Compromisso nº 05 da Carta de Propostas de Tomio Yano defende normas nacionais para ampliar transparência, previsibilidade e segurança jurídica nas operações de frete
A atuação das Gerenciadoras de Risco (GRs), empresas responsáveis por monitorar cargas, motoristas e operações de transporte, voltou ao centro das discussões no setor logístico. O tema ganha força com o compromisso nº 05 da Carta de Propostas apresentada pelo empresário e ex-caminhoneiro Tomio Yano, candidato a deputado federal, que defende a padronização nacional dos procedimentos adotados pelas GRs como forma de garantir maior transparência e segurança jurídica para transportadores, embarcadores e profissionais do volante.
Hoje, as Gerenciadoras de Risco operam com metodologias próprias, o que resulta em exigências distintas entre empresas, rotinas burocráticas variadas e critérios que mudam conforme o contratante. Para motoristas e transportadores, essa falta de uniformidade gera dúvidas, atrasos e dificuldades operacionais, especialmente em viagens longas ou em operações que envolvem múltiplos embarcadores. A proposta de Yano busca justamente reduzir essas inconsistências por meio de normas claras e procedimentos padronizados em todo o país.
Segundo o candidato, a padronização é essencial para modernizar o setor e fortalecer a segurança jurídica. “As Gerenciadoras de Risco são fundamentais para o transporte, mas precisam atuar com regras claras e previsíveis. A padronização nacional garante transparência, reduz conflitos e facilita a vida de quem está na estrada”, afirma Yano.
A proposta prevê que a normatização contemple critérios técnicos, protocolos de segurança, exigências documentais, padrões de comunicação e parâmetros de avaliação de motoristas e veículos. A ideia é que todos os envolvidos na cadeia logística — do embarcador ao caminhoneiro — tenham clareza sobre os procedimentos adotados, evitando interpretações divergentes e exigências que variam de acordo com cada GR.
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Para especialistas em logística, a padronização pode contribuir para reduzir custos operacionais, agilizar processos de liberação de carga e melhorar a integração entre sistemas de monitoramento. Além disso, tende a diminuir conflitos entre transportadores e gerenciadoras, já que regras uniformes facilitam auditorias, fiscalizações e a aplicação de boas práticas.

Motoristas também veem a medida como positiva. Muitos relatam que, em uma mesma semana, podem enfrentar exigências completamente diferentes dependendo da empresa contratante, o que gera insegurança e aumenta o tempo de espera nas operações. A criação de normas nacionais é vista como uma forma de tornar o processo mais previsível e menos burocrático.
O compromisso nº 05 integra o eixo de segurança, saúde e equilíbrio regulatório da Carta de Propostas de Yano, que busca modernizar o setor de transporte e fortalecer a relação entre profissionais, empresas e órgãos reguladores. A expectativa é que o tema avance no debate legislativo e que a padronização das Gerenciadoras de Risco se torne uma política pública capaz de melhorar a eficiência e a segurança das operações de frete em todo o país.
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