quarta-feira, maio 22, 2024

Descarbonização: GM começa transição do transporte para gás e elétrico

Os embarcadores, seja indústria, comércio ou agronegócios, eles têm grande responsabilidade na descarbonização do transporte. A começar por ter uma política de contratação do serviço de transporte e o pagamento de frete justo para o fornecedor poder investir em caminhões modernos, treinamento, tecnologias, entre outras práticas. Sempre mostramos cases de embarcadores que estão evoluindo em logística sustentável. Neste artigo, temos a General Motors do Brasil (GM), com fábrica em São Caetano do Sul (SP) e São Carlos (SP).

A General Motors (GM) está implementando um projeto de transporte de peças para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO²) em suas operações logísticas. A iniciativa para descarbonização, que utiliza caminhões elétricos e a gás, tem o potencial de eliminar cerca de 35 toneladas de CO² por ano, marcando um importante passo em direção a um futuro mais sustentável.

Segundo a Abiogás (Associação Brasileira do Biogás), se os caminhões a gás forem abastecidos com biometano, a redução das emissões é ainda maior. Conforme informado pela Scania na ocasião do lançamento do modelo dela, o caminhão dela emite até 95% menos CO₂ se abastecido com biometano e 15% se utilizarem o GNV (Gás Natural Veicular).

Rotas entre fábricas, CD e concessionárias

Os caminhões elétricos e a gás estão atualmente em operação no Estado de São Paulo, conectando as fábricas da GM em São Caetano do Sul e São José dos Campos, o centro de distribuição de Sorocaba e as concessionárias da região. Nesta fase inicial, a empresa está utilizando quatro veículos de transporte de carga pesada, que percorrerão aproximadamente 80 mil quilômetros por ano.

Há embarcadores que já estão com dezenas de veículos similares para descarbonização, como Ambev (cerca de 200) e PepsiCo, com cerca de 150 unidades entre elétricos e a gás. Vale ressaltar que a GM já anunciou sua meta global de atingir a neutralidade de carbono em todas as suas operações até 2035 e por isso a empresa planeja aumentar a frota deste tipo, inclusive, para cegonhas no transporte dos carros para as concessionárias.

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Evolução da logística sustentável

No momento, a GM está em fase de desenvolvimento de fluxos logísticos para avaliar a expansão do projeto de descarbonização, considerando otimizações e a evolução da tecnologia.

Os caminhões elétricos e a gás utilizados neste projeto são resultados de parcerias com as empresas JSL, Ceva Logistics e Tegma Gestão Logística. Eles são responsáveis por transportar peças essenciais, como motores, transmissões e para-choques, entre as fábricas da GM, bem como acessórios e peças de reposição para as concessionárias.

Inclusão das mulheres

É importante destacar que três dos caminhões elétricos são conduzidos exclusivamente por mulheres.

Marcio Lucon, diretor-executivo de Compras e Supply Chain da GM América do Sul, destaca a importância desse projeto. “Para a GM, a sustentabilidade é uma de nossas prioridades, e isso inclui nossos processos logísticos. Estamos muito orgulhosos de implementar esse projeto. Decerto é mais uma iniciativa para contribuir com a redução das emissões de CO² em todas as nossas operações globalmente,” comentou.

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Intermodalidade

Além do projeto de transporte sustentável de peças, a GM está adotando uma série de medidas para tornar sua logística ainda mais amiga do meio ambiente. Isso inclui o uso do modal cabotagem para o transporte de 100% das peças na região Norte do Brasil. Ao passo que isso reduz as emissões de carbono em comparação com o transporte rodoviário.

Além disso, a empresa instalou 50 rebocadores equipados com baterias de lítio de última geração. Decerto, reduz as emissões em comparação com o uso de rebocadores a gás. Por fim, a GM substituiu o uso de papel por um sistema eletrônico de rastreabilidade em suas operações. A fim de reduz 2 milhões de folhas de papel por ano, equivalente ao plantio de 267 árvores.

Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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