Normas em vigor alteram exigências para o transporte aéreo de produtos com baterias de lítio e impactam embarques do e-commerce
A logística de eletrônicos por transporte aéreo precisam observar as regras para embarque de baterias. Desde 1º de janeiro de 2026, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) exige que baterias de íon-lítio embaladas com o equipamento sejam transportadas com carga reduzida, salvo aprovação dos órgãos competentes. A forma de acondicionamento da bateria influencia a documentação, a identificação da carga e o tipo de aeronave autorizado para o transporte.
Antes da coleta, o embarcador deve informar se a bateria está instalada no equipamento, embalada junto ao produto ou transportada separadamente. Segundo Aline Venuto, gerente nacional da Jamef Aéreo, essa informação é determinante para a definição das exigências aplicáveis ao envio.
“O que muda na prática é a informação que o embarcador precisa dar antes da coleta”, afirma Aline Venuto Rodrigues em comunicado à Frota News. “É necessário que o embarcador, em caso de dúvidas sobre a melhor forma de envio, consulte o transportador, que pode orientá-lo sobre as regras que devem ser aplicadas.”
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Restrições para baterias avulsas
De acordo com o guia de expedição de baterias da Gollog, baseado nas normas da IATA, baterias de íon-lítio, lítio metálico e íon-sódio enviadas separadamente dos equipamentos não podem ser transportadas em aeronaves de passageiros. Nesses casos, o embarque é permitido apenas em aeronaves cargueiras.
Além disso, as remessas exigem embalagem homologada, carga máxima de 30% da capacidade nominal para baterias de íon-lítio e íon-sódio e a apresentação da Declaração do Expedidor para Artigos Perigosos (Shipper’s Declaration). No Brasil, o transporte aéreo de artigos perigosos é regulamentado pelo RBAC 175, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Dados da IATA apontam que o volume de baterias de lítio transportadas por via aérea cresceu 25% em um ano até outubro de 2025.
Impacto no período de maior demanda
Segundo a Confi/Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil, a Black Friday de 2026 deve movimentar R$ 13,3 bilhões entre 26 e 29 de novembro, alta de 20,7% em relação ao ano anterior. Já a ANAC registrou 121,5 mil toneladas de cargas transportadas por via aérea em setembro de 2026, avanço de 11,1% na comparação com setembro de 2025.
Baterias instaladas nos equipamentos ou embaladas com eles podem ser transportadas em voos domésticos de passageiros, desde que respeitem o limite de 5 kg líquidos por volume, utilizem embalagens resistentes e apresentem a identificação adequada.
Já as baterias enviadas separadamente permanecem restritas às aeronaves cargueiras. Baterias consideradas defeituosas por razões de segurança, incluindo produtos sob recall ou devolvidos ao fabricante, não podem ser transportadas por via aérea. Nesses casos, a alternativa é o transporte terrestre ou multimodal.
Todas as células e baterias de lítio e de sódio destinadas ao transporte aéreo também devem atender aos testes previstos na subseção 38.3 do Manual de Testes e Critérios da ONU.
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