ), com potencial de integração a outros portos e à malha existente. Para o governo, a EF-118 é estratégica para ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes e reduzir a dependência do rodoviário.

Greenbrier Maxion conquista reconhecimento ESG

A Greenbrier Maxion (GBMX), importante indústria ferroviária da América do Sul, foi destaque no PPQG 2025, conquistando o Medalhão Ouro em excelência em gestão e prêmios em inovação e sustentabilidade.

Projetos como o Aterro Zero e o vagão HTT 2.0, com aumento de 20% na capacidade de carga por trem, mostram como gestão estruturada, eficiência operacional e ESG caminham juntos para fortalecer a competitividade da indústria ferroviária nacional.

Trilhos que geram turismo e desenvolvimento: Trem da República faz 5 anos

Nem só de carga vive a ferrovia. O Trem da República, entre Itu e Salto (SP), celebra cinco anos de operação e a marca de 120 mil passageiros transportados. O projeto da Serra Verde Express se consolidou como exemplo de turismo ferroviário sustentável, unindo preservação histórica, lazer e desenvolvimento regional.

Com experiências temáticas, estações revitalizadas e impacto positivo na economia local, o trem mostra que a ferrovia também pode ser vetor de cultura, educação e geração de renda.

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FuMTran completa 30 anos e como ativo da memória do transporte e da logística

O ano de 2026 marca os 30 anos de atuação da Fundação Memória do Transporte (FuMTran). Criada em março de 1996 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a instituição chega às três décadas como referência nacional na preservação da história, da identidade e da cultura do transporte brasileiro.

Com celebração oficial prevista para março, a FuMTran utiliza o aniversário como ponto de partida para uma agenda ampliada ao longo de todo o ano, que combina resgate histórico, produção de conhecimento e fortalecimento institucional. Entre os principais destaques estão dois livros em fase final de produção, além da ampliação de parcerias e de conteúdos voltados a profissionais, pesquisadores e gestores do setor.

Para Antonio Luiz Leite, presidente da FuMTran, celebrar 30 anos vai além de uma data comemorativa. Trata-se de reconhecer a memória como um elemento estratégico para o desenvolvimento do transporte no País. “Conhecer o passado nos permite compreender os avanços, os desafios e as decisões que moldaram o transporte brasileiro ao longo do tempo, além de oferecer referências fundamentais para qualificar o debate, orientar escolhas e pensar o futuro de forma mais consistente e responsável”, afirma.

Essa visão dialoga diretamente com o perfil dos leitores da Frota News, especialmente gestores de frotas, operadores logísticos e executivos que lidam diariamente com decisões estruturais e de longo prazo. Ao preservar a trajetória do setor, a FuMTran contribui para contextualizar temas como investimentos em infraestrutura, evolução tecnológica, integração modal e políticas públicas.

Museu virtual

Desde o lançamento do museu virtual, em 2021, a Fundação já reuniu, organizou e digitalizou cerca de 20 mil itens históricos. O acervo contempla todos os modais — rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário — e abrange transporte de cargas e de passageiros, além de documentos relacionados à infraestrutura e à logística. São imagens, vídeos, publicações, depoimentos e registros que evidenciam a contribuição de pessoas, empresas e entidades para a integração territorial e o desenvolvimento econômico do Brasil.

Ao longo de 2026, a FuMTran aposta no aniversário como plataforma de expansão. Estão previstos conteúdos especiais, publicações, eventos e o avanço de parcerias institucionais, como a aproximação com o Memorial da América Latina. Segundo Leite, o objetivo é tornar a memória do transporte mais acessível e conectada aos desafios contemporâneos.

FuMTram Perspectivas

Entre os projetos editoriais em destaque estão os livros A Era das Máquinas – História dos Guindastes no Brasil, que resgata a evolução dos guindastes e sua importância para obras de infraestrutura, transporte pesado e logística; e A História do Transporte na Amazônia, que analisa os modais predominantes na região, seus desafios logísticos e o papel do transporte na integração regional. A iniciativa se completa com o projeto FuMTran Perspectiva, série de entrevistas com lideranças e especialistas que conectam memória histórica e reflexões sobre o futuro do setor.

Mais do que celebrar o passado, a FuMTran reforça, aos 30 anos, seu compromisso com o futuro. “A memória do transporte ajuda a compreender quem somos, como nos desenvolvemos e quais caminhos podem ser construídos a partir desse legado”, conclui o presidente.

  • Para conferir o acervo completo da FuMTran, acesse os links:
  • Link
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Vendas diretas sustentam mercado em 2025, enquanto varejo perde fôlego com crédito caro

O mercado brasileiro de veículos leves encerrou 2025 com 2,54 milhões de emplacamentos, crescimento modesto de 2,4% sobre 2024, segundo a Bright Consulting. O resultado positivo, porém, esconde uma mudança estrutural importante: o ano foi puxado majoritariamente pelas vendas diretas, voltadas a frotas corporativas, locadoras e empresas, enquanto o varejo (consumidor final) perdeu tração ao longo do segundo semestre.

Depois de um novembro fraco, dezembro ajudou a “fechar a conta”, com 264.484 veículos emplacados, alta de 16,7% na comparação mensal e de 8,7% frente a dezembro de 2024. Parte desse desempenho, no entanto, veio do calendário mais favorável (22 dias úteis) e da tradicional sazonalidade de fechamento de ano.

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Crédito pressionado e consumo seletivo

O pano de fundo macroeconômico explica a dinâmica do ano. Inflação persistente, juros elevados — com a taxa Selic a 15% — e queda da confiança do consumidor limitaram as vendas financiadas e reduziram a demanda pulverizada, especialmente no varejo. Nesse cenário, as montadoras e o mercado passaram a depender mais de canais estruturados, como vendas diretas e mudanças de mix.

No acumulado de 2025, o contraste entre os canais fica claro:

  • Showroom (varejo): 1.344.520 unidades
  • Venda direta (VD): 1.197.418 unidades

Em relação a 2024, o varejo recuou 1,2%, enquanto a venda direta cresceu 6,8%, adicionando 76,8 mil veículos ao volume anual. Já na comparação com 2023, ambos os canais avançam, mas a VD mostra trajetória mais consistente e menos volátil.

Dezembro até trouxe um respiro para o showroom, mas a fotografia de 2025 confirma um mercado mais dependente de venda direta e menos apoiado no consumidor pessoa física”, aponta a análise da Bright.

Frotas moldam ranking de marcas e modelos

Entre as montadoras, Fiat e Volkswagen seguem no topo, muito apoiadas no canal direto. Modelos como Fiat Strada, VW Saveiro e Fiat Mobi mostram altíssima dependência de vendas corporativas. A Saveiro, por exemplo, emplacou 7.934 unidades em venda direta de um total de 8.190 em dezembro. O Mobi seguiu lógica semelhante.

Já a BYD chama atenção pelo caminho oposto: foram 15.115 emplacamentos no mês, mas apenas 147 via venda direta, evidenciando um perfil fortemente concentrado no showroom, impulsionado pelo avanço dos eletrificados.

Mix mais caro pressiona o varejo

Os SUVs consolidaram a liderança em 2025, com 37,3% de participação no ano, percentual que sobe para 40,8% em dezembro. O avanço desse segmento — mais caro — ajuda a explicar por que o varejo sofre mais em um ambiente de crédito restritivo, enquanto frotistas conseguem negociar volumes, preços e condições.

Eletrificados e marcas chinesas ganham espaço

Outro vetor relevante no fechamento do ano foi o salto dos eletrificados, puxado pelos híbridos leves, como Fiat Pulse Hybrid, e híbridos plug-in, como Haval H6 PHEV.

Em dezembro, eles responderam por 14,3% do mercado, e no acumulado de 2025 chegaram a cerca de 11%, contra aproximadamente 7% em 2024. As marcas chinesas, puxadas pela BYD, encerraram o ano com 9,6% de participação, avanço expressivo frente aos 6,9% do ano anterior.

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Brasil x EUA na produção de biometano para o transporte pesado 

O Gás Natural Renovável (RNG, na sigla em inglês) — conhecido no Brasil como biometano — já deixou de ser uma aposta experimental na América do Norte para se consolidar como uma solução em escala industrial. Nos Estados Unidos e no Canadá, o combustível renovável avança rapidamente, impulsionado por políticas públicas claras, investimentos privados robustos e uma estratégia focada na descarbonização do transporte pesado. No Brasil, embora o potencial seja reconhecido como um dos maiores do mundo, o ritmo de desenvolvimento ainda é mais lento e desigual. 

Hoje, a América do Norte conta com cerca de 500 instalações de RNG em operação, com uma meta ambiciosa de atingir mil plantas até 2030, segundo a RNG COALITION, associação comercial e porta-voz da indústria de Gás Natural Renovável (GNR) na América do Norte.

Trata-se de um crescimento acelerado, sustentado por incentivos federais e estaduais, como programas de créditos ambientais e metas claras de redução de emissões. Já no Brasil, estimativas de mercado indicam entre 40 e 50 plantas de biogás e biometano em operação, número que cresce de forma consistente, mas sem um direcionamento nacional tão definido. 

A diferença de escala também se reflete nas matérias-primas utilizadas. Nos Estados Unidos e no Canadá, o RNG é produzido principalmente a partir de resíduos agrícolas, aterros sanitários e efluentes industriais. No Brasil, além dos aterros, o destaque está no setor agroindustrial, especialmente na suinocultura, bovinocultura e, sobretudo, na cadeia sucroenergética, com resíduos como vinhaça e torta de filtro. Especialistas apontam que esse conjunto coloca o País entre os maiores potenciais técnicos do mundo para produção de biometano. 

Quando o assunto é transporte pesado, o contraste volta a aparecer. Na América do Norte, a adoção do RNG em caminhões cresce rapidamente, apoiada por motores dedicados — como o Cummins X15N — e sistemas de armazenamento desenvolvidos por fornecedores globais, como a Hexagon Agility. Frotas de longa distância já operam com gás renovável, aproveitando uma infraestrutura de abastecimento em expansão contínua. 

No Brasil, o movimento está em fase inicial, mas ganhou tração nos últimos anos. Scania já oferece caminhões movidos a GNV e biometano, com foco em aplicações urbanas, regionais e, gradualmente, em rotas mais longas. Já são cerca de 2.500 caminhões Scania a gás em operação no Brasil. A Iveco ainda é uma promessa, pois a marca não divulga os números de emplacamentos. A Volkswagen Caminhões conta com um modelo Constellation em teste e a Mercedes-Benz está na fase de desenvolvimento.  

Gargalos

O principal gargalo, no entanto, segue sendo a infraestrutura, ainda concentrada nas regiões Sul e Sudeste, o que limita a adoção em escala nacional por grandes operadores logísticos. 

Do ponto de vista regulatório, a América do Norte se beneficia de um ambiente mais previsível. Programas de incentivo e metas de descarbonização, como iniciativas federais e estaduais alinhadas à chamada SMART Initiative, oferecem segurança para investidores e operadores de frotas. No Brasil, existem instrumentos importantes, como o RenovaBio e os créditos de descarbonização (CBIOs), mas o setor ainda enfrenta uma regulação fragmentada, com regras que variam entre estados e dificultam decisões de longo prazo. 

Essa diferença de previsibilidade impacta diretamente os investimentos. Enquanto o mercado norte-americano já é considerado maduro e competitivo, atraindo grandes players e capital privado, o brasileiro ainda depende fortemente de financiamentos públicos, incentivos regionais e parcerias estratégicas. Ainda assim, o interesse cresce, especialmente diante da pressão por soluções de baixo carbono no transporte de cargas. 

Vantagens estratégicas

Para gestores de frotas, o cenário deixa uma mensagem clara: a América do Norte mostra que o RNG é viável técnica e economicamente quando há escala, infraestrutura e políticas estáveis. O Brasil, por sua vez, reúne vantagens estratégicas difíceis de ignorar — abundância de matéria-prima, forte base agroindustrial e potencial para, no futuro, até se tornar exportador de biometano. 

O desafio agora é acelerar. Isso passa por ampliar a rede de distribuição, criar políticas públicas mais claras e estáveis e estimular a adoção do biometano por frotas de transporte pesado. Se conseguir alinhar esses fatores, o Brasil pode reduzir rapidamente a distância em relação aos mercados mais avançados e transformar seu potencial em realidade logística e ambiental. 

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Unimog 80 anos: De operário de guerra a ícone do luxo off-road

O Mercedes-Benz Unimog é, sem dúvida, um dos veículos mais versáteis já criados pela engenharia alemã. Nascido no pós-guerra como uma máquina agrícola, ele evoluiu para se tornar a espinha dorsal de exércitos, bombeiros e equipes de resgate em todo o planeta. Agora, prestes a completar 80 anos em 2026, o modelo ganha um capítulo inédito que une sua lendária força bruta a um requinte digno da divisão Maybach.

Uma lenda que desbravou o Brasil

No Brasil, a história do Unimog é escrita em terrenos onde nenhum outro veículo ousa chegar. Embora nunca tenha sido um item de prateleira nas concessionárias nacionais da Mercedes-Benz, o modelo se tornou peça fundamental na defesa e infraestrutura do país.

As Forças Armadas brasileiras, especialmente o Corpo de Fuzileiros Navais, utilizaram o Unimog há décadas para operações anfíbias e logísticas em terrenos pantanosos ou arenosos. Mais recentemente, o modelo U5000 reforçou essa frota, reafirmando que, para o governo brasileiro, o Unimog não é um caminhão, mas uma ferramenta de soberania. No setor civil, ele é a visão rara de colecionadores e empresas de energia que precisam alcançar torres de transmissão no topo de serras inacessíveis.

O salto para o luxo: O carro de exposição de 80 anos

Para celebrar as oito décadas dessa trajetória, a Mercedes-Benz Special Trucks, em parceria com a especialista Hellgeth Engineering, revelou em dezembro de 2025 uma versão que redefine o segmento. Trata-se de um “Show Car” baseado no robusto U 4023, mas com modificações que o elevam ao patamar de um super-SUV de luxo.

“Com o luxuoso carro de exposição Unimog, realizamos nossa visão de combinar a lendária robustez com um padrão totalmente novo de conforto. Este Unimog é uma declaração de inovação e paixão”, afirma Franziska Cusumano, CEO da Mercedes-Benz Special Trucks.

Potência e tecnologia de ponta

Diferente da versão padrão, este modelo comemorativo recebeu um transplante de coração: o motor de quatro cilindros deu lugar ao potente OM 936 de seis cilindros, entregando 300 hp (220 kW). Esta mudança não só garante maior torque para situações extremas, mas também um rodar mais suave e silencioso.

As inovações tecnológicas também marcam presença:

  • MirrorCam: Substituição dos retrovisores físicos por câmeras digitais, melhorando a visibilidade em trilhas estreitas.

  • Design Exterior: Pintura em cinza fosco, rodas de alumínio exclusivas e um sistema de iluminação em LED que confere um visual moderno e agressivo.

  • Interior Premium: A cabine dupla, que acomoda até quatro pessoas, foi revestida em couro de alta qualidade, com bancos ergonômicos, costuras personalizadas e tapetes de couro, transformando a experiência de dirigir no deserto ou na lama em um evento de gala.

O futuro no Brasil e no mundo

Embora este modelo de 80 anos seja um protótipo destinado a testes reais com clientes selecionados em 2026, ele sinaliza um novo horizonte para a marca. No Brasil, enquanto a Mercedes-Benz foca no Arocs para a produção em massa e mineração, o Unimog continua sendo o sonho de consumo para expedições de luxo e uso governamental especializado.

Este novo conceito prova que, aos 80 anos, o Unimog não está se aposentando; ele está apenas trocando as botas de borracha por um traje sob medida, sem perder a capacidade de atravessar rios e escalar montanhas.

O “Coração” do novo Unimog – O motor OM 936

A substituição do motor padrão de 4 cilindros pelo OM 936 de seis cilindros no modelo de 80 anos não é apenas uma questão de potência, mas de engenharia de performance.

  • Configuração: Trata-se de um motor de 7,7 litros que utiliza a tecnologia BlueTec 6. No Unimog comemorativo, ele entrega 300 cv e um torque impressionante que surge já em baixas rotações (essencial para o off-road extremo).

  • Gerenciamento térmico: Uma das grandes dificuldades de colocar um motor de 6 cilindros no chassi compacto do Unimog é o calor. A Hellgeth Engineering trabalhou para garantir que o sistema de arrefecimento suporte o esforço em baixa velocidade (sem o fluxo de ar natural das rodovias).

  • Transmissão otimizada: Com mais torque disponível, a transmissão automática foi reprogramada para oferecer trocas mais suaves, reduzindo o tranco característico dos veículos militares e tornando a condução “luxuosa” como proposto pela CEO Franziska Cusumano.

Os primeiros passos no Brasil (Anos 50 e 60)

A história do Unimog no Brasil começou muito antes da Mercedes-Benz se consolidar como a gigante dos caminhões que é hoje.

O pioneirismo agrícola

Nos anos 50, o Unimog chegou ao Brasil com sua proposta original: um dispositivo motorizado universal (Universal-Motor-Gerät). Ele era visto como um híbrido entre trator e caminhão.

  • As primeiras unidades (modelos 401 e 411) foram importadas para ajudar na mecanização agrícola no interior de São Paulo e Paraná.

  • Eles eram equipados com a famosa tomada de força (PTO), que permitia ligar serras, arados e bombas de água diretamente no motor do veículo.

O uso militar e a consolidação

Na década de 60, com a necessidade de patrulhar fronteiras e construir estradas em locais remotos, o Exército Brasileiro identificou no Unimog a ferramenta perfeita.

  • O Modelo 404 (S): Foi um dos mais icônicos desse período. Com motor a gasolina (para facilitar a logística militar da época) e um vão livre do solo altíssimo graças aos eixos portais, ele se tornou o padrão para ambulâncias militares e unidades de rádio em terrenos onde os jipes comuns atolavam.

  • A “Mística” da manutenção: Muitos desses veículos dos anos 60 ainda sobrevivem hoje em mãos de colecionadores brasileiros. Eles são valorizados pela simplicidade mecânica e pela durabilidade do chassi, que foi projetado para torcer até 30º sem quebrar.

Curiosidade: O Unimog “brasileiro”?

Embora nunca tenha sido fabricado integralmente aqui, nos anos 70 e 80, a Mercedes-Benz do Brasil (em São Bernardo do Campo) prestava suporte total a esses veículos e chegou a nacionalizar diversos componentes de reposição para as Forças Armadas, o que criou uma expertise local única na América Latina sobre o modelo.

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