A Log, construtora e administradoras de galpões logísticos, trabalha na ampliação de empreendimento na Paraíba e investe, aproximado de R$ 58 milhões. Segundo a empresa, o objetivo é desenvolver mais 27 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) na capital da Paraíba. Com a expansão, o LOG João Pessoa passará a disponibilizar mais de 68 mil m² de ABL em galpões totalmente modulares, desenvolvendo um polo logístico estratégico, capaz de atender a alta demanda presente no estado. “O Nordeste é crucial em nossa estratégia de expansão, com João Pessoa desempenhando um papel fundamental para consolidarmos nossa liderança na região”, afirma Marcio Siqueira, diretor Executivo de Operações da Log.
Saiba mais:
- O litoral de Santa Catarina vive um “apagão logístico”, com vacância abaixo de 3%, o que acelera a substituição de galpões antigos por complexos industriais mais modernos e sustentáveis. Pressionados por operadores internacionais que exigem padrões como LEED e infraestrutura para eletrificação, projetos como o Ciway 470 (foto), do Grupo Saes, surgem como resposta: um condomínio logístico de alta eficiência, com usinas solares, pátios digitalizados e segurança compartilhada. Localizado no entroncamento das BR-470 e BR-101, o empreendimento terá 200 mil m² de ABL em um terreno de 430 mil m², com 94 galpões modulares capazes de abrigar quase cem empresas, rompendo com o modelo de “Big Boxes” monousuários. Segundo o CEO Erivelto Saes, a indústria já não aceita estruturas simples e ineficientes, e investidores buscam capturar a valorização gerada pela vacância mínima e pela crescente demanda por ativos logísticos Triple A na região.
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- Guarulhos assumiu em 2025 a liderança logística do e‑commerce brasileiro, superando São Paulo em preço de locação de galpões e consolidando-se como principal hub do País. Com forte expansão imobiliária, acesso direto ao maior mercado consumidor, integração com o aeroporto e múltiplas rodovias, o município atraiu gigantes como Mercado Livre, Amazon, Shopee, Shein e Magazine Luiza, impulsionando a valorização dos ativos e a entrega de novos empreendimentos. A cidade ultrapassou Cajamar em ritmo de crescimento e concentra mais de 850 mil m² em obras, enquanto o mercado nacional vive vacância mínima e risco de déficit estrutural de galpões premium. Esse avanço pressiona o transporte rodoviário, aumentando a circulação urbana, a demanda por veículos de última milha e a necessidade de renovação de frota, ao mesmo tempo em que alerta para possíveis gargalos viários caso a infraestrutura não acompanhe o boom logístico.
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- Os custos logísticos do Brasil chegaram a 15,5% do PIB em 2025, refletindo uma década de aumento da demanda por transporte sem expansão equivalente da infraestrutura, o que elevou despesas e reduziu a competitividade. O estudo do ILOS mostra que o País opera acima de economias avançadas e até de grandes emergentes, pressionado pela dependência do modal rodoviário e pelo salto no custo dos estoques — agravado pela alta da Selic, que encareceu o capital imobilizado. Além disso, há um descompasso entre embarcadores, que consideram o frete caro, e transportadoras, que afirmam não conseguir repassar seus custos, levando ao abandono de segmentos pouco rentáveis e risco de escassez de oferta. Sem investimentos estruturantes e maior eficiência sistêmica, a logística seguirá como um dos principais entraves ao crescimento sustentável brasileiro.

Leia a Revista Frota News Edição 54
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