Jamef nomeia Jorge Miguel como COO em meio à pressão logística do avanço do e‑commerce

Executivo assume a área de operações em meio ao aumento da demanda logística impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico no país

A Jamef Transportes anunciou, nesta semana, a nomeação de Jorge Miguel como novo COO da companhia, responsável pelas operações de transporte rodoviário e aéreo de carga fracionada. A chegada do executivo ocorre em um momento de intensificação da demanda logística no Brasil, às vésperas do peak season — período de maior volume de entregas devido à Black Friday e às festas de fim de ano — e em meio ao avanço contínuo do e‑commerce no país.

Segundo dados do ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), o faturamento do comércio eletrônico brasileiro atingiu R$ 235,5 bilhões em 2025 e deve alcançar R$ 259,1 bilhões em 2026, ampliando a pressão sobre transportadoras por maior eficiência operacional, capacidade de atendimento e redução de prazos. Esse cenário tem levado empresas do setor a reforçar suas estruturas de liderança e gestão.

Com mais de 20 anos de experiência em operações, engenharia, manutenção, supply chain e áreas comerciais, Jorge Miguel acumula passagens por companhias nacionais e multinacionais dos setores industrial, óleo e gás, energia, automotivo e transporte de cargas. O executivo é certificado Black Belt em Lean Six Sigma, graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Tecnologia Industrial pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Ao longo da carreira, Miguel liderou projetos voltados à melhoria da disponibilidade operacional, redução de custos de manutenção e implementação de programas de segurança que resultaram em longos períodos sem acidentes com afastamento. Também conduziu iniciativas de automação que contribuíram para a diminuição de custos operacionais em diferentes empresas em que atuou.

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Nurik Costa foi anunciado em setembro de 2025 como novo CFO da Jamef Transportes

Jamef
Nurik Costa, novo CFO da Jamef Transportes

Em setembro de 2025, a Jamef, transportadora mineira com atuação em todo o País, anunciou Nurik Costa como o novo Chief Financial Officer (CFO). O executivo tem como missão fortalecer a gestão financeira da companhia e apoiar a expansão sustentável da empresa, na modernização da frota, capacitação de colaboradores e tecnologias.

Com mais de três décadas de experiência, Costa construiu a carreira em empresas brasileiras e multinacionais de setores como indústria, serviços financeiros e comércio exterior. É graduado em Administração Pública e pós-graduado em Finanças e Banking pela Escola de Administração de Empresas da FGV-SP.

Assumir a posição de CFO na Jamef é uma oportunidade de contribuir para o fortalecimento da governança e da eficiência financeira da companhia, que tem uma história sólida e reconhecida no setor de transporte. O objetivo é garantir que a área financeira apoie cada vez mais a expansão e o desenvolvimento do negócio”, afirma o novo CFO da Jamef.

De acordo com Marcos Rodrigues, CEO da Jamef, a chegada de novos profissionais reforça o compromisso da empresa em atrair talentos capazes de trazer diferentes perspectivas e contribuir para o crescimento sustentável do negócio. “Na Jamef, acreditamos que a diversidade de trajetórias fortalece nossa evolução. Cada profissional que se junta ao time acrescenta uma visão singular, que, conectada ao conhecimento já existente, impacta positivamente os resultados e favorece a construção de um ambiente colaborativo e em constante desenvolvimento”, conclui.

+ Notícias curtas

Índice do frete — Em agosto, o preço médio do frete rodoviário no Brasil caiu 0,54%, passando de R$ 7,40 para R$ 7,36 por quilômetro, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred. A retração foi influenciada pela menor atividade industrial e pelos efeitos da política tarifária dos Estados Unidos, além da queda do dólar e da manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano. No entanto, fatores como o escoamento da segunda safra de milho, o reajuste do piso da tabela de frete em julho e o aumento do diesel — que subiu até 0,81% — limitaram uma queda maior. Para os próximos meses, a expectativa é de pequenas oscilações no IFR, condicionadas ao comportamento dos combustíveis, do câmbio e de possíveis mudanças regulatórias.

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